Quem disse que robôs não substituiriam os seres humanos?

10 01 2009

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Wakamaru em cena!

Uma nova estrela do teatro japonês tem um rosto amarelo brilhante, braços prateados e um sensor de posicionamento na cabeça.  Seu sucesso foi quase instantâneo.  Ele é Wakamaru e nasceu para brilhar! Sua inspiração veio do sucesso da série televisiva americana de 1968 produzida pela CBS — Lost in space  [Perdidos no espaço].  A história por sua vez havia sido inspirada por clássicos de literatura do século XIX  e retratava as aventuras da família Robinson a bordo da nave Júpiter 2.   A maior atração era o robô B9. Ele não possuía os avançados computadores internos que integram Wakamaru.  B9  tinha 511 frases pré-programadas. Uma coisa simples para o sofisticado Wakamaru, que fala cerca de cinco mil frases – algumas delas quando contracena com a atriz Minako Inoue e com o ator Hiroshi Ota.

 

Wakamaru: tem um metro de altura e uma câmera omnidirecional.  Isto lhe permite enxergar a toda volta — 360 ° —  sem mover o corpo.  Seu movimento depende de rodas e de sensores de infravermelho para detectar os obstáculos no caminho.   Hoje ele participa da peça Hataraku watashi (Eu, trabalhador) em Osaka.  Reprogramamos a máquina para que ela fosse capaz de interagir com os demais atores. Wakamaru usa cuidadosamente os objetos do cenário e tem a vantagem de jamais errar o texto“, diz o chefe do departamento de pesquisa da Universidade de Osaka, Ken Onishi.

 

Wakamaru não é o único robô em cena.  Ele tem a companhia de um outro colega.  Ambos foram aprovados nos testes e agora interpretam no palco, respectivamente, os personagens Momoko e Takeo. Dois atores humanos também estão no elenco.

 

 

B-9 em cena -- Perdidos no Espaço

B-9 em cena -- Perdidos no Espaço

 

 

Wakamaru também trabalha em outros lugares, já que pode ser alugado por aproximadamente USD $1.000 por dia.  Capaz de reconhecer até dez pessoas e chamá-las pelo nome, este robozinho consegue recepcionar os membros de uma família com uma voz feminina, gentil e transmitir recados da secretária eletrônica.  Ele também lê e-mails. De manhã, pode passar para seu dono as principais manchetes dos jornais, dar a previsão do tempo e servir como uma eficiente mordomo/secretário lembrando seu dono dos compromissos do dia. Se a segurança da casa for uma preocupação, basta usar o celular e ligar para Wakamaru: ele transmitirá imagens de todas as dependências.

 

Acho que vou tentar juntar os USD 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil dólares) para poder comprá-lo.  Deixe-me ver: posso economizar R$120,00 por mês, mais ou menos USD$ 50,00/mês…  Em quanto tempo será que conseguirei um ajudante deste naipe?  Huhm… 

 

Para maiores informações clique AQUI.  Texto baseado no artigo de Luciana Scarbi do portal Terra.





Você já ouviu falar de um mamífero venenoso?

9 01 2009

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Você já ouviu falar de um mamífero venenoso?  Ah! Mas ele existe!  E recentemente o Hispaniolan solenodon, [ Musaranho Solenodon] foi filmado no seu habitat.  Veja a fotografia.  Ele parece uma grande toupeira ou musaranho; a diferença é que ele injeta um veneno na sua presa quando morde.  O veneno sai através de dentes especializados.   Pouco se conhece deste animal que tem um nariz comprido, habita algumas ilhas do Caribe e que está entre os animais com perigo de desaparecerem por causa do tombamento de florestas, pela caça e também pela introdução de novas espécies na ilha.  

 

O musaranho foi visto e filmado por pesquisadores da Durrell Wildlife Conservation Trust  e a Ornitological Society of Hispaniola no verão de 2008 na Republica Dominicana.   Os pesquisadores foram capazes de tirar suas medidas e seu DNA antes de retornarem o bichinho ao mato.  Ele é um animal notívago que come insetos. 

 

 

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Baseado no artigo de Rebecca Morelle, jornalista de ciências da BBC.  Para o vídeo e o artigo integral, clique AQUI.





Fotografia de Inácio Moraes

9 01 2009

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Arco-íris,  ©Inácio Moraes,2009

Fotógrafo: Inácio Moraes (RJ), fotógrafo e amigo. Atualmente trabalha como assistente de câmera em cinema e publicidade!





A pipa e o vento — poesia de Cleonice Rainho

9 01 2009

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A Pipa e o Vento

 

                                       Cleonice Rainho

 

Aprumo a máquina,

dou linha à pipa

e ela sobe alto

pela força do vento.

 

 

O vento é feliz

porque leva a pipa,

a pipa é feliz

porque tem o vento.

 

Se tudo correr bem,

pipa e vento,

num lindo momento,

vão chegar ao céu.

                                              

 

 

Cleonice Rainho Thomaz Ribeiro, (Angustura, MG, 15/3/1919), mudando-se para Juiz de Fora. Premiada poetisa e trovadora conhecida, professora de Letras Portuguesas, formada pela PUC Rio de Janeiro.  Fundadora da Associação de cultura Luso-brasileira de Juiz de Fora.

 

Obras:

 

Poesias, 1956

Sombras e sonhos, 1956

O chalé verde, 1964

Ternura páginas maternais, 1965

Terra Corpo sem Nome, 1970

Varinha de condão: poesia infantil, 1973

O Galinho azul; A minhoca mágica, 1976

Vôo Branco, 1979

Parabéns a você, 1982

João Mineral, 1983

O castelo da rainha Ba, 1983

Torta de maçã, 1983

Uma sombra nas ruas, 1984

Intuições da Tarde, 1990

Verde Vida; poesia, 1993

O Palácio dos Peixes, 1996

O Linho do Tempo, 1997

Poemas Chineses, 1997

Liberdade para as Estrelas, 1998

3 km a picos, s/d

La cucaracha, s/d





Evitando acidentes XII

8 01 2009

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Escada não foi feita para brincar.

Vocês podem se machucar!





Peixes têm memória!

8 01 2009

peixinhos-blanche-wrightIlustração: Blanche Wright

Depois de quase um ano de uma pequena descoberta feita por um aluno australiano de 15 anos sobre a memória dos peixes, sua descoberta ganha finalmente maior peso, com pesquisa adicional que acabou de ser anunciada ontem.  Esta notícia dos pesquisadores do Instituto de Tecnologia Technion, em Israel, veio corroborar as observações feitas por Rory Stokes e noticiadas no mundo de língua inglesa em fevereiro de 2008.  

 

Este adolescente, que fez pequenos experimentos num aquário caseiro, conseguiu demonstrar na época que os peixes kinguios  têm muito mais do que três segundos de memória.  Este era, até então, o número que se acreditava verdadeiro para a duração da memória nestes  peixinhos vermelhos de aquário, também chamados no Brasil de véu de noiva.

 

Aluno da Escola de Matemática e Ciências, em Adelaide, Austrália, Rory Stokes, foi inspirado pelo professor de ciências Dr. Culum Brown, que apresenta um programa na televisão australiana.  Dono de um aquário, seu experimento se baseou em colocar uma pequena luz no aquário e depois alimentava o peixe, que logo aprendeu a associar a luz à comida e conseguiu guardar esta informação por pelo menos seis dias.

 

Ontem, no entanto, as pesquisas sobre a memória dos peixes deram um grande passo à frente quando pesquisadores em Israel, anunciaram que haviam treinado peixes jovens, associando um som reproduzido por um alto-falante com o momento da alimentação. Cada vez que o som específico era reproduzido, os animais retornavam para a alimentação.  Após um mês de treinamento, os peixes foram liberados para o mar, onde foram deixados à sua própria sorte.

 

 

Em um período entre quatro e cinco meses após a liberação, quando os peixes tinham se tornado adultos e prontos para a comercialização, o som foi tocado novamente e os animais retornaram.

 

Os efeitos desta descoberta da memória dos peixes poder ser mantida por pelo menos cinco meses são de grande valia para baixar os custos da piscicultura.  

 

Para maiores informações veja o artigo no portal Terra.





O Bolo de Reis

7 01 2009

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O bolo de reis ou Epifania,  1774

Jean–Baptiste Greuze (França, 1725-1805)

Óleo sobre tela,  71 x 92 cm

Musée de Fabre,  Montpellier

 

O Natal é uma época que sempre me traz nostalgia.  Há a nostalgia pelo existiu brevemente – ou seja, a nostalgia de um dia ter podido acreditar na lenda natalina do Papai Noel;  há a nostalgia do que nunca existiu — um período de paz e beatitude — que existe só no coração das crianças pequeninas.  E há também no meu caso, a nostalgia, dos cheiros de Natal, das comidas de Natal, da cozinha natalina.

 

Minha avó materna era carioca da gema, nascida no finalzinho do século XIX.  Mas era por sua vez neta e bisneta de portugueses de Viana do Castelo e de galegos de região de Vigo. E muitas das nossas tradições de família vêm por intermédio dela.  Depois que ficou viúva, vovó Albina veio morar conosco.  E para mim o Natal nunca foi o mesmo desde que ela não pode mais orquestrar o cardápio natalino.  O Natal na nossa casa tinha cheiro de festa, sabores esdrúxulos das frutas secas e das cerejas frescas,  tinha peru com pêssegos no Natal, [nunca tivemos bacalhau que eu me lembre], devorávamos os sonhos fresquinhos recheados com geléia e as rabanadas com bastante açúcar e canela, que eram sempre mais gostosas quando já eram “dormidas”.  No Ano Novo tínhamos presunto com rodelas de abacaxi fritas, salada de maionese que também se chamava salada russa, tudo com complementos brasileiríssimos tais como farofa e arroz.  E finalmente o nosso Natal terminava com O Bolo De Reis, que adorávamos porque além de gostoso, trazia 4 prendas dentro dele e prognosticava o ano que se iniciava.   

 

O Bolo de Reis era uma das grandes especialidades de vovó Albina, que começava cedo a sua preparação porque este bolo não era feito com o fermento comum, mas com o fermento “de padaria” —  aquele que a gente precisa misturar com água quente e depois colocar a massa num lugar sem vento (dentro do forno apagado) e deixar o tempo se encarregar de dobrar o tamanho da massa como se por milagre!  O Bolo de Reis levava quatro prendas todas de metal: um dedal (trabalho duro), uma aliança (casamento a vista), uma cruz (pagar pecados) e uma medalha de São Cristóvão (viagens próximas).   Lá em casa, com meu pai cientista, sempre tivemos muito cuidado com a higiene.  Então, estas prendas eram colocadas na água e lá  as deixávamos fervendo até que vovó estivesse pronta para colocá-las na massa do bolo e com este gesto tão simples ajudar a desenhar o futuro de quem tirasse cada brinde no dia 6 de janeiro.   O Bolo de Reis levava muitas coisas crocantes além das partes metálicas mencionadas acima: figos, peras cristalizadas, passas, pinhões, nozes, e uma dezena de outras coisas de que já não me lembro, mas que certamente ajudavam a fechar com chave de ouro o período natalino.

 

Até hoje procuro uma receita deste Bolo de Reis que possa duplicar a deliciosa sensação de comê-lo além da ansiedade da previsão de um futuro como imaginávamos.  Tenho procurado há anos uma receita que duplique para mim este gosto do Natal.  Mas por mais que o faça, não a consegui ainda.  Às vezes acho que minha avó ia colocando coisas a mais, fora da receita, mas ultimamente me pergunto se não é só a minha saudade, a nostalgia de uma infância segura e feliz que não consigo duplicar.  Hoje, já não há mais razão para que eu faça um Bolo de Reis.  A maioria das pessoas à minha volta não tem idéia daquilo a que me refiro.  Que pena!  Não sabem o que perdem!

©Ladyce West, Rio de Janeiro: 2009





Hoje, Dia de Reis, o 12° dia do Natal!

6 01 2009

 

 

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Altar da Adoração dos Reis Magos, 1420-23

Gentile da Fabriano (Itália, 1370 – 1427)

Têmpera sobre madeira, 203 x 282 cm

Uffizi, Florença

 

[nota: abaixo três predellas , contam a vida anterior e posterior à cena retratada. Da esquerda para a direira: O nascimento de Jesus Cristo, A fuga para o Egito e à direita, A apresentação no templo e circuncisão

 

Por vezes falarei aqui neste blog sobre religiões.  Não necessariamente porque estou advogando uma específica, mas simplesmente porque muito do que fazemos e vemos no nosso dia a dia, muito do que pensamos e como pensamos, está direta ou indiretamente relacionado às religiões que formaram a cultura brasileira.  Como historiadora da arte, para mim foi sempre essencial saber em que meio, em que cultura um quadro, uma escultura, um altar, uma imagem litúrgica teria sido feita para poder entender o porquê de certos detalhes.  Assim como mencionei a festa judaica,  o Festival de Luzes, em dezembro de 2008, hoje venho pensando no Natal, e nas festividades que estão aos poucos desaparecendo.

 

Hoje é dia 6 de janeiro, Dia de Reis, ou Dia dos Reis Magos.  Atualmente quando falamos de magos há três imagens que nos vêm à memória, sem relação ao dia de hoje.  1 – pensamos em Paulo Coelho;  2 – pensamos na obra de Tolkien, O senhor dos anéis,  3 – pensamos na obra de J K Rolling, Harry Potter.  Quase nenhuma criança, adolescente, jovem ou adulto se lembra primeiro de Gaspar, Belquior, e Baltazar, os reis que seguiram a estrela de Natal e levaram presentes para o bebê nascido na manjedoura.

 

O Dia de Reis é o décimo-segundo dia de Natal.  E ainda é celebrado em muitas partes do mundo, em lugares onde a tradição da Igreja Ortodoxa grega impera, [aquela que é herdeira e mantenedora das tradições religiosas depois da Queda do Império Romano].  É nela que  é no dia de hoje, lembrando os presentes dados pelos reis magos a Jesus, as pessoas trocam presentes de Natal.

 

Quando morei nos EUA fiquei surpresa de ouvir a grande maioria dos americanos cantando uma conhecida cantiga natalina, chamada The Twelve Days of Christmas,  — os doze dias de Natal – sem terem a menor noção de que esses 12 dias se referem ao período do dia 25 ao dia 6 de janeiro.  Não sabem também que a letra desta conhecida canção traz muitas referências à história da igreja católica na Grã-Bretanha.  É por causa deste simbolismo dos 12 dias de Natal que tradicionalmente nós nos desfazemos dos nossos enfeites natalinos, inclusive da árvore de Natal, só depois do dia 6 de janeiro.  No entanto, nos EUA, ao invés, as pessoas se desfazem de suas árvores de Natal no dia 31 de dezembro e no sul do país, onde morei por muitos anos, a tradição oral é: manter a árvore montada depois do dia primeiro traz má sorte.   Esta atitude sempre me surpreendeu porque aquele é um país cristão e bastante religioso.   Mas lá, já se perdeu a noção dos 12 dias do Natal.

 

Então, vejamos o que a canção natalina a que me referi realmente diz:

 

The Twelve Days of Christmas

 

 

On the first day of Christmas,

my true love sent to me

A partridge in a pear tree.

 

On the second day of Christmas,

my true love sent to me

Two turtle doves,

And a partridge in a pear tree.

 

On the third day of Christmas,

my true love sent to me

Three French hens,

Two turtle doves,

And a partridge in a pear tree.

 

On the fourth day of Christmas,

my true love sent to me

Four calling birds,

Three French hens,

Two turtle doves,

And a partridge in a pear tree.

 

On the fifth day of Christmas,

my true love sent to me

Five golden rings,

Four calling birds,

Three French hens,

Two turtle doves,

And a partridge in a pear tree.

 

On the sixth day of Christmas,

my true love sent to me

Six geese a-laying,

Five golden rings,

Four calling birds,

Three French hens,

Two turtle doves,

And a partridge in a pear tree.

 

On the seventh day of Christmas,

my true love sent to me

Seven swans a-swimming,

Six geese a-laying,

Five golden rings,

Four calling birds,

Three French hens,

Two turtle doves,

And a partridge in a pear tree.

 

On the eighth day of Christmas,

my true love sent to me

Eight maids a-milking,

Seven swans a-swimming,

Six geese a-laying,

Five golden rings,

Four calling birds,

Three French hens,

Two turtle doves,

And a partridge in a pear tree.

 

On the ninth day of Christmas,

my true love sent to me

Nine ladies dancing,

Eight maids a-milking,

Seven swans a-swimming,

Six geese a-laying,

Five golden rings,

Four calling birds,

Three French hens,

Two turtle doves,

And a partridge in a pear tree.

 

On the tenth day of Christmas,

my true love sent to me

Ten lords a-leaping,

Nine ladies dancing,

Eight maids a-milking,

Seven swans a-swimming,

Six geese a-laying,

Five golden rings,

Four calling birds,

Three French hens,

Two turtle doves,

And a partridge in a pear tree.

 

On the eleventh day of Christmas,

my true love sent to me

Eleven pipers piping,

Ten lords a-leaping,

Nine ladies dancing,

Eight maids a-milking,

Seven swans a-swimming,

Six geese a-laying,

Five golden rings,

Four calling birds,

Three French hens,

Two turtle doves,

And a partridge in a pear tree.

 

On the twelfth day of Christmas,

my true love sent to me

Twelve drummers drumming,

Eleven pipers piping,

Ten lords a-leaping,

Nine ladies dancing,

Eight maids a-milking,

Seven swans a-swimming,

Six geese a-laying,

Five golden rings,

Four calling birds,

Three French hens,

Two turtle doves,

And a partridge in a pear tree!

 

 

No 1º dia de Natal meu verdadeiro amor me enviou…
Uma perdiz em uma pereira

No 2º dia de Natal meu verdadeiro amor me enviou…
Duas rolinhas

No 3º dia de Natal meu verdadeiro amor me enviou…
Três galinhas francesas

No 4º dia de Natal meu verdadeiro amor me enviou…
Quatro pássaros

No 5º dia de Natal meu verdadeiro amor me enviou…
Cinco sinos

No 6º dia de Natal meu verdadeiro amor me enviou…
Seis gansos

No 7º dia de Natal meu verdadeiro amor me enviou…
Sete cisnes

No 8º dia de Natal meu verdadeiro amor me enviou…
Oito  jovens que ordenham

No 9º dia de Natal meu verdadeiro amor me enviou…
Nove senhoras dançando

No 10º dia de Natal meu verdadeiro amor me enviou…
Dez senhores saltadores

No 11º dia de Natal meu verdadeiro amor me enviou…
Onze flautistas tocando

No 12º dia de Natal meu verdadeiro amor me enviou…
Doze tocadores de tambor tocando-os

Esta letra vem do tempo em que a Inglaterra proibia a religião católica [1558-1829] e católicos ingleses e irlandeses precisavam achar uma maneira de passar para seus filhos os aprendizados religiosos.  Tornaram-se então grandes especialistas em simbologia – assim como nós no Brasil da ditadura militar do século passado, passamos a falar em código sobre muito do que era proibido pelo governo.  Então, voltando à Inglaterra, esta canção é ao mesmo tempo uma canção natalina e um trava-linguas, uma brincadeira infantil que pretende seduzir as crianças em aprenderem esta simbologia muito especial.  

 

Amor verdadeiro =  Jesus Cristo

Duas rolinhas: o Novo e o Velho Testamentos

Três galinhas francesas = as virtudes teológicas: Fé, Esperança e Caridade

Quatro pássaros = os quatro evangelhos / os quatro evangelistas

Cinco sinos = Pentateuco ou seja, os cinco primeiros livros do Antigo Testamento, que mostram como o homem perdeu o Paraíso

Seis gansos = Seis dias da Criação

Sete cisnes = sete sacramentos

Oito jovens que ordenham = oito beatitudes

Nove senhoras dançando = nove frutos do Espírito Santo: alegria, amor, auto-controle, bondade, fidelidade, docilidade, nobreza de sentimentos, paciência, paz.

Dez senhores salteadores = dez mandamentos

Onze flautistas = onze fiéis discípulos

Doze Tocadores de tambor = doze pontos de fé do Credo dos Apóstolos

 

Lembrando os doze pontos de fé do Credo:

 

1. CREIO em   —  Deus Pai Todo-poderoso,  Criador dos Céus e da terra.

 

2.   E em Jesus Cristo, o seu único Filho, o nosso Senhor;

 

3.   que foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria;

 

4.   padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado;

 

5.   desceu aos inferno, e ao terceiro dia ressuscitou dentre os mortos;

 

6.   subiu ao céu e está assentado a direita de Deus Pai Todo-poderoso;

 

7.   dali virá para julgar os vivos e os mortos.

 

8. Creio no Espírito Santo;

 

9. na santa Igreja católica, a comunhão dos santos;

 

10. o perdão dos pecados;

 

11. a ressurreição do corpo

 

12. e a vida eterna. Amém.”

 

 

Neste Natal que passou cheguei a ouvir algumas vezes esta canção (muito repetitiva e enfadonha) por aí, nas lojas que pretendem ser mais sofisticadas.

 

Feliz Dia de Reis!

 

—–

Nota sobre o altar de Gentile da Fabriano:  Na minha opinião, este não é só o mais belo altar retratando a  Adoração dos Reis Magos do estilo Gótico Internacional, mas talvez o mais belo que conheço, de todos os retábulos representando a Adoração do Reis Magos (são muitos) do período da Renascença e do Barroco europeus.





Na educação muito a fazer no Rio de Janeiro

5 01 2009

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Hoje graças ao Jornal do Comércio, pude reler as metas do governo municipal de Eduardo Paes para a educação no Rio de Janeiro.  No quadro de Educação temos os seguintes itens:

 

  1. Acabar com a aprovação automática nas escolas da rede pública de ensino e adotar aulas de reforço.
  2. Aumentar o número de vagas em creches e pré-escolas.
  3. Firmar convênios com clubes para atividades extracurriculares de alunos
  4. Contratar mais professores e investir em qualificação
  5. Investir em cursos técnicos
  6. Ampliar a quantidade de vilas olímpicas e criar programas de prevenção às drogas
  7. Criar o Fundo Municipal de Apoio à Pesquisa

 

 

É claro que precisamos de muito mais que isso.  Mas se o prefeito da cidade conseguir realmente estabelecer e manter os programas — o progresso implícito nestes 7 itens abrangentes já será um bom passo para um futuro melhor.  

 

Convido a todos não só para cooperarem com o prefeito, mas também cobrarem resultados.    

 

Na educação, o novo prefeito quer dobrar a oferta de vagas em creches e reativar as que foram fechadas, contratar mais professores e investir na remuneração, qualificação e desenvolvimento contínuo dos profissionais. Com o fim da aprovação automática, vai oferecer aulas de reforço em todas as escolas.

 

Em: Pouco dinheiro em caixa e muito a fazer, de Gisela Álvares, Jornal do Comércio, 5/1/2009:A-16

 

Lembrem-se a responsabilidade é de todos: do governo de fazer o que promete e o que pode.  Nossa, de cobrarmos, mas também de exigirmos de nossos filhos: presença, dever de casa, obediência, disciplina, hora certa para dormir, e por ai em diante.

 

A escola não pode fazer tudo sozinha. Nem o governo, nem a escola poderão responder no futuro pela responsabilidade dos pais.  





Ônibus-biblioteca, iniciativa de Mário de Andrade se expande

5 01 2009

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São Paulo:  Iniciativa de Mário de Andrade vai à periferia Ônibus-biblioteca, criado em 1930, tem itinerário definido por moradores

 

 Além dos conteúdos clássicos de bibliotecas em obras literárias de referência da língua portuguesa, como Machado de Assis, Eça de Queiroz e Fernando Pessoa, o acervo da maior parte dos projetos de leitura é formado por muita poesia, muitos livros infanto-juvenis, muitas revistas e jornais. E também livros de culinária, de autoajuda, de curiosidades.

 

“Para nossa surpresa, nas pesquisas que fizemos, percebemos que os livros mais retirados pelas pessoas são os de poesia e que o principal público é formado por donas de casa e estudantes“, afirma Marta Nosé, supervisora do ônibus-biblioteca da Prefeitura de São Paulo, um projeto que leva livros a bairros da periferia, onde não há equipamentos culturais ou de lazer. “Acreditamos que a popularidade da poesia seja porque ela é mais fácil de ler, curta, a pessoa pode ler aos poucos, no caminho pro trabalho, numa folga que tenha”, conta ela.

 

 

ONIBUS DE LEITURA

 

 

 

O projeto é colocado em prática por quatro ônibus adaptados, que percorrem 28 itinerários diferentes, alguns sugeridos pelas próprias comunidades. Onde o ônibus estaciona é estendido um toldo na parte externa do veículo, sobre mesas e cadeiras para a população.

 

A idéia de levar os livros até as pessoas é antiga e nasceu em 1930, quando o escritor Mário de Andrade era responsável pelo departamento de cultura da cidade. Na época, um carro levava livros pela região central, fazendo empréstimos à população. Hoje, com a mudança no perfil socioeconômico e geográfico da cidade, o foco se deslocou para a periferia.

 

As pessoas muitas vezes se sentem intimidadas com uma biblioteca“, diz Marta. Ela acredita que o ônibus, por estacionar em locais de referência nos bairros, como praças ou parques, favorece a aproximação – tanto que, em média, são feitos cerca de 350 atendimentos por dia, que chegam até a 500 em alguns locais. Outro número positivo é o de livros não devolvidos: em torno de 1%.

 

Dona de casa, Maria Aparecida Santos de Souza, de 29 anos, conta que pegou hábito de frequentar o ônibus quando ele passa pelo Jardim Ângela (zona sul) e que a cada visita retira um livro diferente.

 

“No começo pegava os que os bibliotecários me recomendavam. Agora já escolho. Tem semana que leio revista, tem semana que leio poesia”, conta. “Agora meu filho, de 9 anos, também pegou gosto. Quando eu falo que vou ler, ele pega o livrinho dele, senta sozinho no sofá e me imita.”

 

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MARESIA

 

Em Angra dos Reis, no Rio, um projeto chamado Biblioteca Espumas Flutuantes funciona no barco Irmãos Unidos II, que presta serviço transportando alunos e professores das praias da Ilha Grande para as escolas municipais de locais como Praia Grande de Araçatiba, Provetá e do Abraão.

 

Os primeiros começam a viagem por volta das 6 horas e devem chegar à escola até as 8h30. “Os estudantes ficavam ociosos por três, quatro horas no barco, todos os dias, por isso criamos o projeto. Pensamos que seria um bom momento para levarmos os livros até eles“, conta Maria Sebastiana Marques Palmeira, coordenadora de bibliotecas municipais da prefeitura de Angra.

 

Quando o projeto começou, ainda em caráter experimental, o acervo inicial tinha apenas 24 livros, reunidos na prefeitura. Com a aceitação das pessoas e a popularização do projeto no barco, doações constantes passaram a ser recebidas. Por causa delas, agora os baús somam cerca de 230 títulos, entre vários gêneros literários. Uma dificuldade é o fato de o ambiente e a maresia prejudicarem os livros, que têm tempo de vida útil mais curto do que num outro ambiente. Isso faz com que novas reposições precisem ser feitas sempre. O resto da estrutura é bem simples: um armário de madeira, por causa da maresia, e dois professores que se responsabilizam pelas orientações e empréstimos.

 

 

Autoria:  Simone Iwasso

 

FONTE:  O Estado de São Paulo, 4/01/2009