Português nas escolas públicas no Uruguai

22 04 2009

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A ministra uruguaia da Educação e Cultura, Maria Simón, anunciou que a partir de 2010 seu país terá o ensino do português como segundo idioma nas escolas públicas. O anúncio foi feito na 12ª Conferência Ibero-Americana de Ministros da Cultura, que se realiza esta quarta-feira em Portugal.

 

Este ano (o ensino do português) começa nos Centros de Línguas, que são locais onde as pessoas podem aprender idiomas estrangeiros de graça. No próximo ano (letivo) vamos começar nas escolas públicas“, afirmou. Além do português, os Centros de Línguas já ensinam o inglês e o francês e alguns também têm aulas de alemão e italiano.

 

Segundo a ministra, a introdução do português no currículo escolar deverá ser gradual. “Vamos começar pela fronteira, onde é mais fácil, por que existe o bilinguismo. Há casos de crianças cuja língua materna é o português. Muitos na região da fronteira falam uma espécie de dialeto, o portunhol, que vemos não como algo negativo, mas como uma possibilidade de ampliar os conhecimentos para as duas línguas”.

 

Ela acredita que em cinco anos todos os estudantes uruguaios estarão aprendendo o português e em 11 o idioma será de conhecimento generalizado. “Acho que estarão todos falando português em mais seis anos, quando terminarem o ensino fundamental. Para nós, o ensino do português é o cumprimento de uma das nossas obrigações com o Mercosul e esperamos que os outros também cumpram.”

 

Algumas escolas poderão adiantar o processo, começando antes do que está previsto. “Na nova legislação, reservamos uma verba para cada escola – por meio dos Conselhos de Participação, em que participam os pais e a comunidade – decidir o que fazer. Podem decidir fazer uma reforma no estabelecimento ou ensinar uma língua estrangeira, como o russo, no caso de uma coletividade em que grande parte da população seja de origem russa.

 

Simón considera que a ampliação do ensino de línguas vai ser uma forma de diminuir o abismo social no país. “Até agora, apenas as escolas privadas ofereciam o ensino de línguas, o que gerava uma diferença de oportunidades. Sou professora titular da Universidade de Engenharia e muitos dos livros são em inglês. Nós oferecemos um curso gratuito de inglês técnico na faculdade, optativo, mas isso não é a mesma coisa.”

 

 

Para as aulas de português, a ministra não prevê a contratação de professores brasileiros, mas a formação dos uruguaios. “Até agora temos intercâmbio com Portugal, que nos ofereceu os cursos de formação e livros“.

 

Os cursos também poderão ser dados com a ajuda de computadores – no Uruguai, cada criança que está na escola tem a partir deste ano um computador. “O professor poderá atuar como mediador. Ele pode não ter a pronúncia perfeita, mas pode ajudar a corrigir quando as crianças repetirem as palavras do programa de computador de ensino do português“.

 

 

Texto de Jair Rattner – BBC Brasil

 





Quadro confiscado por nazistas, devolvido

22 04 2009

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Quadro pintado no século XVII é exposto no Museu da Herança Judaica, em Nova York.  A pintura, o retrato de um gaiteiro pintado por um mestre flamengo, foi confiscada em 1937 pelos nazistas.  Em uma cerimônia por ocasião do Dia do Holocausto, a obra foi devolvida aos herdeiros do marchand judeu Max Stern. O quadro, o retrato de um gaiteiro pintado por um mestre flamengo, em 1632, foi devolvido aos herdeiros de Stern – três universidades em Montréal e Jerusalém – durante uma cerimônia em Nova York por ocasião do Dia do Holocausto.

 

A obra será levada para Montréal, onde ficará exposta no Museu de Belas Artes de Québec, disse Clarence Epstein, diretor do Projeto de Restituição de Arte Max Stern, que participou da cerimônia. Epstein destacou o apoio das autoridades americanas para se recuperar as obras que pertenciam a Stern, um marchand judeu alemão, que fugiu para o Canadá, onde morreu.

 

As universidades canadenses Concórdia e McGill e a Universidade de Jerusalém são os herdeiros de Stern. Há dois meses, o Bureau de Processos do Holocausto do departamento bancário do Estado de Nova York localizou o quadro em um inventário de um marchand americano que viajava para uma feira em Maastricht, Holanda, revelou a Universidade Concordia.

 

Ao regressar aos Estados Unidos, o marchand devolveu o quadro, após ser advertido pelas autoridades sobre sua origem.





22 de abril de 1500, O DESCOBRIMENTO DO BRASIL

22 04 2009

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Descobrimento do Brasil, 1956

Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)

Óleo sobre tela, 199 x 169 cm

Banco Central do Brasil,

Distrito Federal

 

 

 

 

 

E dali avistamos homens que andavam pela praia, uns sete ou oito, segundo disseram os navios pequenos que chegaram primeiro.

Então lançamos fora os batéis e esquifes. E logo vieram todos os capitães das naus a esta nau do Capitão-mor. E ali falaram. E o Capitão mandou em terra a Nicolau Coelho para ver aquele rio. E tanto que ele começou a ir-se para lá, acudiram pela praia homens aos dois e aos três, de maneira que, quando o batel chegou à boca do rio, já lá estavam dezoito ou vinte.

Pardos, nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Traziam arcos nas mãos, e suas setas. Vinham todos rijamente em direção ao batel. E Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os depuseram. Mas não pôde deles haver fala nem entendimento que aproveitasse, por o mar quebrar na costa. Somente arremessou-lhe um barrete vermelho e uma carapuça de linho que levava na cabeça, e um sombreiro preto. E um deles lhe arremessou um sombreiro de penas de ave, compridas, com uma copazinha de penas vermelhas e pardas, como de papagaio. E outro lhe deu um ramal grande de continhas brancas, miúdas que querem parecer de aljôfar, as quais peças creio que o Capitão manda a Vossa Alteza. E com isto se volveu às naus por ser tarde e não poder haver deles mais fala, por causa do mar.

 

 

Trecho da carta de Pero Vaz de Caminha  a El Rei D. Manuel I

 





Quadrinha para crianças de Luciana Long

21 04 2009

jardineira-2-margaret-evans-priceJardineira, ilustração de Margaret Evans Price.

 

 

Planta do bem a semente

em solo limpo e seguro,

e colherás certamente,

lindas flores no futuro.

 

 

 

Quadrinha de Luciana Long





Muralha da China era bem maior!

21 04 2009

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A muralha da China, 2007

Cheng Minsheng (China 1947)

aquarela

 

 

 

 

 

A Grande Muralha da China pode ser ainda maior do que se pensava, indica a primeira pesquisa detalhada a estabelecer o comprimento do monumento histórico. Depois de dois anos, a pesquisa concluiu que a Grande Muralha tem 8.850 km. Até agora, acreditava-se que o tamanho da muralha era de 5 mil km.

 

As medições anteriores eram baseadas principalmente em registros históricos. O novo estudo, conduzido pela Administração Estatal de Patrimônio Cultural e pela Administração Estatal de Topografia e Cartografia, usou tecnologias de GPS e infravermelho para localizar algumas áreas que haviam sido ocultadas ao longo do tempo pela ação de tempestades de areia, informou a agência estatal chinesa.

 

De acordo com as novas descobertas, as seções da muralha somam 6.259 km, além de outros 359 km de trincheiras e 2.232 km de barreiras defensivas naturais, como montes e rios.

 

Especialistas afirmam que as partes recém-descobertas da muralha foram construídas durante a Dinastia Ming, que reinou na China de 1368 a 1644. As pesquisas deverão prosseguir por mais 18 meses e mapear seções da muralha construídas durante as dinastias Qin (221 a 206 a. C.) e Han (206 a. C. a 94 d. C.).

 

Criada para proteger a fronteira norte do império chinês, a Grande Muralha da China é, na verdade, uma série de muralhas cuja construção começou no século 5 a.C. e que foram unidas pela primeira vez no reinado de Qin Shi Huang, por volta de 220 a. C. O monumento foi declarado patrimônio mundial pela Unesco em 1987.

 

 

Fonte: BBC





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

20 04 2009

brasileira-lendo-1581Manhã bucólica no parque, até os pássaros vêm fazer compaanhia!





21 de abril, Dia de Tiradentes, pelos olhos de Tibicuera

20 04 2009

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Capa da 4ª edição: 1947

 

 

 

 

 

Continuamos aqui com a narrativa sobre Tiradentes e sua morte, pelos olhos de Tibicuera.

 

 

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A cabeça na ponta do poste

 

 

Um tal Joaquim Silvério dos Reis, coronel dos dragões, tinha denunciado os conspiradores.

 

Para encurtar o caso:  Cláudio Manoel da Costa enforcou-se na prisão.  O poeta Gonzaga foi mandado para a África, para bem longe da Marília dos seus sonhos.  Muitos tiveram a  mesma sorte.  Outros foram condenados à morte.

 

Chegaram-nos notícias de Tiradentes.  Submetido a interrogatórios repetidos, ele insistia em negar a culpabilidade dos amigos.  Dizia-se o único responsável por tudo: o animador, o chefe e principal culpado da tentativa de revolta.

 

A pena de morte dos outros foi comutada.  Mas Tiradentes foi levado à forca.  Eu não quis assistir ao seu martírio.  Sei que ele manteve a coragem e a fé até o fim.  Não fraquejou.  Foi levado para o patíbulo num cortejo assustador.  Devia impressionar naquela bata branca que ia ser sua mortalha.  Levava na mão um crucifixo preto, para o qual ele olhou o todo o tempo, murmurando preces.

 

Quando me disseram que o corpo de Tiradentes fora esquartejado, sendo sua cabela espetada na ponta de um poste  — estremeci de raiva e cheguei a chorar de sentimento.  E não sei se por influência dos versos de Gonzaga, começou a dansar em minha cabeça esta frase: “Aquela cabeça na ponta do poste é uma bandeira, a bandeira da nossa liberdade.”

 

Foi assim que terminou a aventura da “Inconfidência Mineira”.  Foi assim que perdi o meu amigo José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes.  

 

 

 

 

Em: As aventuras de Tibicuera: que são também as aventuras o Brasil, Érico Veríssimo, Porto Alegre, Livraria do Globo: 1947, 4ª edição., ilustrado por Ernst Zeuner.





Anãs brancas cercadas por planetas em órbita

20 04 2009

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Usando detectores de radiação infravermelha do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, uma equipe de cientistas dos EUA e do Reino Unido vasculharam o espaço ao redor de estrelas conhecidas como anãs brancas – o remanescente da morte de um astro como o Sol – e determinaram que de 1% a 3% delas, pelo menos, estão cercadas por rochas e poeira. Entre os pesquisadores envolvidos estão Jay Farihi, da Universidade de Leicester, e Michael Jura e Ben Zuckerman, ambos da Universidade da Califórnia, Los Angeles.

 

O brilho infravermelho da poeira ao redor dessas anãs brancas é um sinal de que houve, ou há, planetas rochosos nesses sistemas“, diz Farihi. A equipe acredita que a poeira foi produzida quando asteroides – os tijolos da construção de planetas – ao redor da estrela foram puxados e empurrados pela gravidade estelar. A poeira então formou o disco de material rochosos que o Spitzer detectou. 

 

Em um estudo anterior realizado pela mesma equipe uma amostra de oito anãs brancas revelou ter vestígios de asteroides pulverizados. No novo trabalho, Farihi e seu grupo analisaram sistematicamente anãs brancas ricas em metais e descobriram limites estatísticos para a possível existência de planetas rochosos.

 

 Agora sabemos de 14 anãs brancas cercadas por vestígios de poeira. Isso sugere que de 1% a 3% das estrelas tipo A e F da sequência principal – que são um pouco maiores e mais quentes que o Sol – têm planetas rochosos como a Terra“, disse ele.

 

 Anãs brancas são os restos de estrelas de massa relativamente baixa, que já encerraram seu estágio de gigantes vermelhas, algo pelo que o Sol passará dentro de bilhões de anos. Uma anã branca pode ter o tamanho da Terra, mas conter a mesma massa que o Sol. A estrela é tão densa que uma colher de chá de seu material pesaria várias toneladas.

 

 As descobertas da equipe de Farihi foram apresentadas nesta segunda-feira, 20, em conferência da Semana Europeia de Astronomia e Ciência Espacial, na Universidade de Hertfordshire.

 

Fonte:  Estadão





Cientistas de Cingapura transformam CO2 em biocombustível

20 04 2009

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Zé Carioca.  Ilustração, Walt Disney.

 

 Cientistas de Cingapura anunciaram a descoberta de uma forma de transformar o dióxido de carbono, o mais nocivo dos chamados gases do efeito estufa, em metanol, que não agride o meio ambiente. O método, segundo eles, demanda menos energia do que tentativas anteriores.

 

Cientistas do Instituto de Bioengenharia e Nanotecnologia de Cingapura disseram nesta quinta-feira que usaram catalisadores orgânicos para transformar o CO2 no biocombustível.

 

Em nota, o instituto disse que a equipe liderada por Yugen Zhang usou carbenos-N-heterocíclicos (NHC, um catalisador orgânico) na reação química com o CO2.

 

Os NHCs são estáveis, e a reação entre eles e o CO2 pode acontecer sob condições climáticas amenas, no ar seco, segundo a nota, que acrescenta que não é necessário usar muitos catalisadores na operação.

 

O processo também emprega hidrosilano, combinação de sílica com hidrogênio. “O hidrosilano fornece hidrogênio, que se liga ao dióxido de carbono numa reação de redução. Essa redução do dióxido de carbono é eficientemente catalizada pelos NHCs mesmo a temperatura ambiente”, disse Zhang na nota.

 

Tentativas anteriores de converter o CO2 exigiam mais gasto energético e muito mais tempo, segundo a equipe.

 

O grupo não esclareceu como o processo poderia ser difundido para capturar e converter parte das bilhões de toneladas de CO2 lançadas anualmente na atmosfera pela queima de combustíveis fósseis, o que segundo cientistas é o principal fator por trás do aquecimento global.

 

(Reportagem de David Fogarty)

 

Fonte: O Estadão

 





Boas Maneiras V

20 04 2009

vizinha

Quando a vizinha encontrar,

não deixe de cumprimentar.