Minha sombra, poema para crianças, Jorge de Lima

28 03 2009

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Ironia é minha sombra*, 2006

Mark Kostabi (EUA, 1960)

Óleo sobre tela

*

Em inglês este título faz um trocadilho entre “passar a ferro” e “ironia”, palavras que soam quase iguais.

 

 

 

 

 

 

Minha sombra

 

Jorge de Lima

 

 

De manhã a minha sombra

com meu papagaio e o meu macaco

começam a me arremedar.

E quando eu saio

a minha sombra vai comigo

fazendo o que eu faço

seguindo os meus passos.

 

 

Depois é meio-dia.

E a minha sombra fica do tamaninho

de quando eu era menino.

Depois é tardinha.

E a minha sombra tão comprida

brinca de pernas de pau.

 

 

Minha sombra eu só queria

ter o humor que você tem,

ter a sua meninice,

ser igualzinho a você.

 

 

E de noite quando escrevo,

fazer como você faz,

como eu fazia em criança:

Minha sombra

você põe a sua mão

por baixo da minha mão,

vai cobrindo o rascunho dos meus poemas

sem saber ler e escrever.

 

 

 

Em: Antologia Poética para a infância e a juventude, de Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, INL:1961.

 

 

 

 

 

            Jorge Mateus de Lima (União dos Palmares, AL, 23 de abril de 1893Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1953) foi político, médico, poeta, romancista, biógrafo, ensaísta, tradutor e pintor brasileiro.

Obras:

 

Poesia:

 

XIV Alexandrinos (1914)

O Mundo do Menino Impossível (1925)

Poemas (1927)

Novos Poemas (1929)

O acendedor de lampiões (1932)

Tempo e Eternidade (1935)

A Túnica Inconsútil (1938)

Anunciação e encontro de Mira-Celi (1943)

Poemas Negros (1947)

Livro de Sonetos (1949)

Obra Poética (1950)

Invenção de Orfeu (1952)

 

Romance:

 

O anjo (1934)

Calunga (1935)

A mulher obscura (1939)

Guerra dentro do beco (1950)

 

Você encontra outro poema de Jorge de Lima neste blog em:  Poema de Natal 





Jangada, poema infantil de Juvenal Galeno

26 03 2009

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Jangada

 

Juvenal Galeno

 

 

Minha jangada de vela,

que vento queres levar?

tu queres vento da terra,

ou queres vento do mar?

 

Minha jangada de vela,

que vento queres levar?

Aqui no meio das ondas,

das verdes ondas do mar

és como que pensativa,

duvidosa a bordejar!

 

Saudades tens lá das praias,

queres na areia encalhar?

ou no meio do oceano

apraz-te as ondas sulca?

Minha jangada de vela,

que vento queres levar?

 

 

Em: Poemas para a infância, Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, Edições de Ouro, s/d.

 

 

 

———

 

Juvenal Galeno da Costa e Silva ( Fortaleza, CE 1836 –Fortaleza, CE 1931)

Poeta.

 

 

Obras

 

A Machadada, poesia, 1860  

Ao imperador em sua partida para a guerra, poesia, 1872  

Canções da Escola, poesia, 1971  

Cantigas Populares, poesia, 1969  

Cenas cearenses, 1871  

Cenas Populares, poesia, 1971  

Evaristo Ferreira da Veiga, poesia   

Folhetins de Silvanos, poesia, 1891  

Lenda e Canções Populares, poesia, 1865  

Lira Cearense, poesia, 1972  

Medicina caseira, 1897  

Novas canções populares, s/d  

O eleitor, s/d

O Peregrino, 1862  

Porangaba, poesia, 1961  

Prelúdios Poéticos, poesia, 1856  

Quem com Ferro Fere, com Ferro Será Ferido,teatro, 1861

 

 

 

—–

—–

NOTA:  Em 1920 este poema  mais longo, com alguns versos a mais,  foi usado como letra para a música JANGADA de Alberto Nepomuceno.  Segue,

 

 

 

JANGADA

(1920)

 

Composição: Alberto Nepomuceno

Letra: Juvenal Galeno
 

 

Minha jangada de vela

Que vento queres levar?

Tu queres vento de terra

Ou queres vento do mar?

Minha jangada de vela

Que vento queres levar?

Aqui no meio das ondas

Das verdes ondas do mar

És como que pensativa

Duvidosa a bordejar!

 

Minha jangada de vela

Que vento queres levar?

 

Saudade tens lá das praias

Queres n’areia encalhar?

Ou no meio do oceano

Apraz-te as ondas sulcar?

Minha jangada de vela

Que vento queres levar?

Sobre as vagas, como a garça

Gosto de ver-te adejar

Ou qual donzela no prado

Resvalando a meditar

 

Ah! Minha jangada de vela

Que vento queres levar?





Imagem de leitura — May Vale

26 03 2009

may-vale-australia-1862-1945

Menina lendo, s/d

May Vale (Austrália, 1862-1945)

 

 

 

 

———

May Vale  (1862-1945), nasceu em 18 de Novembro de 1862 em Ballarat, no estado de Victoria, na Austrália.  Durante a sua nomeação de seu pai para cargo em  Londres, em 1874-78, May Vale cursou naquela cidade a Real Escola de Arte em South Kensington. De volta a Melbourne, estudou na National Gallery (1879-86, 1888-89), sob a orientação de George Folingsby e Frederick McCubbin.

 

Em 1890 ela voltou para Londres e estudou com Sir James Linton por dois anos seguindo para Académie Julian, em Paris, onde permaneceu por seis meses. De volta à Austrália galgou um carreira importante nas artes plásticas daquele país.





O sapato perfumado — poema infantil de Ricardo da Cunha Lima

25 03 2009

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O sapato perfumado

 

                                            Ricardo da Cunha Lima

 

 

 

Era uma vez um sapato

totalmente amalucado.

Seu esquisito costume

era usar um bom perfume.

Ele nunca passeava

sem estar bem asseado;

pra isso, sempre passava

perfume por todo lado,

bastando o seu couro inteiro

com fragrâncias do estrangeiro,

e na sola e no cadarço

espalhava água-de-cheiro.

Que eu me lembre se casou

(e que lindo par formou!)

com a meia do garçom,

a qual tinha, por seu lado,

o costume amalucado

de pintar-se com batom.

 

 

 

Em:  De cabeça para baixo, São Paulo, Cia das Letras: 2000

 

 

 

 

 

 

 

 

Ricardo da Cunha Lima nasceu em São Paulo, em 1966.

 

Obras

 

Lambe o dedo e vira a página, 1985

Em busca do tesouro de Magritte, 1988

De cabeça para baixo, 2000

O livro com um parafuso a menos, 1996

O xis da questão, 1997

Cambalhota, 2003

Do avesso, 2006





Ser feliz é …

24 03 2009

arriscar-desliza-e-se-cair-levantar





Ser feliz é …

22 03 2009

vencer-a-timidez-um-pouquinho-de-cada-vez





Crise econômica aumenta vendas de perucas para animais

20 03 2009

cachorrinho-ilustracao-de-mauricio-de-sousa-2Ilustração de Maurício de Sousa

 

 

As perucas caninas viraram moda nos Estados Unidos, principalmente como diversão barata num período de crise econômica.  Uma empresa da Califórnia, que havia criado em 2007, um novo produto para o mercado de acessórios para animais de estimação: as perucas para cães, recebeu tantos pedidos,  que suas donas, as empresárias Jenny e Crissy Slaughter decidiram começar a produzir as perucas em maior escala.

 

 

 

 

peruca-cao-2

 

 

Cada peruca custa, em média, US$ 30 (cerca de R$ 69). Atualmente, elas já são vendidas em seis países, e outras empresas americanas passaram a produzir acessórios semelhantes para cães e gatos.  As primeiras perucas foram inspiradas nos cabelos de celebridades como Paris Hilton e a modelo Bettie Page. Atualmente, a empresa conta com mais modelos, que incluem uma peruca afro e outras coloridas.

 

O mercado de acessórios para animais de estimação vem crescendo de maneira significativa. Marcas famosas como Gucci, Burberry e Louis Vuitton já dedicaram coleções especiais a essa nova moda.   Além das perucas, acessórios como sapatos, óculos de sol, coleiras customizadas e roupas também estão disponíveis para os animais de estimação.

 

Fonte: BBC Brasil





Quadrinha infantil de gato e rato — anônima

19 03 2009

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Ilustração:  Christina Rossetti

Um rato muito orgulhoso

de um feio ratinho riu…

Mas veio o gato manhoso,

deu-lhe um bote e … o engoliu.

 

 

 

 

Outras quadrinhas neste blog:

 

 

Ser criança

O dia

Passarinhos

Cuidar dos animais

 

 

Outras ilustrações de Christina Rossetti neste blog:

 

A boneca quebrada

 

Os músicos de Bremen

 

 





Algumas novidades velhinhas, velhinhas…

14 03 2009

noticias2

Ilustração: Walt Disney

 

 

 

 

 

Você sabia que há no mundo alguns animais que mudaram muito pouco em milhões e milhões de anos?  Que sua evolução está praticamente estacionária?  Pois há pelo menos doze destes animais.  Alguns mais conhecidos que outros, entre eles estão o crocodilo, o nautilus e o ornitorrinco.   Para ver a lista e as fotos de todos eles, clique aqui:  WIRED

 

Abaixo duas imagens de alguns belos exemplares destes fósseis com vida!

 

 

animal-crocodilo-flicker-keven-law4

 Foto: Flicker/Kevin Law

 

 

O mais comum e numeroso dos fósseis vivos, o crocodilo, que quase não sofreu nenhuma mudança desde que os dinossauros viviam na Terra, ou seja, não mudaram praticamente nada em 230 milhões de anos.

 

 

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 Foto: Flicker/Ethan Hein

 

 

A beleza, a exatidão do desenho da concha do nautilus, que na antiga Grécia era um símbolo de perfeição, mudou muito pouco nos últimos 500 milhões de anos. 

 

 

animal-platipus

 

Um dos poucos mamíferos muito antigos é o ornitorrinco, que há mais de 110 milhões de anos, mantem a aparência estranha: mamíferos com bico de pato, que põem ovos e tem veneno nas esporas das patas!





Quadrinha para crianças sobre passarinhos

13 03 2009

passarinho-no-galho1

 

 

 

“ Escuta aqui, passarinho

quero dizer-te um segredo:

Por que escondes o teu ninho

Na folhagem do arvoredo?”

 

Leonor Posada

 

 

NOTA:  Esta quadrinha faz parte do seguinte exercício de REDAÇÃO encontrado no livro:  Passe para prosa, com palavras suas, esta quadrinha:

 

 

 

Em: Terra Bandeirante, Theobaldo Miranda Santos, 2° ano, Rio de Janeiro, Agir: 1954

 

 

 

 

Leonor Posada, (Cantagalo, RJ 1893 – Rio de Janeiro, RJ, 1960) Poeta, teatróloga, professora.

 

 

Obras:

 

Plumas e espinhos,  poesia, 1926

Leituras cívicas, didático, 1943

Guia de redação, didático, 1953

Serenidade, poesia, 1954

Os primeiros passos na redação, 1956

 

 

 

 

 

 

Outras quadrinhas neste blog:

 

 

Ser criança

O dia

Gato e rato

Cuidar dos animais