Imagem de leitura — Jean-Honoré Fragonard

6 10 2014

 

 

frag_goodA boa mãe, 1763

Jean-Honoré Fragonard (França, 1732– 1806)

óleo sobre tela,  47 x  56 cm

The Fine Arts Museum, San Francisco





Nossas cidades — S. Miguel dos Campos, AL

6 10 2014

 

 

 

FERNANDO LOPES,Sobrados,têmpera madeira, 1963 , S. Miguel dos Campos-Alagoas 30 x 40,5 cmSobrados em S. Miguel dos Campos, Al, 1963

Fernando Lopes ( Brasil, 1935 – 2011)

têmpera sobre madeira, 30 x 40 cm





Crianças e brinquedos… desde 4.000 anos antes da Era Comum!

6 10 2014

 

cucuteni3950-3650

Acima vemos um brinquedo de cerâmica — um touro com rodas — da cultura Cucuteni-Tripiliana,  3950-3650 a E.C.

 

A cultura Cucuteni-Trypillian  refere-se a um povo do período Neolítico,  (c. 4800-3000 a. E. C. ) na Europa Oriental. A área de domínio desse povo se estende das montanhas dos Cárpatos às regiões Dnieper, geograficamente localizadas no centro da  moderna Moldávia e cobrindo partes substanciais do oeste da Ucrânia e nordeste da Romênia, abrangendo uma área de cerca de 350.000 km 2, com um diâmetro de cerca de 500 km.

A maioria dos povoamentos Cucuneni-Tripiliana consistia de pequenos assentamentos  a 3 ou 4 quilômetros de distância entre eles, concentrando-se principalmente nos vales fluviais do rios Siret, Prut e Dniester. Uma coisa curiosa a respeito desses assentamentos é que aqueles mais orientais das populações pertencentes à cultura Cucuteni-Trypilliana (4.000 a 3.500 a. E. C.) construiram suas casas com grande densidade e alguns desses assentamentos tinham até 1.600 estruturas.  Mas o que causa espanto nessa cultura foi a periódica destruição de assentamentos.  Cada local habitado tinha uma vida de mais ou menos 60 a 80 anos.  Não se sabe a finalidade da queima desses assentamentos.  Alguns foram reconstruídos várias vezes em cima das  habitações anteriores, preservando a forma e orientação dos edifícios mais antigos.  Há um local, chamado de  Poduri, na  Romênia, que revelou treze níveis de habitação, construídos em cima uns dos outros ao longo de muitos anos.

 

Mais

 





Domingo, um passeio no campo!

5 10 2014

 

 

MAURO FERREIRA - Fazenda em Ravena - Óleo sobre tela - 70 x 100

Fazenda em Ravena

Mauro Ferreira (Brasil, 1958)

óleo sobre tela,  70 x 100 cm





Revendo a leitura da adolescência

5 10 2014

 

Charlie__Roberts_Hat_and_Glasses_2007 44 x 30 Inches  Gouache on PaperChapéu e óculos, 2007

Charlie Roberts (EUA, 1983)

guache sobre papel, 111 x 76 cm

 

 

Em um charmoso ensaio The Pleasure of Reading to Impress yourself, [O prazer de ler para impressionar a si mesma] publicado na revista The New Yorker, Rebecca Mead, escritora do cadre da revista, revela a lista de livros lidos que anotara a partir dos anos oitenta, ainda adolescente. Ela começa com Dr. Jivago, em 1983 e deixa de listar suas leituras quatro anos depois, em 1987, quando, já na faculdade, fazia crítica literária para um jornal universitário. O último item da longa lista é o livro de Malcolm Bradbury, Mensonge, uma sátira.

Rebecca Mead se redescobre ao ver, mais de vinte anos depois, a lista dos livros lidos. Percebe pela inclusão de muitos títulos que era uma leitora ambiciosa. “O que o meu caderno de títulos me oferece é o meu retrato dessa leitora, jovem mulher, ou um esboço de quem ela era. Eu queria ler muito, mas eu também queria ser bem instruída. O caderno é um pequeno registro dessa realização, mas é também um esboço de uma grande aspiração. Há prazer na ambição também.

Ela  lembra um ponto importante. Nesses anos de formação, de leituras que não são obrigatórias, que não são exigidas pela escola, digamos, nesses vãos de dias e horas livres o adolescente vai se conhecendo, tanto pelos livros chamados ‘comerciais’ que escolhe, como pelos ‘clássicos da literatura’. Muitos livros chegam às nossas mãos nessa época através de algum interesse romântico, através de uma amiga de infância, de alguém que se admira ou de quem queremos nos aproximar. Ela, como muitos adolescentes, comprava seus livros no sebo mais próximo e por uma quantia irrisória foi lendo o que estava dentro de seu orçamento. Daí a presença primeiro muitos clássicos americanos, editados muitas vezes, facilmente encontrados e outros livros mais comerciais. Levou um tempo para chegar aos clássicos ingleses, e mais ainda para vagar pela literatura internacional. Para isso usou a lista de publicação dos livros de bolso Penguin Classics como diretiva.

Foi uma volta ao passado e uma surpresa ao descobrir-se tão ambiciosa. E você? Que memórias tem das suas leituras nos anos formativos?





Flores para um sábado perfeito!

4 10 2014

 

 

PAULO TOSTA - rosasRosas

Paulo Tosta (Brasil, 1960)

óleo sobre tela





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

3 10 2014

 

 

Virgílio Dias,Teatro Municipal RJ, sd, OST, 73x 92Teatro Municipal, RJ

Virgílio Dias (Brasil,1956)

óleo sobre tela, 73 x 92 cm





Portugueses, os jardineiros do mundo, texto de Afrânio Peixoto

3 10 2014

 

 

Imagem1

Coleção cítrica dos Medici, 1715
Espécies de limões e laranjas,
Bartolomeu Bimbo (Itália, 1648-1723)
Óleo sobre tela
Hoje, Palácio Pitti, Florença

 

 

“Foram porem os portugueses que nas suas viagens, depois do Renascimento, vulgarizaram a laranja pelo Ocidente. A prova é que hindus maometanos e árabes modernos, no Oriente, chamam à laranja portughan, que lhes trouxeram, da China, os navegantes portugueses. A prova é que, no Mediterrâneo, em Itália, as laranjas são, ainda hoje, chamadas portogalli.

Os portugueses foram disseminadores das árvores prestadias, pelo mundo, universalizando a natureza, regional, pela ecologia ou afeiçoamento ao meio, e tornada mundial. Não será espirituosa senão etimológica esta frase: os portugueses tornaram católica (universal) a natureza. As autoridades francesas da Guiné confessam que todas as plantas do mundo aí cultivadas são da primitiva estação portuguesa, nessa África ocidental. Aliás, o mesmo aqui podemos ver: a fruta-pão é da Oceania; a lichia é da China; o dióspiro ou caqui é do Japão; o café é da Etiópia; a cana-de-açúcar peregrinou da Índia ao Egito, à Sicília, ao Algarve, à Madeira, ao Brasil; o cacau trouxeram-no do México. O  Brasil produziu cravo, canela, anil, noz moscada, pimenta, chá, gengibre… A vida de Portugal pelo mundo, “a vida em pedaços repartida”, do Poeta, terá um sentido universal, reunindo todo o mundo, em todas as partes a que chegaram. E comunicar é civilizar…

Depois das viagens de D. João de Castro, em 1520, foram eles, os portugueses, fazendo de seu portos de escala, culturas e depósitos e assim já não precisariam trazer consigo o mundo, achando o mundo em toda parte. As laranjas foram trazidas à Guiné, às Ilhas de Cabo Verde, onde as naus, em caminho da Índia, se proviam delas, “refrescando a nutrição dos marujos — de peixe seco e bolachas — o que produzia o escorbuto, ou peste náutica, o flagelo das navegações. Pode-se sem exagero dizer que os portugueses descobriram as vitaminas, de tanto prestígio hoje em dia, pelo menos os seus providenciais efeitos. Na própria metrópole tentaram e conseguiram. ”

,-

[Grafia atualizada]

,

Em: Breviário da Bahia, Afrânio Peixoto, Rio de Janeiro, Editora do MEC: 1980, p.122

.

Nesse texto acima, Afrânio Peixoto cita um verso do Poeta.  Este Poeta a que ele se refere com letra maiúscula é Luiz de Camões.  E a passagem em verso é a seguinte:

Canção VII

[Trecho] *

.  . . . . . . . . . . . . . . . .

Aqui, nesta remota, áspera e dura
parte do mundo, quis que a vida breve
também de si deixasse um breve espaço,
porque ficasse a vida
pelo mundo em pedaços repartida.
Aqui me achei gastando uns tristes dias,
tristes, forçados, maus e solitários,
trabalhosos, de dor e de ira cheios,
não tendo tão-somente por contrários
a vida, o sal ardente e águas frias,
os ares grossos, férvidos e feios;
mas os meus pensamentos, que são meios
para enganar a própria Natureza,
também vi contra mi,
trazendo-me à memória
algũa já passada e breve glória,
que eu já no mundo vi, quando vivi,
por me dobrar dos males a aspereza,
por me mostrar que havia
no mundo muitas horas de alegria.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

* Você pode encontrar as canções de Camões facilmente na internet.  Vale a pena.  Você vai se encantar…





Leão, poesia infantil de Vinícius de Moraes

2 10 2014

 

 

LEAOCartão Postal.

 

Leão

 

Vinícius de Moraes

 

 

Leão! Leão! Leão!
Rugindo como um trovão
Deu um pulo, e era uma vez
Um cabritinho montês
Leão! Leão! Leão!
És o rei da criação!
Leão! Leão! Leão!
És o rei da criação!

.

Tua goela é uma fornalha
Teu salto, uma labareda
Tua garra, uma navalha
Cortando a presa na queda

.

Leão longe, leão perto
Nas areias do deserto
Leão alto, sobranceiro
Junto do despenhadeiro
Leão! Leão! Leão!
És o rei da criação!

.

Leão na caça diurna
Saindo a correr da furna
Leão! Leão! Leão!
Foi Deus quem te fez ou não?
Leão! Leão! Leão!
És o rei da criação!

.

O salto do tigre é rápido
Como o raio, mas não há
Tigre no mundo que escapa
Do salto que o leão dá
Não conheço quem defronte
O feroz rinoceronte
Pois bem, se ele vê o leão
Foge como um furacão
Leão! Leão! Leão!
És o rei da criação!
Leão! Leão! Leão!
Foi Deus quem te fez ou não?

.

Leão se esgueirando à espera
Da passagem de outra fera…
Vem um tigre, como um dardo
Cai-lhe em cima o leopardo
E enquanto brigam, tranqüilo
O leão fica olhando aquilo
Quando se cansam, o Leão
Mata um com cada mão
Leão! Leão! Leão!
És o rei da criação!
Leão! Leão! Leão!
Foi Deus quem te fez ou não?

 

.

Em: A arca de Noé:poemas infantis, Vinícius de Moraes, Companhia das Letrinhas, São Paulo:1991





Patrimônio Cultural da Humanidade: Palácio Real de Drottningholm

2 10 2014

 

 

 

Royal Domain of Drottningholm

 

Suécia:

Palácio Real de Drottningholm

 

O conjunto de Drottningholm – castelo, teatro, pavilhão chinês e jardins – é o melhor exemplo de residência real construída no século XVIII na Suécia e é representativo de todos a arquitetura européia da época, herdeiro das influências de Versalhes sobre as construções reais na Europa ocidental, central e do norte. Localizado na ilha de Mälaren, nos arredores de Estocolmo.