O café, poema de Armindo Rodrigues

15 07 2015

 

 

David Azuz (Israel 1942) serigrafia ParisCafé em Montparnasse, Paris

David Azuz (Israel, 1942)

Serigrafia

 

 

O Café

 

Armindo Rodrigues

 

 

Aqui, no café, sabe-se tudo

e junta-se gente vinda

de todos os cantos do mundo.

 

Aqui, no café, esquece-se o tempo

e nascem ideias extraordinárias

até dos gestos irrefletidos.

 

Aqui, no café, sonho mais à vontade

que sou tudo o que sonho

e não tenho medo de nada.

 

Aqui, no café, todos sabem que sou

um homem como outro qualquer

que vem aqui todas as tardes.

 

 

Em: Voz arremessada no caminho; poemas, Armindo Rodrigues, Lisboa: 1943, p. 53





Imagem de leitura — Agnolo Bronzino

15 07 2015

 

 

f_mediciRetrato de Francesco de’ Medici, 1551
Agnolo Bronzino (Florença, 1503-1572)
Têmpera sobre madeira, 58 x 41 cm
Galleria degli Uffizi, Florença





Eu, pintor: Salvador Dali

14 07 2015

 

i0014_800Auto-retrato com “L’Humanité”, 1923

Salvador Dali (Espanha, 1904-1989)

Técnica mista sobre papelão, 105 x 75 cm

Dali Teatro-Museu, Figueres

© Fundação Gala-Salvador Dali





Esmerado: Capa de livro de salmos, 1641

13 07 2015

 

livro dos salmos, inglaterra

Capa de cetim bordada com pequenas pérolas e fio de ouro, 1641

Livro de salmos, Londres,  8 x 5 x 2,5 cm

Coleção Lessing J. Rosenwald, Biblioteca do Congresso, EUA





Nossas cidades — Guarulhos

13 07 2015

 

 

Manoel Martins Menacho,(Brasil, 1926-2011) Lavras – Guarulhos,  SP, 1995,40 x 60 cm,OSTLavras, Guarulhos, SP, 1995

Manoel Martins Menacho (Brasil, 1926-2011)

óleo sobre tela, 40 x 60 cm





Domingo, um passeio no campo!

12 07 2015

 

 

MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987) - Paisagem Campestre com Casario Teresópolis-RJ, óleo sobre tela Déc. 40, med. 33 x 41cm, assinado e datado 1948, localizado TeresópolisPaisagem campestre com casario, Teresópolis, RJ, 1948

Manoel Santiago (Brasil, 1897-1987)

óleo sobre tela, 33 x 41 cm





Natureza maravilhosa: mariposa imperador

12 07 2015

 

Thysania_agrippina_0001b_L.DMariposa Imperador (Thysania agrippina), natural do Brasil. Foto: Wikipedia.

 

 

Essa é a maior mariposa do mundo! Tem 30 centímetros de uma extremidade da asa à outra.  Suas asas  são cinzentas, quase-brancas, manchadas de marrom.  São debruadas de linhas escuras que ressaltam a sinuosidade do intrincado desenho de suas asas. Essas apresentam desenhos geométricos, em preto, cinza e marrom.  Seu nome científico é Thysania agrippina,  mas nós a conhecemos como mariposa-imperador. É o maior lepidóptero noturno do mundo. Em outras palavras, a maior mariposa do planeta.

A família dos lepidópteros é a mesma a que pertencem as borboletas. A diferença básica é que estas são insetos diurnos, enquanto as mariposas são noturnas ou crepusculares.

 

Fonte: Wikipedia





Ah! como eu amo o meu livro eletrônico!

11 07 2015

 

construção de tróiaConstrução e Destruição de Troia, c. 1406

Mestre Orosius, iluminura para o livro de Santo Agostinho, Cidade de Deus [em francês]; Original em latim; tradução de Raoul de Presles.

The Philip S. Collins Collection

Museu de Arte da Filadélfia, Pensilvânia, Ms. 1945.65.1, fol. 66v.

 

 

Há resenhas de livros tão bem feitas e eloquentes que me levam a querer ler imediatamente os volumes comentados.  Isso aconteceu quando li o artigo de Eric Cristiansen, Two Cheers for the Middle Ages, desta semana no New York Review of Books. É uma resenha de três novas publicações sobre a Idade Média: The Middle Ages, de Johannes Fried (2015), originalmente publicado em alemão e agora traduzido para o inglês; 1381, The Year of the Peasant’s Revolt de Juliet Barker (2014) e Dark Mirror: The Medieval Origins of Anti-Jewish Iconography, de Sarah Lipton (2014).  Os três livros se encontram em edição eletrônica para o Kindle, e os comprei imediatamente para degustação lenta e metódica até o final do ano.

Uso essa postagem nem tanto para falar desses livros, nem tampouco do meu amor pela Idade Média. Muitos de vocês sabem que a minha especialidade em história da arte é Arte Moderna Europeia — da Guerra Austro-Húngara à Segunda Guerra Mundial.  Mas se eu fosse voltar aos bancos universitários, hoje, acho que escolheria a Idade Média.  Nas últimas décadas me tornei uma amante desse período.

Mas  voltando à compra desses livros. Mereceu uma reflexão sobre o livro eletrônico.  Há menos de dez anos eu teria lido a resenha acima e, ao final, suspirado de desejo por adquirir os três volumes.  Poderia até mesmo escolher um deles para comprar. Mas o meu custo inicial seria tão maior que inviabilizaria a compra dos três títulos.  Em papel paga-se mais e o transporte internacional quase dobraria o custo. Em livros ilustrados ou de arte o peso é um grande vilão. E ainda teria que esperar umas seis semanas para sua chegada. Hoje gasto menos, começo a ler imediatamente e não me sinto roubada.

Além disso, depois que voltei a dar aulas, sou capaz de trazer aos meus alunos o que há de mais atual das novas descobertas, das novas teorias.  Os alunos também podem começar uma boa biblioteca que levam consigo onde forem, até mesmo para as bibliotecas que frequentam.  Fazer pesquisa, comparar notas, achar um texto sublinhado é tão mais fácil que corre-se o risco de não se saber mais fazer pesquisas à moda antiga. É tão mais fácil recolher notas e passagens para comparar uma teoria com a outra, que a imagem daquele pesquisador perdido no tempo, escondido em uma biblioteca, rodeado de fichas organizadas em caixas de papelão, parece, isso sim, coisa da Idade Média.  Não há mais como se levar meses e meses à procura de um dado. Além do que, livros especializados, publicados por editoras universitárias, que teriam um público muito pequeno e consequentemente seriam exorbitantes para o consumo privado, fora  as bibliotecas universitárias, hoje podem ser adquiridos e mantidos por todos os interessados.  Isso sim, é democratização do conhecimento.

Adoro os livros eletrônicos. Tenho um Kindle.  Mas leio os textos também no computador, sem qualquer problema. Sim, gosto de sentir o peso de um livro de papel em minhas mãos… mas deixaria de lado essa opção, de bom grado, se tivesse que fazer a escolha entre uma forma e outra. Para mim, o livro eletrônico é um passo muito importante para a difusão de ideias e fatos  daquilo que há de mais novo na pesquisa, e isso, por si só, é o bastante para me deixar muito feliz.





Flores para um sábado perfeito!

11 07 2015

 

 

Yara tupinambá, vaso com sacada de minas,2010, ase, 40 x 30 cmVaso de flores em sacada de Minas, 2010

Yara Tupynambá (Brasil, 1932)

acrílica sobre placa de eucatex,  40 x 30 cm





Patrimônio Cultural da Humanidade: Persépolis

11 07 2015

 

Persepolis_recreatedPersépolis, © Asana Mashouf.

 

 Iran

 

Cidade de Persépolis

 

Fundada por Dario em 518 a.E.C., Persépolis foi a capital do Império Aquemênida. Foi construída em um imenso terraço, parcialmente natural e parcialmente feito pelo homem, onde os reis construíram um complexo de palácios impressionante, inspirado nos modelos da Mesopotâmia.  A cidade foi queimada pelos gregos em 330 quando invadida por Alexandre, o Grande.  De acordo com Plutarco, os gregos saíram de lá carregando tesouros em 20.000 mulas e 5.000 camelos.