Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

10 07 2015

 

 

BOTELHO - Bar Flora - Rua da Carioca - ost - 61 x 46 - datado de 1990Bar Flora, rua da Carioca, 1990

Botelho (Brasil, 1946)

óleo sobre tela, 61 x 46 cm

Coleção Particular





Mulheres notáveis: Galla Placídia, texto de Francisco da Silveira Bueno

10 07 2015

 

 

Aelia_Galla_PlacidiaRetrato atribuído a Galla Placídia, séc. III a V

Pintura em miniatura, medalhão de vidro

Museu Cívico Cristão, Bréscia

 

 

Galla Placídia

 

Se do pai tinha sangue espanhol, tinha sangue oriental, pelo lado materno, e dessa mistura saiu tão raro tipo de mulher política, administradora, de grande visão artística e sumamente religiosa. A sua entrada no mundo político de Roma foi, justamente, num momento angustioso da Cidade Eterna: Alarico vencia os romanos, ele que aprendera os segredos da guerra sob as ordens de Teodósio, saqueava e devastava toda a Itália com as suas hordas de visigodos. O momento era trágico e dentre as cinzas e labaredas da destruição de Roma, surge Galla Placídia para vencer, sozinha, esses bárbaros. E de que jeito? Pelo sacrifício de todo o seu orgulho. Ela, filha de Teodósio, o Grande, grega pelo nascimento, aceita casar-se com Ataulfo, cunhado de Alarico, com uma condição, os visigodos iriam para a Espanha a fim de destruir os Vândalos. Era o ano 414. Integrada agora na gente visigótica, acompanha Ataulfo: os Vândalos são batidos, expulsos, jogados da Espanha para o norte da África. Mas na batalha final, no ano 415, morre Ataulfo e Placídia está livre. De volta a Roma, onde seu irmão Honório é o imperador, casa-se com Constâncio, o maior capitão do momento. Nascem-lhe dois filhos: Honória e Valentiniano. Escolhida Ravena para capital do império romano pelo próprio Honório, ei-la que aí sonha o seu sonho maior: colocar no trono o seu próprio filho. Era uma criança, como seria possível? A sua tenacidade, a sua habilidade, jogando contra as próprias ideias do irmão todo poderoso, prepara toda a ascensão de Valentiniano. A morte de Honório vem ajudar os seus projetos: Valentiniano sobre ao trono, mas quem reina, de verdade, é a Galla Placídia e reinará por trinta – cinco anos.

 

Em: Pelas estradas do sol, Francisco da Silveira Bueno, São Paulo, Saraiva: 1967, pp. 108-109.





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

10 07 2015

 

 

caçador, waltercraneCaçador, ilustração de Walter Crane.

 

 

“Falar sem pensar é atirar sem apontar.”




Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

8 07 2015

 

ESTEVÃO SILVA (1844-1891). Mangas, Pitangas e Folhagens sobre a mesa, óleo s tela, 34 X 43. Assinado e datado (1887) no c.s.e.Mangas, pitangas e folhagem sobre a mesa, 1887

Estevão Silva (Brasil, 1844-1891)

óleo sobre tela, 34 x 43 cm





Eu, pintor: Nicolas Poussin

8 07 2015

 

 

POUSSINAuto-retrato, 1649

Nicolas Poussin (França, 1594-1665)

óleo sobre tela, 78 x 65 cm

Staatliche Museen, Berlim





Hábitos milenares trazidos pelos portugueses!

7 07 2015

 

 

192b04902f59d3ba9e9d9cbd82bed264A travessia de Caronte, 1919
José Banlliure y Gil (Espanha, 1855-1937)
Óleo sobre tela , 176 x 103 cm
Museu de Belas Artes de Valencia, Espanha

 

 

“Ainda persiste o hábito nas pequenas cidades do interior de colocar moedas nos olhos dos defuntos sob o pretexto de manter suas pálpebras cerradas.

O costume foi herdado dos portugueses, nos tempos coloniais, e mudou com o correr dos anos. Primitivamente se colocava um pão e uma moeda debaixo da cabeça do morto.

O pão era para mostrar que não morrera de fome. O dinheiro para entregar a São Pedro, a fim de que abrisse as portas do céu.

Os portugueses não tiraram essa superstição do nada. Veio dos gregos que acreditavam em um rio subterrâneo, separando o mundo dos vivos do mundo do além. Um cão de três cabeças, Cérbero, guardava a porta do reino da morte.

Os gregos punham moedas na boca do defunto e um bolo nas suas mãos. As moedas serviam para pagar Caronte, o barqueiro que fazia a travessia do rio. O bolo era para acalmar a fúria de Cérbero.

Como a corrupção é tão antiga quanto o homem, as famílias mais ricas enchiam a boca do finado de moedas, na suposição de que Caronte o faria passar antes dos demais defuntos.

Com o correr dos tempos, a religião dos gregos, povoada de deuses e deusas muito humanos, foi cedendo lugar a outras crenças. Mas as superstições ficaram, com algumas modificações no ritual e profunda transformação nas justificativas.”

 

Em: Notas curiosas da espécie humana, Jayme Copstein, Porto Alegre, Editora AGE:2002, p.108





Berço, poesia de Stella Leonardos

7 07 2015

 

vintage.baby.02

 

Berço

 

Stella Leonardos

 

 

Foi vime que nasce à toa

Debruçado na lagoa,

Colhido de manhã cedo.

Já viu garça azul que voa,

Já viu rastro de canoa,

Já escutou vento e arvoredo.

Por isso a fragrância boa,

Esse cheiro de segredo.

 

 

Em: Pedaço de Madrugada, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José:1956, p.11





Para escrever — José Eduardo Agualusa

6 07 2015

 

 

amedeo_bocchi.a convalescente,. ost, 1923A convalescente, 1923

Amedeo Bocchi (Itália, 1883-1976)

óleo sobre tela

Palácio Vecchio,  Florença

 

 

“Para criar, para escrever, ajuda muito estar criança. Convém manter intacta a capacidade de transformar em brinquedo tudo aquilo que nos rodeia, das palavras aos sons. Convém permanecer disponível para o espanto, atento às surpresas que a vida sempre engendra e, ao mesmo tempo, manter intacta a capacidade de indignação. A tudo isto podemos também chamar paixão.”

 

José Eduardo Agualusa

 

Em: “Toda luz que há nas romãs”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 06/07/2015, 2º caderno, página 2.





Domingo, um passeio no campo!

5 07 2015

 

 

CADMO FAUSTO (1901 - 1983) - Paisagem - ost - 38 x 55Paisagem

Cadmo Fausto (Brasil, 1901-1983)

óleo sobre tela,  38 x 55 cm





Minutos de sabedoria: Aristóteles

4 07 2015

 

Malcolm T. Liepke (EUA, 1953) Café da manhã, litografia

Café da manhã

Malcolm Liepke (EUA, 1953)

litografia

 

“Para nos mantermos bem é necessário comer pouco e trabalhar muito.”

 

 

Aristóteles-1Aristóteles