O Grito do Ipiranga, 1888
Pedro Américo (Brasil 1843- 1905)
óleo sobre tela, 7, 60 m x 4, 15 m
Salão Nobre
Museu Paulista, Universidade de São Paulo
O Grito do Ipiranga, 1888
Pedro Américo (Brasil 1843- 1905)
óleo sobre tela, 7, 60 m x 4, 15 m
Salão Nobre
Museu Paulista, Universidade de São Paulo
Neste fim de semana enquanto comemoramos o Dia da Independência do Brasil, vale lembrar as muitas razões porque gostamos desta terra em que vivemos. Lembrei-me hoje de uma letra espetacular de Assis Valente, (BA 1911 – RJ 1958) que indica algumas das muitas razões de se gostar de ser brasileiro. Aliás Assis Valente está na minha opinião entre os grandes, GRANDES, sambistas brasileiros.
Um bom 7 de setembro para todos!
Recenseamento
Assis Valente
Fiquei pensando e comecei a descrever
tudo, tudo de valor
que meu Brasil me deu
Um céu azul, um Pão de Açúcar sem farelo
um pano verde e amarelo
Tudo isso é meu!
Tem feriado que pra mim vale fortuna
a Retirada da Laguna vale um cabedal!
Tem Pernambuco, tem São Paulo, tem Bahia
um conjunto de harmonia que não tem rival
Tem Pernambuco, tem São Paulo, tem Bahia
um conjunto de harmonia que não tem rival
NOTA: pelos últimos dados, IBGE, 2 minutos antes desta postagem somos no Brasil:
187.625.817 habitantes.
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CANTO NATIVO
Jaime d’ Altavila
Quando eu morrer,
você rasgue um pedaço deste céu
E faça dele a minha mortalha.
Quando eu morrer,
você cave um torrão de terra virgem
E faça dele o meu travesseiro.
Quando eu morrer,
você arranque o Cruzeiro do Sul
E faça das estrelas meus círios.
……………………………………………………………………..
Quando eu morrer,
você corte um ramo de pitangueiras
E cruze, sobre ele, as minhas mãos.
Quando eu morrer,
você plante sobre a minha sepultura
uma palmeira de ouricuri.
………………………………………………………………………
Quando eu morrer,
você diga aos que perguntarem por mim
Que eu morri como nasci:
Brasileiro,
Brasileiro,
Brasileiro.
Jaime d’Altavila, pseudônimo de Anfilófio Melo (AL 1895-1970), formado em Direito, novelista, cronista, poeta, ensaísta, historiador. Fundador da Academia Alagoana de Letras.
Obras:
A Terra Será de Todos 1983
Canto Nativo 1949
Estudos de literatura brasileira 1937
Gênese da literatura alagoana 1922
Lógica de um Burro 1924
Luango 1945
Mil e Duas Noites 1931
O Tesouro Holandês de Porto Calvo 1961
Poesias de J. A. 1995
Encontrado em: Vamos Estudar? Theobaldo Miranda Santos, 3a série primária, Rio de Janeiro, Agir: 1961.
MINHA TERRA
D. Aquino Correia
Minha terra é Pindorama
de palmares sempre em flor:
quem os viu e não os ama,
não tem alma nem amor.
Santa Cruz é minha terra,
terra santa cá do sul:
seu pendão a cruz encerra,
tem a cruz no céu azul.
Deus num último batismo
meu país Brasil chamou;
se me abrasa o patriotismo,
brasileiro então eu sou.
Eis os nomes que assinalam
minha terra sempre em flor:
são três nomes que me falam
de beleza, fé e amor.
Pindorama! és meu encanto!
Santa Cruz! és minha fé!
O’ Brasil! Eu te amo tanto,
que por ti morrera até.
VOCABULÁRIO:
Pindorama – terra das palmeiras, nome dado ao Brasil pelos índios.
♦♦♦♦♦♦
D. Francisco Aquino Correia ( Cuiabá, MT 1885 – São Paulo – 1956) arcebispo de Cuiabá.
Do livro:
Vamos estudar?: 3a série primária, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1961. 12a edição. [Edição especial para os Estados de Goiás e Mato Grosso].
Quem são os Dragões da Independência?
Esta é uma das mais bonitas tradições que mantivemos desde a independência. Esse era o regimento que fazia a guarda da família real portuguesa. Na época, como sabemos, eles haviam se refugiado no Brasil para não se entregarem e o seu país às tropas napoleônicas que invadiam Portugal. O regimento foi criado no dia 13 de maio de 1808.
Esses soldados de cavalaria faziam a guarda da família real. E em Sete de Setembro de 1822, quando D. Pedro I proclamou a Independência do Brasil, esses soldados de cavalaria não só testemunharam o Grito do Ipiranga pelo jovem príncipe de 23 anos, como saudaram a independência do país. Com D. Pedro, foram os Dragões da Independência que participaram do gesto de independência chamado Laços Fora, quando, junto com o príncipe eles arrancaram os laços e os floretes vermelho, azul e branco que todos usavam marcando-os como soldados da coroa portuguesa.
Daí por diante todos os chefes de governo do Brasil, têm sua proteção garantida pelo 1° Regimento de Cavalaria de Guardas. Com um pequeno intervalo imediatamente depois da Proclamação da República. É uma tradição que veio do império e passou pela república do século XX e continua conosco, porque faz parte da nossa história, reflete quem somos, o nosso passado. Só em 1927 este regimento ganhou o nome de Dragões da Independência, um nome que lhes serve muito bem.
Fonte: Presidência da República. http://www.presidenciadarepublica.gov.br/
Curiosamente há pontos de comunhão de opiniões entre o júri do Prêmio dos Países de Língua Portuguesa e o júri do Prêmio Jabuti para livros brasileiros. Será interessante ver o resultado.
Finalistas para o Prêmio Portugal Telecom
1. 20 poemas para seu walkman – Marília Garcia – POESIA BRASILEIRA
Um livro de muitas vozes, velocidades e lugares – Catalunha, Nova York, Paris, Berlim, um deserto no México. Mas não é como turista, apressado ou aprendiz, que a autora carioca circula. É quase como uma espiã perdida, seguindo ruas que se entrecortam, vozes e indicações que se confundem, impulsos e sentimentos contraditórios. De clara legibilidade, seus poemas mesclam referências tradicionais às obscuras sensaçôes vividas pelo viajante clandestino.
Editora: Cosac Naify
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 96
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
2. Antonio – Beatriz Bracher – ROMANCE BRASILEIRO
Editora: 34
ISBN: 9788573263770
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 184
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Benjamim, esta história são nossas vidas e ainda não acabou, nunca vai acabar. Criar esse espaço para tua mãe, essa narrativa para teu pai e teu avô, como se a vida não tivesse existido entre Benjamim e outro, tivesse sido apenas um oco, lapso, vão, entre um amor perdido e seu reencontro, isso é pouco.
3. Eu hei-de amar uma pedra – António Lobo Antunes – ROMANCE PORTUGUÊS
Em Eu Hei-de Amar uma Pedra, António Lobo Antunes apresenta um texto radical e inovador, como poucas vezes se viu na literatura contemporânea. Numa história em que passado e presente se fundem, acontecimentos paralelos à vida do protagonista são narrados por personagens que giram em torno dele: suas duas filhas, sua mulher, a amante e um médico. Juntas, essas narrativas compõem uma visão multifacetada e rica dos acontecimentos, na qual passado e presente se fundem num constante fluxo de pensamento.
Na ocasião do lançamento de Eu Hei-de Amar uma Pedra, em 2004, Lobo Antunes falou ao jornal português Diário de Notícias sobre o tema que permeia este romance: o amor. Ele explicou que, embora o título Eu Hei-de Amar uma Pedra venha de uma cantiga popular, diz respeito também às impossibilidades do amor. “Não sei russo, mas quando dizem que Pushkin empregava a palavra carne e sentia-se o gosto da palavra carne na boca, isso tem a ver com as palavras que se põem antes e depois. É a mesma coisa que amor. Os substantivos abstratos são perigosos”, revela. Sobre a fotografia, ponto de partida deste seu romance, Lobo Antunes diz que vive com ela numa relação conturbada. “Conheci pessoas rodeadas de fotografias antigas. Perguntava quem eram aquelas pessoas, diziam-me ser o trisavô, todas pessoas mortas. Eu pensava: como podem estar mortas se olham para mim desta maneira, como se me conhecessem? Tinha a sensação de que as pessoas daquelas fotografias me compreendiam melhor do que as vivas. Naquelas fotografias amarelas subsistia a vida, o olhar. Na capacidade de transmissão de emoções e vivências, a fotografia sempre me fascinou. Nunca tirei uma fotografia, falta-me esse talento”.
Editora: Alfaguara
ISBN: 9788560281107
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 560
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
4. Histórias de literatura e cegueira – Julián Fuks – CONTO BRASILEIRO
A partir da vida e da obre dos escritores Jorge Luis Borges, João Cabral de melo Neto e James Joyce, O autor constrói pequenas histórias fragmentadas de possibilidades de momentos da vida de cada um. Cenas de criação de poemas, contos, ensaios e romances são abordadas sob uma visão original, construindo uma ficção em cima da ficção.
Editora: Record
ISBN: 9788501079435
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 160
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
5. Laranja seleta – Nicolas Behr – POESIA BRASILEIRA
A poesia de Nicolas Behr é simples, sem rodeios, vale o que está escrito. Ideologia está presente não só nos poemas, mas na vida do escritor. Nicolas cultiva mudas de espécies nativas do cerrado. Com mais de 20 livros editados pelas próprias mãos, Nicolas lança agora Laranja Seleta, sua primeira obra publicada por uma editora e que inaugura a coleção “Língua Real”, da editora Língua Geral.
O poeta marginal e integrante da Geração Mimeógrafo, Nicolas Behr apresenta em Laranja Seleta uma coletânea de alguns de seus melhores poemas. De ‘Iorgurte com farinha’ aos dias de hoje o que fica é a rebeldia, a luta contra regras prontas para poesia.
Os poemas de Laranja Seleta passeiam pelas memórias da infância, pela crítica aos poderes, a questão ecológica (da maior importância em sua obra e em sua vida), o amor e a cidade de Brasília, de Kubitschek aos dias de hoje.
Editora: Língua Geral
ISBN: 9788560160174
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 172
Acabamento: Brochura
Tamanho: Médio
6. O amor não tem bons sentimentos – Raimundo Carrero – ROMANCE BRASILEIRO
Este é um romance sobre a loucura. E conta a história de Matheus, um músico desencantado, que resolve matar a mãe, Dolores, e a irmã, Biba, porque elas são lindas e silenciosas. Mas não assume o crime e chega a imaginar que está delirando, mesmo depois de morto, porque acredita que foi assassinado pela mãe, num momento de profunda confusão mental. Amante generoso, nem sempre lúcido.
…Prêmio Jabuti 2000, Raimundo Carrero revela um personagem denso, às vezes cruel, às vezes lírico, possuído de um lirismo comovente, um lirismo brutal, de quem ama com arrebatamento e sem controle, capaz de ver em Biba o seu peixinho dourado, assim como descarrega a sua paixão desmedida sobre a menina e sobre a mãe.
…Em O amor não tem bons sentimentos desfilam ainda personagens vigorosos como Tia Guilhermina, cantora de cabaré, Ernesto do Rego Barros, o Rei das Pretas, e padre Vieira, conservador e severo, além de Jeremias, o fundador da seita Os Soldados da Pátria Por Cristo, que celebra o Evangelho, mas de propósito mistura religião com estupros, roubos e confusões. Uma galeria de personagens que arrebata e impressiona o leitor pelo seu grau de inquietação, sofrimento e ironia. O trágico e o risível impacientam.
…Por tudo isso, este livro vem reafirmar a força literária de Carrero, um autor cuja obra é estudada em monografias e teses universitárias, inclusive por sua preocupação em renovar a obra de arte de ficção, sem perder de vista o prazer do leitor. Daí porque a história pode ser lida com o sabor de um romance policial, mas com as revelações estruturais de um verdadeiro escritor.
Editora: Iluminuras
ISBN: 8573212616
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 191
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
7. O filho eterno – Cristovão Tezza – ROMANCE BRASILEIRO
Romance inédito que aborda os conflitos de um homem que tem um filho com Síndrome de Down. O protagonista se mostra inseguro, medroso e envergonhado com a situação, mas aos poucos, com muito esforço, enfrenta a situação e passa a conviver amorosamente com o menino.
Editora: Record
ISBN: 8501077887
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 224
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
8. O sol se põe em São Paulo – Bernardo Carvalho – ROMANCE BRASILEIRO
No Japão da Segunda Guerra, um triângulo amoroso envolve Michiyo, Jokichi e Masukichi – uma moça de boa família, um filho de industrial e um ator de kyogen, o teatro cômico japonês. À primeira vista, isso é tudo que Setsuko, a dona do restaurante japonês, tem a contar ao narrador de O Sol se Põe em São Paulo, novo romance de Bernardo Carvalho. Mas logo a trama se complica e se desdobra em outras mais, passadas e presentes, que desnorteiam o narrador involuntário, agora compelido a um verdadeiro trabalho de detetive para completar a história em que se viu enredado. Pois o relato de Setsuko aponta para além do desejo, da humilhação e do ressentimento amoroso, e se vincula aos momentos mais terríveis da História contemporânea – tanto do Japão como do Brasil. Obra sem fronteiras, que une a Osaka de outrora à São Paulo de hoje, e esta à Tóquio do século XXI, o romance de Bernardo Carvalho entrelaça tempos e espaços que o leitor julgaria essencialmente separados – e nos quais a prosa de ficção brasileira não costuma se arriscar. Caberá ao narrador de O Sol se Põe em São Paulo transitar de um pavilhão japonês no bairro do Paraíso a um cybercafé na Tóquio pós-moderna, das fazendas do interior de São Paulo aos campos de batalha da guerra no Pacífico. Tudo a fim de deslindar uma trama tortuosa, que envolve ainda um soldado raso, um primo do imperador e um escritor famoso (o romancista Junichiro Tanizaki) – e também sua própria pessoa, sua própria identidade: pária ou escritor?
Editora: Cia das Letras
ISBN: 9788535909777
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 168
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
9. Os da minha rua – Ondjaki – CONTOS ANGOLANOS
Músicas, lugares e cheiros estimulam as lembranças do escritor angolano Ondjaki, no livro Os da minha rua, publicado pela editora Língua Geral.
Neste livro Ondjaki passeia pela infância, vivida em Luanda nas décadas de 1980 e 1990. Os limites entre biografia e ficção são continuamente desafiados: basta observar o tom intimista a mesclar-se continuamente a uma perspectiva histórica. Dessa forma Ondjaki amplia os horizontes de sua literatura, conduzindo os leitores a cenas de caráter intimista que levam ao registro de uma época em Angola.
Os da minha rua revela grande mobilidade não só pelo olhar intimista que se expande ao registro histórico: os 22 textos desta obra podem ser lidos como unidades autônomas, que valem por si mesmas (como se fossem contos), mas também podem ser lidos feito capítulos de um romance. Trata-se portanto de uma obra muito flexível, de intenso hibridismo, que se vale de outro tom, muito próximo ao da crônica. Este surge por meio do registro sobre o cotidiano, que vem a ser uma das marcas incontestáveis desse gênero.
Com um discurso muito afeita à oralidade, o narrador lembra de amigos, família, festas na casa dos tios, paixões, professores cubanos, a parada de 1.º de Maio, a piscina de Coca-Cola e a novela brasileira Roque Santeiro. Com essas memórias entre o ficcional e o biográfico, Ondjaki nos leva à reflexão sobre nossas próprias particularidades, de nosso passado e de nossas lembranças sobre um período de descobertas e brincadeiras.
“A vida às vezes é como um jogo brincado na rua: estamos no último minuto de uma brincadeira bem quente e não sabemos que a qualquer momento pode chegar um familiar a avisar que a brincadeira já acabou e está na hora de jantar. A vida afinal acontece muito de repente (…).”
Editora: Língua Geral
ISBN: 9788560160235
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 168
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
RESENHA DA PEREGRINA:
https://peregrinacultural.wordpress.com/?s=ondjaki
10. Tarde – Paulo Henriques Britto – POESIA BRASILEIRA
Tarde é composto de poemas em que a ironia e a metalinguagem convivem com o extremo rigor compositivo. O processo de criação é um tema caro ao autor. Seus versos denotam uma reflexão meticulosa sobre o fazer poético, mas extraem força justamente da aceitação de que o conhecimento teórico não esgota as possibilidades de sentido. Entre as vertentes arcaizantes, defensoras das formas poéticas canônicas, e os adeptos do verso livre, Britto consegue uma rara conciliação – apesar de rimados e metrificados com minúcia, seus poemas são coloquiais e bem-humorados como na melhor tradição modernista. O tom elevado encontra sempre um contrapeso no chiste e na autoparódia. Os entraves para uma comunicação efetiva com o leitor – não apenas decorrentes das limitações da linguagem, mas do próprio estatuto acanhado da poesia no país – e a inadaptação ao mundo, expressa em poemas como ´Para um monumento ao antidepressivo´, constituem núcleos temáticos igualmente centrais em Tarde.
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535910438
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 96
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
DIA DE FESTA…
Murillo Araújo
Olho o céu mais contente.
Por que tantas bandeiras
batem alegremente,
como grandes pavões, as asas verde e ouro,
inquietas e ligeiras?
Por que passam soldados
e nas armas têm flores?
Por que estrondam dobrados
com clarins e tambores?
Por que todos na escola, reunidos, cantamos,
todos nós, mais de mil?!
É o Brasil que faz anos…
É o Brasil que faz anos:
Viva o Brasil!
Murillo Araújo – (MG 1894 – RJ 1980) jornalista, formado em direito. Poeta.
Retirado de: A Estrela Azul: poemas para crianças, 1940 em Poemas Completos de Murillo Araújo
DOIS TESOUROS NA PÁTRIA
Murillo Araújo
O mestre disse: “Adora a tua terra!
É um prodígio glorioso e sem segundo.
Quanto ouro verde em cada verde serra,
quanto ouro de astros neste céu profundo
entre montanhas grandes como o mundo!
Adora nossa pátria e nossa história.
Pensa nos que iam à chuvarada e aos sóis
lutar, morrer com a glória da vitória…
e adora nossa pátria em seus heróis!”
Mas – terra de meu sonho e meus desejos –
eu te amo mais – oh meu país, perdoa –
porque, em ti, minha mãe me enche de beijos
e em ti meu pai me abraça e me abençoa!
E eles são meus heróis de auréola de ouro,
a cuja luz o coração inundo;
e eles são para mim maior tesouro
do que as montanhas grandes como o mundo…
Murillo Araújo – (MG 1894 – RJ 1980) jornalista, formado em direito. Poeta.
Retirado de: A Estrela Azul: poemas para crianças, 1940 em Poemas Completos de Murillo Araújo [ 3 volumes], Rio de Janeiro, 1960, Irmãos Pongetti.