Tornozelo separa os hominídeos dos macacos

14 04 2009

hominidio

 

 

Um estudo publicado nesta semana afirma que os ancestrais humanos não eram tão parecidos com os macacos e tinham dificuldades em subir em árvores. A pesquisa foi feita com a análise do tornozelo de hominídeos que viveram há mais de quatro milhões de anos, depois que humanos e chipanzés começaram a evoluir separadamente.

 

Alguns especialistas acreditavam que o hominídeo e os primeiros humanos eram bastante semelhantes aos chimpanzés, mas o novo estudo contradiz esta tese.

 

O pesquisador Jeremy DeSilva, da Universidade de Michigan em Ann Arbor, comparou a estrutura de ossos dos hominídeos com a de chimpanzés da Uganda.

 

Tornozelos

O estudo mostrou que o tornozelo dos chimpanzés é muito mais flexível do que o dos humanos e dos hominídeos. Os chimpanzés conseguem dobrar o tornozelo em um ângulo de até 45 graus, comparado com apenas 20 dos hominídeos.

 

DeSilva também analisou a parte inferior da tíbia, o osso da perna. Nos chimpanzés, a tíbia está adaptada para dar mais flexibilidade ao tornozelo. Nos hominídeos, esse tipo de adaptação não ocorre, o que indicaria que eles não conseguiriam subir em árvores com a mesma agilidade dos macacos. O pesquisador estudou 15 fósseis de hominídeos.

 

“Este estudo conclui que se os hominídeos incluíam a escalada de árvores no repertório de movimentos, eles provavelmente estavam realizando esta tarefa de forma muito diferente dos chimpanzés modernos”, escreveu DeSilva na sua pesquisa.

 

O resultado do estudo foi publicado no artigo Morfologia funcional do tornozelo e a probabilidade de se escalar em hominídeosna revista científica americana Proceedings of the National Academy of Sciences.

 

Fonte: Portal Terra





Cangurus: um problema de Camberra!

13 04 2009

cangurus

 

 

Eles sobem telhado do Parlamento, colidem com carros, entram em residências pelas janelas.  A capital da Austrália, Camberra, tem um problema sério com a superpopulação de cangurus.   Os cangurus, animais-símbolos do país, deixaram momentaneamente de ser um dos principais atrativos turísticos australianos, para se tornarem sinônimos de desgosto para a população da capital. A superpopulação da espécie fez com que os mamíferos se aventurassem pelas ruas da cidade.  As informações são da agência AP.

A população de cangurus-cinza, o mais comum, é a maior já registrada na cidade nos últimos 100 anos. Das 60 espécies de cangurus, as do tipo cinza e vermelha são as mais numerosas, com 50 milhões de exemplares na Austrália.

As autoridades locais agora querem um sacrifício coletivo porque medidas anteriores como vasectomias e anticoncepcionais orais para esses marsupiais não impediram sua reprodução em numero suficiente para a convivência pacífica entre população e animais. O plano, que ainda tem que ser discutido e aprovado, recomenda um canguru por cada 1.500 hectares.

 

 

 

 canguru

 

 

 

No entanto, a proposta não foi bem recebida pela maioria da população, que é contra o massacre do marsupial mais famoso do país. Segundo uma enquete governamental, mais de 80% dos habitantes acredita que os cangurus selvagens devem continuar onde estão. Por outro lado, numa outra pesquisa, 17% dos motoristas disseram ter atropelado um exemplar pelo menos uma vez. 

Recentemente, um canguru com cerca de 1,75m se feriu ao quebrar o vidro de uma janela na tentativa de saltar para dentro de uma residência. O animal caiu sobre a cama onde uma mulher descansava com a filha de 9 anos e depois pulou sobre outra onde dormia o filho de 10 anos.  O animal foi finalmente expulso da casa pelo pai das crianças, Beat Ettlin, fugindo para as colinas mais próximas mas deixando para trás um rastro de sangue proveniente de seus ferimentos.

De acordo com Maxine Cooper, comissária de meio ambiente do governo na capital, os seres humanos não são os únicos a correrem perigo com a invasão dos marsupiais. Os cangurus destroem o habitat de outras espécies em perigo de extinção, como lagartos e insetos e acabam com todas as gramíneas.

Os sacrifícios coletivos de cangurus não são algo novo no país. A 350km ao norte da capital, mais de 25 exemplares são mortos durante as noites com licença do governo. “Não é agradável sacrificá-los, mas quando chega o momento, temos que fazê-lo”, explicou o responsável pelos abates, Barry Stuart.  Ninguém sabe o numero exato de cangurus que vivem próximo a Cramberra, uma cidade de 340.000 habitantes.  Mas as colinas a sua volta, os campos arborizados e parques tornam a área perfeita para estes saltitantes animais.   A tendência à invasão da cidade por causa da superpopulação desses animais  começou há aproximadamente 220 anos atrás quando colonos europeus derrubaram milhares de hectares de vegetação natural que alimentava e mantinha um equilíbrio sustentável do número de cangurus.

Fonte: AP





Vulcões entram em erupção nas ilhas Galápagos

13 04 2009

vulcao-diagramaDiagrama de um vulcão em erupção.

 

 

 

O vulcão Fernandina, situado em uma ilha homônima do arquipélago equatoriano de Galápagos, entrou em erupção, informou no dia 11 de abril o Instituto Geofísico local.

 

O Fernandina, que já entrou em erupção em 2005, se reativou na noite de ontem, o que pôde ser percebido hoje de manhã por guardas do Parque Nacional Galápagos (PNG) e por turistas que navegavam perto da ilha.

O Instituto Geofísico informou em relatório que funcionários do PNG e de outras entidades locais sobrevoarão a região para determinar a localização exata do centro da erupção, avaliar a possível extensão dos fluxos da lava e seu provável impacto na fauna e na flora.

O Fernandina, de 1.476 metros de altura, é o vulcão mais a oeste do arquipélago e está em uma região desabitada, embora a ilha em que se encontre abrigue espécies de flora e fauna protegidas.

A população mais próxima ao vulcão é Puerto Villamil, a cerca de 90 quilômetros de distância, que é a capital da Ilha Isabela.

 

 

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Já nas últimas 48 horas um novo vulcão entrou em erupção nas ilhas Galápagoso vulcão La Cumbre.  Este entrou em atividade, ontem, domingo de Páscoa, e coloca em perigo a fauna das ilhas classificadas como patrimônio natural da Humanidade, anunciaram hoje as autoridades do parque natural das Galápagos.

 

É provável que as iguanas terrestres e marinhas e outras espécies como o lobo do mar sejam afetados já que a lava chegou praticamente até ao mar“, avançou o organismo em comunicado.

 

A erupção, que ocorreu sábado no lado sudoeste da ilha Fernandina, formou um manto de lava de 200 metros de largura e 10 de comprimento.

 

O vulcão La Cumbre, de 1.463 metros de altura, cobre quase toda a ilha Fernandina, situada a cerca de 1.000 km das costas do Equador, no Pacífico.

 

A ilha constitui o habitat de iguanas terrestres e marinhas, pingüins, tentilhões e lobos do mar, entre outras espécies.

 

 

 

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Vulcões, outras postagens neste blog:

 

Llaima, Chile

Tonga, Ilha no Pacífico





Uma grande colônia de orangotangos na Indonésia!

13 04 2009

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Foi descoberta na Indonésia uma grande colônia de orangotangos, um dos primatas mais ameaçados de extinção do mundo.  Cientistas dizem que o grupo de símios descoberto em uma parte remota da ilha de Bornéo tem entre mil e dois mil indivíduos.  A existência da colônia foi comunicada aos cientistas por moradores locais.

 

Os reclusos primatas de pêlo vermelho foram descobertos em uma região montanhosa e inacessível“, disse Erik Meijaard, um dos responsáveis pela descoberta.  A topografia íngreme, o solo pobre e a geral inacessibilidade dessas montanhas parecem ter protegido a área do desenvolvimento,” argumentou Meijaard.

 

A viagem para a região demorou 10 horas de carro, outras cinco de barco e duas horas de caminhada.  A equipe descobriu cerca de 220 ninhos num raio de poucos quilômetros e viu três orangotangos de perto, a mãe com seu bebê e um grande macho, que lhes atirou galhos de árvore.  Os cientistas dizem que é possível que a colônia descoberta seja uma espécie de “campo de refugiados”, abrigando macacos fugitivos de outras regiões.

 

Calcula-se que existam ainda cerca de 50 mil orangotangos vivendo livres nas florestas tropicais 90 por cento das quais na Indonésia,  e o resto na vizinha Malásia.  Mas a área que lhes serve de habitat vem diminuindo, dando lugar a plantações. Esses países são os principais produtores mundiais de óleo de palma, utilizado em alimentos, cosméticos e que hoje também satisfaz a crescente procura de combustíveis “limpos” para os EUA e a Europa. Florestas tropicais, onde esses animais solitários gastam quase todo o seu tempo, foram derrubadas e queimadas progressivamente em taxas alarmantes, principalmente para plantações de palmeiras produtoras do lucrativo  óleo.

 

Os cientistas indonésios trabalham agora com grupos locais para proteger a área.





BO, o companheiro da família Obama!

12 04 2009

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Filhotes de cães d’água.

A família do presidente Barack Obama, dos EUA, vai mesmo ter um cão de água português.  O animal tem seis meses, é preto e branco e foi oferecido pelo senador Ted Kennedy, ele próprio um amante do cão de água português.   O cão de origem portuguesa vai chamar-se Bo, nome escolhido por Malia e Sasha, as filhas do presidente.   Bo será «apresentado» ao mundo durante a tarde da próxima terça-feira.

 

 

O Cão de água português ou Cão d’água português, também conhecido como Cão de pescador é uma raça de cães criada pelos portugueses para servir de companhia nas viagens marítimas, por volta de 1500.

 

 

 

 

 

 

 

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Sua origem perde-se nos tempos.  Julga-se que pode ter chegado a Portugal pela mão dos habitantes do Norte da África, quando estes invadiram o território que hoje corresponde a Portugal.  No entanto,  existiam registos desta raça no tempo dos romanos como o “canis leo” pelo tradicional corte a leão no qual o cão tem a parte de trás (traseira) totalmente barbeada e a parte ds frente com pelo.  Este corte lhes dava agilidade dentro de água com a traseira raspada enquanto que o pelo na parte da frente ajudava a que eles a não sentissem a água fria do alto mar.

 

Dadas as suas especiais aptidões, gosto e vontade permanente de brincar na água, foi desde sempre companhia dos navegadores portugueses.  Nestas circunstâncias era um ótimo ajudante e uma companhia inestimável, fazendo muitas vezes o papel de mensageiro que fazia circular missivas com ordens ou informações urgentes entre navios.

 

Durante centenas de anos, foram também companhia de pescadores artesanais que com eles partilhavam os bons e os maus momentos a bordo de pequenos barcos. Sempre prontos para se atirarem à água em busca de algum objecto que caísse borda fora, eram o melhor e mais fiel amigo dos homens do mar.

 

Hoje em dia, começa a ser treinado como cão de busca e salvamento em ambientes marinhos ou fluviais.

 

O cão d’água português, com sua constituição forte, compacta e musculatura bem desenvolvida, é um nadador olímpico. Seu tamanho é mediano, entre 40 e 56 cm e seu peso entre 16 e 25 kg. A pelagem é profusa, cobrindo todo o corpo. Existem dois tipos de pêlos: longo e ondulado, com brilho, e mais curto, áspero e denso. Suas cores são: branco, preto ou marrom, com ou sem manchas brancas.

 

 

 

 

 

 

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O temperamento dos cães é amigável, dão-se muito bem com crianças, têm uma atitude corajosa e leal. São animais com muita energia, não se cansam facilmente e são propensos a brincar.  São meigos, leais e de extrema obediência, estabelecendo laços de cumplicidade muito intensos com os donos.  Não são agressivos, tendo facilidade de relacionamento com desconhecidos. Também têm facilidade em estabelecer contactos com outros cães. São, no entanto, excelentes guardas e protectores, quer das crianças, quer do seu espaço.

 

 

Habituam-se a quase todo o tipo de condições mas preferem espaços amplos.

 

A água é a sua perdição. Adoram nadar, seja num lago calmo ou no mar mais agitado. Possuem nas suas patas umas membranas interdigitais semelhantes às encontradas nas aves palmípedes, que lhes permitem nadar com extrema facilidade.

 

Pelagem: Encontram-se dois tipos de pelo: um comprido e ondulado e outro mais curto e encaracolado.

É um cão pouco agressivo para pessoas com a tradicional alergia aos pêlos de cão.

 

Cores mais comuns: Branco, preto, castanho e branco malhado.





Saturno suas luas e anéis

11 04 2009

tita-e-saturnoTitã, a lua cor de laranja de Saturno.

Saturno

 

 

As luas

 

Graças à missão Cassini, cientistas descobriram nos últimos anos muito sobre Titã, a maior lua de Saturno. Entre outras coisas, eles sabem agora que ela possui dunas de areia, lagos de metano líquido e, talvez, vulcões glaciais.

 

Eles também sabem algo sobre seu formato. Usando dados de instrumentos do radar da Cassini, Howard A. Zebker, da Universidade de Stanford, e colegas determinaram que Titã é levemente saliente ao redor do seu centro e achatada nos pólos.

 

O grau de achatamento é pequeno, relatam os pesquisadores em um artigo publicado online na Science. Também não é algo surpreendente, Zebker disse, “porque Titã rotaciona de forma parecida à Terra” (e a Terra também é achatada). Titã sempre tem a mesma face voltada para Saturno e a poderosa força gravitacional do planeta gera grandes marés na lua, aumentando a deformação.

 

Mas o formato de Titã não é exatamente o que seria esperado na teoria. Uma possível explicação para isso, Zebker disse, é a distribuição irregular de calor no núcleo de Titã. Ou talvez a lua estivesse mais perto de Saturno no passado, quando seu formato teria se formado e “congelado.”

 

O achatamento de Titã também pode ajudar a explicar o motivo de seus lagos de metano estarem concentrados perto dos pólos. Se existe um “lençol de metano” (análogo a um lençol d’água na Terra), então seria mais provável que o líquido alcançasse a superfície em uma área de baixa elevação, como os pólos.

 

 

 

 

 

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Saturno e Titã

 

 

 

Os anéis

 

Entre os anéis de Saturno, os que são designados A, B, C, D, E e G são as crianças boazinhas, organizadas e comportadas sem nenhum gelo ou partícula poeira fora do lugar. O F, por outro lado, o anel mais fino com menos de 1,6km de largura, é a ovelha negra da família. Ele aparenta ter um material central rodeado de correntes espirais.

 

Astrônomos sabem que a aparência do F se deve em grande parte à Prometheus, uma pequena lua orbital no lado do planeta que se aproxima do anel regularmente por causa das excentricidades da órbita. Quando isso acontece, a gravidade afasta matéria do anel, formando plumas e canais.

 

Mas um novo estudo de imagens da missão Cassino mostra que há muito mais acontecendo dentro do anel F – colisões em alta velocidade entre satélites ainda menores no centro quase que diariamente.

 

“O que Prometeu faz é produzir padrões regulares que podemos entender”, disse Carl D. Murray, professor da Queen Mary, Universidade de Londres e autor principal de um artigo da Nature que descreve as descobertas. Mas ele acrescentou: “descobrimos antes que Prometeu não pode fazer tudo”.

 

Os pesquisadores analisaram profundamente imagens dos anéis e descobriram vários objetos pequenos que com o tempo pareciam cruzar o centro. Depois observaram filmes da passagem de tempo retratando o aparecimento de plumas e outras alterações que não podiam ser diretamente atribuídas à Prometheus, e determinaram se os objetos poderiam ser responsáveis. Em um caso envolvendo um objeto chamado de S6, por exemplo, sua órbita “o colocou bem no centro da ação”, disse Murray.

 

Os pesquisadores puderam deduzir a presença de muitos pequenos satélites que colidem com a matéria no centro e perturbam o anel. Além disso, disse Murray, nos detritos dessas colisões também era possível ver assinaturas gravitacionais de objetos ainda menores. “É um sistema caótico”, ele disse.

 

Murray disse que o anel F era talvez o único lugar no sistema solar onde colisões em tamanha velocidade estavam ocorrendo regularmente, então entender o processo pode ajudar no estudo sobre a formação do sistema solar, quando colisões similares eram comuns de acontecer.





Mulher desenvolveu terceiro braço fantasma

10 04 2009

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Segredos da mente, segredos do cérebro:

 

 

 

 

Médicos da Suíça conseguiram comprovar a existência de um terceiro “braço fantasma” em uma mulher que sofreu um derrame. A paciente de 64 anos havia perdido as funções de seu braço esquerdo após o acidente cerebral. Mas poucos dias depois, ela desenvolveu um “terceiro membro”, que ela dizia enxergar e usar para tocar objetos e até coçar o braço direito.

 

Usando exames de ressonância magnética, especialistas do Hospital Universitário de Genebra confirmaram que o cérebro da mulher emitia comandos ao “braço fantasma” e reconhecia suas ações.

 

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A paciente diz que seu novo membro fica à sua esquerda e tem uma cor de leite, “quase transparente”. Segundo o neurologista Asaid Khateb, chefe da equipe que analisou as imagens cerebrais, trata-se de um caso extremamente raro em que o paciente não somente sente o membro imaginário, como também o enxerga e o movimenta voluntariamente.

 

O médico disse ainda que esta é a primeira vez que se mede a atividade cerebral a partir do contato com um membro fantasma. O fenômeno do membro fantasma está normalmente associado com pessoas que sofreram amputação. Segundo cientistas, entre 50% e 80% delas descrevem sensações de tato e dor na parte retirada.

 

As descobertas da equipe foram divulgadas na revista especializada Anais da Neurologia.

 

 

 

 

 

FONTE: Portal Terra





Caixa de Kioto — vencedora do concurso idéias verdes!

10 04 2009

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Um fogão solar bastante barato ganhou o primeiro prêmio num concurso de idéias verdes.   Com o nome de A Caixa de Kioto este fogão é fabricado a partir de papelão e pode ser usado para ferver água, para esterilização de instrumentos ou para assar alimentos.  O  inventor, morador do Quênia, tem a esperança de poder fazer o cozimento solar difundido no mundo inteiro e principalmente através dos países em desenvolvimento, suplantando o uso da madeira que está levando ao desmatamento global.

 

Organizado pela ONG Fórum Para o Futuro, fundada por Jonathan Porritt para fomentar idéias que ajudem ao crescimento sustentável, o concurso teve como objetivo apoiar idéias que possam ser viáveis.  Também idéias que reduzam as emissões de gases de estufa e que não conseguiram obter interesse no mundo corporativo.

 

 

 

 

 

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Este fogão é feito com duas caixas de papelão, que usam tinta preta e tiras refletoras para maximizar a absorção da energia solar.  Cobrindo a panela com uma tampa transparente calor e água são retidos enquanto a temperatura pode chegar pelo menos a 80°C.  A idéia de cozinhar usando os raios do sol tem sido uma constante há muitos séculos, mas só agora parece ter surgido com bastante eficiência, tanto que algumas organizações, incluindo Fogões Solares Internacional, já estão apoiando sua fabricação e distribuição no mundo em desenvolvimento.

 

O que impressionou os juízes sobre a Caixa de Kioto foi seu potencial de produção.  Será possível fabricar este “novo fogão” em massa.   Qualquer fábrica de papelão já existente poderá com poucos ajustes fazer milhares e milhares de fogões/panelas a cada mês.

 





Resgatando o DNA de insetos em museus, mas sem destruição….

9 04 2009

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O DNA antigo pode ser uma ótima ferramenta para o estudo da evolução, da diversidade e de outros assuntos, mas sua obtenção pode ser complicada. Quando os antigos organismos são insetos pequenos, a retirada de um pouco de DNA pode significar a destruição total ou parcial deles. Agora, uma equipe de cientistas mostrou que é possível extrair DNA de um espécime de inseto de quase 200 anos, sem destruí-lo. Eles colocam os insetos de molho.

 

Eske Willerslev e Philip Francis Thomsen, do Centro de Genética e Ambientes Antigos, do Museu de História Natural da Universidade de Copenhage,  e colegas usaram uma solução chamada tampão de digestão, cuja receita havia sido previamente desenvolvida.  O processo de obtenção do DNA teve sucesso não só com macrofossils siberianos de até 26.000 anos de idade, como também com besouros secos, exemplares de acervo de museus,  espécimes de até 188 anos.  Isto revela que o método tem um grande potencial para a investigação do DNA.  Vinte espécimes de besouro de museus, os mais antigos datados de 1820, foram imersos na solução por 16 horas e então retirados e secados, com seus exoesqueletos e outras características intactos. Os ácidos nucléicos na solução restante foram separados.

 

Apesar da enorme diversidade demonstrada entre os insetos, este grupo é,  em geral, quase sempre negligenciado nos estudos de DNA.  Estes tendem a se concentrar principalmente em vertebrados e plantas.  Menos estudados ainda são os micróbios.  Este processo se anuncia então como uma excelente e poderosa ferramenta que poderá vir a testar muitas hipóteses em biologia, pelo estudo mais detalhado do DNA destes seres até hoje relegados a um segundo plano.

 

Até então, uma das maiores limitações para o estudo do DNA de antigos espécimes de insetos era a destruição dos elementos morfológicos da amostra,  quando o antigo processo se fazia inevitável.  Obviamente, este é um problema relacionado com  o DNA de muitas fontes, mas é de particular preocupação com as pequenas amostras, tais como insetos.  Até hoje, a maioria dos antigos estudos genéticos sobre insetos foi vítima desses métodos de amostragem destrutivos.  Os resultados obtidos com o método não-destrutivo na amostragem deste estudo sugerem que a destruição de espécimes já não se fará necessária.   A utilização de modelos históricos encontrados em museus tem importantes aplicações em estudos genéticos da população, onde espécimes poderão revelar antigas estruturas genéticas até agora indetectáveis.  Enquanto que o estudo dos macro fosseis poderão trazer dados de potencial valor para melhor compreensão de ecossistemas e mudanças climáticas.

 

 

 

 

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Em um artigo no periódico online de acesso livre PLoS ONE, os pesquisadores relatam que todos os 20 espécimes produziram seqüências de DNA mitocondrial utilizáveis. Acredita-se que o tampão de digestão penetre nos exoesqueletos através da boca, dos orifícios respiratórios e de outras características anatômicas, e através dos orifícios feitos quando os espécimes são fixados para exibições.

 

A técnica teve menos êxito com restos de besouros mais antigos – congelados no permafrost por dezenas de milhares de anos. Apenas três das 14 amostras produziram DNA utilizável. Mas os pesquisadores tiveram mais sucesso com sedimentos não-congelados e menos antigos de uma caverna – com cerca de 1,8 a 3 mil anos de idade. Eles obtiveram seqüências de DNA de um besouro e uma mariposa ou borboleta.

 

 

 

 

 

 

Outras entradas neste blog que tratam de insetos:

 

NOVAS DESCOBERTAS:  Nova Guiné

 

 

 

PALEONTOLOGIA: Monstro, Insetos no Cretáceo

 

 

 

TEXTO LITERÁRIO: Coelho Neto

 

 

POESIA,  Manoel de Barros- um cachorro vira-lata; Olavo Bilac — As formigas

 

 

 

 

 

 





As Américas depois da subida do nivel do mar

8 04 2009

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A Grande Onda de Kanagawa

Katsushika Hokusai ( Japão, 1760 – 1849)

Xilogravura policromada

 

 

 

 

 

 

A BBC num artigo de James Painter mostra, hoje, o que especialistas da América do Norte e da América do Sul estão cada vez mais preocupados com as conseqüências devastadoras da subida do nível do mar.

 

Até agora as áreas de maior preocupação com as conseqüências do aumento do nível do mar tinham sido as ilhas do Pacífico, o Vietnam e Bangladesh.   Mas, no encontro recente de cientistas debatendo o assunto em Copenhagen , ficou claro que regiões que incluem Nova York, sul da Flórida, Caribe, México e Equador estão sob maior perigo do que antecipado.

 

Em 2007 o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas sugeria que o nível do mar pudesse aumentar de 19 cm a 59 cm até o final d século XXI.  Mas este ano, em Copenhagen vários cientistas já falavam do aumento de um metro a um metro e meio, mesmo que se mantenham baixas as emissões mundiais de gases que provoca o efeito estufa.   É o derretimento das camadas de gelo em ambos os pólos o que tem preocupado os cientistas.  Com a aceleração do degelo que se testemunha, o mapa das Américas certamente mudará muito nas zonas costeiras.

 

Há perigos que ultrapassam a invasão do mar sobre áreas costeiras.  Algumas ilhas caribenhas correm o perigo de diminuírem sensivelmente suas áreas territoriais.   A pesca certamente seria afetada em todas as regiões.   E não se consegue ainda saber o que acontecerá com a circulação de água do mar de norte a sul e vice-versa, que mantêm os parâmetros do clima em ambos os hemisférios.

 

 

 

 

 

 

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A única nota positiva do encontro foi saber que ainda não está muito tarde para atenuar os efeitos do aumento do nível dos oceanos.  Se conseguirmos reduzir as emissões de gás e também reduzir o desenvolvimento costeiro haverá uma chance de podermos reduzir as conseqüências destes efeitos.  Mas é importante que os líderes da America Latina se aconselhem sobre estas novas projeções de degelo e conseqüente aumento do nível do mar, para que desenvolvam novas prioridades de desenvolvimento.   No momento, ninguém parece preocupado com o futuro das gerações vindouras.

 

 

Para o artigo inteiro:  BBC

 

 

 

 

 

 

Katsushika Hokusai ( Japão, 1760 – 1849)

 

Um dos gênios da arte japonesa, conhecido por suas xilogravuras, nasceu na cidade de Edo, atual Tóquio, no bairro de Katsushika, em 23 de setembro de 1760. Ainda pequeno, foi adotado por Nakajima Ise, polidor de espelhos do xogunato Tokugawa. Deixou o lar dos pais adotivos ainda jovem, trabalhou como aprendiz em uma livraria e, depois, como xilógrafo. Tornou-se discípulo do conhecido xilógrafo Katsukawa Shunshô (1726~1793), pesquisando os estilos dos grandes xilógrafos da escola Karino, dentre outros. Criou ainda um estilo próprio, graças aos estudos das técnicas de pintura ocidental através das obras de Shiba Kôkan (1738-1818), filósofo e pintor de quadros ocidentais.

 

Xilogravou muitos artistas famosos, as conhecidas beldades e os lutadores de sumô da época. Viajou por muitos lugares, xilogravou muitos retratos, paisagens, flores, plantas e animais, tornando-se o maior artista da época. É conhecido também por suas excentricidades, mudando de residência 93 vezes e trocando o seu nome artístico mais de 30 vezes. O pseudônimo “Katsushika Hokusai”, nome pelo qual é conhecido mundialmente, foi adotado por ele em 1805.

 

Deixou mais de 30 mil obras, entre xilogravuras, ilustrações de romances, quadros e outras. Uma das suas obras mais famosas é a xilogravura Fugaku Sanjurokkei, ou seja, As 36 vistas do Monte Fuji.

 

As suas obras tiveram muita influência sobre os pintores impressionistas que atuavam na França.  Até falecer, aos 90 anos, dedicou-se de corpo e alma à pintura, que foi seu meio de sustento, mas nunca lhe deu uma vida abastada.