Camelos de longos focinhos antecessores das lhamas?

20 03 2012

A descoberta de fósseis de duas espécies de camelos com focinhos alongados, no Panamá, amplia a distribuição de mamíferos no ponto mais austral da América Central.  Esses animais, que viveram há 20 milhões de anos, podem ter sido antecessores da alpaca e da lhama da América do Sul. “Nunca antes haviam sido encontrados na América Central camelos dessa antiguidade“, disse nesta quinta-feira Bruce MacFadden, curador de Paleontologia de Vertebrados do Museu de História Natural da Flórida, nos Estados Unidos.  “Estamos descobrindo uma diversidade fabulosa de novos animais que viveram na América Central, que nós nem sequer conhecíamos antes”.

Fóssil de camelo gigante do Panamá.

A descoberta lança nova luz na história dos trópicos, uma região que contém mais da metade da biodiversidade do mundo e alguns dos mais importantes ecossistemas. Aldo Rincón, geólogo que dirigiu o relatório elaborado sobre esta descoberta, ressaltou que os fósseis representam o primeiro achado destes “pequenos e estranhos” camelos na região.  “Por sua vez, confirmariam uma conexão terrestre entre a parte sul da América Central, México, Texas e Flórida no Mioceno” (há 20 milhões de anos), indicou Rincón.

Esses fósseis são os mais antigos fósseis de mamíferos encontrados no Panamá: Aguascalietia panamaensis e Aguascalientia minuta. Distinguidos um do outro, principalmente por seu tamanho, os camelos pertencem a um ramo evolutivo da família do camelo separada da que deu origem aos camelos modernos, baseados em diferentes proporções de dentes e maxilares alongados.

O cientista encontrou os fósseis na região de escavações das Cascatas durante as pesquisas paleontológicas e geológicas realizadas pelo Instituto de Pesquisa Tropical Smithsonian e pelo Museu de História Natural da Flórida em colaboração com a Autoridade do Canal do Panamá. “Além de agregar uma peça muito importante na evolução desta subfamília, os novos fósseis oferecem a oportunidade de entender a relação entre esses estranhos fósseis e os camelos atuais e as lhamas”, destacou.

Desenho de como esses camelos poderiam ter sido.

Os trópicos contêm alguns dos ecossistemas mais importantes do mundo, incluindo florestas tropicais que regulam os sistemas climáticos e servem como uma fonte vital de comida e remédios, ainda pouco se sabe da sua história, porque uma vegetação exuberante impede escavações paleontológicas.

Essa família se originou cerca de 30 milhões de anos atrás e eles são encontrados difundido na América do Norte, mas antes desta descoberta, eram desconhecidas sul do México.” disse Aldo Rincon.  O estudo mostra que, “apesar proximidade da América Central à América do Sul, não houve conexão entre os continentes porque os mamíferos na área de 20 milhões de anos atrás, todos,  tiveram origens norte-americanas. O istmo do Panamá, foi formado por volta de 15 milhões de anos depois e  a fauna cruzou a América do Sul 2,5 a 3 milhões de anos atrás”, MacFadden disse.  “As pessoas pensam de camelos como sendo no Velho Mundo, mas a sua distribuição no passado é diferente do que conhecemos hoje“, disse MacFadden. “Os ancestrais de lhamas origem na América do Norte e, em seguida, quando a ponte de terra formado cerca de 4 a 5 milhões de anos, eles se dispersaram na América do Sul e evoluiu para o, lhama alpaca, guanaco e vicunha.”

—-

Fontes: Terra, e Universidade da Florida





Um vídeo da natureza, vejam que beleza!

19 03 2012








Um sapo agressivo! Veja o que o Butantan descobriu!

14 03 2012

Ao contrário de outros anfíbios, o Rhaebo guttatus tem mecanismo de veneno ativado voluntariamente
Foto: Instituto Butantan/Divulgação

Pesquisadores do Instituto Butantan descobriram um sapo que possui comportamento predatório, o que até hoje era completamente incomum nesses animais. Ao contrário de outros anfíbios, que expelem veneno somente após sofrerem um ataque, o Rhaebo guttatus, espécie encontrada na Amazônia e semelhante ao sapo Cururu, tem um mecanismo de veneno ativado voluntariamente.

O estudo, feito na Amazônia por cerca de um ano, revelou que o animal, por meio de movimentações corporais que causam a compressão do paratóide (glândulas que armazenam o veneno), esguicha o veneno a uma altura de quase dois metros.

Ao efetuar um ataque, o sapo libera uma substância com propriedades inflamatórias, capaz de causar complicações neurotóxicas, cardiotóxicas, edemas pulmonares, problemas no sistema digestivo ou até mesmo levar o predador a óbito.

“Essa descoberta pode revolucionar o estudo dos anfíbios, pois jamais se imaginou um sapo com esse tipo de comportamento. Além de contribuir com nossos estudos, reacende o folclore de que esses animais só atacam seu predador voluntariamente”, relata Carlos Jared, diretor do Laboratório de Biologia Celular.

Notícia, exatamente como  publicada no Portal Terra.





O verde do meu bairro — a alamanda

8 03 2012

Grade de proteção a um edifício com alamanda.

Cá pelas minhas bandas as trepadeiras ornamentais estão tomando conta dos jardins.  Muito popular vermos, por cima das grades que protegem os edifícios, a  Alamanda, ou como minha avó chamava, Dedal de dama.

Gosto bastante do movimento verde dos jardins aqui no Rio de Janeiro.  Muros e gradís estão cada vez mais bonitos, embelezados por uma grande variedade de trepadeiras,  que nessa época do ano – alto verão — derramam um colorido vibrante por sobre o que poderíamos considerar aspectos menos estéticos das cercas, muros e grades de proteção das casas e edifícios.

A Alamanda é uma ótima planta para esse fim.  Eu mesma, quando morei num outro apartamento, num outro edifício, em Copacabana, coloquei a Alamanda “chorando” da fachada dos meus janelões no 10º andar para o andar de baixo.  Planta de muito efeito ornamental, ela precisa, pelo menos por aqui, de pouca atenção, de muito sol, e não pode ser molhada demais.   No meu caso, num longo patamar de 4 metros de comprimento, ela precisava de um pouco mais de atenção, porque estávamos à beira mar e o ar salgado nem sempre incentiva as plantas a darem o melhor de si.

Suas flores, em formato conico  têm 5 pétalas.

Descobri que ela pode ser encontrada em quase todo o território nacional, menos naqueles lugares – e são poucos – cujas temperaturas podem chegar sistematicamente abaixo de 7º centígrados. Ela é uma trepadeira muito utilizada no paisagismo porque não só tem flores bonitas e abundantes, como porque sua folhagem brilhante e espessa, com folhas ovais, pode ser também bastante decorativa. Precisa ser cultivada em pleno sol, em solo fértil, rico em matéria orgânica e com regas regulares.

Agora, prestem atenção, não deve ser plantada onde criancinhas pequenas e filhotes de animais possam querer experimentar comer de suas belas flores e folhas, porque é uma planta tóxica.

—–

Características:

  • Nome Científico: Allamanda cathartica
  • Sinonímia: Allamanda herndersonii
  • Nome Popular: Alamanda, dedal-de-dama, carolina, alamanda-amarela
  • Família: Apocynaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Brasil
  • Ciclo de Vida: Perene

Para mais informações consulte aqui: O Jardineiro

 Então, que tal sugerir ao seu síndico o plantio dessa bela trepadeira e embelezar também a sua moradia, ou a sua rua?




As florestas 300 milhões de anos atrás… Como seriam?

24 02 2012

Desenho de como seriam as florestas de 300.000.000 de anos, ilust. Ren Yugao.

Uma descoberta na China, nos dá uma idéia da vida no passado longínquo da Terra.  Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, o  paleobotânico [paleontólogo-botânico] Hermann Pfefferkorn e seus colegas de trabalho  anunciaram, no início da semana,  a descoberta de uma floresta fossilizada que ficou enterrada sob uma mina de carvão há 300 milhões de anos.  A floresta foi preservada pelas cinzas de um vulcão, numa área que faz parte hoje do norte da China.   Os pesquisadores apresentaram uma reconstrução da floresta fossilizada, dando idéia sobre a ecologia e clima da época, e a ilustração acima nos ajuda a imaginar como seria a Natureza de então.

O impressionante é que com essa descoberta pode-se agora ter um olhar mais preciso sobre a vida vegetal, o clima e a ecologia de aproximadamente 298 milhões de anos atrás. A floresta, descoberta perto de uma mina de carvão na cidade de Wuda, na China, foi coberta por cinzas vulcânicas durante um período de poucos dias e assim se preservou praticamente intacta, de uma maneira semelhante a que preservou a cidade de Pompéia, na Itália em 79 dC.  Esse evento dá um instantâneo de um momento preciso no passado longínquo: plantas foram preservadas como caíram, em muitos casos nos locais exatos onde cresciam.

Asterophyllites longifolius (A) e associado Paleostachya tipo estróbilos (B); Sphenophyllum oblongifolius (C) e associado estróbilos (D); Sigillaria cf. ichthyolepis folha (E)

Samambaias: (A) Pecopteris cf. candolleana; (B) feminaeformis Nemejcopteris; (C) Pecopteris orientalis; (D) Pecopteris sp

Terra no período Permiano.

Talvez seja interessante lembrar que estamos falando de uma era anterior à dos dinossauros na Terra.  O nosso planeta ainda não tinha os continentes de hoje.  Nem Pangeia ainda existia.  A Terra estava no início de um período geológico chamado Permiano, durante o qual as placas continentais ainda estavam se movendo em direção umas  às outras para formar o supercontinente Pangeia, onde se formou numa única massa continental circundada por um único oceano, a que chamamos Pantalassa.   Veja a ilustração abaixo de Pangeia, que em grego quer dizer toda a Terra, depois da junção da América do Norte e da Europa.  Enquanto que na China existiam dois continentes menores. Tudo sobreposto ao Equador e, portanto, uma área com clima tropical.

A formação dos continentes como eles existem hoje.

Ilustração de provável aparência da floresta de 300.000.000 de anos. Ilust. Ren Yugao.

Tudo está maravilhosamente preservado,” disse Pferfferkorn, “podemos encontrar um ramo com folhas presas e então, encontrar o ramo seguinte, e o próximo galho e o próximo.  E depois encontramos o toco da mesma árvore.  É impressionante.

O local têm extensa atividade de mineração de carvão próxima. Isso propiciou a descoberta de grandes extensões de rocha, que mostraram sinais da floresta.  Por causa disso, os pesquisadores foram capazes de examinar 1.000 m² da camada de cinzas vulcânicas, em três locais diferentes, próximos entre si.  Isso permitiu que se caracterizasse o ecossistema de maneira bastante precisa.

(A e B) Pecopteris sp. com esporângios do tipo Asterotheca; hemitelioides (C e D) Pecopteris com esporângios do tipo Eoangiopteris; (E e JK) Sphenopteris (Oligocarpia) gothanii

A base de tronco de árvore grande, após a escavação.

Pfefferkorn disse que “esta será agora a linha de base. Quaisquer outros achados, que são normalmente muito menos completos, terão que ser avaliados com base no que foi determinado aqui …. Esta é a reconstrução da primeira floresta, na Ásia,  em qualquer espaço de tempo, é a primeira com Noeggerathiales como um grupo dominante. ” A descoberta será apresentada na próxima semana na publicação a Academia Nacional das Ciências.

[NOTA: Noeggerathiales é uma ordem de plantas vasculares, extinta.  A faixa geológica dessa ordem se estende desde o Carbonífero Superior ao Triássico.  Até hoje, um grupo mal conhecido com  seu lugar na taxonomia e posição no reino vegetal incertos].

Naquela época, o clima da Terra era comparável ao que é hoje.  Isso é de especial interesse para interesse para pesquisadores como Pfefferkorn que olham para os padrões climáticos antigos na tentativa de ajudar a entender variações climáticas que temos hoje.

(E) Pecopteris lativenosa; (F) Pecopteris arborescens com anormal pinna (Aphlebia) na base

Ao todo, foram identificados seis grupos de árvores. Samambaias formavam a cobertura vegetal de menor altura,  enquanto as árvores altas – Sigillaria e Cordaites –  muito altas, subiam até 80 metros acima do solo.  Além do Professor Pfefferkorn,  do Departamento de Terra e Ciências Ambientais, da Universidade da Pensilvânia, colaboraram nas pesquisas três colegas chineses: Jun Wang, da Academia Chinesa de Ciências, Yi Zhang, da Universidade Normal de Shenyang e Zhuo Feng Universidade de Yunnan.

Localização da floresta no mapa da China, na Mogólia, próximo a Wuda.

Fonte e mais fotos: The Daily Mail.





Quadrinha do café da manhã

17 02 2012

Café da manhã, 1950

Edna Wolf Henner Mashgan (EUA 1907-2001)

óleo sobre tela

Além do café com leite,

Manteiga, ovos e pão,

Coma também uma fruta

Na primeira refeição.

(Walter Nieble de Freitas)





O verde do meu bairro: Iuca elefante!

10 02 2012

Um dos prazeres de andar nas ruas do Rio de Janeiro é descobrir a estação para floração de diversas plantas que encontramos nos jardins das casas e edifícios que nos cercam.  Há duas semanas fiquei muito feliz de dobrar uma rua próxima à praia e me deparar com essa Iuca elefante, florida, completamente florida.  Plantada de frente para o mar ela parecia estar em seu elemento, feliz com o calor do verão carioca.

Cheguei em casa com sede de saber mais sobre essa beleza.  E descobri que seu nome científico é Yucca elephantipes, natural da Guatemala e do México, portanto da América Central.  É uma arbusto que pode chegar a 6 metros de altura  [o da foto deve ter uns 4 metros ou um pouquinho mais].  É uma planta bem resistente que gosta de sol pleno, chegando a meia sombra e consegue viver com pouca água, podendo ser regada só uma vez por semana.   Gosta de solos arenosos ricos em matéria orgânica com ótima drenagem e do clima quente e seco, por isso evidentemente está entre as plantas favoritas dos jardins à beira-mar no Rio de Janeiro.

Suas flores são assim como mostra a foto, em cachos, a maioria empinada.  Como se fossem um grupo grande de pequenas campânulas.  Cachos de vistosas “conchinhas” que contrastam bastante com as folhas alongadas, que têm uma aparência de espinhosa, mas não têm espinhos, nem na pontinha.  Dizem que as flores duram bastante tempo e por isso podem ser usadas em arranjos florais.  Floresce no final da primavera e no verão.

Este arbusto encontra-se no Rio de Janeiro, à beira da praia do Leblon.  Disse-me o porteiro/jardineiro que não é planta que se pode.  As informações que consegui na internet indicam que ele estava certo, que se deve simplesmente retirar as folhas secas.  Só quando adulta ela poderia ser podada.  Mas tem uma natureza agreste que não convida à poda.

Bela opção para um jardim costeiro.  Encanta.  Foi um prazer passar um quarto de hora à volta desse exemplar.

NOME CIENTÍFICO: Yucca elephantipes

NOME POPULAR: Iuca-elefante,vela-de-pureza

FAMÍLIA: Agaviaceae.

CICLO DE VIDA: Perene.

ORIGEM: Guatemala e México.

PORTE: DE 4 a 6 metros de altura.





As plantas se comunicam!

8 02 2012

Ilustração de Rudy Pott, capa da revista Country Gentleman, abril de 1947.

Pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, parecem ter encontrado provas de que as plantas podem, de fato, se comunicar umas com as outras.  Essa descoberta foi feita durante um experimento que a universidade fazia junto ao canal de televisão britânica BBC2 para a nova série Como crescer um planeta que começa a ser passada neste mês.  O objetivo do experimento era saber se as plantas se comunicavam umas com as outras.

Para descobrir se as plantas “falam” umas com as outras, o experimento foi entregue a uma equipe, liderada pelo Professor Nick Smirnoff e filmado nos laboratórios de biociências da universidade. Durante o processo, o professor Smirnoff e sua equipe  utilizaram uma planta bem conhecida por responder às plantas vizinhas, a Arabidopsis, um gênero que pertence à família das Brassicaceae, ao qual também pertencem as couves e a mostarda.   Nada de novo até ai.  Essa reação em que as plantas machucadas liberam um gás que desencadeia respostas já é bastante conhecida.

Professor Nick Smirnoff

O que fez esse experimento diferente foi a introdução de um gene: do pirilampo. Os pesquisadores modificaram um gene da planta que desencadeia a produção de um gás emitido quando a superfície de uma planta é cortada ou perfurada.  E, adicionaram a proteína “luciferase” ao DNA delas, para que suas emissões pudessem ser monitoradas pela câmera. Isso permitiu que a equipe pudesse visualizar a resposta das plantas vizinhas porque foi possível verificar a resposta, usando uma câmera fóton sensível.

Em tempo, uma planta Arabidopsis tinha uma de suas folhas cortada com uma tesoura.  Quando ela começava a emitir o gás que “alertava” as plantas próximas de perigo à vista, duas plantas da mesma família, mais próximas, que não haviam sido tocadas, receberam a mensagem que elas deveriam se proteger.  E isso elas fizeram imediatamente através da produção de substâncias químicas tóxicas sobre as folhas para afastar predadores, tais como lagartas.

Ficamos satisfeitos em poder realizar essa experiência única para o programa e muito mais trabalho é necessário para descobrir o que está acontecendo. — disse o Professor Smirnoff,  e acrescentou em seguida, “Esperamos que esse programa de televisão venha a  inspirar as pessoas a pensarem sobre o enorme impacto que as plantas têm em quase todos os aspectos de nossas vidas.

Fontes: Exeter University News  ; Terra





O que a música pode fazer por você?

7 02 2012

Banda filarmônica, s/d

Fábio Eduardo Soares ( Natal, RN, Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela

10 motivos para você estudar música

1 — A música provoca um forte impacto no cérebro e deve ser encorajada nas crianças desde cedo, desenvolvendo o processo de linguagem e a inteligência espacial.

2 — Tocar instrumentos fortalece e melhora a coordenação motora, a precisão física e mental.

3 — O estudo musical amplia o raciocínio das crianças, a paciência e a lógica.

4 — Crianças que estudam música têm melhor concentração e comportamento na escola, e quase não apresentam problemas disciplinares.

5 — Pessoas de mais idade, quando envolvidas com música, têm melhora significativa na saúde, ajuda a enfrentar desafios e  assumir riscos.

6 — Tocar um instrumento, cantar ou compor uma música ajuda no combate ao mal de Alzheimer.

7 — O envolvimento com a música auxília o equilíbrio emocional, combate a depressão, a ansiedade e a solidão.

8 — A música diminui o estresse e reforça o sistema imunológico.

9 — O aprendizado de um instrumento musical pelos idosos colabora para o combate à osteoporose e aumenta a massa muscular do corpo.

10 – Em todas as idades a música reforça o sentimento de grupo, de pertencimento que melhora o convívio social.

Fonte: Cia das cordas





Um novo planeta onde pode haver vida!

6 02 2012

Uma equipe internacional de astrônomos anunciou semana passada a descoberta de um novo exoplaneta potencialmente habitável, onde poderia haver água.  Essa descoberta eleva para quatro o número de planetas situados fora de nosso sistema solar detectados pela comunidade científica.

O planeta está localizado na zona considerada “habitável” quando se considera a distância do planeta de sua estrela – uma distância bastante estreita mas que garantiria um a temperatura não muito quente, nem muito fria, para que a água possa existir na superfície do planeta.

Este planeta rochoso é o novo e o melhor candidato para manter água em estado líquido em sua superfície e pode abrigar vida tal qual nós a conhecemos“, explicou Guillem Anglada-Escudé, chefe da equipe que trabalha na Carnegie Institution for Science, em Washington.

Concepção artística do planeta GJ 667Cc que está localizado na zona onde pode haver vida.  Imagem, Carnegie Institution for Science.

Este planeta (GJ 667Cc) está em órbita em torno de uma estrela batizada de GJ 667C, situada a cerca de 22 anos-luz da Terra (um ano-luz equivale a 9.460 bilhões de km).  Pertencendo à constelação de Escorpião. O planeta contorna a sua estrela em 28 dias e tem uma massa mínima 4,5 vezes a da Terra.  É também cerca de 50% mais pesado do que a Terra.

Podemos considerar esse planeta praticamente nosso “vizinho de porta”, completou Steven Vogt, astrônomo da Uni Steven ersidade da Califórnia em Santa Cruz, “está muito próximo.  Só existem 100 estrelas mais próximas de nós do que esta.

Os pesquisadores também descobriram indícios que levam a crer que pelo menos um outro exoplaneta, talvez até três, estão em órbita na mesma estrela. Esta estrela faz parte de um sistema que possuí três estrelas.

O planeta rodeia em volta de uma estrela num sistema de um grupo de três estrelas,” Vogt explicou, “as outras estrelas estão bastante distantes, mas devem aparecer muito bem no céu de lá.”

Esta descoberta prova que planetas potencialmente habitáveis podem se formar em uma maior variedade de ambientes que acreditávamos, notaram os autores desta descoberta que deve ser publicada nas Cartas do Jornal de Astrofísica.  Essa descoberta veio como uma surpresa para os astrônomos, porque o sistema inteiro dessa estrela tem componentes químiccos diferentes do nosso sol.  O sistema tem menores quantidades de elementos pesados (elementos mais pesados do que o hidrogênio e hélio), tais como ferro, carbono e silicone.

É um sistema deficiente em metais”, Vogt explicou.  “Esses são os materiais que formam os planetas – os grãos de matéria que  se aglutinam para eventualmente formar os planetas – de modo que não esperávamos que essa estrela pudesse ser uma candidata a ter um planeta como esse”.

Este estudo será publicado no Astrophysical Journal Letters

FONTES:  Terra, Scientic American