Arthur Wardle, R.I., R.B.C. (Inglaterra, 1864-1949)
óleo sobre madeira, 61 x 37 cm
“Um bom livro é a mais pura essência da alma humana.”
Thomas Carlyle
Arthur Wardle, R.I., R.B.C. (Inglaterra, 1864-1949)
óleo sobre madeira, 61 x 37 cm
Thomas Carlyle
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Ilustração na Revista Collier’s de 1951.
Embora dela me esquive,
a saudade, tão ladina,
tem manhas de detetive,
e me espreita … em cada esquina…
(Élbea Priscila de Sousa e Silva)
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Haddon Hubbard Sundblom (EUA, 1899-1976)
óleo sobre tela, 20 x 33cm
[usado para anúncio de Cream of Wheat, 1929]
“Vejo nesse comportamento o mesmo menino pálido que eu era. Menino que desprezava brinquedos reais para fazer de conta, por exemplo, que o jambeiro da minha casa era uma criatura e com ela entender-me bem melhor do que me entendia com minha irmã. Trepar-me nos galhos dele, falar com as nuvens e guardar segredos que nunca me foram contados. Fugir das pessoas que me cercavam, detestar-lhes a compreensão lógica e férrea por obediência à vida real. E zangar-me, tornar-me furioso quando, inventando palavras cujo sentido só eu mesmo percebia, destinadas a coisas por mim mesmo idealizadas, notava que todo o mundo as tomava como articulações sem sentido de um tolo ou de um alucinado. E por isso evitava o contato dos meus, sumindo-me para os lugares ermos e resguardados, ambiente propício para conceber o mundo se alargando em maiores e melhores mistérios. Eu não queria nenhum finito visual. Nenhum limite no pensamento, e a razão também sujeita às fantasias. O reino admirável das coisas impossíveis, esfera de outras dimensões. Para que subordinar-me às relações conhecidas, se a vida só me era boa assim: fazendo de conta? Vem daí com certeza o adulto absurdo que eu era, não aceitando as regras comuns, as normas estabelecidas, pois eu queria a vida medida a palmos, exatamente porque as mãos são desiguais.”
Em: As confissões do meu tio Gonzaga, Luís Jardim, Rio de Janeiro, José Olympio: 1976 [Coleção Sagarana], 3ª edição, página 37
Allen Tucker (EUA, 1866-1939)
óleo sobre tela, 76 x 63 cm
Monica em momento de vaidade, ilustração Maurício de Sousa.
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Sophia Tassinari (Brasil,1927-2005)
aquarela, 34 x 25 cm
William Frederick Yeames (Inglaterra, 1835-1918)
óleo sobre tela, 35 x 45 cm
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Ilustração de Maud Tousey Fangel.
Paulo Setúbal
Um bebê… Ai que ventura
Do nosso peito extravasa!
Há um mês que é a nossa loucura,
Que é a joia da nossa casa.
Mimo não há, sem enleio,
Que mais alinde as vivendas,
Do que um bercinho bem cheio
De laçarotes e rendas.
E nesse ninho de luxo,
— Com dois berloques e um guiso,
Ver um petiz, bem gorducho,
Que nos envia um sorriso.
Ah! Nada eu sei de mais preço,
Nem nada mais inocente,
Do que um sorriso travesso
Numa boquinha sem dente!
E ao ver-te, entre o fofo arranjo
Do teu bercinho tão doce,
Eu sinto bem que és um anjo
Que Deus ao mundo nos trouxe…
E assim, bebê cor de leite,
Com olhos da cor do mar,
Tu és o único enfeite
Do nosso lar!
Em: Alma cabocla, poesias de Paulo Setúbal, Paulo Setúbal, São Paulo, Ed. Carlos Pereira:s/d, 5ª edição [ Primeira edição foi em 1920]p. 179-180.
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Verso de espelho com grupo de falcoaria, 1330-1360
Marfim
Artesania francesa, 9,5 x 9,5 x 1 cm
Metropolitan Museum, Nova York
Muitos espelhos na época eram emoldurados em marfim esculpido por escultores denominados “pigniers” que também se especializavam em pentes. Entre os produtos mais populares dos eborários góticos, estavam os espelhos, em geral feitos aos pares para serem guardados virados um para o outro para proteger a superfície de metal polido, comumente vendidos em estojos de couro. O tema neste caso é uma atividade nobre, falcoaria, e indica que o espelho foi feito para um cliente aristocrático. Inventários medievais confirmam que esses objetos frequentemente pertenciam a famílias nobres.
Metropolitan Museum
Nota: eborário é a pessoa que trabalha esculpindo o marfim.
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Willard Leroy Metcalf (EUA, 1858-1925)
óleo sobre tela
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