O grito da Buganvília, José Eduardo Agualusa

20 10 2015

 

 

Ruth MOTTA GRANDE, OST, Flores no Muro, med. 36x41cm. Ass. CID. Datado 77.Flores no muro, 1977

Ruth Motta Grande (Brasil,? -?)

óleo sobre tela, 36 x 41 cm

 

 

O grito da buganvília

 

“No quintal, no lugar onde Félix Ventura enterrou o corpo estreito de Edmundo Barata dos Reis, floresce agora a rubra glória de uma buganvília. Cresceu depressa. Cobre já uma boa parte do muro. Debruça-se sobre o passeio, lá fora, numa exaltação — ou numa denúncia — à qual ninguém presta atenção.”

 

Em: O vendedor de passados, José Eduardo Agualusa, Rio de Janeiro, Gryphus: 2004.





Esmerado: cavalinho do mar, cultura Gran-Cocle

20 10 2015

 

20110619_SCgoldhorse0619Pendente em formato de cavalo do mar, anos 700 a 1450

Ouro, cultura pré-colombiana Gran-Cocle, Panamá

Museu Gilcrease, Tulsa





Trova da mudanças

20 10 2015

 

 

Rose-Lily-ValleyAntigo cartão postal.

 

 

Meu Deus, que coisa mais triste

ver uma rosa murchar!

– Que pena, esta vida insiste

em tudo modificar!

 

(Elza Capanema Leitão)





Imagem de leitura — Louis Lagrenée

19 10 2015

 

 

venus-enseigne-c3a0-lire-c3a0-lamour, Louis Lagrenée (1725 – 1805, French)Vênus ensinando Cupido a ler

Louis Lagrenée (França, 1724-1805)

[Louis Jean François Lagrenée]

óleo sobre tela

Coleção Particular

 





Nossas cidades: Porto Alegre

19 10 2015

 

 

A.MALAGOLI (1906 -1994) - Paisagem com o Rio Guaíba com Usina de Gasômetro ao Fundo e Mulher Sentada. OSM. 38 x 46 cmPaisagem do Rio Guaíba com Usina de Gasômetro e mulher sentada

Ado Malagoli (Brasil, 1906-1994)

óleo sobre madeira, 38 x 46 cm





Panchatantra, uma das mais antigas coleções de fábulas

19 10 2015

 

 

syrischer_maler_von_1354_001Ilustração do Panchatantra, na versão síria de 1354. Aqui está ilustrada a história em que o coelho engana o elefante mostrando a ele a lua refletida na água. (Bodleian Library, Oxford).

 

 

Panchatantra, quer dizer ‘Cinco Princípios‘ e é uma coleção de fábulas indianas provavelmente compiladas no século III antes da era comum, escritas originalmente em sânscrito.  Os originais já se perderam. Mas a coleção, ainda é muito conhecida. Foi traduzida do hebreu para o latim por João de Capua, em 1270.  Assim como muitas coleções de fábulas, hoje o Panchatantra tem inúmeras publicações em inglês, francês e outras línguas ocidentais, a maioria como livros para crianças.  Mas seus ensinamentos são universais e para todas as idades…





Atitude, poema de Armindo Rodrigues

19 10 2015

 

Homem no parque, edouard Halouze, 1920Ilustração Homem no parque, de Édouard Halouze, 1920.

 

Atitude

Armindo Rodrigues

 

 

Nem mal, nem bem,

nem sim, nem não,

nada por obrigação

me convém.

 

Só quero querer

o de que na verdade

eu próprio tiver

vontade.

 

 

Em: Voz arremessada no caminho; poemas, Armindo Rodrigues, Lisboa: 1943, p. 15

 





Domingo, um passeio no campo!

18 10 2015

 

 

CAMPÃO, José Marques (1892 - 1949) Paisagem Mineira, o.s.m. - 20 x 26 cm. AssPaisagem mineira

José Marques Campão (Brasil, 1892-1949)

óleo sobre madeira, 20 x 26 cm





Está na hora! Acertem os seus relógios, o horário de verão chegou!

18 10 2015

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HORÁRIO DE VERÃO, adiante o seu relógio em uma hora!

 

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A coragem da verdade, texto de Márcio Tavares D’Amaral

17 10 2015

 

 

Gabriele Munter moça sentadaMoça na poltrona, escrevendo

Gabriele Munter (Alemanha, 1877-1962)

 

 

“Digo aos meus alunos que começam uma frase com “eu acho” que refaçam a questão quando puderem dizer “eu penso”. Porque, na filosofia, é da verdade que se trata. Não de opiniões. Opiniões desgarram, ancoram-se nas manias do sujeito. A verdade pede muita amorosidade e muito trabalho. Porque está escondida debaixo de uma montanha de opiniões “achadas”. Fica ali perdida. Até que o trabalho seja feito, com calma, demora e alegria, e ela possa aparecer. Às vezes nem é grande coisa: saber onde está a razão numa briga de vizinhos. Às vezes é uma coisa enorme: o bóson de Higgs, o vírus da AIDS. Não sabemos de antemão. É preciso paciência. Foucault deu ao seu último curso o lindo título de “A coragem da verdade”. Pois é isso mesmo.”

 

Em: “Tenho certeza. Eu acho”, Márcio Tavares D’Amaral, O Globo, 17/10/2015, 2º caderno, página 2.