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Colette Pujol (Brasil, 1913-1999)
óleo sobre tela, 80 x 60 cm
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Os Evangelhos de Garima, iluminura, c. 330-660 EC.–
Em janeiro passou sem referência na imprensa carioca uma descoberta anunciada em quase todos os jornais europeus: novas datação para os Evangelhos de Garima, que os transformam no mais antigo manuscrito ilustrado cristão do mundo. Esses dois volumes, um de 348 páginas com 11 páginas iluminadas e outro de 322 página com 17 iluminuras, foram encontrados em um mosteiro etíope na região montanhosa do país a 2.150 m de altitude. Os Evangelhos de Garima haviam sido anteriormente datados de 1100 da Era Comum, mas novo exame por rádio carbono realizado em Oxford sugere data anterior: entre 330 e 650EC, tendo os anos de 487-488 a data mais indicada. Esta descoberta tem duas conseqüências: muda o nosso conhecimento sobre o desenvolvimento de manuscritos iluminados e lança uma nova luz sobre a difusão do cristianismo na África subsaariana. Preservados em um mosteiro isolado na região de Ti Gray, os Evangelhos de Garima permanecem como únicos exemplares datados de antes do século XII, pré-datando todos os outros manuscritos cristãos por mais de 500 anos. Essa nova informação sobre o manuscrito pode ligá-lo diretamente ao tempo de Abba Garima, fundador do mosteiro. Vindo de Constantinopla, o monge Garima chegou à a Etiópia por volta de 494. Diz a lenda que ele copiou os Evangelhos em um único dia. Para ajudá-lo a concluir esta longa tarefa, Deus teria adiado o por do sol.
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Os Evangelhos de Garima–
A sobrevivência dos Evangelhos Garima é surpreendente, já que todos os outros manuscritos etíopes anteriores parecem ter sido destruídos em tempos de turbulência. Muito pouco se sabe sobre a história do Mosteiro de Abba Garima, mas ele pode ter sido invadido na década de 1530 por muçulmanos. E em 1896 essa área foi o centro de resistência das forças italianas que lutavam para manter a colônia. Além disso a igreja principal do monastério pegou fogo em 1930. Sabe-se que esses evangelhos estavam escondidos, talvez por séculos ou até mesmo por mais de um milênio. Em 1520, capelão Português Francisco Álvarez visitou o mosteiro e registrou que havia uma caverna (agora perdida ou destruída), onde acreditava-se que Abba Garima havia vivido. Álvarez relatou que os monges desciam até a gruta por uma escada para fazer penitência. Especula-se,portanto, que os Evangelhos possam ter sido escondidos nesta caverna.
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FONTE: The Art Newspaper
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Elizabeth Adela Stanhope Forbes (Canadá, 1859-1912)
aquarela, 61 x 43 cm
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Elizabeth Stanhope Forbes nasceu em Kinston, Ontário, Canadá em 1859. Foi educada artisticamente na Inglaterra onde permaneceu a maior parte de sua vida. Em 1889 casou-se com o pintor Stanhope Forbes. Teve um filho, Alec, em 1893. Morreu em 1912.
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Nicole Ladrak (Holanda, contemporânea)
Pintura em tecido, 115 x 130 cm
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Stéphane Mallarmé (1842-1898)
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Mauro Cano (Argentina, 1978)
óleo sobre tela, 150 x 240 cm
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Mauro Cano nasceu em Mendoza, na Argentina em 1978. Estudou na Universidade Nacional de Cuyo em sua cidade natal. Recipiente de diversos prêmios e colocado nas principais colecões de arte do país.
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Casario e igrejas em Ouro Preto, MG, 1963
Luiz de Almeida Júnior ( Brasil 1894-1970)
óleo sobre tela 50 x 60cm
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Djalma Andrade
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Minas… Igrejas e sinos
De sons puros, cristalinos…
Pompas… Passado de glórias…
Cidades velhas, velhinhas,
Com ternura de avozinhas,
Que contam lindas histórias.
Minas… As velhas fazendas
Cheias de casos e lendas
De uma era sombria, escura…
E Minas das claras fontes,
Dos rasgados horizontes,
Minas do pão, da fartura.
Minas… as longas estradas
Nos duros morros cravadas…
Gente forte à luta afeita!
Carros gemendo e cantando,
Serras e montes galgando,
Na alegria da colheita.
Minas… Repiques festivos,
A banda, dobrados vivos
Rompe com fúria infernal…
Foguetes, o largo cheio…
Todo o povo alegre veio
Para a festa no arraial.
Minas… É o lar que se agita
Gente de fora, visita,
Todos à porta da rua…
Sorriso franco e bondoso,
Lá dentro o café cheiroso:
– Pode entrar, que a casa é sua.
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Djalma Andrade (Congonhas, MG, 1871-1975)
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Omar Pellegatta (Italia, 1925 — Brasil, 2001)
óleo sobre tela, 46 x 55 cm
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Anthony A. González (EUA)
óleo sobre tela
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Bisbilhotando na internet hoje, cheguei a essa estatística que coloco abaixo porque me pareceu estarrecedora, os dados são de 2007 ou seja quase sete anos atrás, mas acredito que não tenha havido qualquer mudança significativa. Refere-se a livros publicados em tradução.
2% dos livros publicados no Reino Unido e nos Estados Unidos são traduções.
13% na Alemanha
27% na França
28% na Espanha
40% na Turquia
70% na Eslovênia
Não tenho os dados sobre o Brasil. Não achei. Talvez não tenha sabido procurar. Talvez caia sob o véu do silêncio que aflige a nossa cena editorial.
Essas estatísticas foram mencionadas no artigo Writers attack ‘overrated’ Anglo-American literature at Jaipur Festival, do jornal inglês The Guardian, sobre a acusação de escritores não anglófonos da dominância mundial da literatura produzida nos países de língua inglesa. Não vou entrar no assunto, nessa postagem, mas me pergunto se no século XIX também havia muita reclamação sobre a dominância do francês nas letras mundiais, que dadas as devidas proporções me parece ter sido igualmente abrangente. Fica aqui a consideração.