Flores para um sábado perfeito!

8 02 2014

Colette Pujol (1913-1999) - Vaso de flores - Óleo sobre tela - 80 x 60 cm - carimbo do Salão Nacional de Belas Artes de 1959Vaso de flores, c. 1959

Colette Pujol (Brasil, 1913-1999)

óleo sobre tela, 80 x 60 cm





O mais antigo manuscrito cristão da África

8 02 2014

Garima-gospels_2_1672773cOs Evangelhos de Garima, iluminura, c. 330-660 EC.

Em janeiro passou sem referência na imprensa carioca uma descoberta anunciada em quase todos os  jornais europeus: novas datação para os Evangelhos de Garima, que os transformam no mais antigo manuscrito ilustrado cristão do mundo.  Esses dois volumes, um de 348 páginas com 11 páginas iluminadas e  outro de 322 página com 17 iluminuras, foram encontrados em um mosteiro etíope na região montanhosa do país  a 2.150 m de altitude.  Os Evangelhos de Garima haviam sido anteriormente datados de 1100 da Era Comum, mas novo exame por rádio carbono realizado em Oxford sugere data anterior:  entre 330 e 650EC, tendo os anos de 487-488 a data mais indicada. Esta descoberta tem duas conseqüências: muda o nosso conhecimento sobre o desenvolvimento de manuscritos iluminados e lança uma nova luz sobre a difusão do cristianismo na África subsaariana. Preservados em um mosteiro isolado na região de Ti Gray, os Evangelhos de Garima permanecem como únicos exemplares datados de antes do século XII,  pré-datando todos os outros manuscritos cristãos por mais de 500 anos.  Essa nova informação sobre o manuscrito pode ligá-lo diretamente ao tempo de Abba Garima, fundador do mosteiro.  Vindo de Constantinopla, o monge Garima chegou à a Etiópia por volta de 494. Diz a lenda que ele copiou os Evangelhos em um único dia.  Para ajudá-lo a concluir esta longa tarefa, Deus teria adiado o por do sol.

garima_gospels2.jpgOs Evangelhos de Garima

A sobrevivência dos Evangelhos Garima é surpreendente,  já que todos os outros manuscritos etíopes anteriores parecem ter sido destruídos em tempos de turbulência. Muito pouco se sabe sobre a história do Mosteiro de Abba Garima, mas ele pode ter sido invadido na década de 1530 por muçulmanos.   E em 1896 essa área foi o centro de resistência das forças italianas que lutavam para manter a colônia.  Além disso a igreja principal do monastério pegou fogo em 1930. Sabe-se que esses evangelhos estavam escondidos, talvez por séculos ou até mesmo por mais de um milênio.  Em 1520, capelão Português Francisco Álvarez visitou o mosteiro e registrou que havia uma caverna (agora perdida ou destruída), onde acreditava-se que Abba Garima havia vivido. Álvarez relatou que os monges desciam até a gruta por uma  escada para fazer penitência.  Especula-se,portanto, que  os Evangelhos possam ter sido escondidos nesta caverna.

FONTE: The Art Newspaper





Imagem de leitura – Elizabeth Stanhope Forbes

7 02 2014

(Adela) Elizabeth Stanhope Forbes ( 1859-1912) The Open Book, aquarela, 61x46cm,Southebys 2008O livro aberto

Elizabeth Adela Stanhope Forbes (Canadá, 1859-1912)

aquarela, 61 x 43 cm

Elizabeth Stanhope Forbes nasceu em Kinston, Ontário, Canadá em 1859. Foi educada artisticamente na Inglaterra onde permaneceu a maior parte de sua vida. Em 1889 casou-se com o pintor Stanhope Forbes. Teve um filho, Alec, em 1893. Morreu em 1912.





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

7 02 2014

sapos felizes  Sylvie DaigneaultSapos felizes, ilustração Sylvie Daigneault.

“Em terra de sapo, de cócoras com ele.”





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

5 02 2014

HENRIQUE SANT'ANNA (1958)Maças VI, o.s.t. - 70 x50 cm. Ass. e dat. 89Maçãs IV, 1989

Henrique Sant’Anna (Brasil, 1958 )

óleo sobre tela, 70 x 50 cm

 





Palavras para lembrar — Stéphane Mallarmé

5 02 2014

Nicole Ladrak, readingMoça lendo

Nicole Ladrak (Holanda, contemporânea)

Pintura em tecido, 115 x 130 cm

www.nicoleladrak.nl

“Tudo no mundo existe para, algum dia, terminar em um livro.”

Stéphane  Mallarmé (1842-1898)





Imagem de leitura — Mauro Cano

4 02 2014

Marcia. Mauro Cano, born 1978 in Mendoza, Argentina.Márcia, 2008

Mauro Cano (Argentina, 1978)

óleo sobre tela,  150 x 240 cm

www. maurocanoarte.com

Mauro Cano nasceu em Mendoza, na Argentina em 1978. Estudou na Universidade Nacional de Cuyo em sua cidade natal.  Recipiente de diversos prêmios e colocado nas principais colecões de arte do país.





Pode entrar, que a casa é sua — poesia de Djalma Andrade

4 02 2014

Casario e igrejas em Ouro Preto, MG, 1963

Luiz de Almeida Júnior ( Brasil 1894-1970)

óleo sobre tela  50 x 60cm

Pode entrar, que a casa é sua

-(

Djalma Andrade

Minas… Igrejas e sinos
De sons puros, cristalinos…
Pompas… Passado de glórias…
Cidades velhas, velhinhas,
Com ternura de avozinhas,
Que contam lindas histórias.

Minas… As velhas fazendas
Cheias de casos e lendas
De uma era sombria, escura…
E Minas das claras fontes,
Dos rasgados horizontes,
Minas do pão, da fartura.

Minas… as longas estradas
Nos duros morros cravadas…
Gente forte à luta afeita!
Carros gemendo e cantando,
Serras e montes galgando,
Na alegria da colheita.

Minas… Repiques festivos,
A banda, dobrados vivos
Rompe com fúria infernal…
Foguetes, o largo cheio…
Todo o povo alegre veio
Para a festa no arraial.

Minas… É o lar que se agita
Gente de fora, visita,
Todos à porta da rua…
Sorriso franco e bondoso,
Lá dentro o café cheiroso:
– Pode entrar, que a casa é sua.

Djalma Andrade (Congonhas, MG, 1871-1975)





Nossas cidades — Belém do Pará

3 02 2014

Omar Pellegatta, Igreja de Belém do Pará, óleo sobre tela, 46x55, sem data, sem moldura, acieIgreja de Belém do Pará, s/d

Omar Pellegatta (Italia, 1925 — Brasil, 2001)

óleo sobre tela, 46 x 55 cm





Dominância anglófona…

3 02 2014

Anthony A. González, Reading a Poem_de Daily Painters of Texas de ANTHONY A. GONZÁLEZLendo um poema

Anthony A. González (EUA)

óleo sobre tela

www.obra-de-gonzalez.com

Bisbilhotando na internet hoje, cheguei a essa estatística que coloco abaixo porque me pareceu estarrecedora, os dados são de 2007 ou seja quase sete anos atrás, mas acredito que não tenha havido qualquer mudança significativa. Refere-se a livros publicados em tradução.

2% dos livros publicados no Reino Unido e nos Estados Unidos são traduções.

13% na Alemanha

27% na França

28% na Espanha

40% na Turquia

70% na Eslovênia

Não tenho os dados sobre o Brasil. Não achei. Talvez não tenha sabido procurar. Talvez caia sob o véu do silêncio que aflige a nossa cena editorial.

Essas estatísticas foram mencionadas no artigo Writers attack ‘overrated’ Anglo-American literature at Jaipur Festival, do jornal inglês The Guardian, sobre a acusação de escritores não anglófonos da dominância mundial da literatura produzida nos países de língua inglesa.  Não vou entrar no assunto, nessa postagem, mas me pergunto se no século XIX também havia muita reclamação sobre a dominância do francês nas letras mundiais, que dadas as devidas proporções me parece ter sido igualmente abrangente.  Fica aqui a consideração.