Imagem de leitura — Adolfo Belimbau

11 02 2012

Jovem lendo na varanda, s/d

Adolfo Belimbau (Itália, 1845 – 1938 )

óleo spbre tela, 52 x 62 cm

Adolfo Belimbau nasceu no Cairo, Egito em 1845.  Autodidata dedicou-se à paisagem, a cenas de gênero oriental e ao retrato.  Seus trabalhos estão expostos na Galeria de Arte Moderna di Palazzo Pitti em Florença.





Fevereiro, que venham os bailes de máscaras (IV)

11 02 2012

Baile de máscaras no Opéra, 1874

Edouard Manet (França, 1832-1883)

óleo sobre tela, 500 x 408 cm

The National Gallery of Art, Washington, DC, USA

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Verão, poesia de Hélio Pellegrino

11 02 2012

Ilustração Ethel Betts, 1908.

Verão

Hélio Pellegrino

Colho a sombra das coisas

sob o sol

Como quem colhe frutas

Rio, 24/2/80

Em: Minérios Domados, Hélio Pellegrino, Rio de Janeiro, Rocco:1993.





Palavras para lembrar — Lin Yutang

11 02 2012

Novas aventuras, 2004

Linda Kyser Smith (EUA)

40 x 25 cm

www.lindakysersmith.com

“O homem sábio lê tanto os livros quanto a vida por si mesma”.

Lin Yutang





Imagem de leitura — Aldo Luongo

10 02 2012

História na luz

Aldo Luongo (Argentina, 1941)

Gravura glicée com pintura sobrepost

www.aldoluongo.com

Aldo Luongo nasceu em Buenos Aires, Argentina em 1941. Formou-se pela Academia de Belas Artes de Buesnos Aires na década de 1960.  No entanto, antes de seguir carreira como artista plástico, seguiu o sonho de ser um jogador de futebol.  Emigrou para os Estados Unidos onde jogou futebol profissionalmente no time New York Cosmos.  Na década de 1970 voltou-se para as artes visuais, e desde então teve uma carreira de sucesso.





Fevereiro, que venham os bailes de máscaras (III)

10 02 2012

Saída do baile do Opéra em Paris, s/d

Pierra Ribera (França, 1867 – 1932)

óleo sobre madeira, 33 x 41 cm

 





O verde do meu bairro: Iuca elefante!

10 02 2012

Um dos prazeres de andar nas ruas do Rio de Janeiro é descobrir a estação para floração de diversas plantas que encontramos nos jardins das casas e edifícios que nos cercam.  Há duas semanas fiquei muito feliz de dobrar uma rua próxima à praia e me deparar com essa Iuca elefante, florida, completamente florida.  Plantada de frente para o mar ela parecia estar em seu elemento, feliz com o calor do verão carioca.

Cheguei em casa com sede de saber mais sobre essa beleza.  E descobri que seu nome científico é Yucca elephantipes, natural da Guatemala e do México, portanto da América Central.  É uma arbusto que pode chegar a 6 metros de altura  [o da foto deve ter uns 4 metros ou um pouquinho mais].  É uma planta bem resistente que gosta de sol pleno, chegando a meia sombra e consegue viver com pouca água, podendo ser regada só uma vez por semana.   Gosta de solos arenosos ricos em matéria orgânica com ótima drenagem e do clima quente e seco, por isso evidentemente está entre as plantas favoritas dos jardins à beira-mar no Rio de Janeiro.

Suas flores são assim como mostra a foto, em cachos, a maioria empinada.  Como se fossem um grupo grande de pequenas campânulas.  Cachos de vistosas “conchinhas” que contrastam bastante com as folhas alongadas, que têm uma aparência de espinhosa, mas não têm espinhos, nem na pontinha.  Dizem que as flores duram bastante tempo e por isso podem ser usadas em arranjos florais.  Floresce no final da primavera e no verão.

Este arbusto encontra-se no Rio de Janeiro, à beira da praia do Leblon.  Disse-me o porteiro/jardineiro que não é planta que se pode.  As informações que consegui na internet indicam que ele estava certo, que se deve simplesmente retirar as folhas secas.  Só quando adulta ela poderia ser podada.  Mas tem uma natureza agreste que não convida à poda.

Bela opção para um jardim costeiro.  Encanta.  Foi um prazer passar um quarto de hora à volta desse exemplar.

NOME CIENTÍFICO: Yucca elephantipes

NOME POPULAR: Iuca-elefante,vela-de-pureza

FAMÍLIA: Agaviaceae.

CICLO DE VIDA: Perene.

ORIGEM: Guatemala e México.

PORTE: DE 4 a 6 metros de altura.





Imagem de leitura — Leopold Franz Kowalski

9 02 2012

A leitora, s/d

Leopold Franz Kowalski ( Rússia/ França, 1856-1931)

óleo sobre tela





Fevereiro, que venham os bailes de máscaras (II)

9 02 2012

O Baile de Máscaras no teatro Hof em Bonn em 1754

Franz Jakob Rousseau (Alemanha, 1757 – 1826)

óleo sobre tela

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Marcadores de alimentos entre as mais novas descobertas arqueológicas em Israel

9 02 2012

Selo para pão “kosher” da era medieval. Foto: EFE.

Um grupo de arqueólogos israelenses encontrou em Acre, no norte do país, um selo com forma de candelabro utilizado para marcar o pão há mais de 1.500 anos.

[agradeço ao leitor Marlos, a correção da tradução da data]

O selo, de pequeno tamanho e feito de cerâmica, deixava sobre a superfície do pão a figura da menorá,  um candelabro de sete braços tal qual o utilizado no segundo Templo de Jerusalém.  Esta era uma forma de marcar o pão “kosher” destinado às comunidades judaicas da época que viviam sob o Império Bizantino.

Esta é a primeira vez que um selo deste tipo é achado em uma escavação científica controlada, o que torna possível determinar sua origem e sua data“, afirmou Danny Syon, arqueólogo, em um povoado rural aos arredores de Acre, cidade notoriamente cristã naquela época.

O selo é importante na medida em que atesta a existência de uma comunidade judaica em Uza ainda na era bizantina-cristã“, os arqueólogos disseram. “Dada a proximidade Uza para Acre, podemos presumir que a comunidade fornecia produtos de padaria “kosher” para os judeus do Acre durante o período bizantino.”

Segundo os arqueólogos, o achado demonstra que os judeus viviam na região e que o pão era marcado para enviá-lo aos que residiam dentro da cidade, uma espécie do atualmente empregado selo “kosher” para produtos que respondem às estritas normas da cozinha judaica. O costume também era semelhante ao dos cristãos da época, que também marcavam seus pães, só que com uma cruz.

O selo mostra além de uma menorá de sete, uma palavra em letras gregas na alça, que de acordo com o Dr. Lia Di Segni, da Universidade Hebraica de Jerusalém, pode significar a palavra “Launtius.”  Esse seria o nome do padeiro, um nome comum entre judeus daquele tempo.  “Launtius” está gravado numa reserva semelhante às que se acredita serem do mesmo período.

David Amit, outro arqueólogo a cargo da escavação e especialista em selos de pão, explicou que “o candelabro foi gravado no selo antes de colocá-lo no forno, e o nome do padeiro depois. Disso deduzimos que os selos com a figura eram fabricados em série para os padeiros, e que cada um deles colocava depois seu nome“.

A Autoridade de Antiguidades de Israel escava, no momento,  Uza, um local a leste de Acre, onde ficava uma aldeia bizantina com o mesmo nome. A escavação vem sendo conduzida como parte dos preparativos para estabelecer novos caminhos de Acre para Carmiel.  Na jazida arqueológica de Hurbat Uza foram encontrados até agora vários objetos que corroboram a existência de uma pequena comunidade judaica em torno de Akko, cidade milenar que, por sua estratégica situação geográfica, foi sempre ambicionada pelos diferentes conquistadores da Terra Santa.

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Carimbo de argila, encontrado em Jerusalem.  Foto: Reuters.

Alguns meses atrás, ainda em 2011, arqueólogos israelenses descobriram um carimbo de argila de 2 mil anos, perto do Muro Ocidental, também conhecido como Muro das Lamentações, em Jerusalém, confirmando relatos documentados por escrito de rituais realizados no templo sagrado judaico.

O selo [um carimbo] do tamanho de um botão tem as palavras “puro para Deus” inscritas em aramaico, indicando que era usado para certificar alimentos e animais usados para cerimônias de sacrifício.

O Muro Ocidental faz parte de um complexo conhecido pelos judeus como o Monte do Templo e pelos muçulmanos como o Nobre Santuário, onde a mesquita islâmica al-Awsa e o Domo da Rocha estão localizados. “Parece que o objeto era usado para marcar produtos ou objetos que eram trazidos para o Templo, e era imperativo que fossem puros segundo rituais“, disse a Autoridade de Antiguidades de Israel, em comunicado para divulgar a descoberta.

Acredita-se ser essa a primeira vez que este tipo de selo foi escavado, oferecendo uma prova arqueológica direta de rituais que eram realizados no templo e que eram descritos em textos antigos.

Fontes:  TERRA, Jerusalem Post, Portal Terra