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Virgem Maria e o Menino Jesus, 1853
William H. Patten ( Inglaterra, ?-? século XIX)
aquarela e guache
Bristol Museum & Art Gallery
Inglaterra
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Virgem Maria e o Menino Jesus, 1853
William H. Patten ( Inglaterra, ?-? século XIX)
aquarela e guache
Bristol Museum & Art Gallery
Inglaterra
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Homem Aranha lendo.–
As descobertas científicas têm mostrado que muitas vezes é possível transformar o que a imaginação de artistas e escritores produz em realidade. Isso foi o que me passou pela cabeça quando li no início deste mês sobre alguns cientistas americanos que conseguiram modificar geneticamente os bichos da seda e fazer com que eles produzissem um fio muito mais forte e resistente, como são os fios das teias de aranha. Procura-se, em resumo, um fio parecido com o da seda mas que seja tão resistente quanto os fios das teias de aranha. Caso você não saiba, os fios das teias de aranha são mais resistentes que o aço. O experimento, bem sucedido, feito pelos pesquisadores da Universidade de Wyoming, pode vir a ser usado na engenharia e na medicina.
O que os cientistas da Universidade de Wyoming fizeram foi inserir genes de aranhas nos bichos da seda com a intenção de que a seda produzida por eles tivesse as características de resistência dos fios que formam uma teia de aranha comum. Mas o obstáculo a esse uso está na ausência de quantidades industriais que pudessem ser aproveitadas em larga escala. Eles preferiram trabalhar com os bichos da seda porque os aracnídeos têm duas características de difícil gerenciamento: 1) produzem pouca quantidade de fio, 2) tem a tendência de comerem uns aos outros. Os bichos-da-seda por outro lado se criados em cativeiro produzem um fio mais fraco, mas que os cientistas acreditam poderem contrabalançar com o material genético das aranhas.
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“Essencialmente, o que este estudo mostra é que os cientistas foram capazes de usar um componente da seda de aranha e fazer com que bichos-da-seda o transformassem em uma fibra juntamente com sua própria seda. Eles também provaram que este composto, que contém partes da seda de aranha e da seda do próprio bicho-da-seda, tem propriedades mecânicas melhoradas“, explicou o professor Christopher Holland, da Universidade de Oxford.
O objetivo mais imediato para a produção desse fio seria sa aplicação na área médica. Suturas, implantes e ligamentos mais fortes estariam entre os primeiros usos imaginados. A seda de aranha geneticamente modificada também poderia ser usada como um substituto mais sustentável para os plásticos duros, que usam muita energia em sua produção.
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Essa pesquisa corre paralela às pesquisas feitas com outros animais no estado de Wyoming, nos EUA, onde o biólogo molecular Randy Lewis trabalha com o implante dos genes de fazer seda das aranhas, em cabras. Estes animais estão agora produzindo leite que levado para o laboratório onde a proteína da seda é filtrada e se torna sólida quando exposta ao ar. É então colocada num rolo, carretel. O grupo de cientistas sob a direção do Prof. Randy Lewis conseguiu quatro metros de seda para cada quatro gotas de proteinas do leite.
Este material tem uma multiplicidade de usos medicinais não só na sutura mas também no reparo de ligamentos.
E o melhor da história, não há nenhuma evidência que leve a acreditar que essa modificação genética possa ser maléfica para as cabras.
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Para maiores detalhes veja os links abaixo:
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Michele Righetti ( Itália, morando em Singapura)
acrílica sobre tela, 140 x 120 cm
http://www.michelerighetti.com
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Michele Righetti nasceu num pequeno vilarejo entre Bologna e Florença, nos Apeninos. É pintor, ilustrador e escultor. Reside em Singapura.
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Teatro Municipal, Rio de Janeiro, foto do dia 15 de janeiro de 2012.–
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Teatro Municipal, Rio de Janeiro, marcação de dois edifícios que cairam ontem, 25/01/2012.–
Dia 15 de janeiro estive na Cinelândia. Estava a caminho da exposição de Vasari, na Biblioteca Nacional. Foi o primeiro dia de sol em uma sequência de dias chuvosos e o carioca foi em peso para a praia. A Cinelândia estava vazia. Aproveitei para tirar uma foto do Municipal porque os dourados brilhavam muito. Infelizmente este senhor entrou na frente da câmera para jogar o lixo fora, e o ônibus parou em frente do teatro. Descartei a foto, mas coloquei-a no Flickr, porque assim mesmo dava para mostrar a beleza do teatro restaurado. Hoje, regatei-a do Flickr e fiz essas mudanças com o Paint, para mostrar aos meus leitores, exatamente o local dos edifícios que caíram. Os dois maiores só são vistos. O terceiro prédio de 4 andares não é visto nessa foto.
O primeiro a cair foi o prédio em vermelho. Seus escombros cairam por cima do prédio que colori de amarelo e o derrubaram.
Uma data muito triste para o Rio de Janeiro.
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Fulvio de Marinis (Itália, 1971)
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Fulvio de Marinis nasceu em Nápoles, na Itália em 1971. Formou-se pela Academia de Arte de Nápoles. Pintor de estilo clássico que de dedica à pintura de gênero e ao retrato,
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Pátio do Colégio como em 1858, 1918
José Wasth Rodrigues ( Brasil, 1891-1957)
óleo sobre tela, 100 x 66 cm
Museu Paulista, SP
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Ilustração, autor desconhecido.–
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Há muitos e muitos anos havia um cervo que sempre zombava dos pequenos animais silvestres, mas principalmente dos sapos. “Vocês são lentos, frágeis e pequenos,” o cervo costumava dizer, exibindo sua força e velocidade. Um dia, um sapo o desafiou para uma corrida. Antes da data combinada para corrida, o sapo, muito mais inteligente do que o cervo imaginava, planejou com seus amigos uma maneira de vencer o veado. O grupo resolveu que cada um deles estaria esperando pelo cervo a intervalos regulares ao longo do traçado do caminho. Cada sapo ficaria atento, então, para a chegada do veado nas proximidades de seu ponto. O sapo que fez a aposta ficaria escondido próximo à linha de chegada. O objetivo seria enganar o veado. Quando a corrida começou, o veado pensou que assumia a liderança sem esforço, e logo chamou pelo sapo, ridicularizando o réptil, perguntando por onde ele andava. Mas para sua surpresa, o sapo respondeu “Estou aqui” de um local mais à frente, na direção oposta a que o veado imaginava encontrar o sapo. A corrida continuou e o mesmo aconteceu, mais de uma vez: o sapo aparecia sempre à sua frente. Preocupado, o cervo acelerava e achava que conseguia assumir a liderança, mas logo adiante o sapo o alcançava de novo. Perto da linha de chegada, o cervo se cansou e acabou perdendo a corrida, sem saber que havia competido com muitas pequeninas e espertas rãs, que no final provaram que ele estava errado o tempo todo quando desdenhava de seu tamanho e lentidão.
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Tradução e adaptação: Ladyce West
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Em: African Myths and Tales, Susan Feldmann, Nova York, Dell Publishing Company: 1963
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Essa fábula africana de origem Ibo também é encontrada no livro Histórias de Tia Nastácia, de Monteiro Lobato, com o título O veado e o sapo (página 89 dessa versão cujo link coloco aqui, em pdf). Mas Monteiro Lobato realmente torna o texto seu: acrescenta deliciosos detalhes e uma outra fábula como continuação, narrando a vingança do veado.
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Brenda Burke (Inglaterra, contemporânea)
gravura, tiragem 650
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Anne Wallace (Austrália, 1970)
óleo sobre tela, 74 x 100 cm
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Anne Wallace nasceu em Brisbane, na Austrália em 1970. Formou-se nas artes visuais pela Universidade de Tecnologia de Queensland, na cidade de Brisbane. De 1994 a 1996 esteve em Londres onde completou, com distinção, o curso de mestrado em arte na Slade School of Fine Art. Retornou ao seu país natal e desde então teve uma carreira sólida nas artes visuais, com muuitas exposições individuais e coletivas.
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J. G. Fajardo (Brasil, 1960)
óleo sobre tela
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Antes, muito antes de Santos Dumont inventar o avião, já tínhamos uma tradição de conquista do ar. Devemos isso ao padre e cientista brasileiro Bartolomeu de Gusmão que foi capaz de surpreender a Europa com sua máquina de voar. E só porque seu balão não foi aceito pela ignorante sociedade portuguêsa da época, não quer dizer que não tenhamos orgulho desse nosso gênio. Não há na história da conquista do ar quem não comece essa saga com a “Passarola” de Bartolomeu de Gusmão. A decisão de D. João V, O Magnânimo, de sucumbir às crendices do povo, às maledicências de uma sociedade dominada pela falta de conhecimento e pelo medo religioso ainda enraizado por uma Inquisição que cismava em permanecer viva, nada têm a ver como a nossa memória cultural. Bartolomeu de Gusmão deve ser lembrado nas nossas escolas e universidades por sua insistência, a todo custo, na pesquisa científica. Se D. João V tivesse tido um pouco mais de coragem de enfrentar sua corte e os jornais, Portugal teria passado para a história mundial não só como o país das grandes descobertas marítimas, mas também o país da conquista dos ares. Infelizmente esse título acabou sendo dado à França, quando 74 anos depois dos experimentos de Bartolomeu de Gusmão, os irmãos Montgolfier conseguiram voar uma balão, em Annonay, em 1783. Por isso, lembro a todos, o texto abaixo impresso para a 4ª série das escolas primárias, em 1954, quem foi o nosso padre voador!
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Reconstituição artística da apresentação de Bartolomeu de Gusmão à corte portuguêsa.–
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Bartolomeu Lourenço de Gusmão nasceu em Santos, em 1685. Aos quinze anos, seguiu para Coimbra a fim de iniciar seus estudos de teologia. Terminando o curso, tornou-se padre, e logo nos primeiros anos notabilizou-se pelo seu imenso saber e pela sua grande eloquência. Dedicou-se especialmente ao cultivo das ciências físicas e naturais. Mas o que imortalizou o seu nome foi a máquina de voar de sua invenção.
Recomendado por D. Isabel, rainha de Espanha, Bartolomeu de Gusmão tornou-se capelão-fidalgo de D. João V, rei de Portugal. Interessou-se este pelos estudos e pesquisas do jovem sacerdote, principalmente pela invenção de sua máquina voadora, cuja construção foi custeada pelo tesouro real.
No dia 8 de agosto de 1709, presentes o rei, a corte e de curiosos, foi realizada a primeira experiência do aeróstato de Bartolomeu. O aparelho que tinha a forma de uma balão, com o seu inventor à bordo, elevou-se suavemente do pátio do castelo de S. Jorge, permaneceu algum tempo no ar e, em seguida desceu no terreiro do Terreiro do paço.
Outras experiências, bem sucedidas, foram realizadas com o aparelho, para júbilo do seu inventor e despeito dos invejosos que, para ridicularizar Bartolomeu, passaram a chamá-lo de “Padre Voador” e repr4esentar o seu aparelho por uma pássaro, a que deram o nome de “Passarola”.
Seus inimigos foram mais longe. Aproveitando-se da ignorância do povo, começaram a apregoar que o “Padre Voador” era feiticeiro com ligações com o demônio…
E tais mentiras espalharam a respeito de Bartolomeu que o próprio D. João V, seu protetor, resolveu não mais auxiliá-lo. Entre as críticas maldosas que surgiram na imprensa da época figuravam versos como estes:
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“Com que engenho te atreves, brasileiro,
A voares no ar, sendo rasteiro,
Desejando ave ser, sem ser gaivota?
Melhor te fora, na região remota
Onde nasceste, estar com siso inteiro!”
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Abandonado pelo rei, escarnecido pelo povo, desprezado pelos amigos, Bartolomeu de Gusmão viu-se na triste contingência de fugir para a Espanha, onde foi acolhido por seu irmão frei João de Santa Maria.
Consumido pelo desgosto e atacado de súbita enfermidade, o “Padre Voador” morreu, a 19 de novembro de 1724, no hospital de Misericórdia de Toledo.
Findou seus dias esquecido todos e na mais extrema miséria.
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Em: Terra Bandeirante, 4º ano, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1954.