Folha artificial pode gerar hidrogênio verde

11 01 2010

Detalhes escondidos no mundo natural poderão ser fontes de energia limpa, no futuro.  Pelo menos é isso o que os cientistas de materiais que criaram folhas artificiais que podem coletar luz para dividir a molécula da água e gerar hidrogênio sugerem hoje na revista New Scientist.

Cientistas chineses da Universidade de Jiao Tong, em Xangai, desenvolveram folhas artificiais que imitam o processo de fotossíntese das plantas.  A intenção é permitir a captação da energia solar para gerar hidrogênio de forma eficaz e viável ecologicamente.  O processo seria criar uma fábrica de hidrogênio em miniatura.

As folhas das plantas se desenvolveram através de milhões de anos para apreender a luz vinda dos raios do sol de maneira bastante eficiente.  Elas usam essa energia para produzir seu alimento e no processo elas dividem a molécula d’água e criam íons de hidrogênio.  Imitando esse processo seria possível criar fabricas em miniatura de hidrogênio. 

Usar a luz do sol para dividir a molécula d’água e formar combustível na forma de hidrogênio é uma das mais promissoras táticas para erradicar a nossa dependência do carbono”, explicou o cientista Tongxiang Fan.  A idéia não é nova, mas, até agora, os pesquisadores haviam se concentrado na tentativa de modificar ou imitar moléculas que realizam o processo.  “Nós gostaríamos de adotar um sistema com um processo completamente diferente que viesse a imitar a fotossíntese,  copiando a elaborada arquitetura elaborada das folhas verdes”, explicou Fan.  

As folhas das plantas foram submetidas a vários processos químicos para obter um material que retém muito de sua estrutura original. Este sistema poderia ser útil no desenvolvimento de um método “limpo” para produzir hidrogênio.

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A fotossíntese é o processo em que as plantas transformam energia luminosa em química, processando o CO2, a água e outros minerais em compostos orgânicos e produzindo o oxigênio.

Fonte: Terra  e New Scientist





Imagem de leitura — Keisai Eisen

11 01 2010

Senhora oriental lendo à luz do luar

Keisai Eisen (Japão, 1790-1848)

xilogravura policromada

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 Keisai Eisen – ( Edo [Tokyo]1790-1848)  Nascido na família Ikeda, filho de um calígrafo e poeta, que aparentemente aprendeu com seu pai a maneira de usar o pincel.  Já bem jovem foi instruído seu pai demonstrou grande confiança num futuro brilhante para o filho colocando-o para estudar o estilo Kano com o pintor Hakkerisai.   Logo depois da morte de seu pai, Eisen procurou um padrinho no pintor Kikugawa Eizan, que era exemplar na pintura das belezas bijin, e com quem Eisen treinou nno estilo ukiyo-e.    Em 1820, já se manifesta com estilo próprio.   Com Kunisada e Kuiyoshi, Eisen é considerado um dos maiores artistas do estilo ukiyo-e  do período “decadente”.





Filhotes fofos: Panda no zoológico de San Diego

11 01 2010

 

Foto: AFP

O filhote de panda gigante Yun Zi, de cinco meses de idade, foi apresentado à imprensa no zoológico de San Diego, nos Estados Unidos. Yun Zi, que significa “filho da nuvem“, tentou subir em uma árvore, caiu e subiu novamente no galho, observado por sua mãe, Bai Yun, que significa “nuvem branca”.

Bebês pandas são muito resistentes e é tudo parte do processo de aprendizado“, disse a funcionária do zoológico Kathy Hawk. “Cair é parte do processo educacional.”

Yun Zi nasceu no zoológico no dia 5 de agosto do ano passado. “Ele é muito ativo. Ele estava brincando e definitivamente se mostrando para os câmeras. Uma pessoa até me perguntou brincando se eu preparei o panda para o evento“, disse Kathy. Os pandas gigantes foram emprestados ao zoológico de San Diego pelo governo da China.

FONTE:  Terra





Velho Muro, soneto de Bernardino Lopes

10 01 2010

 

O muro do jardim, 1910

John Singer Sargent (EUA, 1856-1925)

Aquarela e grafite sobre papel, 40 x 53 cm

Museu de Belas Artes, Boston

Velho Muro

 

                                    B. Lopes

Velho muro da chácara!  Parcela

Do que já foste: resto do passado,

Bolorento, musgoso, úmido, orlado

De uma coroa víride e singela.

Forte e novo eu te vi, na idade bela

Em que, falando para o namorado,

Tinhas no ombro de pedra debruçado

O corpo senhoril de uma donzela…

Linda epoméia te bordava a crista;

Eras, ao luar de leite, um linho albente,

Folha de prata, ao sol, ferindo a vista.

Em ti pousava a doce borboleta…

E quantas noites viste, ermo e silente,

Romeu beijando as mãos de Julieta!

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Em: Antologia dos poetas brasileiros da fase parnasiana,  ed. Manuel Bandeira, Rio de Janeiro, Instituto Nacional do livro: 1951.

Vocabulário:

Víride:  verde,  uso poético

Epoméia: ver ipoméia, trepadeira rústica comum em terrenos baldios, também conhecida como  jitirana, jetirana, corriola, campainha, corda-de-viola.

Albente:  que alveja, que embranquece

Bernardino Lopes, pseudônimo B. Lopes (Rio Bonito, RJ, 1859 — RJ,1916) foi um poeta brasileiro de diferentes tendências literárias na passagem do século XIX ao XX.  Foi funcionário do Correio Geral,  Membro da boemia intelectual carioca foi um poeta de transição do fim do romantismo.  Ficou muito conhecido pelos seus sonetos parnasianos.  Tem grande afinidade com os simbolistas.

Obras:

Cromos (1881) – 2ª Edição 1896

Pizzicatos – “Comédia Elegante” (1886)

Brasões (1895)

Sinhá Flor (1899)

Val de Lírios (1900)

Helenos (1901)

Plumário (1905)

Poesias Completas (1945)





Texto encontrado em Qeiyafa, decifrado, data do século X a. C.

10 01 2010

 

Um fragmento de cerâmica com cinco linhas de texto e mais de 3.000 anos de idade, descoberto no local onde a Bíblia diz que Davi matou Golias, acaba de ser decifrado e, de acordo com arqueólogos israelenses, é o mais antigo registro de hebraico escrito.   As inscrições estavam em protocananeu –usado por israelitas, filisteus e outros povos da região– e foram descobertas há 18 meses.

O material foi decifrado por Gershon Galil, Professor da cadeira de Estudos Bíblicos da Universidade de Haifa, que identificou a escritura como hebraico. Em comunicado, a instituição afirma que se trata “do mais antigo registro conhecido” em hebraico.   Análises de datação radioativa, feitos para determinar a idade do material, indicam que as inscrições são do século 10 a.C., época do reinado de Davi,  o que as torna quase mil anos mais antigas que os pergaminhos do mar Morto e que provam que o reino de Israel já estava em existência neste período.

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O texto é um manifesto social, referente a escravos, viúvas e órfãos“, disse Galil, acrescentando que as palavras e os conceitos utilizados eram específicos do idioma e da sociedade hebraica da época.   O fragmento foi encontrado perto do portão do local conhecido como “Fortaleza de Elá“, cerca de 30 quilômetros a oeste de Jerusalém, no vale onde se acredita que a batalha entre Davi e Golias aconteceu.   O texto gravado em tinta num pedaço de cerâmica de 15 cm x 16,5 cm foi descoberto há aproximadamente 18 meses em excavações conduzidas pelo Professor Yosef Garfinkel em Khirbet Qeiyafa, no vale do Elá.   Mas até agora a definição da língua em que o texto havia sido escrito não tinha sido feita: até o estudo do prof. Galil, não se sabia se esse texto era de fato em hebreu ou se era de alguma outra língua local.

A definição dada pelo Prof. Galil de que o texto estava escrito em hebreu se baseou no uso de verbos muito específicos do hebreu, e, também, na cultura hebraica, traços que não teriam sido adotados por nenhuma outro grupo cultural da região.  “Esse texto é de caráter social, refere-se a escravos, viúvas e órfãos.   Usa verbos que são característicos do hebreu, como asah (feito) e avad (trabalhado) que eram raramente usados em qualquer outra língua regional.  Palavras específicas que aparecem no texto, como almanah (viúva) são exclusivas do hebreu e são escritas de maneiras distintas em outras línguas locaisO significado do texto tampouco era comum a outras culturas fora da sociedade hebraica, explicou o professor.

O texto exprime preocupação com os membros mais frágeis da sociedade.  Ele também serve de testemunha de que a presença de estrangeiros dentro da sociedade de Israel data de épocas remotas,  e que mesmo então, já clamava por uma  maneira de dar apoio a esses estrangeiros.  Faz também um apelo para o cuidar de viúvas e de órfãos e que o rei – que naquela época tinha a responsabilidade de diminuir a desigualdade social – se envolvesse na questão.   Esse texto é semelhante em conteúdo ás escrituras bíblicas (Isaías 1:17, Salmos 72:3, Êxodo 23:3, entre outros) mas está claramente estabelecido que não foi copiado de nenhum texto bíblico.

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Prof. Galil dá destaque também à localização do achado que foi numa localidade no interior da Judéia.  E explica: se havia escribas na periferia, podemos assumir que aqueles moradores da região central e de Jerusalém deveriam ser melhores escribas.  “Podemos agora manter a premissa de que durante o século X a.C., durante o reinado de Davi, havia escribas capazes de de escrever textos literários  e historiografias complexas tais como os livros dos Juizes e Samuel”.  Ele ainda acrescenta: “a complexidade do texto descoberto em Khirbet Qeiyafa, junto com as construções fortificadas encontradas no local, rejeitam qualquer idéia de negar a existência do Reino de Israel naquela época”.

Em comunicado, a Universidade de Haifa afirma que “a descoberta de um exemplo tão antigo de escrita hebraica torna possível que a Bíblia tenha sido escrita vários séculos antes das estimativas atuais“.   “As inscrições têm conteúdo semelhante às escrituras bíblicas, mas fica claro que não são cópias de nenhum texto da Bíblia“, afirma a universidade.

Fontes:  

Esciencenews  e Folha On Line





Quadrinha sobre a aranha e sua teia

10 01 2010

aranha

A teia se expande e estica

porque a aranha o fio tece.

O milagre não se explica

e simplesmente acontece.

(José Augusto Fernandes)





Rakushisha de Adriana Lisboa, finalista do Prêmio Casino da Póvoa

9 01 2010

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Foi com grande alegria que li hoje no  jornal O Globo, na seção Prosa e Verso, que livro de Adriana Lisboa, Rakushisha, está entre os finalistas para o Prêmio Literário Casino da Póvoa, que este ano distingue uma obra em prosa (em anos ímpares distingue poesia).  Tive a oportunidade de ler Rakushisha em 2007, quando o livro foi selecionado para discussão mensal (agosto) do meu grupo de leitura Papa-livros.  Foi um livro que teve aprovação unânime entre os leitores do grupo.  E nenhum de nós conhecia nenhuma outra obra de Adriana Lisboa.  Veio aquele gostinho de festa, de descoberta de um novo autor: uma sensação maravilhosa.

Rakushisha é um pequeno romance sobre dois brasileiros, Celina e Haruki,  que tendo se encontrado por acaso viajam juntos para o Japão.  Neste pequeno período de tempo em que os seguimos somos apresentados às diferenças grandes e pequenas de percepção entre uma visão ocidental e uma visão oriental-ocidentalizada de viver, tudo regado ao molho da indiscutível beleza dos haikais de  Matsuo Bashô.  Este livro é uma pequena jóia, fascinante pelo tema, mas sobretudo pela linguagem. 

Quando, mais tarde, entrei para o grupo virtual de leitura e de empréstimos de livros conhecido como Livro Errante, tive o segundo prazer com o mesmo livro:  o prazer de emprestá-lo pelo Brasil afora [como é normal com os livros desta comunidade da internet] e garantir assim a leitura deste delicioso romance por pelo menos mais 20-25 leitores (já perdi a conta). 

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Adriana Lisboa

Adriana Lisboa é a única autora do Brasil entre os finalistas do Prêmio Casino da Póvoa, que é de € 20.000 , e o único prêmio literário  em Portugal a incluir autores ibéricos, além daqueles em língua portuguesa.  O júri este ano foi composto por Carlos Vaz Marques, Dulce Maria Cardoso, Fernando J.B. Martinho, Patrícia Reis, Vergílio Alberto Vieira, que selecionaram dez obras das 160 concorrentes de língua portuguesa, castelhana ou hispânica.  A lista das obras finalistas é a seguinte:

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A Eternidade e o Desejo, Inês Pedrosa

A Mão Esquerda de Deus, Pedro Almeida Vieira                        

A Sala Magenta, Mário de Carvalho

Myra, Maria Velho da Costa

O apocalipse dos trabalhadores, Valter Hugo Mãe

O Cônego, A. M. Pires Cabral

O Mundo, Juan José Millás

O verão selvagem dos teus olhos, Ana Teresa Pereira

Rakushisha, Adriana Lisboa

Três Lindas Cubanas, de Gonzalo Celorio

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No dia 23 de janeiro o júri  decidirá o vencedor deste ano.  O resultado será feito público no dia 24 de janeiro e o prêmio entregue no dia 27.





Meninas: maior igualdade, melhor em matemática

9 01 2010

Um estudo realizado nos EUA mostra que, em países onde há mais igualdade entre os sexos, as meninas tendem a ter um melhor desempenho em matemática do que os meninos – apesar de terem menos confiança do que eles na matéria.

A pesquisa, realizada em três universidades americanas e publicada na revista da Associação Americana de Psicologia, mostra ainda que a falta de confiança das meninas em suas habilidades, no mundo inteiro, pode explicar por que elas acabam optando menos por carreiras em ciência, tecnologia, engenharia e matemática.  “Estereótipos sobre inferioridade feminina em matemática são um contraste claro com os verdadeiros dados científicos“, disse Nicole Else-Quest, professora de psicologia da Villanova University e principal autora do estudo.

Nossos resultados mostram que as meninas obtêm os mesmos resultados que os meninos quando recebem as ferramentas educacionais corretas e têm modelos de mulheres que fazem sucesso na carreira científica.”  Else-Quest e sua equipe analisaram dados de dois estudos internacionais que, juntos, englobam mais de 493 mil estudantes entre 14 e 16 anos, em 69 países.

Um estudo se concentra no conhecimento geral do aluno sobre matemática, e o outro avalia a habilidade de cada um de usar suas habilidades matemáticas no mundo real, além de verificarem o nível de confiança do estudante e o quanto acreditavam que saber matemática seria importante em suas carreiras.    Segundo os cientistas, os resultados apresentavam poucas diferenças em relação ao sexo do aluno, mas havia muitas variações entre meninos e meninas de país para país.

Os pesquisadores também perceberam que, em países onde o nível da educação das mulheres e seu envolvimento político era melhor, as meninas tendiam a ter um melhor desempenho em matemática.   “Esta análise nos mostra que, enquanto a qualidade da educação e o currículo afetam o aprendizado das crianças, também pesam o valor que escolas, professores e pais dão a ele. As meninas podem ter um desempenho igual ao dos meninos se forem incentivadas“, afirmou Else-Quest.

Fonte: Terra





Neandertais mais sofisticados: uso de cosméticos maquiadores descoberto

9 01 2010

Uma equipe de pesquisadores disse que encontrou as primeiras evidências convincentes de que o homem de Neandertal pintava o corpo e usava bijuteria há 50 mil anos.    Conchas contendo resíduos de pigmentos usados para este fim foram encontradas em dois sítios arqueológicos em Múrcia, no sul da Espanha.

O arqueólogo português, João Zilhão, que lidera a equipe a partir da Universidade de Bristol, na Inglaterra, disse que foram examinadas conchas que eram usadas como utensílios para a misturar e armazenar pigmentos.  Bastões pretos com um pigmento à base de manganês podem ter sido usados como tinta para o corpo. Artefatos semelhantes foram encontrados na África no passado.  “(Mas) esta é a primeira evidência segura do uso de cosméticos“, disse o arqueólogo à BBC. “A utilização destas receitas complexas é novidade. É mais do que tinta para o corpo.”

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Os cientistas encontraram fragmentos de um pigmento amarelo que, segundo eles, pode ter sido usado como base para maquiagem.   Descobriram também um pó vermelho junto com manchas de um mineral negro brilhante.   Algumas das conchas, entalhadas e pintadas com cores fortes, podem, também, terem sido usadas como bijuteria.

Até agora, muitos especialistas acreditavam que só os seres humanos modernos usavam maquiagem como adorno ou para rituais.  Durante um período na pré-história Neandertais e humanos podem ter compartilhado a Terra, mas João Zilhão disse que a descoberta de sua equipe data de 10 mil anos antes do contato entre ambos e, portanto, ela não indicaria uma influência humana. Zilhão vê na prática do uso de pintura corporal e bijuteria um certo grau de sofisticação.

As pessoas têm que acabar com essa idéia de que os Neandertais eram débeis mentais“, afirmou. O estudo foi divulgado em Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Fonte: Terra





Imagem de leitura: Helen Poniatowski

8 01 2010

Domingo de Manhã, s.d.

Helen Poniatowski (EUA, contemporânea)

Óleo sobre tela

Sem informações bigráficas.  www.debloisgallery.com