
Papa-capim e um amigo, ilustração: Maurício de Sousa
Vêm das fábricas descendo
impurezas em excesso.
A Natureza morrendo…
Chamam a isto progresso?
(Luiz Evandro Innocêncio)

Papa-capim e um amigo, ilustração: Maurício de Sousa
Vêm das fábricas descendo
impurezas em excesso.
A Natureza morrendo…
Chamam a isto progresso?
(Luiz Evandro Innocêncio)
Équidna de nariz longo. Foto: The New York Times
Muse Opiang levou muitos anos de estudo para conseguir testemunhar os hábitos de um dos menos conhecidos mamíferos da terra, o équidna de nariz-longo, encontrado nas florestas tropicais da Nova Guiné. Ele próprio, um especialista trabalhando em seu doutorado na Universidade da Tasmânia, iniciou estes estudos sobre o elusivo mamífero patrocinado pela Wildlife Conservation Society e o Museu do Bronx. Mas hoje, ele está patrocinado pelo Instituto de Pesquisas Biológicas da Papua-Nova-Guiné, que ele mesmo fundou no curso dos anos de pesquisa que dedicou ao équidna de nariz longo.
Os équidnas são mamíferos monotremas [mamíferos que pões ovos], e são animais representativos de uma linha de transição entre répteis e mamíferos. São compostos de tantos elementos que pertencem a diferentes grupos que lembram e são parentes dos ornitorrincos ou platipus, outro animal monotrema. Eles põem ovos cujo aparência exterior é de couro, como acontece com os répteis. Mas também desenvolvem uma maneira de aleitar seus pequenos, através da pele da barriga, pois não apresentam nenhuma teta. É como se suassem o leite materno que alimenta a cria.
Muse Opiang segura um Équina de nariz longo, foto: The New York Times.
São também animais que vivem muito tempo. Uma das fêmeas que está sendo observada pelos pesquisadores, tem aproximadamente 45 anos e ainda é fértil. São animais muito pacíficos. Noturnos. Alimentam-se de invertebrados. E têm um cérebro de dar inveja! Grande! Como o usam? Não sabemos. Os équidnas de bico-curto, mais abundantes na Austrália e por isso mesmo melhor estudados, são capazes de variar sua temperatura corporal entre os meses frios e quentes, como se tivessem uma maneira de controlar seu metabolismo como numa hibernação.
Para maiores detalhes leia a fonte: The New York Times
O Jequitibá
Sabino de Campos
A Esmeraldo de Campos
Nobre Jequitibá de minha terra,
Filho de flora exuberante e forte,
Toda beleza vegetal se encerra
Em teu imenso e majestoso porte.
Sentinela de amor, velando a serra,
A cidade natal, de Sul a Norte,
O Ribeirão que, entre verdores, erra,
— Maldito aquele que te ofenda ou corte!
Glória da terra verde e dadivosa,
Alma e sangue dos filhos de Amargosa
A cujo apelo tua voz responde.
De joelhos, e mãos postas na orvalhada,
Beijo-te o tronco de árvore sagrada
E elevo o olhar ao céu de tua fronde.
Rio, 7-9-1947
Em: Natureza: versos, Pongetti: 1960, Rio de Janeiro
Sabino de Campos, Retrato a bico de pena, por Seth, 1947.
Sabino de Campos (Amargosa, BA, 1893– ? ), poeta, romancista e contista
Obras:
Jardim do silêncio, 1919, (poesia)
Sinfonia bárbara, 1932, (poesia)
Catimbó: um romance nordestino, 1945 (romance e novela)
Os amigos de Jesus, 1955 (romance e novela)
Lucas, o demônio negro, 1956 – romance biográfico de Lucas da Feira (romance e novela)
Natureza: versos, 1960 (poesia)
Cantigas que o vento leva, 1964, (poesia)
Contos da terra verde, 1966 (contos)
Fui à fonte beber água, 1968 (poesia)
A voz dos tempos, memórias, 1971
Cantanto pelos caminhos, 1975
Autor, junto de Manoel Tranqüilo Bastos, do hino da cidade de Cachoeira, BA
Foto: UFF
OS JEQUITIBÁS
Nomes científicos:
Cariniana legalis (Mart.) Kuntze) – JEQUITIBÁ ROSA
Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze – JEQUITIBÁ BRANCO
Couratari pyramidata – espécie da família em perigo de extinção (RJ e MG)
Cariniana rubra – JEQUITIBÁ VERMELHO
Cariniana ianeirensis, conhecida apenas como JEQUITIBÁ
Cariniana parvifolia – JEQUITIBÁ CRAVINHO
Família: Lecythidaceae
Os jequitibás são árvores fascinantes nativas da Mata Atlântica.
O Jequitibá é considerado a maior árvore deste bioma, podendo alcançar 60m de altura!!!!! Isto é equivalente a um edifício de 20 andares!!!!
Em tupi-guarani, seu nome significa: Gigante da Floresta.
De porte majestoso, o jequitibá se destaca das demais árvores ao seu redor, ultrapassando o dossel da mata.
Jequitibá-rosa
JEQUITIBÁ ROSA
Arvore símbolo do Estado de São Paulo.
Outros nomes: congolo-de-porco, estopa, jequitibá-de-agulheiro, jequitibá-branco, jequitibá-cedro, jequitibá-grande, jequitibá-vermelho, pau-carga, pau-caixão, sapucaia-de-apito.
Nativa: ES, RJ, SP, MG, MS, AL, PB, BA, PE.
O maior e mais antigo espécime vivo do jequitibá-rosa se encontra no Parque Estadual do Vassununga, em Santa Rita do Passa Quatro, SP, e possui mais de 3.000 anos de idade, considerado dessa forma um dos seres vivos mais antigos do planeta, e a mais velha árvore do Brasil. Sua altura é 40 m e seu diâmetro 3 m. Outro espécime importante fica no Parque Estadual dos Três Picos, RJ, e tem cerca de 1.000 anos.
Suas sementes são muito apreciadas por macacos.
É planta medicinal, sua casca é usada em extrato fluido.
A madeira é própria para construção civil, obras internas para contraplacados, folhas faqueadas, móveis, para confecção de brinquedos, salto de calçados, lápis, cabos de vassouras, etc.
A árvore é exuberante e muito ornamental, podendo ser empregada no paisagismo de parques e praças públicas e áreas rurais. Esta árvore é tão monumental e admirada que emprestou seu nome a cidades, ruas, palácios, parques, etc.
Como planta tolerante à luz direta é excelente para plantios mistos, por isso pode ser usada na revegetação de áreas desmatadas.O que tem sido feito para preservá-los.
Jequitibá-branco
JEQUITIBÁ BRANCO
Está na lista de espécies ameaçadas do estado de São Paulo.
Outros nomes: jequitibá, estopa, jequitibá-rei, jequitibá-vermelho, jequitibá-rosa, cachimbeiro, jequitibá vermelho, pau-de-cachimbo, pau-estopa, mussambê, coatinga.
Nativa: Sul da BA, ES, RJ, SP, MG, GO, PR, SC, RS e AC. Bolívia, Paraguai e Peru.
Chega a altura de 45 m, com tronco de até 120 cm de diâmetro.
Há no Rio de Janeiro um exemplar com 60 m de altura e mais de 6 m de diâmetro. Outro exemplar com 50 m de altura tem 7,10 m de diâmetro.
Suas sementes são muito apreciadas por macacos.
A madeira, leve, é usada na construção civil apenas em obras internas, pois é pouco resistente ao tempo.
Ornamental e de porte monumental, pode ser usada no paisagismo de parques, praças e áreas rurais.
Indispensável na revegetação de áreas desmatadas.
Fruto do jequitibá, Foto: UFF
JEQUITIBÁ
Cariniana ianeirensis é uma espécie de planta lenhosa da família Lecythidaceae, cujo nome popular é jequitibá.
Nativa:Mata Atlântica do Rio de Janeiro, nas florestas da Tijuca e de Itaocara, e de São Paulo.
Está ameaçada de extinção por perda de seu habitat, que fica muito próximo à área urbana da cidade.
A floresta da Tijuca é quase inteiramente protegida, mas buscas feitas em 1998 não encontraram espécimes desse jequitibá.
Chaise Zonza, 2007
Designer: Eduardo Gomes Baroni
Madeira: jequitibá
Móveis Schuster
Foto: Blog do Rodrigo Barba
JEQUITIBÁ VERMELHO
Outros nomes: jequitibá, cachimbeira, cachimbo-de-macaco.
Nativa: GO, TO, MT.
Esta é bem menor que as anteriores. Sua altura chega até 18 m e o tronco chega até 80 cm de diâmetro. Suas flores são de cor vermelha.
Suas sementes são muito apreciadas por macacos.
A madeira é usada na construção civil, e a casca para cordoaria.
Pode ser usada no paisagismo de parques, praças e áreas rurais.
Recomendada na revegetação de áreas ciliares desmatadas.
JEQUITIBÁ CRAVINHO
Está ameaçado de extinção. Teporariamente protegidio na Reserva de Linhares.
Nativa: ES.
Outros usos dos jequitibás: O tanino de sua casca é empregado no curtimento de couros, e sua casca também tem grande poder desinfetante. As propriedades bioativas de sua casca têm despertado a depredação de indivíduos milenares. Os jequitibás pertencem a uma espécie vulnerável, em alguns lugares nativos, como no estado de Pernambuco, por exemplo, já em extinção.
Fontes:
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Por causa do grande número de pessoas me contatando para saber como plantar um jequitibá, posto aqui o que encontrei na WEB a respeito e coloco duas fontes. Muito obrigada pela atenção:
Como plantar um jequitibá:
Se você tem a muda:
Preste atenção ao tamanho da muda. Quanto menor o vaso ou o saquinho onde está maior o cuidado. Procure não se descuidar das regas. Sem água demais e sem deixar secar. Exemplo, uma muda com 5 cm o ideal seria você transplantá-la para um vaso grande até que ela atinja um bom tamanho. Por exemplo, seria conveniente transplantar as mudas para uma lata de tinta de 20 litros, ou um recipiente semelhante, para que a muda possa se desenvolver bem, antes de colocá-la no solo.
Se a muda é nova, procure um local com sol apenas por algumas horas na parte da manhã. O jequitibá é uma árvore clímax, esse tipo de arvore prefere sombra para seu desenvolvimento inicial.
Com o crescimento que é acelerado, procure replantá-la em um vaso maior quando perceber que ela tem essa necessidade. Só a plante no chão quando já tiver um tamanho que não a deixe ser vítima de pisoteio ou sol a pino.
Um detalhe muitíssimo importante: escolha um local com bastante espaço para plantá-la porque cresce muito. Caso se esqueça desse detalhe, talvez tenha que arrancá-la mais tarde.
Resposta baseada em dados do site: http://www.ojardineiro.com.br
Colhida a semente:
Verifique o seguinte site de pesquisa do Embrapa:
http://www.cnpf.embrapa.br/publica/folders/JequitibaRosa_2004.pdf
Adolescência, 1947
Milton Avery (EUA 1885-1965)
Técnica mista: óleo e grafite sobre tela
75 cm x 100 cm
Terra Foundation for the Arts, Chicago
—
Milton Avery (EUA 1885-1965) Nasceu em Areia Bank, Nova Iorque, hoje conhecida como Altmar. Depois de estudar por um tempo, na Connecticut League of Art College, em Hartford com Charles Flagg Noel e na Sociedade da Escola de Arte com Albertus Jones, Avery trabalhou na indústria e numa companhia de seguros até 1924. Mudou-se para Nova York em 1925 e se casou Sally Michel, uma artista gráfica, um ano mais tarde. Teve sua primeira exposição individual, em 1928.
O interesse de Milton Avery pelo expressionismo alemão e pelo fauvismo francês o levou a desenvolver uma simplificação do idioma visual, dando ênfase à clareza da linha e a uma paleta de cores expressivas. Suas pinturas dos anos 30 atestam pelas afinidades que tinha com o trabalho de Ernst Ludwig Kirchner. E na década de 40 seu trabalho mostra uma maior aproximação do francês Henri Matisse na cor e nas superfícies decorativas. Com isso ele abriu o caminho para outros artistas contemporâneos seus para explorarem a coloração em vastas áreas das telas como o fizeram Mark Rothko e Adolph Gottlieb. Apesar de seu estilo ter se desenvolvido com muitos características do trabalho abstrato, Avery nunca chegou a largar a forma figurativa em toda a sua carreira. Motivos clássicos e retratos, paisagens costeiras e cenas de gênero foram suas principais áreas temáticas. Além de pintor Milton Avery foi um prolífico ilustrador e ceramista. É considerado hoje um dos mais influentes artistas do século XX.
O jequitibá, s/d
Zenaide Smith ( Brasil, contemporânea)
Óleo sobre tela — 80 x 120 cm
O orgulhoso
Monteiro Lobato
Era um jequitibá enorme, o mais importante da floresta. Mas orgulhoso e gabola. Fazia pouco das árvores menores e ria-se com desprezo das plantinhas humildes. Vendo a seus pés uma tabua disse:
— Que triste vida levas, tão pequenina, sempre à beira d’água, vivendo entre saracuras e rãs… Qualquer ventinho te dobra. Um tisio que pouse em tua haste já te verga que nem bodoque. Que diferença entre nós!A minha copada chega às nuvens e as minhas folhas tapam o sol. Quando ronca a tempestade, rio-me dos ventos e divirto-me cá do alto a ver os teus apuros.
— Muito obrigada! Respondeu a tabua ironicamente. Mas fique sabendo que não me queixo e cá à beira d’água vou vivendo como posso. Se o vento me dobra, em compensação não me quebra e, cessado o temporal, ergo-me direitinha como antes. Você, entretanto…
— Eu, que?
— Você jequitibá tem resistido aos vendavais de até aqui; mas resistirá sempre? Não revirará um dia de pernas para o ar?
— Rio-me dos ventos como rio-me de ti, murmurou com ar de desprezo a orgulhosa árvore.
Meses depois, na estação das chuvas, sobreveio certa noite uma tremenda tempestade. Raios coriscavam um atrás do outro e o ribombo dos trovões estremecia a terra. O vento infernal foi destruindo tudo quanto se opunha à sua passagem.
A tabua, apavorada, fechou os olhos e curvou-se rente ao chão. E ficou assim encolhidinha até que o furor dos elementos se acalmasse e uma fresca manhã de céu limpo sucedesse aquela noite de horrores. Ergueu, então, a haste flexível e pode ver os estragos da tormenta. Inúmeras árvores por terra, despedaçadas, e entre as vítimas o jequitibá orgulhoso, com a raizana colossal à mostra…
***
Em: Criança Brasileira, Theobaldo Miranda Santos, Quarto Livro de Leitura: de acordo com os novos programas do ensino primário. Rio de Janeiro, Agir: 1949.
VOCABULÁRIO
Imponente: altivo, orgulhoso; gabola: pretensioso, vaidoso; tabua: planta de haste fina e flexível; copada: ramagem; apuros: dificuldades; coriscavam: faiscavam; ribombo: barulho, estrondo; rente: junto; tormenta: tempestade; raizana: conjunto das raízes de uma planta.
——-
José Bento Monteiro Lobato, ( Taubaté, SP, 1882 – 1948). Escritor, contista; dedicou-se à literatura infantil. Foi um dos fundadores da Companhia Editora Nacional. Chamava-se José Renato Monteiro Lobato e alterou o nome posteriormente para José Bento.
Obras:
A Barca de Gleyre, 1944
A Caçada da Onça, 1924
A ceia dos acusados, 1936
A Chave do Tamanho, 1942
A Correspondência entre Monteiro Lobato e Lima Barreto, 1955
A Epopéia Americana, 1940
A Menina do Narizinho Arrebitado, 1924
Alice no País do Espelho, 1933
América, 1932
Aritmética da Emília, 1935
As caçadas de Pedrinho, 1933
Aventuras de Hans Staden, 1927
Caçada da Onça, 1925
Cidades Mortas, 1919
Contos Leves, 1935
Contos Pesados, 1940
Conversa entre Amigos, 1986
D. Quixote das crianças, 1936
Emília no País da Gramática, 1934
Escândalo do Petróleo, 1936
Fábulas, 1922
Fábulas de Narizinho, 1923
Ferro, 1931
Filosofia da vida, 1937
Formação da mentalidade, 1940
Geografia de Dona Benta, 1935
História da civilização, 1946
História da filosofia, 1935
História da literatura mundial, 1941
História das Invenções, 1935
História do Mundo para crianças, 1933
Histórias de Tia Nastácia, 1937
How Henry Ford is Regarded in Brazil, 1926
Idéias de Jeca Tatu, 1919
Jeca-Tatuzinho, 1925
Lucia, ou a Menina de Narizinho Arrebitado, 1921
Memórias de Emília, 1936
Mister Slang e o Brasil, 1927
Mundo da Lua, 1923
Na Antevéspera, 1933
Narizinho Arrebitado, 1923
Negrinha, 1920
Novas Reinações de Narizinho, 1933
O Choque das Raças ou O Presidente Negro, 1926
O Garimpeiro do Rio das Garças, 1930
O livro da jangal, 1941
O Macaco que Se Fez Homem, 1923
O Marquês de Rabicó, 1922
O Minotauro, 1939
O pequeno César, 1935
O Picapau Amarelo, 1939
O pó de pirlimpimpim, 1931
O Poço do Visconde, 1937
O presidente negro, 1926
O Saci, 1918
Onda Verde, 1923
Os Doze Trabalhos de Hércules, 1944
Os grandes pensadores, 1939
Os Negros, 1924
Prefácios e Entrevistas, 1946
Problema Vital, 1918
Reforma da Natureza, 1941
Reinações de Narizinho, 1931
Serões de Dona Benta, 1937
Urupês, 1918
Viagem ao Céu, 1932
Pato Donald, que completou ontem 75 anos. Ilustração, Walt Disney!
No aniversário de 75 anos do Pato Donald, (9 de junho), o portal Terra publicou um artigo de Claúdio Pucci que reproduzo, como uma pequena homenagem a este personagem de HQ que é tão querido e aparece frequentemente neste blog. Divirtam-se.
Claudio R. S. Pucci
Uma pesquisa informal na década de 80 mostrou que o brasileiro se identificava mais com o Pato Donald do que com o Zé Carioca, esse sim produto da política de boa vizinhança americana em tempos de Segunda Guerra e uma caricatura do carioca romântico. Para quem gosta de quadrinhos não é difícil saber o porquê. Donald, que comemora 75 anos em 09 de junho, reúne o melhor e pior dos habitantes das terras de Santa Cruz, até mesmo quando está falando inglês. Confira abaixo os motivos:
Ele trabalha muito e está sempre devendo: Donald se mata para colocar o arroz e feijão no prato da família, mas chega ao final do mês sempre falta um pouquinho para comprar algo que ele realmente quer. Parece alguém que você conhece? Sem contar que está sempre devendo para alguém, especialmente ao seu tio.
Ele anda de carro velho e não troca por nada neste mundo: o velho 1313 pode enguiçar de vez em quando, mas está com o pato faz décadas e ele nem pensa em se livrar da charanga. Até mesmo quando se tornou o Superpato, preferiu colocar acessórios no calhambeque a sair por aí com um Aston Martin.
Ele tem primos que agem como cunhados: Peninha e Gastão são o próprio reflexo dos típicos irmãos de esposa. Um só aparece para filar a bóia, enquanto o outro fica se gabando de seu próprio sucesso e relembrando Donald de seu papel de fracassado.
Ele é explorado no trabalho: o famoso Tio Patinhas (cuja fortuna, em 2006, foi estimada pela Forbes — isso é sério — em 10,9 bilhões de dólares, perdendo para Montgomey Burns dos Simpsons e para — Daddy Warbucks da pequena órfã Annie) sempre consegue um empreguinho para o pobre pato, mas com salários irrisórios como 0,05 centavos de pataca a hora ou o colocando em cargos esdrúxulos como arrancar as penas de preocupação ou polir as milhões de moedinhas na caixa-forte. E isso sem pagamento de hora extra.
Ele tem vizinhos irritantes: seguramente todo mundo que mora em prédio teve ou tem um Silva na vida. Aquele vizinho chato, que reclama de tudo, incomoda ao extremo e depois parte para a briga.
Ele cria o filho dos outros: Huguinho, Zezinho e Luisinho são filhos de sua irmã gêmea, Dumbella, que largou as pestes com ele e não mais apareceu. O brasileiro também é assim. Assume os problemas alheios como seus, não se importa com as conseqüências e parte para a luta. E é lógico que geralmente se dá mal.
Sua namorada o faz de gato e sapato: Margarida está com ele há 69 anos e, apesar do romance entre os dois, adora provocá-lo seja fazendo ciúmes com o Gastão, seja colocando-o para carregar os inúmeros pacotes de compras. E é óbvio que ela quer mudar o jeito dele de qualquer maneira. Assim, como a sua esposa faz com você.
Mesmo quando é especialista em algo, se dá mal: Donald já foi mestre-relojoeiro e destruiu os vidros de Patópolis. Também foi mestre-demolidor e pôs abaixo um asilo de multimilionários. Qualquer semelhança entre ele e a seleção brasileira de futebol em copas do mundo não é mera coincidência.
Ele quer uma vida pacata: o tio tenta de qualquer maneira mostrar ao sobrinho as vantagens e maravilhas de ser um empresário milionário de sucesso, mas o que Donald quer mesmo é apenas curtir uma tarde no parque tomando sorvete. Para que ter as preocupações e estresses de um ricaço? Sem contar que há sempre a possibilidade de se herdar algo ou ganhar na Mega Sena, não é mesmo?
Apesar de tudo isso, ele não desiste nunca: nenhuma adversidade tira o pato de seu rumo ou de conseguir o que quer. As coisas podem dar errado aqui e ele vai tentar algo novo lá. Mais ou menos como o brasileiro. Ou você acha que chegamos à posição de segundo povo mais otimista do mundo à toa?
FONTE: Terra
ELOGIO DO BEM
Cleómenes Campos
Amigo, faze o bem: esse prazer dispensa
A maior recompensa.
Aqueles frutos saborosos
Que o teu vizinho colhe, às vezes, a cantar,
Custaram, com certeza, os trabalhos penosos
De alguém que já sabia
Que nunca, em sua vida, os colheria…
Mas nem por isso mesmo, os deixou de plantar.
Em: Criança Brasileira, Theobaldo Miranda Santos, Quarto Livro de Leitura: de acordo com os novos programas do ensino primário. Rio de Janeiro, Agir: 1949.
Cleómenes Campos de Oliveira, ( Maroim, SE 1895 – São Paulo, SP, 1968). Pseudônimo: Ariel. Poeta, teatrólogo, radicado em SP desde 1912, agente fiscal do imposto de consumo, membro da Academia Sergipana de Letras e da Academia Paulista de Letras. Estudou as primeiras letras em seu estado natal, indo depois para a Bahia, onde freqüentou o Ginásio São José. Ainda jovem, teve que abandonar os estudos, ingressando na vida comercial em Santos. Foi nomeado para os Correios de São Paulo, após concurso e mais tarde foi transferido para o Ministério da Fazenda. Fundou “A garoa”, uma das revistas literárias que mais custaram a morrer… Faleceu em 30 de abril de 1968.
Obras:
Coração encantado, 1923, poesia, [prêmio Academia Brasileira de Letras]
De mãos postas, 1926 [prêmio Academia Brasileira de Letras]
Humildade, 1931, poesia
Meu livro de Amor, 1931
Canção da felicidade, 1934
Zebelê, 1940
Sonata do desencanto, 1950. poesia
O segredo de nós dois, 1969, poesia
O louco e as estrelas, s/d
Teatro
Mascote, com Oduvaldo Viana,
Quando os cientistas se dispuseram a encontrar as raízes do riso, alguns gorilas e chimpanzés sentiram cócegas para ajudar. Literalmente.
Foi assim que pesquisadores fizeram uma variedade de macacos, e alguns bebês humanos, rirem. Depois de analisar os sons, concluíram que pessoas e grandes símios herdaram a risada de um ancestral comum, que viveu há mais de 10 milhões de anos.
Especialistas elogiaram o trabalho. Ele oferece evidências muito fortes de que o riso humano e o símio estão ligados pela evolução, disse Frans de Waal, do Centro Nacional Yerkes de Pesquisa com Primatas.
Desde o tempo de Charles Darwin que cientistas notam que macacos fazem sons característicos enquanto brincam ou quando recebem cócegas, aparentemente num sinal de interesse na brincadeira.
Já havia sido sugerido que o riso humano teria raízes nos primatas. Mas a risada primata não soa como riso humano. Ela pode ser um arfar rápido, uma respiração ruidosa ou uma curta série de grunhidos.
Risinho, ilustração de Eloise Wilkin.
Então, o que isso teria a ver com gargalhada humana?
Para investigar a questão, Marina Davila Ross, da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra, e colegas realizaram uma detalhada análise dos sons evocados quando se faz cócegas em três bebês humanos e 21 orangotangos, gorilas, chimpanzés e Bonobos.
Após medir 11 características no som de cada espécie, eles mapearam possíveis relações entre cada um. O resultado parece uma árvore genealógica. Significativamente, a árvore combina com o modo pelo qual as espécies de relacionam, informam os cientistas na edição online da revista Current Biology.
Eles também concluíram que, embora o riso humano soe muito diferente das versões simiescas, suas características peculiares podem ter surgido a partir de peculiaridades partilhadas com as outras espécies e herdadas de ancestrais.
O jornal O Estado de São Paulo na sua versão ONLINE, mostrou no dia 27 de maio, o resultado de uma pesquisa que retrata o perfil do professor no Brasil. O censo foi feito pelo Ministério da Educação e mostra que mais de 60% lecionam em um turno e 40% têm uma única turma. Repito aqui o que foi descoberto.
1 — Mais de 1.400.000 de professores leciona no ensino fundamental.
2 – Mulheres fazem a maioria com 81,6 %
3 – A média de idade é 38 anos.
4 – 63,8% dos professores lecionam em um único turno.
5 – 68,4 % dos professores têm curso superior;
6 – A grande maioria, 80,9%, leciona em uma única escola.
7 – 39,1% dos professores têm uma turma com a média de 35 alunos.
8 – 41,1% dos professores lecionam português ou línguas.
Será? Você concorda?