Quadrinha infantil: cola

18 06 2009

mentia na escola

Ilustração:  Maurício de Sousa.

 

Na solidão da carteira

O aluno vadio cola

Pensando que a vida inteira

Viverá dessa “esmola”.

 

 

(J. Eloy Santos)





Imagem de leitura: Arcângelo Ianelli

18 06 2009

Arcangelo Ianelli, Leitura, 1945, desenho  a carvão, 55 x 43

Leitura, 1945

Arcângelo Ianelli ( Brasil, 1922-2009)

Desenho a carvão

55 x 43 cm

 

Arcangelo Ianelli (São Paulo, SP 1922- São Paulo, SP 2009). Pintor, escultor. Inicia-se no desenho como autodidata. Em 1940, estuda perspectiva na Associação Paulista de Belas Artes e, em 1942, recebe orientação em pintura de Colette Pujol. Dois anos depois freqüenta o ateliê de Waldemar da Costa com Charoux, Fiaminghi e Maria Leontina. Durante a década de 50 integra o Grupo Guanabara com Manabu Mabe, Takaoka, Jorge Mori, Tomoo Handa, Tikashi Fukushima e Wega Nery, entre outros. Inicialmente figurativo, volta-se à pintura abstrata a partir de 1960. Participa de importantes exposições no Brasil e no exterior.





O pássaro azul, conto infantil, Wilson W Rodrigues

17 06 2009

passarinho na gaiola 4

O pássaro azul

Wilson W Rodrigues

— Quem quer comprar o pássaro azul?

— O pássaro azul!  repetiram os meninos.

— Quer-me vender?  Dou todos os meus brinquedos.

O moleque vendeu.

O menino rico levou a gaiola com o pássaro.  De tarde, o tio do menino foi visitá-lo, e ficou tão encantado com o pássaro que propôs:

— Em troca do pássaro azul eu lhe dou um automóvel.

O menino rico aceitou.

Mal o tio levou o pássaro para casa, chegou um amigo banqueiro:

— O pássaro azul… o pássaro da felicidade.

O banqueiro desafiou:

— Vamos disputá-lo num jogo de cartas?

O tio, que estava convencido que aquele era o pássaro azul da felicidade, aceitou.  E perdeu.

O banqueiro levou o pássaro azul para o palácio.

— Coloquem-no em uma gaiola de ouro… é o pássaro da felicidade.

Um criado, sabendo que aquele pássaro trazia a felicidade, roubou-o e deu-o de presente a sua noiva:

— É o pássaro da felicidade.

— Vou botá-lo no viveiro do jardim.

Botou.

Um moleque que estava com outros em cima do muro, reconheceu:

— Lá está o meu pássaro azul.

— È ele mesmo.

— Ainda está pintado de azul.  A cor não desapareceu.

E o pássaro vendo o lagozinho jogou-se n’água, tomou um banho… e a cor desapareceu.

Quando a moça voltou com o alpiste, ficou espantada:

— Cadê o meu pássaro azul da felicidade?

***

Em: Contos dos caminhos, Wilson W. Rodrigues, s/d, Estado da Guanabara [RJ]:Torre Editora.

 

 

Wilson Woodrow Rodrigues — poeta, folclorista, jornalista, professor e técnico de educação.  Nasceu em 6 de julho de 1916, na cidade de São Salvador, Bahia.  Filho do Cel. Julio Rodrigues de Sousa e de D. Josina Parente Rodrigues, família do Recôncavo Baiano.  Desde menino revelou vocação para a poesia, tendo publicado as suas primeiras composições em periódicos escolares.  Seu primeiro livro publicado teve as bençãos antecipadas do poeta Jorge de Lima.

Obras:

A caveirinha do preá,  Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro

Desnovelando, Arca ed., s/d, Rio de Janeiro

O galo da campina, Arca ed,: s/d, Rio de Janeiro

O pintainho, Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro

Por que a onça ficou pintada, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

A rãzinha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

Três potes, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

O bicho-folha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

A carapuça vermelha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

Bahia flor, 1948 (poesias)

Folclore Coreográfico do Brasil, 1953

Contos, s/d

Contos do Rei-sol, s/d

Contos dos caminhos, s/d

Pai João, 1952

Sombra de Deus

Pai João, 1952

Lendas do Brasil





Boas maneiras XVII

16 06 2009

Desculpe-17

 

Quando esbarrar por descuido,

Diga que sente muito!





Quadrinha: beija-flor, uso escolar

15 06 2009

beija-flor do brasil,

 

A rosa, meu bem, a rosa

É fonte de mil amores…

E o beija-flor todo prosa,

Beija a mais linda das flores.

 

 

(Frei Afonso Maria da Paixão)





Beija-flores: muitos mergulhos por amor!

15 06 2009

beija-flor-grande

 

Uma ave tão pequenina – 8 a 10 cm —  detém o invejável recorde de ser, proporcionalmente, mais rápida  e de resistir melhor à gravidade do que do aviões caça O macho da família dos beija-flores Anna, faz tudo isso por amor.

 O velho ditado diz que o amor move montanhas.  Entre os beija-flores ele bate recordes de velocidade.  Esses colibris da espécie Ana, conseguem atingir os 27,3 metros por segundo.  Comparado ao comprimento do seu corpo, – 8,5 a dez centímetros – eles são mais rápidos do que a mais rápida das andorinhas, do que um falcão peregrino ou um jato militar.

 A velocidade atingida pelos colibris é a maior já registrada por um vertebrado, em comparação ao seu tamanho, afirma o zoólogo Christopher James Clark, da Universidade da Califórnia. O cientista conseguiu captar em fotografia de alta velocidade os vôos de acasalamento dos beija-flores machos.  Esses são os chamados vôos picados, manobras de alto risco, executadas pelos colibris para atraírem a atenção das fêmeas.  Esses vôos picados são importantes para a sedução das fêmeas, pois produzem um silvo característico, bastante forte.  As fêmeas são atraídas pelo silvo intenso.  Os vôos picados, são mergulhos rápidos, feitos em média 15 vezes próximo à fêmea.  Desta maneira os beija-flores se  submetem a mais elevada força de gravidade até hoje registrada por um vertebrado em manobra voluntária.  Os mergulhos dos machos são elemento central da sedução nos colibris, além é claro da exuberância cromática da plumagem que exibem na cabeça e pescoço durante a época de acasalamento.  Esta estratégia de sedução aerodinâmica coloca os colibris no limite das suas capacidades, escreve James Clark no texto divulgado esta semana na revista Proceedings of the Royal Society B.

Fontes:

Portal Terra

Diário de Notícias, Lisboa





Amizade, quadrinha, uso escolar

15 06 2009

amiguinhos 2

 

Aquele que no fracasso

nos estende a sua mão

e não nos nega um abraço,

é mais que um amigo,  é um irmão.

 

(José Augusto Fernandes)





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

14 06 2009

Brasileira lendo 1580

Outono no Rio de Janeiro: sol, casaco de malha, brisa com ar salgado de praia e uma revista,  Copacabana.





As formigas, poema de Olavo Bilac

14 06 2009

 

formiga trabalhando Formiguinha, ilustração: MW Editora & ilustrações.

 

 

AS FORMIGAS

Olavo Bilac

Cautelosas e prudentes,

O caminho atravessando,

As formigas diligentes

Vão andando, vão andando…

 

Marcham em filas cerradas;

Não se separam; espiam

De um lado e de outro, assustadas,

E das pedras se desviam.

 

Entre os calhaus vão abrindo

Caminho estreito e seguro,

Aqui, ladeiras subindo,

Acolá, galgando um muro.

 

Esta carrega a migalha;

Outra, com passo discreto,

Leva um pedaço de palha;

Outra, uma pata de inseto.

 

Carrega cada formiga

Aquilo que achou na estrada;

E nenhuma se fatiga,

Nenhuma para cansada.

 

Vede! enquanto negligentes

Estão as cigarras cantando,

Vão as formigas prudentes

 

Trabalhando e armazenando.

Também quando chega o frio,

E todo o fruto consome,

A formiga, que no estio

Trabalha, não sofre fome…

 

Recordai-vos todo o dia

Das lições da Natureza:

O trabalho e a economia

São as bases da riqueza.

 

Em: Poesias Infantis, Olavo Bilac, Livraria Francisco Alves: 1949, Rio de Janeiro, pp. 41-3

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Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (RJ 1865 — RJ 1918 ) Príncipe dos Poetas Brasileiros – Jornalista, cronista, poeta parnasiano, contista, conferencista, autor de livros didáticos.  Escreveu também tanto na época do império como nos primeiros anos da República, textos humorísticos, satíricos que em muito já representavam a visão irreverente, carioca, do mundo.  Sua colaboração foi assinada sob diversos pseudônimos, entre eles: Fantásio, Puck, Flamínio, Belial, Tartarin-Le Songeur, Otávio Vilar, etc., e muitas vezes sob seu próprio nome.  Membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.  Sem sombra de duvidas, o maior poeta parnasiano brasileiro.

Obras:

Poesias (1888 )

Crônicas e novelas (1894)

Crítica e fantasia (1904)

Conferências literárias (1906)

Dicionário de rimas (1913)

Tratado de versificação (1910)

Ironia e piedade, crônicas (1916)

Tarde (1919); poesia, org. de Alceu Amoroso Lima (1957), e obras didáticas





“Dorme que passa…” — dormir ajuda a resolver problemas

14 06 2009

soneca noturna, pateta

Pateta, ilustração Walt Disney.

 

Há algum tempo  uma amiga reclamava sobre seu companheiro dizendo que ele era completamente insensível, que só se preocupava com o bem estar dele mesmo.  Citava, como exemplo, uma ocasião recente em que ela, sem conseguir dormir, se remexeu tanto na cama que acabou acordando o marido.  Ainda sonolento ele perguntou o que acontecia.  Ouvindo a explicação, ele simplesmente ajeitou os lençóis e os travesseiros, virou-se para o outro lado e disse, antes de cair de novo em sono profundo:

Dorme que passa

Esta história era na opinião de minha amiga a verdadeira demonstração de insensibilidade.  No entanto, depois de ler um artigo da BBC mostrando que dormir ajuda a resolver problemas, talvez o rapaz em questão estivesse mais certo do que se imaginava.

 

Dormir pode ajudar uma pessoa e resolver problemas, dizem cientistas americanos.

Eles concluíram que uma boa soneca com sonhos estimula a criatividade.

A equipe da University of California San Diego fez experimentos para verificar se “incubar” o problema aumenta as chances de soluções inspiradas.

E descobriu que sim, especialmente quando as pessoas entram na fase conhecida como REM (sigla inglesa para Rapid Eye Movement ou movimento rápido do olho), estágio do sono em que ocorrem os sonhos mais vívidos.   O trabalho foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy Of Sciences.

Na manhã dos testes, um grupo de 77 voluntários recebeu uma série de problemas para resolver.

Eles foram orientandos a pensar sobre o problema até a tarde daquele dia, seja descansando sem dormir ou dormindo.

Os que dormiram tiveram seu sono monitorado pelos cientistas.

Comparados aos participantes que apenas descansaram ou que dormiram sem alcançar o estágio REM, os voluntários que dormiram e atingiram o estágio REM apresentaram maior probabilidade de sucesso na resolução do problema.

O estudo revelou que o grupo que atingiu a fase REM durante o sono melhorou sua habilidade de resolver problemas criativamente em cerca de 40%.

Os resultados indicam que não são apenas o sono ou a passagem do tempo que determinam o sucesso na resolução de problemas e, sim, a qualidade do sono.

Para os autores do estudo, apenas o sono onde o estágio REM é atingido tem o poder de melhorar a criatividade.

Eles acreditam que o sono REM permite que o cérebro forme novas conexões nervosas sem a interferência de outras conexões de pensamento que ocorrem quando estamos acordados ou dormindo sem sonhar.

“Nós propomos que o sono REM é importante para a fusão de novas informações com experiências passadas para criar uma rede mais rica de associações para uso futuro”, disseram os autores à revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

 Fonte: O Estadão