—
—
A abelha trabalha sempre,
Não pára, não é vadia;
Faz esse mel tão gostoso
Que toda gente aprecia.
—
—
A abelha trabalha sempre,
Não pára, não é vadia;
Faz esse mel tão gostoso
Que toda gente aprecia.
—-
—-
Henriqueta Lisboa
—–
Caminho de formiguinhas,
fiozinho de caminho.
Caminho de lá vai um,
atrás de uma lá vai outra.
Uma, duas argolinhas,
corrente de formiguinhas.
Corrente de formiguinhas,
centenas de pontos pretos,
cabecinhas de alfinete
rezando contas de terço.
Nas costas das formiguinhas
de cinturinhas fininhas
pesam grandes folhas mortas
que oscilam a cada passo.
Nas costas das formiguinhas
que lá vão subindo o morro
igual ao morro da igreja,
folhas mortas são andores
nesta procissão dos Passos.
Em: O mundo da criança: poemas e rimas, vol I, Rio de Janeiro, Delta: s/d.
—-
—-
Henriqueta Lisboa (MG 1901- MG 1985), poeta mineira. Escritora, ensaísta, tradutora professora de literatura, Com Enternecimento (1929), recebeu o Prêmio Olavo Bilac de Poesia da Academia Brasileira de Letras. Em 1984, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra.
Obras:
Fogo-fátuo (1925)
Enternecimento (1929)
Velário (1936)
Prisioneira da noite (1941)
O menino poeta (1943)
A face lívida (1945) — à memória de Mário de Andrade, falecido nesse ano
Flor da morte (1949)
Madrinha Lua (1952)
Azul profundo (1955);
Lírica (1958)
Montanha viva (1959)
Além da imagem (1963)
Nova Lírica ((1971)
Belo Horizonte bem querer (1972)
O alvo humano (1973)
Reverberações (1976)
Miradouro e outros poemas (1976)
Celebração dos elementos: água, ar, fogo, terra (1977)
Pousada do ser (1982)
Poesia Geral (1985), reunião de poemas selecionados pela autora do conjunto de toda a obra, publicada uma semana após o seu falecimento
[La Catrina é um personagem folclórico do México]
José Guadalupe Posada (México 1852-1913)
gravura aquarelada
—
—
—
—
Walter Nieble de Freitas
—
Por causa de um esqueleto
Corri a não poder mais:
Assustado entrei em casa
E contei tudo a meus pais
—
—
“O esqueleto, seu bobinho,
Nunca foi assombração:
É ele um conjunto de ossos
Dispostos em armação.
—
—
Sua função principal
É manter o corpo ereto;
Tem cabeça, tronco e membros
Todo esqueleto completo.
—
—
Preste, pois, muita atenção,
Guarde bem, jamais se esqueça:
Somente de crânio e face
Se constitui a cabeça.
—
—
O tronco tem só três partes,
Vou dizer-lhe quais são elas:
A coluna vertebral,
O esterno e as costelas.
—
—
Os membros são conhecidos:
Os de cima superiores;
E os que servem para andar,
São chamados inferiores”.
—
—
Até agora não compreendo
Como é que fui tolo assim:
Correr de um pobre esqueleto
Tendo outro esqueleto em mim!
—
—
Em Barquinhos de papel: poesias infantis, São Paulo, Editora Difusora Cultural:1961.
Walter Nieble de Freitas ( Itapetininga, SP) Poeta e educador, foi diretor do Grupo Escolar da cidade de São Paulo.
Obras:
Barquinhos de papel, poesia, 1963
Mil quadrinhas escolares, poesia, 1966
Desfile de modas na Bicholândia, 1988
Simplicidade, poesia, s/d
Chico Vagabundo e outras histórias, 1990
—
—
—
—
—
Dom Marcos Barbosa
—
—
— Como acabar meu tricô,
como assistir à novela,
se esses óculos benditos
me somem sem mais aquela?
—
—
Vovó, procurando os óculos,
vai do quarto para a sala
e de novo volta ao quarto,
sem ninguém para ajudá-la.
—
—
E até parece que os netos
estão a se divertir,
pois mesmo seu predileto
faz força para não rir.
—
—
Deve saber onde estão,
porque lhe diz o malvado:
– Já está ficando quente
seu chicotinho queimado!
—
—
E o diz quando está no quarto
ou à sala torna a voltar.
– Mas como pode uma coisa
em dois lugares estar?
—
—
Em sinal de desespero
leva então as mãos à testa:
ali estão os seus óculos
e tudo vira uma festa.
—
—
—
—
Dom Marcos Barbosa [nome civil: Lauro de Araújo Barbosa] (MG 1915 – RJ, 1997) Sacerdote, monge beneditino,poeta e tradutor. Membro da Academia Brasileira de Letras.
Obras:
Teatro, 1947
Livro do peregrino, XXXVI Congresso Eucarístico Internacional, 1955
A noite será como o dia: autos de Natal, 1959
O livro da família cristã, 1960,
Poemas do Reino de Deus, 1961
Mãe nossa, que estais no céu, s.d.
Para a noite de Natal: poemas, autos e diálogos, 1963
Para preparar e celebrar a Páscoa: autos, diálogos e fogo cênico, 1964
Eis que vem o Senhor, 1967
O livro de Tobias, 1968
Oratório e vitral de São Cristóvão, 1969
Manifestações de autonomia literária: A Escola Mineira e outros movimentos. In: História da Cultura Brasileira, 2 vols., 1973-76
Um menino nos foi dado, org. de Lúcia Benedetti. In: Teatro infantil, 1974
A arte sacra, 1976
Nossos amigos, os Santos, 1985
Congonhas, Bíblia de cedro e de pedra, e co-autoria com Hugo Leal, 1987
Um encontro com Deus: Teologia para leigos, 1991
As vinte e seis andorinhas, 1991
Poemas para crianças e alguns adultos, 1994
Desenho infantil.—
—
—
Helena Pinto Vieira
—
—
Dom Ratinho, elegante morador lá da cidade,
come queijo, come pão, da mais alta qualidade;
Dom Ratão, o pobrezinho que mora lá no jardim,
vai comendo o que pode, sem se queixar, mesmo assim.
—
—
Dom Ratinho, boa casa sempre teve pra morar;
calça luvas, põe cartola e a bengala faz girar;
amigo das rãs e sapos, Dom Ratão, pobre coitado,
vive sempre escondido, é roceiro envergonhado.
—
—
Em: O mundo da criança: poemas e rimas, vol. I, Rio de Janeiro, Delta: 1975, p. 68
—
—
Antônio Correia de Oliveira
—
Olhai aquela abelha industriosa:
Como ela é bela! e viva! e diligente!
Parece a luz duma candeia ardente
Com asas, a esvoaçar, alegre e ansiosa.
—-
—
Como ela é bela! A vida, como a sente?
Que sentidos a trazem, cuidadosa,
Mal nasce o sol, lidando, rosa em rosa,
Em dourado zumbido tão contente?
—
—
Que sente? E como sente? Quem, ao certo,
Pudesse ler, como num livro aberto,
Mistérios de que a vida se rodeia…
—-
—-
Naquela abelha, encanta-me pensar
Que ela sabe que vive a trabalhar
Para o sustento e o amor de uma colméia.
—
—
Em: Antologia Poética para a infância e a juventude, Henriqueta Lisboa, MEC, Rio de Janeiro: 1961
—
—
—-
Antônio Correia de Oliveira ( Portugal, 1878 —1960) poeta. Estudou no seminário de Viseu, indo depois para Lisboa onde trabalhou como jornalista no Diário Ilustrado. Ladainha (1897)
Obras:
Eiradas (1899)
Cantigas (1902)
Raiz (1903)
Ara (1904)
Tentações de S. Frei Gil (1907)
Elogio dos Sentidos (1908)
Alma Religiosa (1910)
Dizeres do Povo (1911)
Romarias (1912)
A Criação. Vida e História da Árvore (1913)
A Minha Terra (1915-1917)
Na Hora Incerta (Viriato Lusitano) (1920)
Verbo Ser e Verbo Amar (1926)
Mare Nostrum (1939)
História Pequenina de Portugal Gigante (1940)
Aljubarrota ao Luar (1944)
Saudade Nossa (1944)
Redondilhas (1948)
Azinheira em Flor (1954)
—
—
Princesa Isabel, teu nome,
Hoje coberto de glória,
Relembra o gesto mais lindo
Dos anais da nossa história.
—
—
—
Menotti Del Picchia
—
—
Amanhã eu vou pescar.
—
—
Há um peixe fatalizado
que a Ritinha vai guisar
na panela de alumínio
que brilha mais que o luar.
Hoje ele está no seu líquido
e opaco mundo lunar.
Pequena seta de prata
furando a carne do mar.
—
—
Qual será? O bagre flácido
de cabeça triangular?
O lambari que faísca
como uma mola a vibrar?
O feio e molengo polvo
monstruoso, tentacular?
O peixe-espada de níquel,
a viva espada do mar?
—
—
Hoje estão vivos e lépidos
os lindos peixes do mar.
Amanhã…
Nem pensem nisso!
—
—
Amanhã… eu vou pescar!
—
–
–
Paulo Menotti Del Picchia (São Paulo, 1892 — 1988) foi um poeta, escritor e pintor modernista brasileiro. Foi deputado estadual em São Paulo. Foi também advogado, tabelião, industrial, político entre outras funções assumidas durante sua vida.
Com Oswald de Andrade, Mário de Andrade e outros jovens artistas e escritores paulistas, participou da Semana de Arte Moderna de Fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo. Em 1943, foi eleito para a cadeira 28 da Academia Brasileira de Letras, tendo sido suas principais obras Juca Mulato (1917) e Salomé (1940). Um livro seu de elevada popularidade é Máscaras (1920), pela sua nota lírica.
Obras:
A “Semana” Revolucionária Crítica, teoria e história literárias, 1992
A Angústia de D. João, Poesia 1922
A Crise Brasileira: Soluções Nacionais Crítica, teoria e história literárias 1935
A Crise da Democracia Crítica, teoria e história literárias 1931
A Filha do Inca, Romance e Novela 1949
A Longa Viagem Crítica, teoria e história literárias 1970
A Mulher que Pecou Romance e Novela 1922
A Mulher que Pecou Romance e Novela 1923
A Outra Perna do Saci Romance e Novela 1926
A República 3000, 1930
A Revolução Paulista Crítica, teoria e história literárias 1932
A Revolução Paulista Através de um Testemunho do Gabinete do Governador Crítica, teoria e história literárias 1932
A Tormenta, Romance e Novela 1932
A Tragédia de Zilda, Romance e Novela 1927
Angústia de João, Poesia 1925
As Máscaras, Poesia 1920
Chuva de Pedra, Poesia 1925
Curupira e o Carão, Conto 1927
Dente de Ouro, Romance e Novela 1922
Dente de Ouro, Romance e Novela 1925
Flama e Argila, Romance e Novela 1919
Homenagem aos 90 anos, Outros 1982
Jesus: Tragédia Sacra Teatro 1933
Juca Mulato Poesia 1917
Juca Mulato Poesia 1924
Kalum, o Mistério do Sertão Romance e Novela 1936
Kummunká Romance e Novela 1938
Laís Romance e Novela 1921
Máscaras Poesia 1924
Moisés Poesia 1924
Moisés: Poema Bíblico Poesia 1917
Nacionalismo e “Semana de Arte Moderna” Discursos e sermões (textos doutrinários e moralizantes) 1962
Nariz de Cleópatra Crônicas e textos humorísticos 1923
No país das formigas Literatura Infanto-juvenil
Novas Aventuras de Pé-de-Moleque e João Peralta Romance e Novela
O Amor de Dulcinéia Romance e Novela 1931
O Árbrito Romance e Novela 1959
O Crime daquela Noite Romance e Novela 1924
O Curupira e o Carão Crítica, teoria e história literárias
O Dente de Ouro Romance e Novela 1924
O Despertar de São Paulo Crítica, teoria e história literárias 1933
O Deus Sem Rosto Poesia 1968
O Gedeão do Modernismo Crítica, teoria e história literárias 1983
O Governo de Júlio Prestes e o Ensino Primário Crítica, teoria e história literárias
O Homem e a Morte Romance e Novela 1922
O Homem e a Morte Romance e Novela 1924
O Momento Literário Brasileiro Crítica, teoria e história literárias
O Nariz de Cleópatra Romance e Novela 1922
O Nariz de Cleópatra Conto 1924
O Nariz de Cleópatra Conto 1924
O Pão de Moloch Miscelânea 1921
Pelo Amor do Brasil, Discursos Parlamentares Crítica, teoria e história literárias
Pelo Divórcio, s/d
Poemas Poesia 1946
Poemas do Vício e da Virtude Poesia 1913
Poemas Sacros: Moisés e Jesus Poesia 1958
Poesias Poesia 1933
Poesias (1907-1946) Poesia 1958
Por Amor do Brasil Discursos e sermões (textos doutrinários e moralizantes) 1927
Recepção do Dr. Menotti Del Picchia na Academia Brasileira de Letras Discursos e sermões (textos doutrinários e moralizantes) 1944
República dos Estados Unidos do Brasil Poesia 1928
Revolução Paulista, 1932
Salomé Romance e Novela 1940
Seleta em Prosa e Verso Poesia 1974
Sob o Signo de Polumnia Crítica, teoria e história literárias 1959
Soluções Nacionais, 1935
Suprema Conquista Teatro 1921
Tesouro de Cavendish: Romance Histórico Brasileiro Crítica, teoria e história literárias 1928
Toda Nua Romance e Novela
Viagens de João Peralta e Pé-de- Moleque Literatura Infanto-juvenil
—
—
Não me esqueço um só instante
Do que a mamãe sempre diz:
A que criança que estuda
Vive contente e feliz.
Mãe e filho, s/d
Arsen Kurbanov (Makhachkala, Daghestan, Rússia, 1969)
óleo sobre tela
50cm x 42 cm
—
—
—
—
Luísa Ducla Soares
—
A mãe
é uma árvore
e eu uma flor.
A mãe
tem olhos altos como estrelas.
Os seus cabelos brilham
como o sol.
A mãe
faz coisas mágicas:
transforma farinha e ovos
em bolos,
linhas em camisolas,
trabalho em dinheiro.
A mãe
tem mais força que o vento:
carrega sacos e sacos
do supermercado
e ainda me carrega a mim.
A mãe
quando canta
tem um pássaro na garganta.
A mãe
conhece o bem e o mal.
Diz que é bem partir pinhões
e partir copos é mal.
Eu acho tudo igual.
A mãe
sabe para onde vão
todos os autocarros,
descobre as histórias que contam
as letras dos livros.
A mãe
tem na barriga um ninho.
É lá que guarda
o meu irmãozinho.
A mãe
podia ser só minha.
Mas tenho de a emprestar
a tanta gente…
A mãe
à noite descasca batatas.
Eu desenho caras nelas
e a cara mais linda
é da minha mãe.
Em: Poemas da Mentira e da Verdade, Lisboa, Livros Horizonte, 1983; 2005
—
—
Luísa Ducla Soares (Lisboa, 1939) escritora, tradutora, consultora literária e jornalista. Mais recentemente sua produção é dedicada ao público infanto-juvenil. Formada em Filologia Germânica.
Obras:
Contrato (Poesia), 1970
A História da Papoila, prosa (Infanto-juvenil), 1972 ; 1977
Maria Papoila, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1977
O Dr. Lauro e o Dinossauro, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1988
Urso e a Formiga, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 2002
O Soldado João, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 2002
O Ratinho Marinheiro (Poesia para a infância), 1973 ; 2001
O Gato e o Rato, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1977
Oito Histórias Infantis, prosa (Infanto-juvenil), 1975
O Meio Galo e Outras Histórias, prosa (Infanto-juvenil), 1976 ; 2001
AEIOU, História das Cinco Vogais, (prosa) (Infanto-juvenil), 1980 ; 1999
O Rapaz Magro, a Rapariga Gorda, prosa (Infanto-juvenil), 1980 ; 1984
Histórias de Bichos, prosa (Infanto-juvenil), 1981
O Menino e a Nuvem, prosa (Infanto-juvenil), 1981
Três Histórias do Futuro, prosa (Infanto-juvenil), 1982
O Dragão, prosa (Infanto-juvenil), 1982 ; 2002
O Rapaz do Nariz Comprido, prosa (Infanto-juvenil), 1982 ; 1984
O Sultão Solimão e o Criado Maldonado (Poesia para a infância), 1982
Poemas da Mentira… e da Verdade (Poesia para a infância), 1983 ; 1999
O Homem das Barbas, prosa (Infanto-juvenil), 1984
O Senhor Forte, prosa (Infanto-juvenil), 1984
A Princesa da Chuva, prosa (Infanto-juvenil), 1984
O Homem alto, a Mulher baixinha, prosa (Infanto-juvenil), 1984
De Que São Feitos os Sonhos: A Antologia Diferente, prosa (Infanto-juvenil), 1985 ; 1994
O Senhor Pouca Sorte, prosa (Infanto-juvenil), 1985
A Menina Boa, prosa (Infanto-juvenil), 1985
A Menina Branca, o Rapaz Preto, prosa (Infanto-juvenil), 1985
6 Histórias de Encantar, prosa (Infanto-juvenil), 1985 ; 2003
A Vassoura Mágica, prosa (Infanto-juvenil), 1986 ; 2001
O Fantasma, prosa (Infanto-juvenil), 1987
A Menina Verde, prosa (Infanto-juvenil), 1987
Versos de Animais (Antologia de Literatura Tradicional), 1988
Destrava Línguas (Antologia de Literatura Tradicional), 1988 ; 1997
Crime no Expresso do Tempo, prosa (Infanto-juvenil), 1988 ; 1999
Lenga-Lengas (Antologia de Literatura Tradicional), 1988 ; 1997
O Disco Voador, prosa (Infanto-juvenil), 1989 ; 1990
Adivinha, Adivinha: 150 adivinhas populares (Antologia de Literatura Tradicional), 1991 ; 2001
É Preciso Crescer, ( infanto- juvenil (1992
A Nau Catrineta, prosa (Infanto-juvenil), 1992
À Roda dos Livros: Literatura Infantil e Juvenil (Divulgação), 1993
Diário de Sofia & Cia aos Quinze Anos(Infanto-juvenil), 1994 ; 2001
Os Ovos Misteriosos, prosa (Infanto-juvenil), 1994 ; 2002
O Rapaz e o Robô, prosa (Infanto-juvenil), 1995 ; 2002
S. O. S.: Animais em Perigo!…, prosa (Infanto-juvenil), 1996
O Casamento da Gata, poesia (Infanto-juvenil), 1997 ; 2001
Vamos descobrir as bibliotecas (Divulgação), 1998
Vou Ali e Já Volto, prosa (Infanto-juvenil), 1999
Arca de Noé, poesia (Infanto-juvenil), 1999
A Gata Tareca e Outros Poemas Levados da Breca (Poesia para a infância), 1999 ; 2000
ABC, poesia (Infanto-juvenil), 1999 ; 2001
25 (Poesia para a infância), 1999
Seis Contos de Eça de Queirós (Contos), 2000 ; 2002
Com Eça de Queirós nos Olivais no ano 2000 (Divulgação), 2000
Com Eça de Queirós à roda do Chiado (Divulgação), 2000
Mãe, Querida Mãe! Como é a Tua?, prosa (Infanto-juvenil), 2000 ; 2003
Lisboa de José Rodrigues Miguéis (Divulgação), 2001
Roteiro de José Rodrigues Miguéis: do Castelo ao Camões (Divulgação), 2001
A flauta, prosa (Infanto-juvenil), 2001
Uns óculos para a Rita, prosa (Infanto-juvenil), 2001
Todos no Sofá, poesia (Infanto-juvenil), 2001
1, 2, 3, poesia (Infanto-juvenil), 2001 ; 2003
Alhos e Bugalhos (Divulgação), 2001
Meu bichinho, meu amor, prosa (Infanto-juvenil), 2002
Cores, prosa (Infanto-juvenil), 2002
Gente Gira, prosa (Infanto-juvenil), 2002
Tudo ao Contrário!, prosa (Infanto-juvenil), 2002
Viagens de Gulliver, adaptação livre (Teatro para a infância), 2002
O Rapaz que vivia na Televisão, prosa (Infanto-juvenil), 2002
Contrários, poesia (Infanto-juvenil), 2003
Quem está aí?, prosa (Infanto-juvenil), 2003
A Cavalo no Tempo, poesia (Infanto-juvenil), 2003
Pai, Querido Pai! Como é o Teu?, prosa (Infanto-juvenil), 2003
A Carochinha e o João Ratão, poesia (Infanto-juvenil), 2003
Se os Bichos se vestissem como Gente, prosa (Infanto-juvenil), 2004
A festa de anos, prosa (Infanto-juvenil), 2004
Contos para rir, prosa (Infanto-juvenil), 2004
Abecedário maluco, poesia (Infanto-juvenil), 2004
Histórias de dedos, prosa (Infanto-juvenil), 2005
A Cidade dos Cães e outras histórias, prosa ( Infanto- juvenil ), 2005
Há sempre uma estrela no Natal, contos ( Infanto-juvenil ) Civilização,2006
Doutor Lauro e o dinossauro, prosa (Infanto-Juvenil), 2.ª ed, Livros Horizonte, 2007
Mais lengalengas (recolhas ),Livros Horizonte,2007
Desejos de Natal (Infanto-juvenil ), Civilização,2007
A fada palavrinha e o gigante das bibliotecas