Quadrinha infantil sobre a abelha

21 06 2010

A abelha trabalha sempre,

Não pára, não é vadia;

Faz esse mel tão gostoso

Que toda gente aprecia.





Corrente de formiguinhas, poesia infantil de Henriqueta Lisboa

15 06 2010

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Corrente de formiguinhas
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                                                                      Henriqueta Lisboa

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Caminho de formiguinhas,

fiozinho de caminho.

Caminho de lá vai um,

atrás de uma lá vai outra.

Uma, duas argolinhas,

corrente de formiguinhas.

 

Corrente de formiguinhas,

centenas de pontos pretos,

cabecinhas de alfinete

rezando contas de terço.

 

Nas costas das formiguinhas

de cinturinhas fininhas

pesam grandes folhas mortas

que oscilam a cada passo.

Nas costas das formiguinhas

que lá vão subindo o morro

igual ao morro da igreja,

folhas mortas são andores

nesta procissão dos Passos.

 

 

Em: O mundo da criança: poemas e rimas, vol I, Rio de Janeiro, Delta: s/d.

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Henriqueta Lisboa (MG 1901- MG 1985), poeta mineira.  Escritora, ensaísta,  tradutora professora de literatura,  Com Enternecimento (1929), recebeu o Prêmio Olavo Bilac de Poesia da Academia Brasileira de Letras.  Em 1984, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra.

 Obras:

Fogo-fátuo (1925)

Enternecimento (1929)

Velário (1936)

Prisioneira da noite (1941)

O menino poeta (1943)

A face lívida (1945) — à memória de Mário de Andrade, falecido nesse ano

Flor da morte (1949)

Madrinha Lua (1952)

Azul profundo (1955);

Lírica (1958)

Montanha viva (1959)

Além da imagem (1963)

Nova Lírica ((1971)

Belo Horizonte bem querer (1972)

O alvo humano (1973)

Reverberações (1976)

Miradouro e outros poemas (1976)

Celebração dos elementos: água, ar, fogo, terra (1977)

Pousada do ser (1982)

Poesia Geral (1985), reunião de poemas selecionados pela autora do conjunto de toda a obra, publicada uma semana após o seu falecimento

 

 





O esqueleto, poesia infantil de Walter Nieble de Freitas

3 06 2010

La Catrina, s/d

[La Catrina é um personagem folclórico do México]

 José Guadalupe Posada (México 1852-1913)

gravura aquarelada

O esqueleto

                                                      Walter Nieble de Freitas

Por causa de um esqueleto

Corri a não poder mais:

Assustado entrei em casa

E contei tudo a meus pais

“O esqueleto, seu bobinho,

Nunca foi assombração:

É ele um conjunto de ossos

Dispostos em armação.

Sua função principal

É manter o corpo ereto;

Tem cabeça, tronco e membros

Todo esqueleto completo.

Preste, pois, muita atenção,

Guarde bem, jamais se esqueça:

Somente de crânio e face

Se constitui a cabeça.

O tronco tem só três partes,

Vou dizer-lhe quais são elas:

A coluna vertebral,

O esterno e as costelas.

Os membros são conhecidos:

Os de cima superiores;

E os que servem para andar,

São chamados inferiores”.

Até agora não compreendo

Como é que fui tolo assim:

Correr de um pobre esqueleto

Tendo outro esqueleto em mim!

 Em Barquinhos de papel: poesias infantis, São Paulo, Editora Difusora Cultural:1961.

 

 

 

Walter Nieble de Freitas ( Itapetininga, SP)  Poeta e educador, foi diretor do Grupo Escolar da cidade de São Paulo.

Obras:

Barquinhos de papel, poesia, 1963

Mil quadrinhas escolares, poesia, 1966

Desfile de modas na Bicholândia, 1988

Simplicidade, poesia, s/d

Chico Vagabundo e outras histórias, 1990

O esqueleto humano





Os óculos da vovó, poema infantil de Dom Marcos Barbosa

28 05 2010

Os óculos da vovó

 

Dom Marcos Barbosa

— Como acabar meu tricô,

como assistir à novela,

se esses óculos benditos

me somem sem mais aquela?

 —

Vovó, procurando os óculos,

vai do quarto para a sala

e de novo volta ao quarto,

sem ninguém para ajudá-la.

 —

E até parece que os netos

estão a se divertir,

pois mesmo seu predileto

faz força para não rir.

— 

Deve saber onde estão,

porque lhe diz o malvado:

– Já está ficando quente

seu chicotinho queimado!

 —

E o diz quando está no quarto

ou à sala torna a voltar.

– Mas como pode uma coisa

em dois lugares estar?

 —

Em sinal de desespero

leva então as mãos à testa:

ali estão os seus óculos

e tudo vira uma festa.

Dom Marcos Barbosa [nome civil:  Lauro de Araújo Barbosa]  (MG 1915 – RJ, 1997) Sacerdote, monge beneditino,poeta e tradutor.  Membro da Academia Brasileira de Letras.

 Obras:

Teatro, 1947

Livro do peregrino, XXXVI Congresso Eucarístico Internacional, 1955

A noite será como o dia: autos de Natal, 1959

O livro da família cristã, 1960,

Poemas do Reino de Deus, 1961

Mãe nossa, que estais no céu, s.d.

Para a noite de Natal: poemas, autos e diálogos, 1963

Para preparar e celebrar a Páscoa: autos, diálogos e fogo cênico, 1964

Eis que vem o Senhor, 1967

O livro de Tobias, 1968

Oratório e vitral de São Cristóvão, 1969

Manifestações de autonomia literária: A Escola Mineira e outros movimentos. In: História da Cultura Brasileira, 2 vols., 1973-76

Um menino nos foi dado, org. de Lúcia Benedetti. In: Teatro infantil, 1974

A arte sacra, 1976

Nossos amigos, os Santos, 1985

Congonhas, Bíblia de cedro e de pedra, e co-autoria com Hugo Leal, 1987

Um encontro com Deus: Teologia para leigos, 1991

As vinte e seis andorinhas, 1991

Poemas para crianças e alguns adultos, 1994





Dom Ratinho e Dom Ratão, poesia infantil de Helena Pinto Vieira

20 05 2010
Desenho infantil.

Dom Ratinho e Dom Ratão

Helena Pinto Vieira

Dom Ratinho, elegante morador lá da cidade,

come queijo, come pão, da mais alta qualidade;

Dom Ratão, o pobrezinho que mora lá no jardim,

vai comendo o que pode, sem se queixar, mesmo assim.

Dom Ratinho, boa casa sempre teve pra morar;

calça luvas, põe cartola e a bengala faz girar;

amigo das rãs e sapos, Dom Ratão, pobre coitado,

vive sempre escondido, é roceiro envergonhado.

Em: O mundo da criança: poemas e rimas, vol. I, Rio de Janeiro, Delta: 1975, p. 68





Amar os outros, soneto de Antônio Correia de Oliveira

14 05 2010

 

Amar os outros

 

                                         Antônio Correia de Oliveira

 —

Olhai aquela abelha industriosa:

Como ela é bela!  e viva!  e diligente!

Parece a luz duma candeia ardente

Com asas, a esvoaçar, alegre e ansiosa.

 —-

Como ela é bela!  A vida, como a sente?

Que sentidos a trazem, cuidadosa,

Mal nasce o sol,  lidando, rosa em rosa,

Em dourado zumbido tão contente?

 —

Que sente?  E como sente?  Quem, ao certo,

Pudesse ler, como num livro aberto,

Mistérios de que a vida se rodeia…

 —-

—-

Naquela abelha, encanta-me pensar

Que ela sabe que vive a trabalhar

Para o sustento e o amor de uma colméia.

Em: Antologia Poética para a infância e a juventude, Henriqueta Lisboa,  MEC, Rio de Janeiro: 1961

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Antônio Correia de Oliveira ( Portugal, 1878 —1960) poeta. Estudou no seminário de Viseu, indo depois para Lisboa onde trabalhou como jornalista no Diário Ilustrado. Ladainha (1897)

Obras:

Eiradas (1899)

Cantigas (1902)

Raiz (1903)

Ara (1904)

Tentações de S. Frei Gil (1907)

Elogio dos Sentidos (1908)

Alma Religiosa (1910)

Dizeres do Povo (1911)

Romarias (1912)

A Criação. Vida e História da Árvore (1913)

A Minha Terra (1915-1917)

Na Hora Incerta (Viriato Lusitano) (1920)

Verbo Ser e Verbo Amar (1926)

Mare Nostrum (1939)

História Pequenina de Portugal Gigante (1940)

Aljubarrota ao Luar (1944)

Saudade Nossa (1944)

Redondilhas (1948)

Azinheira em Flor (1954)





Quadrinha infantil para o dia 13 de maio!

12 05 2010

 

Princesa Isabel, 1920, em Paris.

Princesa Isabel, teu nome,

Hoje coberto de glória,

Relembra o gesto mais lindo

Dos anais da nossa história.





Destino, poesia infantil de Menotti del Picchia

8 05 2010

Destino

                                                                                         Menotti Del Picchia

Amanhã eu vou pescar.

Há um peixe fatalizado

que a Ritinha vai guisar

na panela de alumínio

que brilha mais que o luar.

Hoje ele está no seu líquido

e opaco mundo lunar.

Pequena seta de prata

furando a carne do mar.

Qual será?  O bagre flácido

de cabeça triangular?

O lambari que faísca

como uma mola a vibrar?

O feio e molengo polvo

monstruoso, tentacular?

O peixe-espada de níquel,

a viva espada do mar?

Hoje estão vivos e lépidos

os lindos peixes do mar.

Amanhã…

Nem pensem nisso!

Amanhã… eu vou pescar!

 

Paulo Menotti Del Picchia (São Paulo, 1892 — 1988) foi um poeta, escritor e pintor modernista brasileiro. Foi deputado estadual em São Paulo.   Foi também advogado, tabelião, industrial, político entre outras funções assumidas durante sua vida.

Com Oswald de Andrade, Mário de Andrade e outros jovens artistas e escritores paulistas, participou da Semana de Arte Moderna de Fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo. Em 1943, foi eleito para a cadeira 28 da Academia Brasileira de Letras, tendo sido suas principais obras Juca Mulato (1917) e Salomé (1940). Um livro seu de elevada popularidade é Máscaras (1920), pela sua nota lírica.

Obras:

A “Semana” Revolucionária Crítica, teoria e história literárias, 1992  

A Angústia de D. João, Poesia 1922  

A Crise Brasileira: Soluções Nacionais Crítica, teoria e história literárias 1935  

A Crise da Democracia Crítica, teoria e história literárias 1931  

A Filha do Inca, Romance e Novela 1949  

A Longa Viagem Crítica, teoria e história literárias 1970  

A Mulher que Pecou Romance e Novela 1922  

A Mulher que Pecou Romance e Novela 1923  

A Outra Perna do Saci Romance e Novela 1926  

A República 3000, 1930  

A Revolução Paulista Crítica, teoria e história literárias 1932  

A Revolução Paulista Através de um Testemunho do Gabinete do Governador Crítica, teoria e história literárias 1932  

A Tormenta, Romance e Novela 1932  

A Tragédia de Zilda, Romance e Novela 1927  

Angústia de João, Poesia 1925  

As Máscaras, Poesia 1920  

Chuva de Pedra, Poesia 1925  

Curupira e o Carão, Conto 1927  

Dente de Ouro, Romance e Novela 1922  

Dente de Ouro, Romance e Novela 1925  

Flama e Argila, Romance e Novela 1919  

Homenagem aos 90 anos, Outros 1982  

Jesus: Tragédia Sacra Teatro 1933  

Juca Mulato Poesia 1917  

Juca Mulato Poesia 1924  

Kalum, o Mistério do Sertão Romance e Novela 1936  

Kummunká Romance e Novela 1938  

Laís Romance e Novela 1921  

Máscaras Poesia 1924  

Moisés Poesia 1924  

Moisés: Poema Bíblico Poesia 1917  

Nacionalismo e “Semana de Arte Moderna” Discursos e sermões (textos doutrinários e moralizantes) 1962  

Nariz de Cleópatra Crônicas e textos humorísticos 1923  

No país das formigas Literatura Infanto-juvenil   

Novas Aventuras de Pé-de-Moleque e João Peralta Romance e Novela   

O Amor de Dulcinéia Romance e Novela 1931  

O Árbrito Romance e Novela 1959  

O Crime daquela Noite Romance e Novela 1924  

O Curupira e o Carão Crítica, teoria e história literárias   

O Dente de Ouro Romance e Novela 1924  

O Despertar de São Paulo Crítica, teoria e história literárias 1933  

O Deus Sem Rosto Poesia 1968  

O Gedeão do Modernismo Crítica, teoria e história literárias 1983  

O Governo de Júlio Prestes e o Ensino Primário Crítica, teoria e história literárias   

O Homem e a Morte Romance e Novela 1922  

O Homem e a Morte Romance e Novela 1924  

O Momento Literário Brasileiro Crítica, teoria e história literárias   

O Nariz de Cleópatra Romance e Novela 1922  

O Nariz de Cleópatra Conto 1924  

O Nariz de Cleópatra Conto 1924  

O Pão de Moloch Miscelânea 1921  

Pelo Amor do Brasil, Discursos Parlamentares Crítica, teoria e história literárias   

Pelo Divórcio, s/d   

Poemas Poesia 1946  

Poemas do Vício e da Virtude Poesia 1913  

Poemas Sacros: Moisés e Jesus Poesia 1958  

Poesias Poesia 1933  

Poesias (1907-1946) Poesia 1958  

Por Amor do Brasil Discursos e sermões (textos doutrinários e moralizantes) 1927  

Recepção do Dr. Menotti Del Picchia na Academia Brasileira de Letras Discursos e sermões (textos doutrinários e moralizantes) 1944  

República dos Estados Unidos do Brasil Poesia 1928  

Revolução Paulista, 1932  

Salomé Romance e Novela 1940  

Seleta em Prosa e Verso Poesia 1974  

Sob o Signo de Polumnia Crítica, teoria e história literárias 1959  

Soluções Nacionais,  1935  

Suprema Conquista Teatro 1921  

Tesouro de Cavendish: Romance Histórico Brasileiro Crítica, teoria e história literárias 1928  

Toda Nua Romance e Novela   

Viagens de João Peralta e Pé-de- Moleque Literatura Infanto-juvenil





Quadrinha infantil da criança feliz

8 05 2010

Não me esqueço um só instante

Do que a mamãe sempre diz:

A que criança que estuda

Vive contente e feliz.





A mãe, poesia para crianças de Luísa Ducla Soares

5 05 2010

 

Mãe e filho, s/d

Arsen Kurbanov  (Makhachkala, Daghestan, Rússia, 1969)

óleo sobre tela

50cm x 42 cm

  —

 

A Mãe

                                                                             Luísa Ducla Soares

A mãe 

é uma árvore 

e eu uma flor. 

A mãe 

tem olhos altos como estrelas. 

Os seus cabelos brilham 

como o sol. 

A mãe 

faz coisas mágicas: 

transforma farinha e ovos 

em bolos, 

linhas em camisolas, 

trabalho em dinheiro. 

A mãe 

tem mais força que o vento: 

carrega sacos e sacos 

do supermercado 

e ainda me carrega a mim. 

A mãe 

quando canta 

tem um pássaro na garganta. 

A mãe 

conhece o bem e o mal. 

Diz que é bem partir pinhões 

e partir copos é mal. 

Eu acho tudo igual. 

A mãe 

sabe para onde vão 

todos os autocarros, 

descobre as histórias que contam 

as letras dos livros. 

A mãe 

tem na barriga um ninho. 

É lá que guarda 

o meu irmãozinho. 

A mãe 

podia ser só minha. 

Mas tenho de a emprestar 

a tanta gente… 

A mãe 

à noite descasca batatas. 

Eu desenho caras nelas 

e a cara mais linda 

é da minha mãe.

Em: Poemas da Mentira e da Verdade, Lisboa, Livros Horizonte, 1983; 2005

 

 

Luísa Ducla Soares (Lisboa, 1939) escritora, tradutora, consultora literária e jornalista.  Mais recentemente sua produção  é dedicada ao público infanto-juvenil.  Formada em Filologia Germânica.

Obras:

Contrato (Poesia), 1970

A História da Papoila, prosa (Infanto-juvenil), 1972 ; 1977

Maria Papoila, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1977

O Dr. Lauro e o Dinossauro, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1988

Urso e a Formiga, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 2002

O Soldado João, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 2002

O Ratinho Marinheiro (Poesia para a infância), 1973 ; 2001

O Gato e o Rato, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1977

Oito Histórias Infantis, prosa (Infanto-juvenil), 1975

O Meio Galo e Outras Histórias, prosa (Infanto-juvenil), 1976 ; 2001

AEIOU, História das Cinco Vogais, (prosa) (Infanto-juvenil), 1980 ; 1999

O Rapaz Magro, a Rapariga Gorda, prosa (Infanto-juvenil), 1980 ; 1984

Histórias de Bichos, prosa (Infanto-juvenil), 1981

O Menino e a Nuvem, prosa (Infanto-juvenil), 1981

Três Histórias do Futuro, prosa (Infanto-juvenil), 1982

O Dragão, prosa (Infanto-juvenil), 1982 ; 2002

O Rapaz do Nariz Comprido, prosa (Infanto-juvenil), 1982 ; 1984

O Sultão Solimão e o Criado Maldonado (Poesia para a infância), 1982

Poemas da Mentira… e da Verdade (Poesia para a infância), 1983 ; 1999

O Homem das Barbas, prosa (Infanto-juvenil), 1984

O Senhor Forte, prosa (Infanto-juvenil), 1984

A Princesa da Chuva, prosa (Infanto-juvenil), 1984

O Homem alto, a Mulher baixinha, prosa (Infanto-juvenil), 1984

De Que São Feitos os Sonhos: A Antologia Diferente, prosa (Infanto-juvenil), 1985 ; 1994

O Senhor Pouca Sorte, prosa (Infanto-juvenil), 1985

A Menina Boa, prosa (Infanto-juvenil), 1985

A Menina Branca, o Rapaz Preto, prosa (Infanto-juvenil), 1985

6 Histórias de Encantar, prosa (Infanto-juvenil), 1985 ; 2003

A Vassoura Mágica, prosa (Infanto-juvenil), 1986 ; 2001

O Fantasma, prosa (Infanto-juvenil), 1987

A Menina Verde, prosa (Infanto-juvenil), 1987

Versos de Animais (Antologia de Literatura Tradicional), 1988

Destrava Línguas (Antologia de Literatura Tradicional), 1988 ; 1997

Crime no Expresso do Tempo, prosa (Infanto-juvenil), 1988 ; 1999

Lenga-Lengas (Antologia de Literatura Tradicional), 1988 ; 1997

O Disco Voador, prosa (Infanto-juvenil), 1989 ; 1990

Adivinha, Adivinha: 150 adivinhas populares (Antologia de Literatura Tradicional), 1991 ; 2001

É Preciso Crescer, ( infanto- juvenil (1992

A Nau Catrineta, prosa (Infanto-juvenil), 1992

À Roda dos Livros: Literatura Infantil e Juvenil (Divulgação), 1993

Diário de Sofia & Cia aos Quinze Anos(Infanto-juvenil), 1994 ; 2001

Os Ovos Misteriosos, prosa (Infanto-juvenil), 1994 ; 2002

O Rapaz e o Robô, prosa (Infanto-juvenil), 1995 ; 2002

S. O. S.: Animais em Perigo!…, prosa (Infanto-juvenil), 1996

O Casamento da Gata, poesia (Infanto-juvenil), 1997 ; 2001

Vamos descobrir as bibliotecas (Divulgação), 1998

Vou Ali e Já Volto, prosa (Infanto-juvenil), 1999

Arca de Noé, poesia (Infanto-juvenil), 1999

A Gata Tareca e Outros Poemas Levados da Breca (Poesia para a infância), 1999 ; 2000

ABC, poesia (Infanto-juvenil), 1999 ; 2001

25 (Poesia para a infância), 1999

Seis Contos de Eça de Queirós (Contos), 2000 ; 2002

Com Eça de Queirós nos Olivais no ano 2000 (Divulgação), 2000

Com Eça de Queirós à roda do Chiado (Divulgação), 2000

Mãe, Querida Mãe! Como é a Tua?, prosa (Infanto-juvenil), 2000 ; 2003

Lisboa de José Rodrigues Miguéis (Divulgação), 2001

Roteiro de José Rodrigues Miguéis: do Castelo ao Camões (Divulgação), 2001

A flauta, prosa (Infanto-juvenil), 2001

Uns óculos para a Rita, prosa (Infanto-juvenil), 2001

Todos no Sofá, poesia (Infanto-juvenil), 2001

1, 2, 3, poesia (Infanto-juvenil), 2001 ; 2003

Alhos e Bugalhos (Divulgação), 2001

Meu bichinho, meu amor, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Cores, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Gente Gira, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Tudo ao Contrário!, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Viagens de Gulliver, adaptação livre (Teatro para a infância), 2002

O Rapaz que vivia na Televisão, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Contrários, poesia (Infanto-juvenil), 2003

Quem está aí?, prosa (Infanto-juvenil), 2003

A Cavalo no Tempo, poesia (Infanto-juvenil), 2003

Pai, Querido Pai! Como é o Teu?, prosa (Infanto-juvenil), 2003

A Carochinha e o João Ratão, poesia (Infanto-juvenil), 2003

Se os Bichos se vestissem como Gente, prosa (Infanto-juvenil), 2004

A festa de anos, prosa (Infanto-juvenil), 2004

Contos para rir, prosa (Infanto-juvenil), 2004

Abecedário maluco, poesia (Infanto-juvenil), 2004

Histórias de dedos, prosa (Infanto-juvenil), 2005

A Cidade dos Cães e outras histórias, prosa ( Infanto- juvenil ), 2005

Há sempre uma estrela no Natal, contos ( Infanto-juvenil ) Civilização,2006

Doutor Lauro e o dinossauro, prosa (Infanto-Juvenil), 2.ª ed, Livros Horizonte, 2007

Mais lengalengas (recolhas ),Livros Horizonte,2007

Desejos de Natal (Infanto-juvenil ), Civilização,2007

A fada palavrinha e o gigante das bibliotecas