Em 2005, seguindo uma sugestão da Amazon.com baseada nas minhas compras anteriores, comprei , o CD Lizz Wright, Dreaming While Awake, sem saber nada sobre ela. Depois que o CD chegou ao Rio de Janeiro, suas músicas preencheran grande parte dos meus dias. Simplesmente ADOREI! Aqui está uma delas:
Musica da semana: Stop, Lizz Wright
21 09 2009Comentários : Leave a Comment »
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Música da semana: Basic Space, The xx
7 09 2009Vamos ver se consigo manter esta seleção. Uma música por semana. Só para mostrar o que ando ouvindo…
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A partida, um filme para não perder!
28 08 2009
Hoje dando uma vista d’olhos no jornal para programar o fim de semana vi que, pelo menos aqui no Rio de Janeiro, ainda estão levando o filme A Partida. Recomendo com todas as possíveis estrelas a quem queira ver um fime sério, belíssimo, e que deixa espaço para o espectador refletir. Está em cartaz há algum tempo e não é tão surpreendente assim que ainda esteja sendo projetado nas salas menores, que em geral se dedicam aos filmes menos comerciais, pois é fora de série.
Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2009, o filme conta a história de um violoncelista que volta à cidade natal com a esposa depois que a orquestra onde toca é dissolvida. Lá, começa a trabalhar como funcionário funerário e, para sua própria surpresa, torna-se orgulhoso de sua nova profissão, ignorando as críticas daqueles que o rodeiam. Contado assim, o enredo parece sem interesse. Mas a virtude dessa película está justamente no espaço que nos deixa, como observadores, de perceber as mudanças sutis no comportamento e na aceitação pelas quais o personagem principal passa.
As culturas orientais, digo do extremo oriente, desenvolveram através dos séculos muitos rituais que para nós ocidentais podem parecer exdrúxulos, mas que quando são apresentados com respeito, e explicados na medida certa, nos parecem tão próprios que nos perguntamos: por quê não fazemos assim também? Este é o resultado dessa imersão nos rituais do luto e da morte no Japão, por onde navegamos sob a direção de Yojiro Takita. As imagens escolhidas por ele nos deixam testemunhas da delicadeza nipônica, do respeito a seus antepassados, com a beleza e a sucintês de um ideograma.
Poucas vezes um filme tem uma combinação tão perfeita de fundo musical e imagem. Música que acentua quando deve emoções reinvindicadas pelas imagens e que as faz tênues quando isso é pedido. O casamento da trilha sonora do compositor japonês Hisaishi – já famoso por outras trilhas sonoras — com as imagens do filme A Partida, tem essa riqueza.
Não deixe de ver. Vale a pena.
FICHA TÉCNICA
Diretor:
Yojiro Takita
Atores:
Kazuko Yoshiyuki
Ryoko Hirosue
Masahiro Motoki
Tsutomu Yamazaki
Kimiko Yo
Takashi Sasano
Local: Japão
Nome Original: Departures / Okuribito
Ano de Lançamento: 2009
Disponível em DVD em: 8/14/2009
Duração: 130 min
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Mudanças de hábitos para melhoria do meio ambiente
22 08 2009
Esta mudança de residência que fiz há 4 semanas trouxe à baila algumas modernizações na minha casa. Doei muitos livros, outros, mais especializados, mandei para um sebo. Reduzi papelada, porque me dei ao trabalho de passar para o computador o que acho que ainda vou usar e joguei fora o resto. A tendência está na direção de simplificar uma vida num local em que duas pessoas têm como passatempo leitura, arte, ecologia etc. Há muito que nos preocupamos em reduzir a nossa pegada carbônica no dia a dia. Com isso em mente, olhei para a torre de CDs que tenho em casa e disse: Está na hora de me desfazer dessas belezas. Isso está mais para século XX do que para século XXI. Mas o empurrão final veio hoje, lendo o blog do Sílvio Meira.
A Intel e a Microsoft encomendaram uma pesquisa sobre o valor das emissões e do consumo de energia ligados à rede e o resultado bastante interessante foi de que baixar música para sua casa ou para seu celular, pela rede, tem um impacto energético e de CO2 bem menor do que comprar um CD na loja.
Como Sílvio Meira postou: a figura abaixo mostra o gasto de energia para cada um dos casos estudados…
e a figura seguinte as emissões de CO2 correspondentes:
O estudo tem os Estados Unidos como base. Lá as fontes de energia elétrica são: 50% carvão, 20% gás natural, 19% nuclear, 7% hidroelétrica e 3% de petróleo. No Brasil as hidroelétricas respondem por quase 75% da energia consumida. Isso faz o consumo da energia elétrica, por quem usa a internet, bem mais limpo aqui do que o mesmo consumo na América do Norte ou na Europa.
Isso aponta para a extinção dos CDs mais rapidamente do que imaginávamos. Tudo aponta para o consumo direto da música via internet. Não estou falando de pirataria. Estou falando de baixar as músicas que queremos pagando a quem as gravou. Mesmo assim a tendência será a dos preços baixarem também. Mas teremos que esperar um pouquinho. O que importa é o impacto ecológico. A rede é muito mais correta ambientalmente para música do que o CD. Os números indicam que um CD, comprado em loja, pode gerar até 3k de CO2. Enquanto que baixar o mesmo CD da rede geraria 400 g de CO2.
Vou me desfazer da minha torre com centenas de CDs. E nunca mais comprar um de forma física. VIVA! Economia de CO2 e de espaço. Era disso que eu precisava.
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É hoje o concerto da Orquestra YouTube!!!
15 04 2009
Os músicos de Bremen. Ilustração: Christina Rossetti.
Uma orquestra internacional formada por cerca de 90 músicos selecionados pelo site de vídeo YouTube se apresentará no Carnegie Hall, em Nova York, hoje, quarta-feira, depois de três dias de ensaios. Oriundos de mais de 30 países, entre os quais o Brasil, os membros da orquestra YouTube ensaiaram para o concerto em suas casas, recebendo lições online de alguns dos mais famosos músicos mundiais.
Eles se encontraram pela primeira vez no domingo. “Todo mundo na orquestra tem claramente grande experiência em seus instrumentos“, disse Michael Tilson Thomas, o maestro premiado com o Grammy que regerá a apresentação. “Alguns deles são músicos com grande experiência de trabalho conjunto, em música de câmara e orquestral, e outros têm menos experiência“, disse o maestro, que dirige a orquestra sinfônica de San Francisco. “Alguns deles têm outras profissões: são físicos, jogadores de pôquer e analistas financeiros.”
A apresentação incluirá trabalhos de Gabrieli, Bach, Mozart, Brahms, Villa Lobos e John Cage, bem como a Sinfonia Número 1 para internet Eroica, composta por Tan Dun, o compositor chinês premiado com um Oscar por sua trilha para o filme O Tigre e o Dragão. “Trata-se de uma forma moderna de um antigo casamento arranjado, intermediada pelo Google e YouTube“, disse Dun. “É um sonho realizado.”
A orquestra foi montada depois que mais de 3 mil audições online foram submetidas em dezembro e janeiro. Jurados de algumas das principais orquestras mundiais reduziram o número a 200 candidatos, e os vencedores foram escolhidos pelos usuários do YouTube, controlado pelo Google.
O canal da YouTube Symphony Orchestra disponível no endereço www.youtube.com/symphony foi assistido mais de 15 milhões de vezes desde seu lançamento em dezembro, por pessoas de mais de 200 países e territórios. Um vídeo do concerto estará disponível no YouTube na quinta-feira.
Duas brasileiras farão parte de orquestra colaborativa do YouTube: Larissa Mattos e Irina Kodin.

Larissa Mattos, foto Beto Novaes.
A mineira Larissa Mattos foi convencida por uma amiga, que viu o edital. Mas Larissa, estudante de violoncelo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que também toca violoncelo em três bandas de música popular brasileira e já se apresentou em peças de teatro, não ficou muito animada. “Achava que não tinha chance, por ser um concurso com músicos do mundo inteiro“, revela a violoncelista. A amiga, persistente, imprimiu as partituras de duas peças para ela estudar. Diante de tanto empenho, Larissa não teve como desistir. E a investida deu certo.
“Para mim foi uma surpresa muito grande ser uma das finalistas. Estou muito contente e ansiosa para a apresentação em Nova York. Ganhar um concurso de música clássica no Brasil tem um peso maior do que em qualquer outro país”, diz Larissa.

Irina Kodin
Irina Kodin, também representa o Brasil no concerto. Ela é violinista da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Irina já atua profissionalmente há alguns anos e é música da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP). Para ela, isso demonstra o alcance do projeto promovido pelo YouTube.
“Estou muito curiosa para saber o que vai acontecer em Nova York. Esse concurso poderia servir de exemplo para testes futuros em orquestras, pois se trata de uma forma democrática de seleção” diz Irina.
Seu interesse no evento, com 3 mil vídeos inscritos, surgiu por se tratar de uma iniciativa diferente. “É algo inédito, nunca feito antes. O resultado pode ser bem interessante e, por isso, achei que deveria participar”, afirmou Irina.
Fontes:
Outras ilustrações de Christina Rossetti neste blog:
Outras ilustrações dos músicos de Bremen neste blog:
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Rádio paulista sucesso na CNN
28 03 2009
RadarCultura é um projeto experimental da Fundação Padre Anchieta para promover a participação do público na programação áudio-visual, iniciado em dezembro de 2007. RadarCultura não é só um programa de rádio, AM, diário, de 3 horas, transmitido de São Paulo para todo o Brasil. É mais que isso, porque por trás dele está o maior arquivo de música brasileira no país, com mais de 15.000 itens pertencentes à fundação. Apoiado por um portal na Web onde os membros são convidados a criar listas de reprodução, a votar e sugerir músicas para serem apresentadas no ar, e pela TV Cultura, o RadarCultura tem em seu planejamento o objetivo de fundir a sua rádio, televisão e programas da Web em uma única plataforma interativa, em tempo real.
Tal como muitos outros sites de música online, o RadarCultura está sempre procurando novas músicas e novos talentos; mas o seu foco principal é preservar a memória dos brasileiros, a memória musical, graças a um repertório clássico, que também inclui entre outras, canções esquecidas ou desconhecidas. Por isso o esforço para que as pessoas achassem fácil navegar pela coleção da fundação e sugerir a programação foi essencial para o sucesso do projeto. Como o portal indica “ O RadarCultura é um espaço aberto e gratuito na internet para as pessoas produzirem colaborativamente o conteúdo de uma emissora de rádio”.
Para saber muito mais, se cadastrar e participar do RadarCultura, clique AQUI.
Para ler o artigo da CNN, clique AQUI.
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Linguagem da música ocidental é universal
23 03 2009
Anjo Músico, 1480
Melozzo da Forli (Itália 1438-1494)
Afresco
Sala IV, Pinacoteca do Museu do Vaticano
Vaticano
A linguagem da música ocidental é universal e pode ser entendida mesmo por aqueles que nunca escutaram uma música na vida, segundo um estudo publicado nesta semana, da revista especializada Current Biology. No estudo, nativos africanos que nunca haviam escutado rádio na vida foram capazes de reconhecer emoções como felicidade, tristeza ou medo expressadas em músicas ocidentais.
Segundo os pesquisadores alemães, as expressões de emoção são uma característica típica da música ocidental, e a capacidade da música de expressar emoções é comumente vista como um requisito para a sua apreciação. Em outras culturas, porém, a música seguiria outras características, como a capacidade de coordenação grupal em rituais, o que a tornaria menos reconhecível para outros indivíduos de fora do grupo.

Anjo Músico, 1480
Melozzo da Forli (Itália 1438-1494)
Afresco
Sala IV, Pinacoteca do Museu do Vaticano
Vaticano
“Nossas conclusões explicam por que a música ocidental tem tanto sucesso na distribuição musical global, mesmo em culturas musicais que não enfatizam de maneira tão forte o papel das emoções em sua música“, afirma um dos autores da pesquisa, Thomas Fritz, do Instituto Max-Planck para Cognição Humana e Ciências do Cérebro, da Alemanha.
O objetivo do estudo era descobrir se os aspectos de emoção da música ocidental poderiam ser apreciados por pessoas que nunca haviam tido contato com esse tipo de música. Os pesquisadores escolheram membros da tribo Mafa, um grupo de 250 indivíduos que vivem isolados no extremo norte das montanhas Mandara, nos Camarões.
O estudo comparou a reação desses indivíduos e de ocidentais à música ocidental e mostrou que ambos os grupos podiam reconhecer de maneira semelhante expressões de emoção como felicidade, tristeza e medo na música. Os dois grupos se baseavam em características semelhantes das músicas para avaliá-las – a marcação do tempo e a forma -, apesar de esse padrão ter sido mais acentuado entre os ocidentais.

Anjo Músico, 1480
Melozzo da Forli (Itália 1438-1494)
Afresco
Sala IV, Pinacoteca do Museu do Vaticano
Vaticano
Os pesquisadores também testaram a reação dos indivíduos a músicas alteradas e concluíram que ambos os grupos consideraram as versões originais melhores do que as versões modificadas. Para os autores, isso ocorre provavelmente porque os sons alterados tinham uma maior dissonância sensorial.
“Tanto os ouvintes do grupo Mafa quanto os ocidentais mostraram uma habilidade para reconhecer as três expressões básicas de emoções das músicas ocidentais testadas no estudo“, dizem os pesquisadores na última edição da revista especializada Current Biology.
“Isso indica que essas expressões de emoção manifestadas pela música ocidental podem ser universalmente reconhecidas, de maneira semelhante ao reconhecimento amplamente universal das expressões faciais humanas e da prosódia (ritmo, entonação e ênfase do discurso) emocional“, concluem.
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Michelozzodegli Ambrosi, dito Melozzo da Forlì, (Forlì, Itália, 1438; — Forlì, 8 de Novembro de 1494) foi um dos mais notáveis pintores da Renascença italiana e um dos mais famosos seguidores do estilo de Piero della Francesca. Veio de uma abastada família chamado Ambrosi de Forlì. Nada se sabe sobre seus primeiros anos, tudo indica que ele deve ter estudado em Forlì, sob direção de Ansuino da Forlì. Ambos, Melozzo e Ansuino foram bastante influenciados por Mantegna.
Iniciou sua carreira artística na corte de Urbino, uma das mais conhecidas e produtivas de toda a Itália. Lá conheceu o grande pintor e teórico matemático Piero della Francesca, que influenciou profundamente o estilo de Melozzo e sua utilização de perspectiva na pintura. Neste período ele deve ter analisado também a arquitetura de Bramante e os trabalhos dos pintores flamengos, que trabalhavam para o duque Federico da Montefeltro. Talvez Melozzo tenha mesmo trabalhado com Justus de Ghent e Pedro Berruguete na decoração do studiolo do famoso Palácio Ducal da cidade. Mas depois deste período em Urbino, mudou-se para Roma.
Com a sua carreira artística a bom ritmo, em 1484, trabalhou na decoração da Capela do Tesouro da Basílica de Loreto, pintando frescos, entre outros, onde aplicaria todo o seu extraordinário conhecimento da perspectiva.
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Heitor Villa-Lobos no exterior
7 03 2009
Estudo para vitral, 1917
Eliseu Visconti (Brasil, 1866-1944)
Continuando a postagem anterior comemorativa do Dia Nacional da Música Clássica, coloco aqui seleções do artigo de Márcia Erthal três páginas publicado hoje, dia 6 de março de 2009 no Jornal do Comércio do Rio de Janeiro [páginas C-4,5 e 6]; Neste artigo diversas perguntas foram feitas a maestros brasileiros. As mesmas perguntas. Todas tinham como protagonista Heitor Villa-Lobos. Escolhi uma pergunta sobre a força do compositor no exterior.
Pergunta:
Qual a força da obra de Villa na Europa hoje, em especial na França, aonde o senhor vem regendo a Orchestre National des Pays de La Loire (ONPL)?
ISAAC KARABTCHEVSKY – Quando fui convidado para ser titular da ONPL, impus logo uma condição – queria ver executada pela minha orquestra francesa o ciclo integral das Bachianas Brasileiras. O resultado foi surpreendente, em parte porque os franceses reconhecem em Villa não apenas o gênio brasileiro, mas principalmente o reflexo das influências e da cultura francesa.
Qual é a força da obra de Villa no exterior hoje em dia? Até onde o senhor observou há interesse no conhecimento e na execução da obra dele na Europa e nos EUA?
JOHN NESCHILING — A força de Villa ainda não foi compreendida em toda a sua extensão. Sinto que muitas orquestras estrangeiras pedem que eu reja Villa e depois se surpreendem com as obras que proponho. Esperam sempre os mesmo títulos e não conhecem nem de longe a imensidão de sua criação. É muito difícil imergir na obra de Villa. Às vezes quem fica na superfície pode tachá-lo de vulgar ou pouco profundo, mas isso é exclusivamente devido à ignorância dos elementos que compõem a estrutura villalobiana.
Qual a força da obra de Villa no exterior hoje?
LUIZ PAULO HORTA — Ele está sendo mais conhecido porque apareceram muitas gravações boas, como as das Bachianas e dos Choros feitas pela Orquestra Sinfônica de São Paulo (OSESP).
Qual a força da obra de Villa no exterior hoje?
TURÍBIO SANTOS – Hoje temos uma visão de Villa-Lobos sendo tocado em todo canto. Na Alemanha, por exemplo, gravaram todas as sinfonias, todos os quartetos, e tudo muito bem tocado. Aqui no Brasil, as orquestras se programaram para tocar intensamente, projetos como Música no Museu estão fazendo mais de 60 concertos, é maravilhoso. Por que Villa saiu do Brasil na juventude? Porque aqui não tinha o instrumento dele, a orquestra. Agora temos. É portentoso o trabalho da OSESP. É preciso gravar, gravar, espalhar.
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Dia Nacional da Música Clássica: nascimento de Heitor Villa-Lobos
5 03 2009
Chorinho, 1942
Candido Portinari (Brasil 1903 – 1962)
têmpera sobre tela, 225 x 300 cm
Museu de Arte Moderna de Lisboa,
Portugal
Foi quando eu fazia parte do Coral do Colégio Pedro II no Rio de Janeiro, que comecei a apreciar, ainda que muito superficialmente, a obra de Villa-Lobos. Infelizmente devo confessar que sofri do mesmo mal de que muito brasileiros sofrem: passei a dar mais valor ao compositor brasileiro quando fui fazer a faculdade no exterior. Naquela época fiquei extremamente surpresa com o conhecimento que as pessoas versadas em música clássica já tinham sobre o compositor brasileiro. E a medida que os anos se passaram, quando eu ainda estava envolvida nos cursos de mestrado e doutoramento, percebi com prazer que rara era a semana em que não ouvia, na rádio National Public Radio dos EUA uma ou mais obras de Heitor Villa-Lobos, muitas vezes mais tocadas, do que obras de compositores americanos, seus contemporâneos, tais como Aaron Copeland ou John Cage.
O gosto pela música clássica no Brasil ainda está precário. Mas hoje, no Dia Nacional da Música Clássica, o dia escolhido por ser a data d nascimento do carioca Heitor Villa-Lobos, fui surpreendida pelas boas novas, numa pequena demonstração na televisão, sobre um grupo deCrianças pobres de Belo Horizonte que consquistou o direito de se apresentar num espaço profissional por causa da música. O repertório é de Heitor Villa Lobos, símbolo da cultura nacional. Um pouco antes, no Carnaval deste ano tivemos Heitor Villa-Lobos sendo homenageado pela escola de samba de Vila Isabel no Rio de Janeiro.
Este ano, 2009, também celebramos no dia 17 de novembro, o cinquentenário da morte do compositor. Para lembrar Heitor Villa-Lobos, coloco aqui as tres letras que pertencem a diversos movimentos de diferentes Bacchianas da série de 9, compostas por Villa-Lobos.
O Trenzinho do Caipira (bachianas Brasileiras Nº 2)
Composição: Heitor Villa-Lobos
Letra: Ferreira Gullar
Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar …

Paisagem com bananeiras, 1927
Cândido Portinari ( Brasil 1903-1962)
óleo sobre madeira, 22 x 27 cm
Coleção Particular
Bachianas Brasileiras, No.5 : Cantilena
Composição: Heitor Villa Lobos
Letra: Ruth Valadares Corrêa
Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente.
Sobre o espaço, sonhadora e bela!
Surge no infinito a lua docemente,
Enfeitando a tarde, qual meiga donzela
Que se apresta e a linda sonhadoramente,
Em anseios d’alma para ficar bela
Grita ao céu e a terra toda a natureza!
Cala a passarada aos seus tristes queixumes
E reflete o mar toda a sua riqueza…
Suave a luz da lua desperta agora
A cruel saudade que ri e chora!
Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente
Sobre o espaço, sonhadora e bela!

Menino com Pássaro, 1957
Cândido Portinari ( Brasil 1903-1962)
óleo sobre tela, 65 x 53 cm
Coleção Particular
Bachianas Brasileiras, No.5 : Dança do Martelo
Composição: Heitor Villa Lobos
Letra de Manuel Bandeira
Irerê meu passarinho do sertão do Cariri,
Irerê meu companheiro,
Cadê viola ? Cadê meu bem ? Cadê Maria ?
Ai triste sorte do violeiro cantadô !
Ah ! Sem a viola em que cantavo o seu amô,
Ah ! Seu assobio é tua flauta de Irerê:
Que tua flauta do sertão quando assobia,
Ah ! Agente sofre sem querê !
Ah ! Teu canto chega lá no fundo do sertão,
Ah ! Como uma brisa amolecendo o coração,
Ah ! Ah !
Irerê, solta o teu canto !
Canta mais ! Canta mais !
Prá alembrá o Cariri !
Canta cambaxirra ! Canta juriti !
Canta Irerê ! Canta, canta sofrê
Patativa ! Bem-te-vi !
Maria acorda que é dia
Cantem todos vocês
Passarinhos do sertão !
Bem-te-vi ! Eh ! Sabiá !
La ! liá ! liá ! liá ! liá ! liá !
Eh ! Sabiá da mata cantadô !
Liá ! liá ! liá ! liá !
Lá ! liá ! liá ! liá ! liá ! liá !
Eh ! Sabiá da mata sofredô !
O vosso canto vem do fundo do sertão
Como uma brisa amolecendo o coração
Irerê meu passarinho do sertão do Cariri …
Ai !

Heitor Villa-Lobos
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Músicos testam os intrumentos tocando Bach.



