Brasil que lê: foto tirada em lugar público

24 02 2009

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Avenida Atlântica, RJ.





Brasil que lê: foto tirada em lugar público

16 02 2009

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Um porteiro de um edifício na Avenida Atlântica, Copacabana.





Resenha: 24 horas na vida de uma mulher — Stefan Zweig

1 02 2009

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Roulette em Monte Carlo, c. 1900

SEM  [Georges Goursat]  (França 1863-1934)

 

 

Foi com ansiedade e saudosismo, que li ontem, de uma só sentada, 24 horas na vida de uma mulher – um dos trabalhos mais conhecidos de Stefan Zweig.  Sempre me senti bastante familiarizada com o autor, não porque houvesse lido qualquer de seus trabalhos, mas porque seus livros faziam parte de uma pequena coleção de capa dura e letras pretas, talvez meia dúzia de volumes, que habitaram por muitas décadas as estantes da casa de meus pais.  Lembro-me principalmente da vida de Maria Antonieta cujo volume recordo nas mãos de minha mãe, em leitura e re-leituras.  E é claro, crescendo aqui no Brasil, quem não se lembraria pelo menos do título do volume Brasil país do futuro, expressão fartamente popularizada na política e peça de despedida do autor austríaco, que refugiado em Petrópolis, suicida-se em 1942 junto com sua segunda esposa.  Meus pais eram leitores de Zweig, que admiravam.  Mas, por razões desconhecidas, eu nunca o havia lido.

 

Em 2006, a  New York Times Review of Books publicou um artigo, de Joan Acocella, acompanhando a re-edição de Zweig nos EUA, que lembrava aos leitores de hoje sobre a injustiça do esquecimento de Stefan Zweig, um escritor excepcional do início do século XX, cujos contos e romances ficaram conhecidos pelos retratos psicológicos dos personagens.   Joan Acocella lembrou também da linguagem precisa do autor, de sua sutileza e gentil narrativa.  

 

zweig

 

A tradução de Lya Luft, nesta edição da LP&M é maravilhosa.  Não há nunca a sensação de que a obra foi traduzida.  Há uma cadência, uma expressão lingüística que coloca de fato Zweig no meio dos escritores da Europa germânica, eslávica.  Sua maneira de escrever, suas preocupações lembraram-me em muito os romances de Sándor Màrai.    O estilo e as preocupações dos cidadãos do antigo  império austro-húngaro são palpáveis nos trabalhos de ambos escritores.

Stefan_Zweig2Stephan Zweig

 

Acho, no entanto, que pelo menos neste livro 24-horas na vida de uma mulher, dito um dos livros favoritos de Sigmund Freud, o retrato psicológico do jogador obsessivo, talvez mesmo, pela popularidade dos estudos psicológicos através do século XX, perde um pouco do viço, da novidade.  A história é previsível.  Ligeiramente datada.  Mas o estilo, a maneira de escrever — ah! — estes aspectos estilísticos são fenomenais.  Chega a ser difícil separar um único trecho, um parágrafo para ilustrar a beleza, a claridade do texto.

 

“…Nunca no teatro fitei com tamanha atenção o rosto de um ator como olhei aquele semblante, onde, como luz e sombra sobre uma paisagem, ocorria uma incessante alternância de todas as cores e sentimentos.  Nunca segui um jogo com tamanha intensidade como no reflexo daquela estranha excitação.  Se alguém me observasse nesse instante teria considerado meu olhar fixo como uma hipnose, meu estado se parecia com isso – eu simplesmente não conseguia afastar os olhos daquela expressão facial, e tudo o  mais que havia no salão, luzes, rostos, pessoas e olhares, apenas me envolvia sem forma como uma fumaça amarela no meio da qual estava aquele rosto, chama entre chamas.  Eu não ouvia nada, nada sentia, não percebia gente ao meu lado, outras mãos que se estendiam de repente como antenas…”

 

A maneira precisa e envolvente com que Stefan Zweig caracteriza seus personagens, nos faz presa fácil, incapazes que somos, de nos separar de seu estilo mesmerizante.  Certamente encontramos no escritor um grande mestre da escrita.  E se este pequeno romance é um bom exemplo do resto de sua obra, Zweig é com certeza um escritor que não merece cair no esquecimento.





Brasil que lê: foto tirada em lugar público

19 01 2009

dsc01620Praça Serzedelo Correia, Copacabana





Imagem de leitura — Paul-Émile Félix Raissiguier

15 01 2009

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O livro secreto, 1924

Paul-Émile Félix Raissiguier

França, (1851-1932)

Gravura

 

 

Paul-Émile Félix Raissiguier nasceu em Oran, na Argélia, quando a Argélia ainda contribuía para o território francês com três estados, também chamados de a dispensa de França.  Pintor versátil de paisagens, pertencendo à última geração do século XIX / XX de pintores orientalistas.  Também se dedicou a outros meios de expressão inclusive a gravura Art Déco como a que ilustramos acima.  





Os 6 melhores livros publicados na Espanha

12 01 2009

 

alfredo-roldan-madrid-espanha-1965-la-lectura-2005A leitura, 2005

Alfredo Roldán (Espanha, 1965)

 

O portal espanhol Lomás compilou a lista dos melhores 6 livros publicados na Espanha em 2008.

Em primeiro lugar:

La Hermandad de la Buena Suerte do espanhol Fernando Savater

Fernando Fernández-Savater Martín (São Sebastião, 21 de Junho de 1947) é um escritor e filósofo espanhol, catedrático de Ética na Universidade do País Basco.  Muitos de seus livros de filosofia estão traduzidos para o portugês e publicados no Brasil.

 

2        Fiebre Negra do escritor argentino Miguel Rosenzvit

3        La maravillosa vida breve de Óscar Wao do dominicano Junot Diaz

4       Syngué Sabour  de Atiq Rahimi, escritor afegão

5       — La Soledad de los Números primos, do italiano Paolo Giordano, já traduzido e publicado no Brasil como, A Solidão dos Números Primos: Bertrand

6        — Muerte entre poetas da espanhola Angela Vallvey





Os melhores livros de 2008 na França

12 01 2009

 

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Jovem mulher lendo, sd

Marcel Dyf  (França, 1899 – 1985)

Óleo sobre tela 53 x 65cm

 

 

 

 

 

É melhor ficar de olho!  2009 é o ano da França no Brasil. O primeiro ministro francês estará visitando o Brasil ainda uma vez, para comemorar.  É possível que as nossas editoras se empolguem e publiquem alguns dos livros que vêm movimentando a cena literária na França.  Poderemos, portanto, ficar na expectativa de alguns dos títulos listados abaixo;  pelo menos os que foram escritos originalmente em francês

 

 

Os melhores livros de 2008 na França de acordo com a revista LIRE.

 

1 – O Melhor do ano

 

France: ce que le jour doit à la nuit  de Yasmina Khadra  — ao que eu saiba, este título ainda não está traduzido para o português do Brasil, mas imagino que seja publicado pela Sa Editora que publicou por aqui outros títulos do mesmo autor: O atentado, As andorinhas de Cabul e As sirenas de Bagdá.   Yasmina Khadra é o pseudônimo do escritor argelino, Mohammed Moulessehoul um official do exército da Argélia que adotou um nome de mulher para escapar da censura militar.  Apesar de ter tido sucesso com diversos livros na Argélia, Moulessehoul só veio a revelar sua identidade em 2001, quando deixou o exército e partiu para exílio e reclusão na França. an officer in the Algerian army, adopted a woman’s pseudonym to avoid military censorship. Despite the publication of many successful novels in Algeria, Moulessehoul only revealed his true identity in 2001 after leaving the army and going into exile and seclusion in France.

 

 

2 –  La Route de Cormac McCarthy  — original em inglês; este já se encontra publicado no Brasil,  pela Alfaguara Brasil: A estrada.

 

3 —  Le déferlantes de Claudie Gallay  — original em francês, ainda não traduzido.

 

4 —  La montagne volante de Christoph Ransmayr – original em alemão; ainda não traduzido.

 

5    Les anées de Annie Ernaux – original em francês, nenhum dos livros dela traduzidos para o português.

 

6    Zone de Mathias Enard – original em francês, nenhum dos livros dele traduzidos para o português

 

7 —  La vie em sourdine de David Lodge, original em inglês;  muitos de seus livros já foram traduzidos, mas não este.

 

8 —  Beautiful people. Saint Laurent Leggerfeld.  Splendeurs et misères de la mode   de Alicia Drake – original em inglês, sem tradução

 

9 —  Le soldat et le gramophone de Sasa Stanisic, original em servo-croata, ainda não traduzido no Brasil.  Já publicado em Portugal, Como o soldado conserta o gramofone: Círculo de leitores.

 

10 – La meilleur part des hommes de  Tristan Garcia – original em francês, sem tradução.





Brasil que lê: foto tirada em lugar público

11 01 2009

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Domingo de sol em Copacabana!





Imagem de leitura — Edward John Poynter

10 01 2009

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No jardim, 1891

Sir Edward John Poynter (Grã-bretanha, 1836-1919)

Aquarela sobre papel, montada em tela, 20 x 30 cm

Delaware Art Museum, Wilmington, DE, EUA

 

 

 

 

Sir Edward John Poynter (Grã-bretanha, 1836-1919), nobre inglês, foi pintor, designer, desenhista e gerente das artes.  Sua família inteira estava relacionada às artes. Pintor histórico, neoclássico, um dos grandes nomes da pintura vitoriana inglesa.  Grande apreciador de Michelangelo. Foi também diretor da National Gallery em Londres de 1894-1906.





A pipa e o vento — poesia de Cleonice Rainho

9 01 2009

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A Pipa e o Vento

 

                                       Cleonice Rainho

 

Aprumo a máquina,

dou linha à pipa

e ela sobe alto

pela força do vento.

 

 

O vento é feliz

porque leva a pipa,

a pipa é feliz

porque tem o vento.

 

Se tudo correr bem,

pipa e vento,

num lindo momento,

vão chegar ao céu.

                                              

 

 

Cleonice Rainho Thomaz Ribeiro, (Angustura, MG, 15/3/1919), mudando-se para Juiz de Fora. Premiada poetisa e trovadora conhecida, professora de Letras Portuguesas, formada pela PUC Rio de Janeiro.  Fundadora da Associação de cultura Luso-brasileira de Juiz de Fora.

 

Obras:

 

Poesias, 1956

Sombras e sonhos, 1956

O chalé verde, 1964

Ternura páginas maternais, 1965

Terra Corpo sem Nome, 1970

Varinha de condão: poesia infantil, 1973

O Galinho azul; A minhoca mágica, 1976

Vôo Branco, 1979

Parabéns a você, 1982

João Mineral, 1983

O castelo da rainha Ba, 1983

Torta de maçã, 1983

Uma sombra nas ruas, 1984

Intuições da Tarde, 1990

Verde Vida; poesia, 1993

O Palácio dos Peixes, 1996

O Linho do Tempo, 1997

Poemas Chineses, 1997

Liberdade para as Estrelas, 1998

3 km a picos, s/d

La cucaracha, s/d