Imagem de leitura — Philip Naviasky

14 02 2012

Garota lendo, s/d

Philip Naviasky, (Inglaterra, 1894-1982)

Philip Naviasky nasceu em Leeds na Inglaterra em 1894, filho de imigrantes poloneses. Ganhou uma bolsa de estudos para a Leeds School of Fine Art  em 1907 e aos 18 anos tornou-se o mais jovem estudante aceito para a Royal Academy Schools.  Apesar de ter morado a maior parte de sua vida em Leeds, viajou muito conhecendo bem os seguintes países: Irlanda, Sul da França, Áustria, Itália, Espanha, Portugal, EUA, México e outros países.  Ficou melhor conhecido como retratista.  Morreu aos 90 anos em 1982.





Imagem de leitura — Fábio Hurtado

12 02 2012

Dormindo

Fábio Hurtado (Espanha, 1960)

óleo sobre tela

www.fabiohurtado.com

Fábio Hurtado nasceu em Madri, na Espanha em 1960.  É pintor e fotógrafo. Dedica-se à pintura num estilo que se assemelha ao inicio da era Art Déco, das décadas de 1920 e 1930, amplamente influenciado pela fotografia e pelo cinema.  Formou-se pela Escola de Belas Artes de Madri e em 1982 abriu seu próprio ateliê.





Imagem de leitura — Céline Tabary

5 02 2012

Terraço de Café em Paris, 1950

Céline Marie Tabary ( França, 1908 – 1993)

óleo sobre tela, 78 x 98 cm

National Museum of Women in the Arts

Smithsonian Institution, Washington DC

Céline Marie Tabary nasceu em Vermelles, na França em 1908.  Filha de um arquiteto interessou-se por desenho e pintura desde cedo.  Em 1937 estudou na Académie Chauler Beat-Ozeel em Lille e de 1937 até 1938 estudou na Académie Julian em Paris.  Dedicou-se  à paisagem e à pintura de gênero.  Trabalhou com Paul Eachbach e Maurice Decamps enquanto na França.  Em 1938 mudou-se para os Estados Unidos: o que era para ser uma pequena viagem, transformou-se numa longa estadia com o início da guerra.  Passou até 1945 em Washington DC.  O final da guerra trouxe para a pintora a possibilidade de visitar a França a cada verão e permanecer nos Estados Unidos onde sua carreira já havia se estabelecido,  nos sete anos que lá peramecera.  Morreu em 1993, na França, depois de haver retornado ao país de origem por alguns anos.





Imagem de leitura — Bernhard Folkestad

4 02 2012

Mulher de chapéu lendo com pássaro empalhado

Bernhard Folkestad (Noruega, 1879-1933)

óleo sobre tela

Bernhard Folkestad é norueguês, nascido em Londres de pais noruegueses em 1879.  Foi educado na Noruega, com estadia de curta duração de estudos em escolas na Dinamarca.  Em 1907 viajou à Amsterdã e em 1909 já se encontrava em Paris.  Inicialmente dedicou-se às naturezas mortas e à pintura de interiores.  Depois passou a retratista e à pintura de gênero.  Trabalhou também como ilustrador, concentrando-se na xilogravura.  Além de pintor e artista gráfico Bernhard Folkestad foi também escritor com diversos livros publicados.  Faleceu em 1933.





Imagem de leitura — Johann Baptist Reiter

1 02 2012

O pequeno leitor, s/d

Johann Baptist Reiter (Áustria, 1813-1890)

óleo

Johann Baptist Reiter nasceu em Urfahr, na Áustria em 1813 numa família de marceneiros.  Seu primeiro contato com tintas foi auxiliando seu pai na pintura de móveis.  Por sugestão de um negociante de arte ele entrou para a Academia de Viena, entre seus professores estavam: s Leopold Kupelwieser, Anton Petter e Thomas Ender.  De 1830 a 1837 ganhou a vida como pintor de porcelanas, mas já em 1834 fazia sua primeira exposições nos salões de Viena.  A partir de 1837 sua carreira toma ímpeto e ele se torna um conhecido pintor de cenas históricas e retratos.  Faleceu em Viena em 1890.





Uma boa sugestão de uma leitora desse blog

1 02 2012

Leituras cruzadas, 2004

[Capa da Revista The New Yorker, Novembro de 2004]

Adrian Tomine ( Califórnia, EUA, 1974)

Reproduzo na íntegra o comentário da leitora Nanci, em outra postagem, porque gostei muito da sugestão de texto dela e gostaria de dar maior ênfase a esse artigo cuja leitura ela sugere que se faça.  Aproveitem,

Para quem tiver tempo e curiosidade, segue abaixo link de um artigo que fala, entre outras coisas, sobre a ajuda que a leitura de literatura de ficção nos dá quanto a inteligência emocional. Isso, segundo pesquisas americanas, também contribui para a melhora do desempenho profissional desses leitores vorazes, em quesitos como liderança, trabalho em equipe, análise crítica etc.

Não sei se Anne Kreamer conseguirá novos leitores, com esses argumentos, mas estou convencida de que somos o que lemos, também.

http://blogs.hbr.org/cs/2012/01/the_business_case_for_reading.html

Boas leituras!





Adeus, Stalin! Olá, Brasil!

31 01 2012

Bazar Kolkhozean, 1934

Alex Afanassievitch Coquelles (Rússia, 1880-1956)

óleo sobre tela

Adeus, Stalin! – memórias de uma menina que fugiu da guerra, de Irene Popow [Rio de Janeiro, Objetiva: 2011] vem a preencher uma lacuna na historiografia brasileira, de um assunto que se faz presente em outros países do Novo Mundo: a transmissão de relatos de imigrantes, relatos das guerras e da sobrevivência de milhares de pessoas que encontraram um lar nas Américas. A característica fundamental dos países do Novo Mundo é, em diferentes proporções, mas sempre constante, a variedade das levas de imigrantes além da pluralidade de influências culturais que formam uma nova e única cultura.

O texto de Irene Popow me levou de volta aos cursos de pós-graduação em História da Arte que fiz nos EUA, onde mais da metade dos professores que tive havia imigrado para lá, ainda crianças ou jovens, por terem se encontrado em campos de pessoas deslocadas depois da Segunda Guerra Mundial: judeus, russos, poloneses, franceses, italianos que criaram novas raízes nos EUA e lá se aliaram às melhores universidades do país.  Lendo Adeus, Stalin!  me dei conta dos poucos relatos de imigrantes vindos depois da Segunda Guerra, que fizeram do Brasil sua nova moradia e raiz de nova identidade. Mesmo entre os conhecidos de meus pais, lembro-me só de dois amigos deles com esse perfil: Sr. Ladislau, polonês e Sr. Eugênio, prussiano. Procurei por outras publicações, depois de ler esse livro e percebi que são poucos os relatos dedicados a contar as vidas desses novos brasileiros, antes e durante a guerra, como Irene Popow o faz.


A narrativa de Adeus Stalin! encanta.  Uma senhora que conseguiu guardar as percepções de criança, conta o dia a dia da vida na Ucrânia sob o domínio russo, com Stalin como figura máxima do país.  Seguimos a perseguição que este regime faz à sua família e o pular de cidade em cidade daqueles que eram considerados inimigos do estado.  Ficam claras para o leitor as vicissitudes encontradas e ultrapassadas pelos ucranianos e a persistência em se tentar manter uma vida normal no período de ocupação soviética do país.  Seus pais e tantos outros foram os grandes heróis, por conseguirem manter a unidade familiar intacta diante dos obstáculos. E ainda depois desses percalços somos testemunhas de como Irene e sua família, continuam a insistir numa vida “quase normal”,  indo à escola, fazendo os afazeres domésticos, mesmo depois da invasão alemã.  Temos o retrato da garra dos sobreviventes nos campos de trabalhos forçados, que conseguem manter um módico de dignidade mesmo que sujeitos às mãos inimigas.  E por fim, a lentidão e o viver nos campos de pessoas deslocadas, que perderam tudo e principalmente sua terra e sua nacionalidade: apátridas.

Não fosse a mão de dois interessantes personagens no destino dessa família não sabemos se teriam sobrevivido.  Depois de estarem no campo de pessoas deslocadas, foi o jeitinho do inglês Simon Bloomberg que, não tão ingênuo quanto os americanos seus aliados, percebeu o que aconteceria com a família se ela voltasse para território russo como os russos reivindicavam e conseguiu blefar os comunistas, trocando a nacionalidade da família da autora para polonesa.   Depois veio o jeitinho brasileiro, quando o cônsul Ubatuba, flexionou os limites das leis brasileiras de imigração: só estávamos aceitando engenheiros agrônomos.  A família de Popow só tinha um engenheiro de construção de minas de carvão, um engenheiro químico e um engenheiro geólogo.  Será que eles se importariam de entrar no Brasil como engenheiros agrônomos?

Irene Popow


Outra característica dessa narrativa é não tentar esconder, por simpatias políticas, as agruras da vida sob o comunismo de Stalin.  Assim como as condições de vida em Cuba são hoje ignoradas pelo nosso governo simpático a Fidel Castro, também as condições de vida sob o comunismo foram e são ignoradas pelo posicionamento de esquerda de muitos dos nossos intelectuais.  Irene Popow não faz desse livro uma narrativa de denúncia do regime comunista, mas conta, de maneira cativante e convincente, os sofrimentos passados por aqueles que viveram sob a presidência megalomaníaca de Stalin.

Digo que a narrativa é encantadora porque não é amarga.  São memórias.  São memórias de tempos muito difíceis cujo tempo ajudou a esvair o fel que deveria impregná-las.  O distanciamento de Irene Popow é distinto.  Diferente de muitos outros imigrantes ela teve a oportunidade de voltar à terra natal e descobrir que já não era mais, para ela, o mundo dela.  Era o mundo de seus pais.  Ela, sim, ganhara uma nova vida, uma nova identidade.  Como imigrantes eles conseguiram o seu quinhão.  Deram a volta por cima.  Sem alarde, sem vanglória.   E hoje, Irene Popow pode olhar para a Ucrânia de maneira distante, vê-la como outra terra, com muitas afinidades com o seu mundo, mas estrangeira. Belíssimo relato.





O que a leitura pode fazer por você

30 01 2012

Huguinho e Zezinho descobrem a solução de um problema por dedução, ilustração Walt Disney.

Bastam 15 minutos por dia mergulhado nos livros para você se dar melhor nos estudos e na vida.

O que a leitura pode fazer por você:


1 – Solta a imaginação.
2 – Estimula a criatividade.
3 – Aumenta o seu vocabulário.
4 – Facilita a escrita.
5 – Simplifica a compreensão das coisas.
6 – Ajuda na vida profissional.
7 – Melhora a comunicação com os outros.
8 – Amplia o seu conhecimento geral.
9 – Liga seu senso crítico na tomada.

Fonte: Educar para crescer





Imagem de leitura — Alfredo Rocco

29 01 2012

Leitura, 1981

Alfredo Rocco ( Brasil, 1914- 1999)

óleo sobre eucatex,  28 x 23 cm

Alfredo Rocco nasceu em São Paulo em 1914.  Foi médico, pintor, desenhista e professor brasileiro.  Tendo inciado suas atividades no campo das artes em 1938, estudou pintura com Antônio Rocco.  No SPBA recebeu melha de bronze em 1938; pequena e grande medalhas de prata (1941 e 1968) e o prêmio Tomás Melo Cruz (1965).  Em 1940 realizou exposição individual na Galeria Berheim de Paris.  Entre os temas de sua pintura estão os retratos e as marinhas. Faleceu em São Paulo em 1999. [Pontual: Dicionário das Artes Plásticas no Brasil]





Imagem de leitura — Anne Wallace

23 01 2012

Consolation, 2005

Anne Wallace (Austrália, 1970)

óleo sobre tela, 74 x 100 cm

www.darrenknightgallery.com

Anne Wallace nasceu em Brisbane, na Austrália em 1970.   Formou-se nas artes visuais pela Universidade de Tecnologia de Queensland, na cidade de Brisbane.  De 1994 a 1996 esteve em Londres onde completou, com distinção,  o curso de mestrado em arte na Slade School of Fine Art. Retornou ao seu país natal e desde então teve uma carreira sólida nas artes visuais, com muuitas exposições individuais e coletivas.