Brasil que lê: foto tirada em lugar público

24 11 2008

dsc05170No Metrô do Rio de Janeiro: até em pé se lê!!!





Nariz, nariz, e nariz — Bocage, poesia

23 11 2008

 

cyrano-de-bergerac

 

Nariz, nariz, e nariz

                                                         Bocage

Nariz, nariz, e nariz,
Nariz, que nunca se acaba;
Nariz, que se ele desaba,
Fará o mundo infeliz;
Nariz, que Newton não quis
Descrever-lhe a diagonal;
Nariz de massa infernal,
Que, se o cálculo não erra,
Posto entre o Sol e a Terra,
Faria eclipse total!

 

 
bocageManuel Maria de Barbosa l’Hedois du Bocage (Setúbal, 15 de Setembro de 1765 — Lisboa, 21 de Dezembro de 1805), Poeta português, possivelmente, o maior representante do arcadismo lusitano.  Árcade e pré-romântico, sonetista notável, um dos precursores da modernidade em seu país.

 

 

Ilustração no início: cartaz para a peça Cyrano de Bergerac.





Imagem de leitura — Inessa Garmash

22 11 2008

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Mundo maravilhoso, 2005

Michael Garmash (Ucrânia 1969) e Inessa Garmash (Rússia, 1972)

Óleo sobre tela

[retrato do filho do casal]

 

 

 

Inessa e Michael Garmash são dois pintores contemporâneos.  Ele é ucraniano e ela é russa.  Sempre pintaram separadamente até  1986 quando começaram a pintar juntos.  São hoje em dia considerados grandes retratistas.  





Ofícios — poesia de Cid Silveira para uso escolar

21 11 2008

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Engraxate

Patrice Piard (Haiti)

 

 

 

Ofícios
                                                        Cid Silveira

Para ganhar meu pão, basta que exista
um ofício qualquer, seja qual for:
caldeireiro, engraxate, motorista,
tecelão, alfaiate ou ferrador.

Todo trabalho é nobre quando honesto,
quando não favorece a exploração
e não provoca o mínimo protesto
de outros que também têm seu ganha-pão.

Por mais rude que for, não me intimida
nem me causa aversão nenhum mister.
Porque trabalho, não receio a vida
e espero sempre o que de pior me vier.

Nem todos os ofícios são amenos
como os que para nós sonharam nossas mães …
Tudo serei na vida, tudo; menos
agente de polícia ou laçador de cães!

 

 

 

Obras:

Poemas da Minha Saudade, 1928.

Poesias, 1944

 

Cid Silveira – (SP 1910). Trabalhou muitos anos em Santos, como empregado do comércio, numa casa comissária de café.  Contador, Bacharel em Ciências Econômicas; colaborou na imprensa por muitos anos.                                             





Brasil que lê: foto tirada em lugar público

20 11 2008

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Praça do Lido, Copacabana, Rio de Janeiro.





10 passos para que seus filhos se tornem bons leitores

20 11 2008

sharon-wilson-bermuda-the_reading

A Leitura, s/d

Sharon Wilson (Bermudas)

Pastel a óleo sobre papel

 

 

1          Leia em voz alta com eles.  Explore com eles os livros e outros materiais de leitura – revistas, jornais, folhetos, almanaques, cartazes, placas.

 

 

2       – Ofereça a eles um ambiente favorável à leitura: fazendo atividades com leitura, mesmo com bebês e crianças bem pequenas.

 

 

3       – Converse com seus filhos e escute-os quando falam.  Isso ajuda muito no desenvolvimento da linguagem oral.

 

 

4       – Peça para eles recontarem histórias que você leu em voz alta para eles.   (Isso não é aula!  Cuidado!  Precisa ser descontraído e agradável!)

 

 

5       – Incentive seus filhos a desenhar e fazer de conta que escrevem as histórias que ouviram.  Depois peça a eles que “leiam” as histórias que eles desenharam.

 

 

6       – Dê o exemplo: faça com que eles vejam você lendo e escrevendo.

 

 

7       – Vá à biblioteca mais próxima de sua casa regularmente e leve seus filhos com você.

 

 

8       – Crie uma pequena biblioteca em casa e uma prateleira de livros para sua criança, onde ela se acostume a colocar livros, guardá-los e buscá-los.

 

 

9       – Faça um pouquinho de mistério com os livros ou as histórias a serem contadas, aguce a curiosidade da criança, faça com que ela deseje um certo livro, uma história específica.

 

 

10  – Leve seus filhos sempre que houver Hora do Conto, teatro infantil e atividades similares na comunidade, na escola, no município onde você mora. 

 

 

 

Texto adaptado do Passaporte da Leitura: brincar de ler, do Instituto EcoFuturo, publicado pela Editora Globo:2008

 

 

 

 





Imagem de leitura — Virgílio Dias

19 11 2008

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A universitária, s/d

Virgílio Dias (Brasil, 1956)

 

 

 

Virgílio Dias Filho nasceu no dia 8 de setembro de 1956 no Rio de Janeiro, onde mora.

 





Poema de Murillo Araújo no DIA DA BANDEIRA — 19 de novembro

19 11 2008

bandeira-do-brasil

 

COM AS ESTRELAS NATAIS

 

Murillo  Araújo

 

 

Alta, nas nuvens e nos ventos, alta,

no turbilhão se enrola e se levanta.

Como a bandeira de heroísmo salta!

Como a bandeira de heroísmo canta!

 

Ondeia audaz.  Sonha nos grandes mastros

por entre incandescências de arrebóis.

Vibram em suas asas de ouro e de astros

as almas legendárias dos heróis.

 

Oh contemplar assim, por toda a vida,

os seus clarões sublimes e supremos!

Resplende, em sua rama enflorescida,

o céu de estrelas sob o qual nascemos.

 

No exílio… à morte, pela terra imensa,

possamos vê-la rútila e imortal…

e se a tivermos sobre nós suspensa

nós dormiremos sob o céu natal.

 

 

Retirado de: A Estrela Azul: poemas para crianças, 1940 em Poemas Completos de Murillo Araújo

 

 

 

Murillo Araújo – ou Murilo Araújo — (MG 1894 – RJ 1980) jornalista, formado em direito.  Poeta, escritor, teatrólogo, ensaísta.

 

Obras:

 

Carrilhões (1917)  

A galera (escrito em 1915, mas publicado anos depois)

Árias de muito longe (1921)

A cidade de ouro (1927)

A iluminação da vida (1927)

A estrela azul (1940)

As sete cores do céu (1941)

A escadaria acesa (1941)

O palhacinho quebrado (1952)

A luz perdida (1952)

O candelabro eterno (1955)

 

Prosa:

A arte do poeta (1944)

Ontem, ao luar (19510 — uma biografia do compositor Catulo da Paixão Cearense

Aconteceu em nossa terra (pequenos casos de grandes homens)

Quadrantes do Modernismo Brasileiro (1958)

 

Outros poemas de Murillo Araújo (Murilo Araújo neste blog):

Dois tesouros na pátria

Romance dos Dois Pedros

Dia de festa





Brasil que lê: foto tirada em lugar público

18 11 2008

dsc01617

Praça Serzedelo Correa, Copacabana





O guarda-chuva — poema de Mauro Mota para uso escolar

18 11 2008

Ilustração Mauricio de Sousa

 

 

 

O Guarda-chuva

 

 

Mauro Mota

 

 

Meses e meses recolhida e murcha,

sai de casa, liberta-se da estufa,

a flor guardada ( o guarda-chuva).  Agora,

cresce na mão pluvial, cresce.  Na rua,

sustento o caule de uma grande rosa

negra, que se abre sobre mim na chuva.

 

 

Em: Antologia Poética, Mauro Mota, Rio de Janeiro, Editora Leitura: 1968, P.87

 

 

 

Mauro Ramos da Mota e Albuquerque (Nazaré da Mata, 16 de agosto de 1911 — Recife, 22 de novembro de 1984) foi um jornalista, professor, poeta, cronista, ensaísta e memorialista brasileiro.

 

Obras:

 

Elegias (1952)

A tecelã (1956)

Os epitáfios (1959)

Capitão de Fandango (1960, crônica)

O galo e o cata-vento, (1962)

Canto ao meio (1964)

O Pátio vermelho: crônica de uma pensão de estudantes (1968, crônica)

Poemas inéditos (1970)

Itinerário (1975)

Pernambucânia ou cantos da comarca e da memória (1979)

Pernambucânia dois (1980)

Mauro Mota, poesia (2001)

Antologia poética, 1968

Antologia em verso e prosa, 1982.