Imagem de leitura — Mig Quinet

30 03 2014

Mig Quinet (Bélgica1906-2001) A leitora, 1942, ost, 39 x 43cmA leitora, 1942

Mig Quinet (Bélgica, 1906-2001)

óleo sobre tela, 29 x 42 cm

Mig Quinet — Nasceu em Ransart em junho de 1906. Cursou a Academia de Belas Artes de Bruxelas. Trabalhou no serviço cultural do Palais des Beaux-Arts, em Bruxelas de 1928 a 1931. Reuniu-se depois ao grupo fauvista de Brabant. Interessada em avant-garde, fez a sua primeira exposição individual em 1938. Foi uma dos fundadores da Jeune Peinture Belge (1945-1948), ela aparece em quase todos os eventos e defende ao lado de Anne Bonnet, a presença das mulheres na arte deste grupo de inovadores. Defende firmemente também a agressão cromática e simplificação das formas. No início da década de 1950, sua pintura passa para uma abstração geométrica (1949-1957) e depois lírica (1957-1963) com um frescor cheio de espontaneidade e uma paleta de cores brilhantes. Voltou mais tarde à arte figurativa. Mig Quinet é considerada uma das mais originais coloristas da arte belga. Faleceu em Watermael-Boitsfort em Maio de 2001 .





Imagem de leitura — Lucien Jonas

28 03 2014

???????????????????????????????Saint Énogat, meus filhos, 1922

Lucien Jonas (França, 1880-1947)

óleo sobre tela, 60 x 81cm

Museu dos anos 30, Paris





No cinema, um romance epistolar indiano que encanta: “The Lunchbox”

27 03 2014

Christine Comyn -- contemplaçãoContemplação

Christine Comyn (Bélgica, 1957)

Aquarela sobre papel

Em 2008 quando terminei a leitura de A Trégua de Mário Benedetti sabia que havia lido um romance que me afetara profundamente. Mas não tinha imaginado que de quando em quando, me lembraria dessa obra pequenina e potente do escritor uruguaio.  Hoje, passados seis anos, sua presença ainda se faz sentir.  Sábado, quando saí do cinema depois de ver o filme indiano The Lunchbox, quase imediatamente me lembrei dos pequeninos capítulos, quase parágrafos únicos, verdadeiras pedras preciosas de sutileza, que compõem  A Trégua, fazendo do romance a joia rara que me encantou.

Há inúmeros paralelos entre o filme indiano e o romance uruguaio. Ambos são brilhantes. São sutis nas emoções que revelam. E tratam de ritos de passagem.  Em geral usamos esse termo para descrever a literatura centrada em um adolescente que por uma determinada aventura se torna adulto, como no livro de J. D. Salinger, O apanhador no campo de centeio. Mas aqui trata-se de homens adultos à beira da aposentadoria, que por motivos diversos se encontram em situações semelhantes, capazes, talvez, de reencontrar o gosto pela vida. Em ambas as obras, mesmo que por diferentes meios, a sutileza dos sentimentos é tocante.

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Em meio a pilhas de papéis nas mesas dos escritórios, vivendo em um estado quase mecânico, em total solidão, os personagens principais do livro e do filme passam pela vida quase desapercebidos, resignados, incapazes de reivindicar uma existência melhor.  Competentes, mas com suas vidas sem brilho.  E eis que por uma pequena intervenção do destino um raio de luz passa por uma porta entreaberta trazendo a possibilidade de outra vida.  Talvez.  A narrativa em ambos os casos é por meio de elipses, no texto são as entradas no diário de Martín Santomé; no filme são os recados deixados por Irrfan Khan no papel de Saajan Fernandez. Irmãos na delicadeza dos sentimentos, na sutileza da narrativa essas duas obras primas dificilmente são esquecidas.

No filme a extraordinária interpretação de Irrfan Khan, que preenche o seu papel com uma simples mudança no olhar precisa ser ressaltada. E a beleza de Nimrat Kaur, um boa atriz com certeza, não pode ser ignorada. Um belíssimo filme,  poesia em imagens.  Se tiver a oportunidade, não perca.





Imagem de leitura — Francesco Netti

20 03 2014

Francesco Netti, La lettrice, 1873A Leitora, 1873

Francesco Netti (Itália, 1832-1894)

óleo sobre tela, 54 x 44 cm

Pinacoteca di Bari, Itália





Imagem de leitura — Irving Ramsey Wiles

19 03 2014

Irving Ramsay Wiles, IDLE MOMENTSMomentos de ócio, 1901

Irving Ramsey Wiles (EUA, 1861-1948)

óleo sobre tela, 38 x 44 cm

Coleção Particular





Imagem de leitura — Béla Czene

18 03 2014

Czene, Béla (1911-1999) Olvaso lány, 1970Leitura, 1970

Béla Czene (Hungria, 1911-1999)

óleo sobre tela





Imagem de leitura — Pedro Lira

17 03 2014

Pedro Lira (Chilean, 1846-1912). Ileitura interrompidaLeitura interrompida, s/d

Pedro Lira (Chile, 1846-1912)

óleo

Pedro Lira (Chile, 1846-1912) dividiu a sua carreira entre a produção de pinturas notáveis ​​e o trabalho de melhorar a qualidade das artes plásticas no Chile. Era de família abastada. Estudou em Santiago no Instituto Nacional e, aos 16 anos, inscreveu-se na Academia de Pintura, que na época estava sob a direção do artista de origem italiana Alejandro Cicarelli. Além de estudar pintura, também se formou em Direito pela Universidade Nacional. Mas decidiu dedicar-se exclusivamente à pintura. Em 1865, começou a treinar sob a direção do paisagista Antonio Smith. Smith foi influente na primeira fase da carreira de Lira, principalmente nas paisagens. Em 1873, Pedro Lira mudou-se para Paris continuando seus estudos artísticos, onde permaneceu até 1884.





Imagem de leitura — Yehuda Pen

16 03 2014

pen-yehuda-la-lectura-de-periódicos-Yehuda Pen (1854-1937), bielorrusoA leitura do jornal, 1925

Yehuda Pen (Bielorússia, 1854-1937)

óleo sobre tela

Yehuda Pen





Sombra, poema de Flora Figueiredo

16 03 2014

Jan Catharinus Adriaan GoedhartA carta, 1930

Jan Catharinus Adriaan Goedhart(Holanda, 1893 – 1975)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm

Coleção Particular

Sombra

Flora Figueiredo

Tem um lugar no meu quarto

em que a luz não entra.

Tudo que se tenta

não dá certo.

Em vão tirar telha,

abrir janela,

furar o teto.

Postou-se ali um escuro

soturno e quieto,

recentemente diagnosticado.

É uma fração de passado

que o tempo não leva

para não rever fatos,

e que a vida ceva

porque é da vida conservar mandatos.

Para que o escuro seja então cassado,

é preciso um clarão qualificado,

capaz de sorvê-lo em sucção;

que durante o processo de deglutição

use artimanha,

até transformá-lo em cavidade.

É nesse vão que vai florar felicidade,

parida da entranha do bicho-papão.

Em: Amor a céu aberto, Flora Figueiredo, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1992, p. 101.





Imagem de leitura — Joanna Lignou

14 03 2014

Joanna Lignou (Greece)  into-the-book-worldDentro do livro, s.d.

Joanna Lignou (Grécia, contemporânea)

Joanna Lignou