Casamento, poema infantil de Luísa Ducla Soares

27 09 2009

cigarras

 

 

CASAMENTO

                                              Luísa Ducla Soares

Casei um cigarro
com uma cigarra,
fizeram os dois
tremenda algazarra
porque o cigarro
não sabe cantar
e a cigarra
detesta fumar.

Não digam que errei
(mania antipática!)
só cumpri a lei
que manda a gramática.

Em: Poemas da Mentira e da Verdade, Livros Horizonte, 1999.

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Luísa Ducla Soares (Lisboa, 1939) escritora, tradutora, consultora literária e jornalista.  Mais recentemente sua produção  é dedicada ao público infanto-juvenil.  Formada em Filologia Germânica.

Obras:

Contrato (Poesia), 1970

A História da Papoila, prosa (Infanto-juvenil), 1972 ; 1977

Maria Papoila, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1977

O Dr. Lauro e o Dinossauro, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1988

Urso e a Formiga, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 2002

O Soldado João, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 2002

O Ratinho Marinheiro (Poesia para a infância), 1973 ; 2001

O Gato e o Rato, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1977

Oito Histórias Infantis, prosa (Infanto-juvenil), 1975

O Meio Galo e Outras Histórias, prosa (Infanto-juvenil), 1976 ; 2001

AEIOU, História das Cinco Vogais, (prosa) (Infanto-juvenil), 1980 ; 1999

O Rapaz Magro, a Rapariga Gorda, prosa (Infanto-juvenil), 1980 ; 1984

Histórias de Bichos, prosa (Infanto-juvenil), 1981

O Menino e a Nuvem, prosa (Infanto-juvenil), 1981

Três Histórias do Futuro, prosa (Infanto-juvenil), 1982

O Dragão, prosa (Infanto-juvenil), 1982 ; 2002

O Rapaz do Nariz Comprido, prosa (Infanto-juvenil), 1982 ; 1984

O Sultão Solimão e o Criado Maldonado (Poesia para a infância), 1982

Poemas da Mentira… e da Verdade (Poesia para a infância), 1983 ; 1999

O Homem das Barbas, prosa (Infanto-juvenil), 1984

O Senhor Forte, prosa (Infanto-juvenil), 1984

A Princesa da Chuva, prosa (Infanto-juvenil), 1984

O Homem alto, a Mulher baixinha, prosa (Infanto-juvenil), 1984

De Que São Feitos os Sonhos: A Antologia Diferente, prosa (Infanto-juvenil), 1985 ; 1994

O Senhor Pouca Sorte, prosa (Infanto-juvenil), 1985

A Menina Boa, prosa (Infanto-juvenil), 1985

A Menina Branca, o Rapaz Preto, prosa (Infanto-juvenil), 1985

6 Histórias de Encantar, prosa (Infanto-juvenil), 1985 ; 2003

A Vassoura Mágica, prosa (Infanto-juvenil), 1986 ; 2001

O Fantasma, prosa (Infanto-juvenil), 1987

A Menina Verde, prosa (Infanto-juvenil), 1987

Versos de Animais (Antologia de Literatura Tradicional), 1988

Destrava Línguas (Antologia de Literatura Tradicional), 1988 ; 1997

Crime no Expresso do Tempo, prosa (Infanto-juvenil), 1988 ; 1999

Lenga-Lengas (Antologia de Literatura Tradicional), 1988 ; 1997

O Disco Voador, prosa (Infanto-juvenil), 1989 ; 1990

Adivinha, Adivinha: 150 adivinhas populares (Antologia de Literatura Tradicional), 1991 ; 2001

É Preciso Crescer, ( infanto- juvenil (1992

A Nau Catrineta, prosa (Infanto-juvenil), 1992

À Roda dos Livros: Literatura Infantil e Juvenil (Divulgação), 1993

Diário de Sofia & Cia aos Quinze Anos(Infanto-juvenil), 1994 ; 2001

Os Ovos Misteriosos, prosa (Infanto-juvenil), 1994 ; 2002

O Rapaz e o Robô, prosa (Infanto-juvenil), 1995 ; 2002

S. O. S.: Animais em Perigo!…, prosa (Infanto-juvenil), 1996

O Casamento da Gata, poesia (Infanto-juvenil), 1997 ; 2001

Vamos descobrir as bibliotecas (Divulgação), 1998

Vou Ali e Já Volto, prosa (Infanto-juvenil), 1999

Arca de Noé, poesia (Infanto-juvenil), 1999

A Gata Tareca e Outros Poemas Levados da Breca (Poesia para a infância), 1999 ; 2000

ABC, poesia (Infanto-juvenil), 1999 ; 2001

25 (Poesia para a infância), 1999

Seis Contos de Eça de Queirós (Contos), 2000 ; 2002

Com Eça de Queirós nos Olivais no ano 2000 (Divulgação), 2000

Com Eça de Queirós à roda do Chiado (Divulgação), 2000

Mãe, Querida Mãe! Como é a Tua?, prosa (Infanto-juvenil), 2000 ; 2003

Lisboa de José Rodrigues Miguéis (Divulgação), 2001

Roteiro de José Rodrigues Miguéis: do Castelo ao Camões (Divulgação), 2001

A flauta, prosa (Infanto-juvenil), 2001

Uns óculos para a Rita, prosa (Infanto-juvenil), 2001

Todos no Sofá, poesia (Infanto-juvenil), 2001

1, 2, 3, poesia (Infanto-juvenil), 2001 ; 2003

Alhos e Bugalhos (Divulgação), 2001

Meu bichinho, meu amor, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Cores, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Gente Gira, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Tudo ao Contrário!, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Viagens de Gulliver, adaptação livre (Teatro para a infância), 2002

O Rapaz que vivia na Televisão, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Contrários, poesia (Infanto-juvenil), 2003

Quem está aí?, prosa (Infanto-juvenil), 2003

A Cavalo no Tempo, poesia (Infanto-juvenil), 2003

Pai, Querido Pai! Como é o Teu?, prosa (Infanto-juvenil), 2003

A Carochinha e o João Ratão, poesia (Infanto-juvenil), 2003

Se os Bichos se vestissem como Gente, prosa (Infanto-juvenil), 2004

A festa de anos, prosa (Infanto-juvenil), 2004

Contos para rir, prosa (Infanto-juvenil), 2004

Abecedário maluco, poesia (Infanto-juvenil), 2004

Histórias de dedos, prosa (Infanto-juvenil), 2005

A Cidade dos Cães e outras histórias, prosa ( Infanto- juvenil ), 2005

Há sempre uma estrela no Natal, contos ( Infanto-juvenil ) Civilização,2006

Doutor Lauro e o dinossauro, prosa (Infanto-Juvenil), 2.ª ed, Livros Horizonte, 2007

Mais lengalengas (recolhas ),Livros Horizonte,2007

Desejos de Natal (Infanto-juvenil ), Civilização,2007

A fada palavrinha e o gigante das bibliotecas





GPS Biológico? Nas borboletas?

27 09 2009

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Todos os outonos 100 milhões de borboletas monarca migram para o sul dos Estados Unidos.  Elas voam 4.000 quilômetros para se refugiarem no México do inverno rigoroso mais ao  norte.   Essas borboletas navegam na sua rota migratória de acordo com a posição do sol, e calculam o caminho de acordo com o movimento do sol através do céu.

Até recentemente acreditava-se que estas borboletas usassem algum tipo de relógio de 24 horas, que tivessem em seus cérebros.  Mas uma pesquisa publicada no jornal Science, mostra que é nas antenas das borboletas que há um forte aparato para  manter o ritmo circadiano correto.  monarch-butterfly1

 

As borboletas monarcas navegam seus vôos usando um “relógio solar” molecular.  E mais interessante ainda, os estudos sugerem que esses “relógios” exercem uma função diretamente ligada ao cérebro desses insetos, regulando o sistema central do cérebro.

MUITO MAIS INFORMAÇÔES, NO ARTIGO COMPLETO :  BBC





Afinal, há água na lua!

26 09 2009

mapeador de Mineralogia Lunar da sonda Chandrayann-1

 

 

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quinta-feira uma imagem captada pelo Mapeador de Mineralogia Lunar, equipamento americano carregado pela sonda indiana Chandrayann-1, que mostra a forte absorção de água no solo do satélite. Os cientistas da Nasa descobriram moléculas de água nas regiões polares da Lua.

A descoberta foi feita por instrumentos a bordo de três naves separadas que identificaram as moléculas de água em quantidades maiores do que o previsto, mas ainda relativamente pequenas.

A substância hidroxila, uma molécula composta por um átomo de oxigênio e um átomo de hidrogênio, também foi encontrada no solo lunar. “Se é pouca ou muita água, ainda assim é fácil dividir o hidrogênio e o oxigênio e com isso você tem combustível para foguetes“, disse o pesquisador Larry Taylor, da universidade americana de Tennessee, que trabalhou com os dados da Chandrayaan.

Uma sonda da Nasa que vai pousar na Lua no próximo mês vai recolher pedaços do solo para análise.  A quantidade de água é pequena, mas para alguns cientistas ela poderia, hipoteticamente, ter vários usos.  “Se você tiver um metro cúbico de solo lunar, você poderia tirar um litro de água dele“,

Ainda assim, os cientistas dizem que Lua é mais seca do que qualquer deserto da Terra.  “Quando nós dizemos ‘água na lua’, nós não estamos falando de lagos, oceanos ou até poças. Água na Lua significa moléculas de água e hidroxila (hidrogênio e oxigênio) que interagem com moléculas de pedra e poeira especificamente nos milímetros da camada de cima da superfície lunar“, disse a cientista Carle Pieters, da Brown University.

 

dados da Nasa mostram evidencia de moleculas dagua na lua, azul maior concentração

Dados da NASA revelam evidência de água na lua.  Em azul, nas áreas próximas aos polos lunares, há maior concentração de moléculas d’água.

 

A  umidade teria se formado com partículas de hidrogênio no vento solar se ligando ao oxigênio no solo da Lua.  Em outras ocasiões, gelo já havia sido detectado em crateras próximas a um dos polos. Acredita-se que o gelo teria sido trazido por cometas e se conservado em uma área da Lua que nunca é iluminada pelo Sol. 

Este foi um dos principais objetivos da Chandrayaan-1, achar rastros de água na Lua“, disse o chefe da missão não-tripulada indiana, Mylswamy Annadurai. “Estamos muito satisfeitos.”

Nas imagens da superfície lunar realizadas com infravermelho pelo Mapeador de Mineralogia lunar na sonda Chandrayaan-1, aparece uma cratera muito jovem do lado da Lua que não é visível da Terra.

 

SOURCE: Terra





Quadrinha infantil : escovar os dentes

26 09 2009

escovando os dentes, 2

 

Para conservar os dentes,

Sempre em boas condições,

Não se esqueça de escová-los

Logo após as refeições.

 

(Walter Nieble de Freitas)





O maior achado arqueológico em ouro descoberto na Inglaterra!

25 09 2009

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Um homem usando um detector de metais descobriu o maior tesouro em ouro já encontrado na Inglaterra.  Este extraordinário achado responder muitas questões sobre o  século VII, período da maioria das peças.   No momento acredita-se que a maioria das peças encontradas datem de 675 a 725 DC e que foram encontradas no que na época seria o Reino de Mercia.

 

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O tesouro de 1345 peças contém 5 kg de ouro  [650 peças] e 2,5 kg de prata [530 peças], que é três vezes  mais do que foi  encontrado em Sutton Hoo, uma das escavações arqueológicas inglesas de maior importância.  “ É uma coleção de material de valor sem precedentes”, disse o arqueólogo Kevin Leahy, que trabalha com um grupo voluntário, [PAS – Public Antiquities Scheme]  que cataloga tesouros encontrados pela população.

 

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Especialistas ainda não conseguiram avaliar o tesouro por causa de seu tamanho e de  sua importância.  Eles esperam poder fazer um primeiro balanço de seu valor em aproximadamente um ano.

 

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Terry Herbert, que usava um detector de metais que comprara de segunda mão há mais de uma década, encontrou o tesouro enquanto se dedicava ao passatempo de detectar metais em Staffordshire.   Terry encontrou 500 itens antes de chamar os especialistas, que então encontraram mais 800 objetos na terra.  Por razões de segurança o local exato da descoberta está sendo mantido em segredo.  Sabe-se só que é próximo a Burntwood, ao sul de Staffordshire, na parte central norte da Inglaterra.  

 

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O tesouro estava praticamente na superfície do terreno, junto à grama, tendo subido, provavelmente, depois da terra ter sido arada.   A maioria das peças parece ser do século VII.  O que não se sabe é quando e por que esses objetos foram enterrados.  

 

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Quase todas as peças estão relacionadas a objetos bélicos.  Há uns poucos itens de indumentária, mas nada feminino.  Há duas fivelas de ouro provavelmente usadas nas armaduras.  Alguns punhos de espadas e pedaços de capacetes estão entre as peças encontradas de maior interesse.   “A quantidade de ouro é excepcional, mas ainda mais importante, é a qualidade das peças.”, disse Kevin Leahy.  “Tudo da melhor artesania que os anglo-saxões conhecidos por sua habilidade de trabalhar em metal produziam na época.  E eram muito bons.  Pequenas  granadas foram lapidadas e colocadas em grandes grupos que davam um efeito de riqueza, com muito brilho.   Todos os itens pertenceram à elite – aristocracia, realeza, mas não sabemos quem seus donos eram e porque essas peças foram enterradas. Parece uma coleção de troféus, mas é impossível saber se essas peças são o resultado de uma única pilhagem de guerra ou se o resultado de uma carreira militar de grande sucesso”.   Só o estudo e a pesquisa desses materiais poderão dizer.  Qualquer que seja a data, o fato é que esses artefatos vieram de uma época de grandes guerras.  A Inglaterra estava bastante divida por motivos religiosos quando reinos com lealdades tribais lutavam entre si perpetuamente.  O Cristianismo era a principal religião, tendo ganho terreno sobre as formas pagãs de crenças religiosas.  

 

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Uma tira de ouro com inscrições bíblicas em latim vulgar está entre as peças mais controversas: o formato das letras é o ponto de desacordo entre os especialistas: um as identifica como dos séculos VII e VIII enquanto que outro especialista as data do século VIII ao IX.  O texto bíblico que apresenta alguns erros é baseado numa citação do Livro de Números ou Salmo 67: “Surge domine et dissipentur inimici tui et fugiant qui oderunt te a facie tua,” ou Levanta-se Senhor e os seus inimigos dispersam-se, fogem diante dele os que o odeiam.

 

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Mas todos concordam com a excelência do trabalho de filigrana encontrado em algumas peças, assim como na qualidade de desenhos ornamentais típicos dos anglo-saxões, como estranhos animais entrelaçados.  

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Pelo menos duas cruzes estão entre os itens encontrados.  A maior está intacta, ainda que tenha sido dobrada, provavelmente para fazê-la caber num pequeno compartimento, antes de ser enterrada.  A dobradura pode significar que ela foi enterrada por pagãos que não respeitavam os símbolos cristãos, ou também pode ter sido dobrada por cristãos que poderiam tê-la tirada do altar de alguma outra pessoa.   O que se acredita, no entanto, dados o tamanho e a artesania singular, que este tesouro será importante o bastante para re-escrever a historia dos anglo-saxões no país.   

 

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As escavações no local já acabaram e todos os itens encontrados estão em posse do Museu e Galeria de Arte de Birmingham.  Os objetos mais importantes serão exibidos até o dia 13 de outubro quando irão para o Museu Britânico para avaliação.

 

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Depois de avaliados o tesouro será vendido, pelo valor de mercado e o valor arrecadado será dividido igualmente entre Terry Herbert e o dono o terreno em que o tesouro foi achado.  Eles concordaram em dividir os ganhos.

 

FONTES:  CNN

DAILY TELEGRAPH





O Sapo, poema infantil de Ferreira Gullar

24 09 2009

sapos no lago

O SAPO

Ferreira Gullar

Aqui estou eu: o  Sapo,

Bom de pulo e bom de papo.

Falo mais que João do Pulo,

Pulo mais que João do Papo.

Por cautela, falo pouco,

Pra evitar de ficar rouco.

Mas, na verdade, coaxo.

Sou quem toca o contra-baixo

em nossa orquestra de sapos,

pois com os sons de nossos papos

fazemos nosso concerto:

um som fechado, outro aberto,

um que parece trombone,

outro flauta ou xilofone.

Tocamos em qualquer festa.

O nosso e-mail é <orquestra

@sapos. com. floresta>.

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Ferreira Gullar (José Ribamar Ferreira) Pseudônimo:  Ferreira Gullar, nasceu no dia 10 de setembro de 1930, na cidade de São Luiz, capital do Maranhão,

Obras:

A Estranha vida banal,1989

A Luta corporal, 1954

A Luta corporal e novos poemas, 1966

A Saída? Onde fica a saída? ,1967

Antologia poética, 1977

Antonio Henrique Amaral – paintings  1978

Argumentação contra a morte da arte  1993

Arte brasileira hoje, 1973

As Melhores crônicas de Ferreira Gullar, 2005

As Mil e uma noites  2000

Augusto dos Anjos ou Morte e vida nordestina  1976

Barulhos, 1980-1987  1987

Cidades inventadas  1997

Crime na flora, ou, ordem e progresso  1986

Cultura posta em questão  1965

Dentro da noite veloz  1975

Dr. Getúlio, sua vida e sua obra  1968

Etapas da arte contemporânea  1985

Ferreira Gullar  1980

Gramacão  1996

Indagações de hoje  1989

João Boa-Morte, cabra marcado para morrer  1962

Lygia Clark  1980

Muitas vozes  1999

Na vertigem do dia  1980

Nise da Silveira  1996

O Formigueiro  1991

O Menino e o arco-íris  2001

O Meu e o Seu – Antonio Henrique Amaral  XX d

O Touro encantado  2003

Os Melhores Poemas de Ferreira Gullar  1983

Poema sujo  1976

Poemas  1958

Poemas escolhidos  1983

Poesias  1982

Por você por mim  1968

Quem matou Aparecida?  1962

Rabo de foguete

Relâmpagos : (dizer o ver)  2003

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come  1966

Sobre arte  1982

Teoria do não objeto  1959

Toda Poesia  1981

Um Gato chamado gatinho  2000

Um pouco acima do chão  1949

Um Rubi no umbigo  1978

Uma Luz do chão  1978

Uma Tentativa de compreensão  1977

Vanguarda e subdesenvolvimento  1969





PAPA-LIVROS: Veronika Peters, O que cabe em duas malas

24 09 2009

Freira lendo no interior de igreja, Enrico Coleman (Itália 1846-1911)Freira lendo no interior de uma igreja, 1877.

Enrico Coleman (Itália, 1846 – 1911)

Aquarela,  54,25 cm x 36 cm

 

Milhares de pessoas, muitas das que temos entre nossos amigos, parecem estar sempre à procura de um significado maior em suas vidas, de uma paz espiritual que não encontram no dia a dia,  de uma comunhão, talvez, um encontro transcendental.  Alguns procuram esta espiritualidade nas filosofias orientais ou no estudo de conceitos metafísicos.  Tenho certeza grande parte do sucesso de muitas das obras do mago brasileiro, Paulo Coelho, se deve,  justamente, a esta procura por um significado maior do que os limites físicos de cada ser.  Poucas pessoas, no entanto, se entregam à esta procura na curiosa maneira em que a autora deste livro autobiográfico relata:  entrada para um convento. 

Considerando-se que Veronika Peters não havia sido educada dentro do catolicismo e que havia saído de casa ainda jovem adolescente de 14-15 anos, rebelde,  sua entrada num convento de freiras beneditinas aos 21 anos, já demonstra desde o início desta narrativa a ânsia de um significado maior em sua vida; a incrível sede de reflexão e auto-conhecimento que a absorvem; todas características que a levam a testar seus limites, seguidamente pelos 12 anos que permance no convento.   Inicialmente, a autora parece ciente do teste a que se submete:

O que vai acontecer se eu for privada de toda espécie de “distração”: sem rádio, sem televisão, sem telefone?  Vou enlouquecer, ou fazer alguma descoberta?  Seja como for, quero conhecer a experiência do silencio, quero sem me distrair, refletir sobre Deus, sobre a minha vida, sobre o mundo….  [pág.45]

Mas, a medida que a vida no convento continua, Veronika, ao contrário do que poderíamos esperar ou ao contrário do que ela mesma esperava, continua procurando por respostas e acalentando dúvidas quanto a sua permanência no local, sem se esquecer de que ainda há algo que lhe escapa. 

Vou bem aqui, é provável que ainda permaneça por algum tempo.  Um pequeno mundo próprio, onde não me sinto mais tão estranha como nos primeiros dias, espera aos poucos ser descoberto por mim.  Viver por algum tempo nesse lugar, com estas mulheres, em conformidade com esta idéia, parece-me ser a oportunidade para descobrir coisas, que em nenhum outro lugar serei capaz de aprender.  Algumas delas possuem algo que eu também gostaria de possuir. [pág 67-68, em carta a sua amiga Lina].

E assim passam-se doze anos no convento.  De noviça à freira, Veronika procura por respostas a perguntas que não sabe formular, mas que sente estarem presentes em sua vida.  Através desses anos, temos uma interessante visão da vida num convento moderno.   Para quem, como eu, que só conhece o interior dos conventos através de turismo histórico,  da leitura de Vida de Santa Teresa e de produções Hollywoodianas, foi uma verdadeira lição do modernismo católico.   Mas mesmo através destes estágios todos para total aceitação da vida como freira, Veronika se sente em descompasso com a comunidade e é frequentemente advertida por isso:

— Você está me ouvindo? Por que fica tão dura assim atrás do volante?

— Desculpe, eu ainda não me sinto muito à vontade no meu novo papel.

— Você não está representando papel nenhum.

— Ainda preciso me exercitar para ser o que represento com esta roupa.

— Isso todas nós precisamos.  [pág. 89]

 

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A autora, Veronika Peters.

Eventualmente  Veronika sai do convento.  E escreve o livro sobre sua vida lá.   A popularidade deste romance,  (Was in zwei Koffer passt), foi um dos dez livros mais vendidos na Alemanha em 2007, onde permaneceu na lista da Der Spiegel por mais de seis meses, é um testemunho do grande número de pessoas se identificam com a procura espiritual.  E como o texto da editora mesmo diz, esse verdadeiro fenômeno editorial já demonstra um significativo sintoma social.  Um texto leve, de leitura muito rápida, que encoraja todos seus leitores a perseguirem os caminhos — mesmo que difíceis — na procura de sua própria espiritualidade.





Árvore, texto de Coelho Neto, para celebrar a primavera!

23 09 2009

cavalinhos, 1940

Ilustração Paul Bransom (1885-1979), copyrighted 1940.

A árvore

Coelho Neto

A árvore não é só o enfeite da terra; ora em flor, ora em fruto,  ela é a purificadora do ar que respiramos, a garantidora do manancial que jorra para nossa sede e para rega das lavouras.  Movendo docemente os seus ramos, trabalha como fiandeira do sol:  recebendo na copa os raios ardentíssimos, desfia-os em brando calor, agasalhando assim os que se chegam à sua sombra.

Ela é medicina e é beleza frondejando à beira da nossa morada, e ainda  é confidente dos nossos pezares e alegrias, quando, sob seus galhos, recordamos saudades ou edificamos no sonho.

Assim é a árvore viva.

Morta, ela é tudo — o princípio e o fim: berço e esquife, e, entre esses dois polos, tudo é árvore — a casa e o templo, o leito e o altar, o carro que roda nas terras lavradas, o navio que sulca os mares, o cabo da enxada, a haste da lança, e tantos outros utensílios da vida.  Matar a árvore é estancar uma fonte.  Onde se devastam as florestas estende-se o deserto estéril — resseca-se o terreno, os rios minguam, somem-se os animais.  Assim, a árvore, sendo beleza, é ao mesmo tempo, a fiadora da vida.

*****

Em: Apologia da árvore, de Leonam de Azeredo Penna,  Rio de Janeiro, IBDF: 1973.





Vítimas da Guerra de Tróia encontradas?!?!

23 09 2009

Tiepolo, Trojan war

A procissão do Cavalo de Tróia em Tróia, 1773

Giovanni Domenico Tiepolo, ( Veneza, 1724-1804)  

Óleo sobre tela

National Gallery,  Londres

 

 

Arqueólogos turcos encontraram restos mortais de  duas pessoas: um homem e uma mulher que acreditam poder terem morrido por volta de 1200 a.C., na época da lendária guerra de Tróia, disse nesta terça-feira, 22, o professor alemão Ernst Pernicka, da Universidade de Tübinga, que comanda escavações no sítio arqueológico do noroeste da Turquia.   Pernicka afirmou que os corpos foram achados próximos de uma linha de defesa dentro da cidade, construída no final da era do Bronze.  

Isso pode ajudar a comprovar que a parte baixa de Troia no final da era do Bronze era maior do que se imaginava, alterando as percepções dos acadêmicos a respeito da cidade descrita na Ilíada, de Homero.   “Em poucas semanas saberemos a época exata de sua morte e suas idades aproximadas.  Se os restos forem confirmados como sendo de 1200 a.C., isso iria coincidir com o período da guerra de Troia.  Essa gente foi sepultada perto de um fosso. Estamos conduzindo um teste de radiocarbono, mas a descoberta é eletrizante“, disse Pernicka. “ Se nossas estimativas estão corretas, poderemos afirmar que encontramos as primeiras vítimas da guerra de Tróia“, acrescentou Aslan. A guerra de Tróia é um dos eixos centrais da Ilíada e da Odisséia, do poeta grego Homero.

A antiga Tróia, na entrada do estreito de Dardanelos, relativamente próximo da zona sul de Istambul, foi encontrada na década de 1870, pelo empreendedor e arqueólogo alemão Heinrich Schliemann.   Pernicka disse que cerâmicas encontradas perto dos corpos, que estavam sem as partes inferiores, eram confirmadamente de 1200 a.C., mas que o casal pode ter sido enterrado 400 anos depois em um cemitério na camada que os arqueólogos chamam de Tróia 6 ou Tróia 7, das diferentes camadas das ruínas de Tróia.

Dezenas de milhares de turistas visitam anualmente as ruínas de Tróia, onde uma enorme réplica de madeira do famoso cavalo de Tróia está exposta ao lado de várias ruínas escavadas.

Fonte:  Estadão on line





Primavera, quadrinha

22 09 2009

 jardineira, donald zolan

Ilustração, David Zolan.

 

 

A Primavera explodiu
em folhas e cores novas!
Quem fez tudo ninguém viu                      
mas as flores são as provas…