
“A pátria não é a raça, não é o meio, não é o conjunto dos aparelhos econômicos e políticos: é o idioma criado ou herdado pelo povo.”
Olavo Bilac

Olavo Bilac
O sobretudo de Pascal, 1954
[Le manteau de Pascal]
René Magritte (Bélgica, 1898-1967]
óleo sobre tela, 59 x 49 cm
The Menil Collection, Texas
“Todavia certos pintores — como também certos escritores — apesar de praticarem o culto do sonho e do inconsciente, que muito antes de Freud os ligava aos românticos (especialmente a Novalis, Achim von Arnin, Hoffmann e Nerval), não eram de fato uns instintivos, mesmo porque percebiam nitidamente a polaridade entre forças cerebrais e forças ancestrais. Em breve fundou-se uma linha divisória da teoria e da prática. Pascal escrevera: “Nous sommes automate autant qu’esprit“. Os revisionistas poderiam alterar a fórmula e dizer “Nous sommes esprit autant qu’ automate“. Não foi por acaso que alguns adeptos da doutrina passaram sem choque para o marxismo, que comporta, além de seu aspecto destruidor e polêmico, toda uma construção. O surrealismo, teoricamente inimigo da cultura, tornou-se num segundo tempo um fato de cultura; e muitos surrealistas, superando a técnica do automatismo, dispuseram-se a trabalhar com um método planificador. Por isso mesmo, quando há uns vinte anos atrás Breton procedeu em Nova Iorque à revisão analítica do movimento, a contragosto incluía Magritte entre os pintores surrealistas, insinuando que o seu processo de compor não era automático, antes plenamente deliberado”.
Em: Transístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980,p.188-9.
Ilustração de Marli Soares Borges.
Maria da Graça Almeida
Perfilados, apontados,
estão todos bem guardados
numa caixa tão bonita,
desenhada e com fitas!
São eretos, são brilhantes
coloridos, elegantes!
Têm o corpo de madeira,
têm a cor na cabeleira!
O azul colore o céu,
o verdinho aviva as folhas.
Pra pintar um bom painel,
o tom fica a sua escolha.
Tenho um sol brilhante e belo
com o lápis amarelo!
Lápis preto escurece
e o desenho entristece.
Com o branco passo apuros,
mas às vezes nele aposto,
sua cor em fundo escuro
quando vejo sempre gosto!
São Luís, 1953
Tadashi Kaminagai (Japão, 1899 — França, 1982)
óleo sobre tela, 53 x 71 cm
Bacia, c. 1579
Ateliê Patanazzi
Faiança, 45 x 47 cm
[Parte do serviço de jantar de Alfonso II d’Este, Duque de Ferrara (1533-1597)]
LOUVRE
Peças de jantar com narrativa [istoriato] como esta eram feitas para grandes serviços, em Urbino. Em geral decoradas em toda superfície como nesta bacia com três lóbulos que fez parte do serviço de jantar comemorando o casamento de Alfonso II d’Este com Margherita de Gonzaga em 1579. Foi atribuído ao ateliê Patanazzi. Nele encontra-se duas marcas do Duque de Ferrara: a pedra em chamas e a legenda “Ardet Aeternum” que representam a família dos duques de Ferrara.
Reverso, parte de baixo da bacia.
Detalhe no topo a pedra em chamas e a legenda dos duques de Ferrara.
Pescaria, John Newton Howitt (1885 – 1958)Para não faltar o peixe,
Na mesa do nosso lar,
O pescador bem cedinho,
Sua rede atira no mar.
Em: 1001 Quadrinhas Escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1965

Mulher lendo em Milão
Aart Everaarts (Holanda, 1931)
acrílica sobre papel, 100 x 140cm
Nicolas Chamfort
Entardecer no pasto
Gérson de Azeredo Coutinho (Brasil, 1900-1967)
óleo sobre madeira, 15 x 20 cm

Vinícius de Moraes
Onde vais, elefantinho,
correndo pelo caminho,
assim tão desconsolado?
Andas perdido, bichinho,
espetaste o pé no espinho,
que sentes, pobre coitado?
— Estou com um medo danado
encontrei um passarinho.
Em: O mundo da criança, vol. 1: poemas e rimas, Rio de Janeiro, Editora Delta: 1971, p. 61.
Em:
Foto: Marcelo Camacho
Com o nome científico Pipridae filicauda, o Irapuru leva muitos outros apelidos, entre eles Rabo de arame, Tangará, Dançador-de- cauda-fina, e outros. está entre os pássaros brasileiros de cores mais fortes, três: preto (asas e cauda), amarelo (papo) e vermelho(cabeça). E só os machos são coloridos. As fêmeas coitadinhas, tem uma cor única, verde-oliva, e com isso conseguem se disfarçar na folhagem muito mais do que seus parceiros. São naturais da Amazônia, portanto, encontrados nas florestas do Brasil, (Amazônia Ocidental, nos rios Negro e Purus), Peru, Equador, Colômbia e Venezuela. São pequeninos, atingindo no máximo 10,5 cm no corpo sem contar as penas que fazem o rabo.