Hans Hamza (Áustria, 1879-1945)
óleo sobre madeira, 19 x 13 cm
Lyse Anthony (EUA, contemporânea)
aquarela, 24 x 16 cm
Mais uma fábula de Leonardo da Vinci. Quem segue este blog já sabe que além de grande pintor, arquiteto e cientista, o gênio da Renascença italiana também ficou conhecido por sua arte de conversar, e também de contar histórias. Leonardo escreveu e anotou fábulas e contos populares, lendas e anedotas, organizando-as em volumes diversos. Algumas dessas lendas foram traduzidas por Bruno Nardini e publicadas no Brasil em 1972. Transcrevo aqui a fábula As Garças do volume de Leonardo chamado: Lendas, H. 9r.) Em: Fábulas e lendas, Leonardo da Vinci, São Paulo, Círculo do Livro: 1972, p. 42
O rei era um bom rei, porém tinha muitos inimigos. As garças, leais e fiéis, estavam preocupadas. Havia sempre a possibilidade, principalmente à noite, dos inimigos cercarem o palácio e aprisionarem o rei.
— Que devemos fazer? pensaram elas. — Os soldados, que deveriam estar de guarda, estão dormindo. Não podemos confiar nos cães, pois estão sempre caçando e sempre cansados. Nós é que temos que guardar o palácio e deixar nosso rei dormir em paz.
Então as garças decidiram tornarem-se sentinelas. Dividiram-se em grupos, cada grupo zelava por uma área, com mudanças de guarda em horas determinadas.
O grupo maior postou-se no prado que cercava o palácio. Outro grupo colocou-se do lado de fora de todas as portas. E o terceiro decidiu ficar no quarto do rei, a fim de vigiá-lo o tempo todo.
— E se nós adormecermos? perguntaram algumas garças.
— Temos um modo de evitar adormercermos, respondeu a mais velha de todas. — Cada uma de nós vai ficar segurando uma pedra com o pé que estiver levantado enquanto permanecermos paradas. Se uma de nós dormir, a pedra cairá no chão e o barulho a acordará.
Todas as noites, desde então, as garças vigiam o palácio, mudando a guarda de duas em duas horas. E nenhuma, ainda, deixou cair a pedra.
Johan Patricny (Suécia, 1976)
Aquarela
Menotti del Picchia (Brasil, 1892-1988) em Juca Mulato, publicado em 1917.
Natureza morta com mangas, 1990
Florêncio [José Carlos dos Santos] (Brasil, 1947)
óleo sobre tela, 24 x 41 cm
Figura em indumentária completa, século VII-VIII
Cultura Maia, Península do Yucatan, México
Cerâmica policromada, 29 cm de altura
Metropolitan Museum, Nova York
Rosalba Carriera (Veneza, 1675-1757)
Pastel sobre papel azul, 31 x 25 cm
Gemäldegalerie, Dresden