Boas maneiras XVIII

29 06 2009

18 - boa tarde professor 18

Se “boa tarde” você diz,

Seu professor fica feliz!





Quadrinha para uso escolar: Lua

28 06 2009

noite de luar

 

A lua branca passava,

Pelo céu devagarinho

E no mar a onda olhava

A lua no seu caminho.

 

(Maria Dulce Prado Carvalho Rosas)





Tomografia revela como seria sacerdotisa egípcia

27 06 2009

meresamunSacerdotisa, Meresamun.  Reconstutuição.

 

Artistas independentes americanos utilizaram um equipamento em 3D para reconstruir a possível aparência da múmia da sacerdotisa egípcia Meresamun, que viveu há cerca de 3 mil anos. Durante 80 anos, a múmia permaneceu desconhecida em seu sarcófago porque os pesquisadores do Museu Oriental da Universidade de Chicago mantiveram o ataúde lacrado para não danificá-la. Em fevereiro deste ano, uma tomografia computadorizada em um aparelho CT-scan revelou que a múmia era mesmo de Meresamun. As informações são do site científico Live Science.

Meresamun, cantora que viveu em um templo de Tebas (onde hoje fica a cidade de Luxor, no Egito) por volta de 800 a.C, morreu de causas desconhecidas quando tinha cerca de 30 anos. Os pesquisadores criaram modelos digitais em 3D do crânio da mulher com base em tomografias computadorizadas. Em seguida, os dados foram entregues a dois profissionais especializados em arte forense para desenvolver as características faciais da sacerdotisa.

O artista Joshua Harker utilizou uma técnica tradicional e precisa, geralmente usada na identificação de vítimas de crimes, para calcular os contornos do rosto da múmia. Michael Brassell, com experiência em casos de investigação na unidade de desaparecidos da polícia estadual de Chicago, ajudou a finalizar os detalhes do rosto.

“O crânio é a condução da arquitetura facial. Todas as proporções e posições estarão lá, se você souber lê-las”, disse Harker. “Mesmo as formas dos lábios, nariz e sobrancelhas podem ser determinadas, se você souber como procurá-las”, afirmou o especialista.

Conforme Brassell, a múmia foi submetida ao mesmo método de investigação utilizado em casos de homicídio. “As tomografias ficaram muito claras, tornando mais fácil o trabalho”, avaliou. Meresamun era aparentemente alta para a época, tinha olhos grandes e a arcada dentária superior projetada para frente.

 

meresamun,urna

Urna de Meresamun.

 

“Meresamun foi, até o momento de sua morte, uma mulher muito saudável”, explicou Michael Vannier, radiologista da Universidade de Chicago que realizou os exames. O médico disse que alguns indícios encontrados nos ossos indicam que a mulher tinha uma boa alimentação e um estilo de vida ativo.

A reconstrução artística de Meresamun, a múmia e o sarcófago estão expostos no Museu Oriental da Universidade de Chicago até dezembro deste ano.

 

Fontes: Terra, Live Science





O menor esforço — poema infantil de Giuseppe Artidoro Ghiaroni

27 06 2009

 trabalho, pantera cor de rosa

 Pantera cor-de-rosa. Ilustração Freleng e DePatiee.

 

 

 O Menor Esforço
                                                      Guiuseppe Artidoro Ghiaroni

Ferreiro e filho de ferreiro,
um dia visitei meu vizinho carpinteiro.
E ao ver quanto a madeira era macia
em relação ao ferro que eu batia,
deixei de ser ferreiro.

 Tornei-me carpinteiro e, vendo o oleiro
modelando o seu barro molemente,
cobicei seu oficio de indolente
e larguei meu formão de carpinteiro.

Mas fui depois a casa do barbeiro,
que alisava uns cabelos de menina.
E achando aquela profissão mais fina,
deixei de ser oleiro.

Um dia, em minha casa de barbeiro
entrou um poeta de cabelo ao vento.
E ao ver quanto era livre e sobranceiro,
troquei minha navalha e meu dinheiro
por sua profissão de encantamento…

Meu Deus! Por que deixei de ser ferreiro ?

 

Giuseppe Artidoro Ghiaroni — Nasceu em Paraíba Do Sul, (RJ), no dia 22 de fevereiro de 1919. Jornalista, poeta, redator e tradutor;  Depois de ter sido ferreiro, “office-boy” e caixeiro, passou a redator do “Suplemento juvenil ” iniciando-se assim no jornalismo de onde passou para o Rádio distinguindo-se como cronista e novelista.  Faleceu em 2008 aos 89 anos.

Obras:

O Dia da Existência, 1941

A Graça de Deus, 1945

Canção do Vagabundo, 1948

A Máquina de Escrever, 1997





Imagem de leitura — Lucília Fraga

25 06 2009

LuciliaFRaga(1895-1979)Leitura,osm,62x46

Leitura, s/d

Lucília Fraga ( Brasil, 1895 – 1979)

Óleo sobre madeira  62 x 46 cm

 

Lucília Fraga (BA, 1895 — SP, 1979) professora, desenhista e pintora brasileira, de estilo figurativo.

 Nascida em Caetité, na Serra Geral, alto sertão da Bahia, mudou-se com a família para Jaú e depois para São Paulo.

 Começou sua formação artística, com Henrique Bernadelli, no Rio de Janeiro e com Pedro Alexandrino e Antônio Rocco, em São Paulo . Suas irmãs Anita e Helena também foram artistas plásticas. Suas obras podem ser encontradas em coleções particulares, alcançando boa cotação no mercado. O Centro Cultural São Paulo e a Pinacoteca do Estado de São Paulo possuem obras suas em seus respectivos acervos.

Sua última exposição foi em Santos, em 1970. Dentre seus ex-alunos destacam-se as artistas Ernestina Karman e Colette Pujol.





O cavalo e o burro, fábula, texto de Monteiro Lobato

25 06 2009

horsedonkeybarlow_400O Cavalo e o burro, ilustração de Frances Barlow, metade do século XVII.

 

O cavalo e o burro

                                                                                              Monteiro Lobato

O cavalo e o burro seguiam juntos para a cidade.  O cavalo contente da vida, folgando com uma carga de quatro arrobas apenas, e o burro — coitado!  gemendo sob o peso de oito.  Em certo ponto, o burro parou e disse:

— Não posso mais!  Esta carga excede às minhas forças e o remédio é repartirmos o peso irmãmente, seis arrobas para cada um.

O cavalo deu um pinote e relichou uma gargalhada.

— Ingênuo!  Quer então que eu arque com seis arrobas quando posso tão bem continuar com as quatro?  Tenho cara de tolo?

O burro gemeu:

— Egoísta,  Lembre-se que se eu morrer você terá que seguir com a carga de quatro arrobas e mais a minha.

O cavalo pilheriou de novo e a coisa ficou por isso.  Logo adiante, porém, o burro tropica, vem ao chão e rebenta.

Chegam os tropeiros, maldizem a sorte e sem demora arrumam com as oito arrobas do burro sobre as quatro do cavalo egoísta.  E como o cavalo refuga, dão-lhe de chicote em cima, sem dó nem piedade.

— Bem feito!  exclamou o papagaio.  Quem mandou ser mais burro que o pobre burro e não compreender que o verdadeiro egoísmo era aliviá-lo da carga em excesso?  Tome!  Gema dobrado agora…

***

Em:  Criança Brasileira, Theobaldo Miranda Santos, Quarto Livro de Leitura: de acordo com os novos programas do ensino primário.  Rio de Janeiro, Agir: 1949.

VOCABULÁRIO:

Folgando: descansando, alegrando-se; excede: ultrapassa; arque: aguente; tropica: tropeça; maldizem: lamentam; refuga: rejeita.

José Bento Monteiro Lobato, (Taubaté, SP, 1882 – 1948).  Escritor, contista; dedicou-se à literatura infantil. Foi um dos fundadores da Companhia Editora Nacional. Chamava-se José Renato Monteiro Lobato e alterou o nome posteriormente para José Bento.

Obras:

A Barca de Gleyre, 1944

A Caçada da Onça, 1924

A ceia dos acusados, 1936

A Chave do Tamanho, 1942

A Correspondência entre Monteiro Lobato e Lima Barreto, 1955

A Epopéia Americana, 1940

A Menina do Narizinho Arrebitado, 1924

Alice no País do Espelho, 1933

América, 1932

Aritmética da Emília, 1935

As caçadas de Pedrinho, 1933

Aventuras de Hans Staden, 1927

Caçada da Onça, 1925

Cidades Mortas, 1919

Contos Leves, 1935

Contos Pesados, 1940

Conversa entre Amigos, 1986

D. Quixote das crianças, 1936

Emília no País da Gramática, 1934

Escândalo do Petróleo, 1936

Fábulas, 1922

Fábulas de Narizinho, 1923

Ferro, 1931

Filosofia da vida, 1937

Formação da mentalidade, 1940

Geografia de Dona Benta, 1935

História da civilização, 1946

História da filosofia, 1935

História da literatura mundial, 1941

História das Invenções, 1935

História do Mundo para crianças, 1933

Histórias de Tia Nastácia, 1937

How Henry Ford is Regarded in Brazil, 1926

Idéias de Jeca Tatu, 1919

Jeca-Tatuzinho, 1925

Lucia, ou a Menina de Narizinho Arrebitado, 1921

Memórias de Emília, 1936

Mister Slang e o Brasil, 1927

Mundo da Lua, 1923

Na Antevéspera, 1933

Narizinho Arrebitado, 1923

Negrinha, 1920

Novas Reinações de Narizinho, 1933

O Choque das Raças ou O Presidente Negro, 1926

O Garimpeiro do Rio das Garças, 1930

O livro da jangal, 1941

O Macaco que Se Fez Homem, 1923

O Marquês de Rabicó, 1922

O Minotauro, 1939

O pequeno César, 1935

O Picapau Amarelo, 1939

O pó de pirlimpimpim, 1931

O Poço do Visconde, 1937

O presidente negro, 1926

O Saci, 1918

Onda Verde, 1923

Os Doze Trabalhos de Hércules,  1944

Os grandes pensadores, 1939

Os Negros, 1924

Prefácios e Entrevistas, 1946

Problema Vital, 1918

Reforma da Natureza, 1941

Reinações de Narizinho, 1931

Serões de Dona Benta,  1937

Urupês, 1918

Viagem ao Céu, 1932

——-

Francis Barlow ( Inglaterra, 1626? – 1704) Pintor, gravador e ilustrador.  Seu primeiro trabalho foi como ilustrador do livro Theophila, de Edward Benlowe, publicado em 1652.  Em 1666 ilustrou e publicou uma edição das Fábulas de Esopo, que mais tarde, em 1687 foi republicada e depois mais uma vez em 1668.  A versão de 1687 aparece com várias outras fábulas e ilustrações adicionais.    Barlow trabalhou em Londres a partir de 1653 como pintor de animais , pássaros e da vida campestre.   Tudo indica que morreu na pobreza.  Foi sepultado em   11 de agosto de 1704, mas não se sabe ao certo a data de seu falecimento.

Esta fábula de Monteiro Lobato é uma das centenas de variações feitas através dos séculos da fábulas de Esopo, escritor grego, que viveu no século VI AC.  Suas fábulas foram reunidas e atribuídas a ele, por Demétrius em 325 AC.  Desde então tornaram-se clássicos da cultura ocidental e muitos escritores como Monteiro Lobato, re-escreveram e ficaram famosos por recriarem estas histórias, o que mostra a universalidade dos textos, das emoções descritas e da moral neles exemplificada.  Entre os mais famosos escritores que recriaram as Fábulas de Esopo estão Fedro e La Fontaine.  Nota, interessante sobre este texto especificamente:  na fábula grega o incidente ocorre entre uma mula e um burro.





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

24 06 2009

Brasileiro lendo com café da mnhã, praia 1603

Café da manhã, com jornal, água de coco e sol de inverno:  que mais pode querer o aposentado?  Praia de Copacabana, RJ





Quadrinha sobre o presunçoso, uso escolar

23 06 2009

Menino, com toda elegância, cartão Postal, 1929

Ilustração:  Cartão postal [Alemanha], 1929.

 

Quem julga ser importante

nem sempre importância tem;

e além de deselegante,

é presunçoso também.

 

(Lucina Long)





Cão, poema de Alexandre O’Neill

22 06 2009

cachorro azul, ilustração de Maurício de Sousa

Ilustração de Maurício de Sousa.

 

Cão

 

                                   Alexandre O’Neill

 

 

Cão passageiro, cão estrito

Cão rasteiro cor de luva amarela,

Apara-lápis, fraldiqueiro,

Cão liquefeito, cão estafado

Cão de gravata pendente,

Cão de orelhas engomadas,

de remexido rabo ausente,

Cão ululante, cão coruscante,

Cão magro, tétrico, maldito,

a desfazer-se num ganido,

a refazer-se num latido,

cão disparado: cão aqui,

cão ali, e sempre cão.

Cão marrado, preso a um fio de cheiro,

cão a esburgar o osso

essencial do dia a dia,

cão estouvado de alegria,

cão formal de poesia,

cão-soneto de ão-ão bem martelado,

cão moído de pancada

e condoído do dono,

cão: esfera do sono,

cão de pura invenção,

cão pré-fabricado,

cão espelho, cão cinzeiro, cão botija,

cão de olhos que afligem,

cão problema…

Sai depressa, ó cão, deste poema!

 

Em: Abandono Vigiado, Lisboa, Guimarães: 1960

alexandreoneillAlexandre O’Neill

 

Alexandre O’Neill – (Portugal 1924-1986) poeta português. Frequentou a Escola Náutica (Curso de Pilotagem), trabalhou na Previdência, no ramo dos seguros, nas bibliotecas itinerantes da Fundação Gulbenkian, e foi técnico de publicidade. Durante algum tempo, publicou uma crônica semanal no Diário de Lisboa.

 

 

Obras:

 

Tempo de Fantasmas, poesia, 1951

No Reino da Dinamarca, poesia, 1958

Abandono Vigiado, poesia, 1960

Poemas com Endereço, poesia, 1962

Feira Cabisbaixa, poesia, 1965

De Ombro na Ombreira, poesia, 1969

Entre a Cortina e a Vidraça, poesia, 1972

A Saca de Orelhas, poesia, 1979

As Horas Já de Números Vestidas, poeisa, 1981

Dezenove Poemas, poesia, 1983

O Princípio da Utopia, poesia, 1986

Poesias Completas, 1951-1983, 1984

As Andorinhas não têm restaurante, prosa, 1970

Uma Coisa em Forma de Assim, crônicas, 1980





Lua, sem ela nós não seriamos nós. Sabe por que?

21 06 2009

luaGetty images.

 

Sabe-se que a vida na terra deve muito a existência da lua.

 

A lua estabiliza a rotação da terra, impedindo que haja movimentos bruscos dos pólos terrestres que poderiam gerar mudanças climáticas enormes.  Se estas mudanças houvessem acontecido os cientistas acredita, que elas teriam prevenido qualquer possibilidade de forma de vida ou da evolução de vida.

A lua também tem sua influencia das marés dos oceanos, que os cientistas acreditam ter sido o lugar perfeito para o aparecimento da vida na Terra. 

Apesar da terra ter os ingredientes necessários para gerar vida, ainda não sabemos se o aparecimento da vida aqui não foi um evento único ou se é alguma coisa que acontece mais ou menos em todo o lugar que tenha condições especificas e certas para o aparecimento da vida.

Sabe-se que a vida na terra deve muito a existência da lua.

 A lua estabiliza a rotação da terra, impedindo que haja movimentos bruscos dos pólos terrestres que poderiam gerar mudanças climáticas enormes.  Se estas mudanças houvessem acontecido os cientistas acredita, que elas teriam prevenido qualquer possibilidade de forma de vida ou da evolução de vida.

A lua também tem sua influencia das marés dos oceanos, que os cientistas acreditam ter sido o lugar perfeito para o aparecimento da vida na Terra. 

Apesar de a terra ter os ingredientes necessários para gerar vida, ainda não sabemos se o aparecimento da vida aqui não foi um evento único ou se é alguma coisa que acontece mais ou menos em todo o lugar que tenha condições especificas e certas para o aparecimento da vida.

O portal Live Science publicou uma lista dos 10 fatos mais interessantes a respeito da lua.  Estou aqui usando a tradução do artigo, publicado em português no portal Terra.

Praia ao luar-2 copy

Luar na praia de Copacabana, foto: Ladyce West

 

Confira abaixo os dez fatos incríveis registrados no satélite da Terra, conforme o site científico Live Science:

10 – O Grande impacto
A teoria mais aceita sobre a origem da Lua é a de que o satélite terrestre é o resultado de uma grande colisão conhecida como Impacto Gigante (Big Whack, em inglês). Conforme os cientistas, a Lua nasceu da colisão entre um planeta do tamanho de Marte, chamado Theia, com a Terra há 4,6 bilhões de anos, pouco tempo depois do Sol e do Sistema Solar existirem. O impacto fez com que uma nuvem de poeira e rochas, composta por parte do núcleo condensado da Terra, se juntasse sobre o planeta e entrasse em órbita.

9 – Terra controla nascer da Lua
Mesmo não sendo ao mesmo tempo, a Lua diariamente surge no leste e se põe no Oeste, assim como o Sol e outras estrelas, também pela mesma razão: A Terra gira em torno do seu eixo em direção ao Leste, puxando objetos celestes no caminho e, em seguida, os empurra para fora. A Lua tambpem realiza uma viagem orbital ao redor do planeta uma vez a cada 29,5 dias.

No céu, o movimento é gradual ao leste, mas não é perceptível durante uma observação. O motivo explica porque o satélite terrestre fica maior cada dia mais tarde, em média, por cerca de 50 minutos. Por isso também a Lua aparece as vezes no anoitecer ou durante a noite, enquanto em outros momentos ela pode ser vista de dia.

8 – Sem “lado negro”
Contrariando o que muitos acreditam, cientistas explicam que a Lua não possui um “lado negro”, e sim, um “outro lado” que não pode ser visto da Terra. Há muito tempo, os efeitos gravitacionais terrestres diminuíram a rotação da Lua em torno do seu eixo. Assim que o satélite desacelerou o suficiente para corresponder ao seu período orbital – o tempo que leva para a Lua viajar ao redor da Terra -, os efeitos se estabilizaram.

Por causa disso, a Lua dá uma volta na Terra e gira em torno de si uma vez e na mesma quantidade de tempo, mostrando apenas um lado em tempo integral.

7 – Gravidade muito menor
A lua é muito menos massiva do que a Terra, tendo 27% do tamanho do planeta azul. A gravidade em sua superfície também é muito menor, sendo apenas um sexto da encontrada na Terra. Ou seja, se uma pessoa pesa 150 kg aqui no chão, lá em solo lunar ela vai pesar 25 kg. Uma pedra jogada para cima também caíra de forma bem mais lenta.

6 – Lua mais ou menos cheia
A órbita da Lua em torno da Terra possui forma oval, e não de um círculo, de modo que a distância entre o centro da Terra e do centro lunar varia ao longo de cada percurso. No perigeu, quando a Lua está mais próxima da Terra, a distância é de 363,3 mil km. No apogeu, quando está mais longe, a distância é de 405,5 mil km. Quando a Lua cheia surge durante o apogeu, o disco visível da Terra pode ser entre 14% e 30% mais brilhante que outras fases lunares.

Quando a lua está nascendo, ela parece ser maior, mas isso é uma ilusão que ainda os astrônomos não sabem explicar. Se alguém quiser testá-la, deve segurar um objeto pequeno, como uma borracha, com o braço esticado próximo à lua, e depois fazer a mesma experiência quando a lua estiver mais alta e parecer menor. Próxima ao objeto pequeno, a Lua fica com o mesmo tamanho nos dois testes.

5 – Histórico de violência
Os cientistas acreditam que as crateras lunares confirmam um passado violento no histórico lunar. Apesar de quase não haver atmosfera e atividade em seu interior, a Lua bateu recordes de quedas de corpos espaciais há bilhões de anos.

A Terra também sofreu com o bombardeio, mas as crateras foram desaparecendo com o tempo devido aos efeitos climáticos. De acordo com um estudo, os impactos podem ter ajudado no desenvolvimento das formas de vida existentes na Terra na época, em vez de destruí-las.

4 – Formato semelhante a um ovo
A Lua possui o formato oval e não arredondado ou esférico como alguns pensam. Se uma pessoa sair na rua para observá-la, uma de suas pequenas extremidades da direita estará virada para ela. Por causa desse efeito é que ela parece redonda.

3 – Cuidado! Terremotos lunares
Se engana quem pensa que a superfície lunar é sempre um mar de tranquilidade. Durante as visitas ao satélite munidos de sismógrafos, os astronautas descobriram que a estrutura geológica é bastante hostil.

Pequenos terremotos acontecem com frequência, provavelmente devido à força gravitacional liberada pela Terra, causando rachaduras no solo e liberando gases. Segundo os cientistas, a Lua possui um centro quente semelhante ao do planeta azul.

2 – Atração nos mares
Por incrível que pareça, as marés na Terra são causadas pela gravidade da Lua (o Sol em menor intensidade), que “puxa” os oceanos. Durante a rotação da Terra, as marés altas se alinham com a Lua. Do outro lado do planeta, a maré também fica alta pelo fato de que a gravidade “puxa” a Terra em direção ao seu satélite mais do que atrai a água.

O resultado de todos esses efeitos é interessante: conforme os cientistas, parte da energia rotacional da Terra é “roubada” pela Lua, fazendo com que o planeta fique mais lento em aproximadamente 1,5 milissegundos por século.

1 – Tchau, Lua!
Infelizmente, a Lua está se afastando da Terra gradativamente e, a cada ano, a distância aumenta 4 cm. Os pesquisadores explicam que, há 4,6 bilhões de anos, quando a Lua se formou, ela estava a 22 mil km da Terra. Atualmente, a distância evoluiu para 450 mil km.

Um estudo informa que a taxa de rotação da Terra está diminuindo, o que deixa os dias cada vez maiores. Os cientistas acreditam que se este efeito prosseguir, em bilhões de anos um dia terrestre poderá durar cerca de um mês.