Mulher lendo um livro, c. 1793-1800
Lâmpada decorativa
Porcelana de Sèvres, França
Artesãos: Louis-Simon Boizot e H. F. Vincent
Hermitage, São Petersburgo, Rússia
Mulher lendo um livro, c. 1793-1800
Lâmpada decorativa
Porcelana de Sèvres, França
Artesãos: Louis-Simon Boizot e H. F. Vincent
Hermitage, São Petersburgo, Rússia
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Briga de Pluto com Buldogue , ilustração de Walt Disney.–
Não se rompe um laço antigo,
sempre há perdão, na amizade.
Quem deixa de ser amigo,
nunca o foi na realidade.
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(Edgar Barcelos Cerqueira)
George Seton Coggeshall (EUA, 1914-1994)
José Eduardo Agualusa
Em: “A escritora que me derrotou”, O Globo, 23/05/2016, 2º caderno, página 2.
Louise Catherine Breslau (Suíça, 1856-1927).
Óleo sobre madeira
Secretaria da Cultura, Berna, Suíça
Quatro meninas em Åsgårdstrand, 1903
Edvard Munch (Noruega, 1863-1944)
óleo sobre tela, 87 x 111 cm
Museu Munch, Oslo
Stella Leonardos
Elas eram quatro rosas
Sendo cada qual mais bela.
A vermelha, a cor de rosa.
A de corola amarela…
Mas a quarta era Rosinha,
Branca branca, bem singela.
Levou-a Deus manhãzinha.
Que era rosa de anjo, aquela.
Em: Pedaço de Madrugada, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José:1956, p.63
Senhora idosa e menino à luz de vela
Mathias Stom (Holanda(?) Bélgica (?), c. 1600 — depois de 1652)
óleo sobre madeira, 58 x 71 cm
Birmingham Museums Trust, Birmingham, Inglaterra
Jorge de Lima
Põe azeite na tua lamparina
Para que a treva eterna se retarde.
A tarde há de ensombrar a tua sina
E a Morte é indefectível como a tarde.
Observa: a sua luz não tem o alarde,
Que as combustões de súbito confina.
O fogaréu indômito ilumina,
Mas, quase sempre, em dois instantes arde.
A lamparina, entanto, muito calma,
— Luz pequenina, que parece uma alma,
Que à Grande Luz celestial se eleva –,
Espera nesse cândido transporte,
Que, extinto sendo o azeite, chegue a Morte,
Que a luz pequena para a Grande leva.
Em: Poesias Completas, Jorge de Lima, vol. I, Rio de Janeiro, Cia. José Aguilar Editora: 1974.p. 52
Remy Boquiren (Filipinas, 1940)
Olavo Bilac (Brasil, 1865-1918), em Via Láctea, 1888, XIII [Ouvir estrelas].
Céu estrelado de outono, ilustração Jennifer
Manuel Bandeira
Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.
Por que da sua distância
Para minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alta, luzia?
E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.
Em: Antologia Poética, Manuel Bandeira, Rio de Janeiro, José Olympio: 1978, 10ª edição,pp: 110-111.
Ilustração Juan Bosco.
Juan Gabriel Vásquez em O ruído das coisas ao cair, Rio de Janeiro, Objetiva: 2013, página 13, primeira frase, primeiro capítulo.