Bernard van Orley (antes de 1491- 1541)
óleo sobre painel de carvalho, 39 x 32 cm
Museus Reais de Belas Artes da Bélgica
Bernard van Orley (antes de 1491- 1541)
óleo sobre painel de carvalho, 39 x 32 cm
Museus Reais de Belas Artes da Bélgica
Matilda da Toscana, início do século XII
Iluminura do manuscrito Vita Mathildis
de autoria de Donizo.
[Aqui, Matilda no papel de interventora a favor da absolvição de Henrique IV, junto ao abade Hugo de Cluny].
É curioso como histórias que aprendemos há tempos às vezes retornam, assim do nada, trazidas por um fio puxado dos confins da memória, de tal modo que nem nós mesmos entendemos como viemos a nos lembrar dessa ou daquela informação. Estou lendo o livro Bonita Avenue do autor holandês Peter Buwalda e encontrei logo no primeiro capítulo referência ao conto do peixe e do anel, que neste romance é atribuído a uma passagem (uma anedota) de Vladimir Nabokov. Essa atribuição me deixou surpresa. Eu a conheço como parte do folclore belga.
Todos os meus caminhos me levaram ao estudo da Bélgica e da Holanda. Se houve um território na Europa que mais mudou de mãos através dos séculos, esse foi um deles. Foi francês, flamengo, espanhol, holandês, alemão, católico e protestante. Deu-nos não só as raízes do capitalismo, do mercantilismo, da classe média, da bolsa de valores, da tolerância religiosa, assim como nos deu Bosch, Bruegel, de Rubens, Rembrandt e Vermeer a Ensor, van Gogh e Mondrian, de René Magritte a Delvaux e Folon.
Pois a história do peixe e do anel também aparece na Bélgica e está ligada à fundação da Abadia de Nossa Sra. de Orval, fundada em 1132. Matilda da Toscana ou Matilda de Canossa era uma poderosa rainha medieval que visitando as terras da região de Gaume [Florenville], quando já se encontrava viúva, perdeu o belo anel de casamento em uma fonte. Matilda ficou muito contrariada e em desespero rezou fervorosamente para que o anel fosse encontrado. Eis que uma truta, de repente, salta da água segurando em sua boca o anel da Rainha Matilda. Grata pela resposta aos seus pedidos a rainha então exclamou: “Este é um verdadeiro Vale de Ouro” [Val d’Or], batizando, naquele momento, a região que veio a ser conhecida como Orval. E foi lá que os monges cisterciences decidiram construir um monastério.
Paul Delvaux (Bélgica, 1897-1994)
óleo sobre tela, 130 x 150 cm
Museu de Arte Walon, Bélgica
René Magritte (Bélgica, 1898-1967)
Óleo sobre tela, 92 x 73 cm
Coleção Particular
Hilary Mantel
Anjos tocando música, 1427, Jan van Eyck (1390-1441), óleo sobre tela, Retábulo de Ghent, Catedral de São Bavo.Auto-retrato com sua esposa, 1496
Mestre de Frankfurt (c. 1460 – c.1533)
óleo sobre madeira, 38 x 26 cm
Real Museu de Belas Artes da Antuérpia, Bélgica
Armand Rassenfosse (Bélgica, 1862-1934)
óleo sobre papelão
Ivete Cunha Ribeiro dos Santos (Brasil, 1887-?) en Certeza, Meus Versos, 1927.
Giuseppe Arcimboldo (Milão, 1523-1593)
Bico de pena com aguada azul, 23 x 15 cm
Národni Galerie, Praga
Auto-retrato com máscaras, 1899
James Ensor (Bélgica, 1860-1949)
óleo sobre tela, 120 x 80 cm
Museu de Arte Menard, Komaki, Japão