Imagem de leitura — Georges van Houten

26 02 2017

 

 

 

van Houten, Georges, 1888-1964; Portrait of a Seated Lady in Yellow and Green Reading

Sra. em amarelo e verde lendo, 1927

Georges van Houten (Bélgica, 1888–1964)

óleo sobre tela

Examination Schools, University of Oxford

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De livros, Muriel Barbery

15 02 2017

 

 

guy-cambier-lendobelgica-1923-2008ost

Lendo

Guy Cambier (Bélgica, 1923-2008)

óleo sobre tela

 

 

“Quando me angustio, vou para o refúgio. Nenhuma necessidade de viajar; ir juntar-me às esferas de minha memória literária é suficiente. Pois existe distração mais nobre, existe mais distraída companhia, existe mais delicioso transe do que a literatura?”

 

Em: A elegância do ouriço, Muriel Barbery, São Paulo, Cia das Letras:2008, página, 131. [tradução de Rosa Freire d’Aguiar].

 

 





Em três dimensões: Relicário de Santa Balbina, c. 1520-30

20 11 2016

 

 

santa-balbina-inicio-do-seculo-xvi-metropolitanRelicário de Santa Balbina, 1520-1530

Anônimo, provavelmente de Bruxelas, Bélgica

madeira, tinta e folha de ouro; 44 x 40 x 15 cm

Metropolitan Museum, Nova York

 

 

balbina-2Verso, Relicário de Santa Balbina, 1520-1530





Imagem de leitura — Herman Richir

15 11 2016

 

 

herman-richir-lillustrationA Ilustração, c. 1910

Herman Jean Joseph Richir (Bélgica, 1866 -1942)

óleo sobre tela, 50 x 41 cm

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Eu, pintor: Leon De Smet

2 11 2016

 

 

leon-de-smetAutorretrato, 1892

Léon de Smet (Bélgica, 1881~1966)

óleo sobre tela,

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Eu, pintor: Roger Raveel

27 09 2016

 

 

9501_o_roger_raveel_self_portraitAutorretrato, 1946

Roger Raveel (Bélgica, 1921-2013)

óleo sobre tela

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Imagem de leitura — Stephen Elvidge

11 06 2016

 

 

StephenElvidge.bookwormTraça de livraria

Stephen Elvidge (GB, contemporâneo)





Imagem de leitura — Herman Jean Joseph Richir

8 06 2016

 

 

Hermann Jean Joseph Richir. Belgian (1866 -1942) An Interesting Read,Uma leitura interessante

Herman Jean Joseph Richir (Bélgica, 1866 -1942)

óleo sobre tela, 50 x 41 cm

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Imagem de leitura — Bernard van Orley

24 05 2016

 

 

Bernard_van_Orley_-_Joris_van_Zelle_-_WGA16695Joris van Zelle, 1519

Bernard van Orley (antes de 1491- 1541)

óleo sobre painel de carvalho, 39 x 32 cm

Museus Reais de Belas Artes da Bélgica





Matilda da Toscana, o peixe e o anel

4 04 2016

 

 

Hugo-v-cluny_heinrich-iv_mathilde-v-tuszien_cod-vat-lat-4922_1115adMatilda da Toscana, início do século XII

Iluminura do manuscrito Vita Mathildis

de autoria de Donizo.

[Aqui, Matilda no papel de interventora a favor da absolvição de Henrique IV, junto ao abade Hugo de Cluny].

 

É curioso como histórias que aprendemos há tempos às vezes retornam, assim do nada, trazidas por um fio puxado dos confins da memória, de tal modo que nem nós mesmos entendemos como viemos a nos lembrar dessa ou daquela informação.  Estou lendo o livro Bonita Avenue do autor holandês Peter Buwalda e encontrei logo no primeiro capítulo referência ao conto do peixe e do anel, que neste romance é atribuído a uma passagem (uma anedota) de Vladimir Nabokov.  Essa atribuição me deixou surpresa.  Eu a conheço como parte do folclore belga.

Todos os meus caminhos me levaram ao estudo da Bélgica e da Holanda.  Se houve um território na Europa que mais mudou de mãos através dos séculos, esse foi um deles.  Foi francês, flamengo, espanhol, holandês, alemão, católico e protestante.   Deu-nos não só as raízes do capitalismo, do mercantilismo, da classe média, da bolsa de valores, da tolerância religiosa, assim como nos deu Bosch, Bruegel, de Rubens, Rembrandt e Vermeer a Ensor, van Gogh e Mondrian, de René Magritte a Delvaux e Folon.

Pois a história do peixe e do anel também aparece na Bélgica e está ligada à fundação da Abadia de Nossa Sra. de Orval, fundada em 1132.  Matilda da Toscana ou Matilda de Canossa era uma poderosa rainha medieval que visitando as terras da região de Gaume [Florenville], quando já se encontrava viúva, perdeu o belo anel de casamento em uma fonte. Matilda ficou muito contrariada e em desespero rezou fervorosamente para que o anel fosse encontrado.  Eis que uma truta, de repente, salta da água segurando em sua boca o anel da Rainha Matilda.  Grata pela resposta aos seus pedidos a rainha então exclamou: “Este é um verdadeiro Vale de Ouro” [Val d’Or], batizando, naquele momento, a região que veio a ser conhecida como Orval. E foi lá que os monges cisterciences decidiram construir um monastério.