Flores para um sábado perfeito!

15 08 2020

Flores, 1969

José Paulo Moreira da Fonseca ( Brasil, 1922-2004)

óleo sobre tela, 27 x 16 cm





Tijuco (Diamantina) visita de Auguste Saint-Hilaire, 1817

13 08 2020

 

 

 

Wilde Lacerda,Paisagem de Diamantina – ost,1972 - 46 x 55Paisagem de Diamantina,  1972

Wilde Lacerda (Brasil, 1929 – 1996)

óleo sobre tela,  46 x 55 cm

 

“Antes mesmo de chegar a essa bonita aldeia o viajante fica bem impressionado, vendo os caminhos que a ela vão ter. Até uma certa distância os caminhos tinham sido reparados (escrito em 1817) pelos cuidados do Intendente e por meio de auxílios particulares.  Ainda não tinha visto tão belos em nenhuma parte da Província.

……….

As ruas de Tijuco são bem largas, muito limpas, mas muito mal calçadas; quase todas são em rampa; o que é consequência do modo em que a aldeia foi colocada. As casas construídas umas em barro e madeira, outras com adobes, são cobertas de telhas brancas por fora e geralmente bem cuidadas. A cercadura das portas e das janelas é pintada de diferentes cores, segundo o gosto dos proprietários e, em muitas casas, as janelas têm vidraças. As rótulas, que tornam tão tristes as casas de Vila Rica, são muito raras em Tijuco, e os telhados aqui não fazem abas tão grandes para fora das paredes. Quando fiz minhas visitas de despedida, tive ocasião de entrar nas principais casas de Tijuco e elas me parecem de extrema limpeza.  As paredes das peças onde fui recebido estavam caiadas, os lambris e os rodapés pintados à imitação de mármore.  Quanto aos móveis, eram sempre em pequeno número, sendo em geral também cobertos de couro cru, cadeiras de grande espaldar, bancos e mesas.

Os jardins são muito numerosos e cada casa tem, por assim dizer, o seu. Neles veem-se laranjeiras, bananeiras, pessegueiros, jabuticabeiras, algumas figueiras, um pequeno número de pinheiros e alguns marmeleiros. Cultivam-se também couves, alfaces, chicória, batata, algumas ervas medicinais e flores entre as quais o cravo é a espécie favorita. Os jardins de Tijuco pareceram-me geralmente melhor cuidados que os que havia visto em outros lugares ;  entretanto eles são dispostos sem ordem e sem simetria. De qualquer modo resultam perspectivas muito agradáveis desta mistura de casas e jardins dispostos irregularmente sobre um plano inclinado. De várias casas veem-se não somente as que ficam mais abaixo,  mas ainda o fundo do vale e os outeiros que se elevam em face da vila; e não se poderá descrever bem o efeito encantador que produz na paisagem o contraste da verdura tão fresca dos jardins com a cor dos telhados das casas e mais ainda com as tintas pardacentas e austeras do vale e das montanhas circundantes.”

 

Em: As lavras de diamantes (Diamantina e arredores- 1817),  texto de Auguste Saint-Hilaire,  incluído no livro O ouro e a montanha: Minas Gerais, seleção, introdução e notas de Ernani Silva Bruno, Organização de Diaulas Riedel, São Paulo, Cultrix: 1959, pp-39-40.

 

NOTA: Auguste Saint-Hilaire (França, 1779 – 1853) botânico, naturalista e viajou pelo Brasil entre os anos de 1816 – 1822.

 





Minutos de sabedoria: Ernest Hemingway

13 08 2020

 

 

jurick-karin-48Leitora na grama

Karin Jurick (EUA, contemporânea)

 

 

“É uma estupidez não ter esperança.”

Ernest Hemingway





O escritor no museu: Boris Pasternak

11 08 2020

 

 

 

BORIS_BESIDE_THE_BALTIC_AT_MEREKULE,_1910_by_L.PasternakBoris à beira do Báltico, 1910

Leonid Pasternak [seu pai] (Ucrânia, 1862 – 1945)

pastel





Imagem de leitura — Francis Coates Jones

11 08 2020

Francis COates JOnes, Interesting news,

Notícia interessante

Francis Coates Jones (EUA, 1857 – 1932)

óleo sobre tela, 50 x 35 cm





Minha prece, poesia de Naide Vasconcelos

10 08 2020

 

GUTTMAN BICHO, Galdino (1888 - 1955) Paisagem, o.s.t. - 60 x 74 Assinado cid.Paisagem

Galdino Guttman Bicho (Brasil, 1888 – 1955)

óleo sobre tela, 60 x 74 cm

 

Minha prece

 

Naide Vasconcelos

 

Senhor!

Tu que deste ao Brasil, prodigamente,

De par com toda sorte de belezas;

Que estonteiam os olhos e a mente,

As mais raras espécies de riquezas.

 

Tem-no sob Tua guarda! Pai clemente,

Não permita que as ríspidas torpezas

Dos flagelos maltratem-no… Consente

Que ele seja sem males nem cruzes.

 

Abençoa seus filhos. Extermina

O vício das suas almas, ilumina

Seus corações, e a todo o mal os cerra…

 

Assim, a minha Pátria idolatrada

Ficará, certamente, colocada

— Onde começa o céu e finda a terra.

 

Em: A lira na minha terra: poetas antigos e contemporâneos no Pará, Clóvis Meira, Belém: 1993, p. 298





Meus favoritos: Friedrich von Amerling

9 08 2020

 

 

Friedrich von AmerlingMoça com chapéu de palha, 1835

Friedrich von Amerling (Áustria, 1803 -1887)

óleo sobre tela, 58 x 47 cm





Em casa: Henri de Braekeleer

8 08 2020

 

 

henri-de-braekeleer-belgian-1840-1888

O lugar de Tenniers, Antuérpia

Henri de Braekeleer (Bélgica, 1840-1888)

óleo sobre tela





Lendo e lembrando do que leu

8 08 2020

 

 

Convent Lily, Marie Spartali Stillman, 1891Lírio do convento, 1891

Marie Spartali Stillman (GB, 1844 – 1927)

aquarela

Ashmolean Museum, Oxford

 

 

Leio por volta de quarenta e cinco livros de ficção por ano.  E muitos livros de não ficção. Livros de ficção recentes têm tido muito pontos em comum, temas que estão em pauta, aparecem com maior frequência.  Assim aos poucos, se não tomo nota dos personagens, daquilo que achei interessante, acho difícil voltar e me lembrar exatamente do que li em que livro.  Faço parte de três grupos de leitura e nem sempre o que leio é algo que eu teria escolhido.  Portanto nem sempre os autores são conhecidos meus, ou nem sempre trata-se de temas e minha preferência.  Não me importo com isso, porque quero que a leitura abra meus horizontes.  No entanto, à medida que o tempo passa, acho que meu sistema de anotações sobre o que estou lendo está se tornando obsoleto.

Com isso me mente procuro um sistema um pouco mais fácil.  No kindle, onde leio provavelmente metade dos livros, é mais fácil marcar e fazer notas e depois resgatá-las, separá-las.  Selecionar por temas é importante.  Uma coisa que sempre me dá dor de cabeça é guardar o nome dos personagens.  Conheço leitores que fazem isso com cuidado.  Não consigo.  Então saí pela internet à procura de sistemas de anotações de livros.  Hoje mostro o sistema de Bobbie Powers, que li no Medium.  Vou tentar e digo depois se funcionou.

 

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Ele usa três passos:  asterisco, sublinhar, e notas nas páginas finais do livro.

Com o asterisco, esse sinal gráfico em forma de estrela, é usado para passagens que ele considera importantes.  Se for muito importante, ele coloca um círculo ao redor do asterisco.  Esses asteriscos com círculo em geral são o que irá para as páginas em branco no final do livro.

Sublinhar é para citações ou ideias importantes que deveriam ser lembradas palavra por palavra. Sublinhar é uma coisa muito pessoal.  Às vezes marca-se uma passagem porque ela lembra outro livro, ou uma situação pela qual já passamos.  É muito pessoal.

Notas no final do livro, marcando a página onde são encontradas, elas são, de fato, a sua experiência ao ler, aquilo que você acho importante anotar, porque está certo de que faz parte do que o livro quis trazer à tona.

Bobbie Powers ainda anota no rodapé, o significado de palavras que encontrou no texto cujo significado procurou no dicionário..

Lista de personagens – Vou tentar essa maneira na minha próxima leitura.  Com uma adição: no avesso da capa detrás vou escrever o nome dos personagens, para que na hora da conversa sobre o livro eu não fique procurando: “aquela menina loura que era aborrecia muito porque chorava a toa…” esperando que alguém me ajude com o nome… .Teresa!”  Pois é, vamos ver se funciona.

 

Para você ler o artigo de Bobbie Powers na íntegra, clique aqui:  Use this Simple   Technique to Get More Out of Every Book You Read

 





Rio de Janeiro, um parque à beira-mar

7 08 2020

 

 

Carlos Geyer (Brasil, 1912), oleo sobre madeira, iRio de Janeiro, paisagem com cristo redentor, 1965, 38 x 54 cmRio de Janeiro, paisagem com Cristo Redentor, 1965

Carlos Geyer (Brasil, 1912 – ?)

óleo sobre madeira, 38 x 54 cm