Pensando o espaço urbano verde: Hotel Kandalama

12 07 2012

Hotel Kandalama, em Sri Lanka (antigo Ceilão em português).

Projetado pelo mais famoso arquiteto do país, Geoffrey Bawa, o edifício representou na época em que foi  construído, 1991-1994, sua maneira de balancear o mundo natural com a interferência humana de maneira harmoniosa, com grande sensibilidade.   O hotel não se distingue da natureza que o cerca.  Com paisagismo de Aitken Spende, o hotel consegue dar a impressão ao visitante que o edifício simplesmente é coberto pela extensão da vegetação à sua volta, sem ser ofuscado pela pedra Sigiriya Rock.  Ao contrário, o prédio  foi construído um pouco mais longe, abraçando a parte mais baixa de um morro, aos pés do qual é construído, como se fosse sua própria continuação.

Vista do Hotel Kandalama, do térreo.

Vista dos caminhos e das trepadeiras.

A entrada do hotel fica num nível mais abaixo do que a construção propriamente dita.  E acesso ao edifício é feito através de um corredor que leva até o saguão principal.  A ideia por trás de toda a construção é oferecer uma varanda para a natureza que o cerca e não chamar atenção para a construção propriamente dita.

Vista do interior para fora.

O arquiteto convenceu seu cliente a escolher um local alternativo, cerca de 15 km ao sul do plano original sobre terreno rochoso. O que Geoffrey Bawa conseguiu prever: as características marcantes naturais, que eram um desafio do projeto acabaram por permitir que houvesse um menor impacto da construção no local.  Nenhuma máquina de terraplenagem foi utilizada, e as formações rochosas foram mantidas e utilizadas como  um elemento importante no projeto final.

Caminhos do Hotel Kandalama, com uso de pedra natural como elemento arquitetônico.

Outros elementos importantes do projeto incluem a sua localização, ao longo dos cumes existentes, de passarelas externas ao longo da face do penhasco e treliças de madeira com vegetação trepadeira. Esses elementos ajudam a emendar o edifício ao local, criando uma relação simbiótica de seu entorno com o prédio.  Desta maneira ele apaga a distinção entre o natural e o artificial. A localização, a ambiguidade espacial e articulação da fachada combinam para criar uma experiência única para quem ali se instala.

Os 28.110 m² de hotel foram construídos sobre palafitas para manter o fluxo de água da chuva natural.  O paisagismo foi restaurado até os alicerces da coluna, e 80 por cento dos telhados são plantados com horticultura indígena. O edifício foi planejado ao longo de um pano de fundo de uma formação de rocha para fornecer maior grau de resfriamento passivo, o que reduziu a carga de resfriamento global.

Toda a água é reciclada e reutilizada.  Ela vem de poços profundos do próprio local e é tratada, antes de circular no edifício. Depois passa por duas estações de tratamento e, em seguida, utilizada para o paisagismo. A água excedente é devolvida ao aquífero.  Todas as necessidades de água e esgoto do edifício são satisfeitas a partir de recursos locais, sem conexões com o serviço público.

Os telhados planos (inclinação de 1%) e as colunas verticais finas, combinadas com os telhados verdes e fachadas, dão sensação de autossuficiência e conforto para os visitantes.

A proximidade a um edifício que interfira pouco no meio ambiente em que está localizado ainda é mais acentuada pelo uso das árvore Gliricidia sepium nativas do local, de tamanho médio, chegam a  10 -12 metros de altura.  Elas produzem flores entre o rosa e o lilás dando cor a paisagem na época de inflorescência.





Pensando o espaço urbano verde: o ACROS em Fukuoka, no Japão

26 06 2012

O edifício Acros Fukuoka.

Um dos edifícios mais interessantes visualmente que integram o verde com arquitetura está no Japão na cidade de Fukuoka.  É o edifício ACROS, mais comumente chamado de Acros-Fukuoka, construído em 1994.  Ele é um oásis, de aproximadamente 5.400 m², construído pelo homem na forma de meio-zigurate.  Tem terraços enormes em que foram plantadas incialmente mais de 35.000 plantas de 76 espécies  — e que hoje incluem 50.000 plantas de 120 variedades — que parecem cascatear dos 60 m de altura do edifício até encontrar o parque ao nível térreo. Visualmente unidos pela vegetação, esses terraços  dão continuidade ao parque como se fossem uma elevação natural.  Isso porque no lugar de vegetação rasteira, comum no paisagismo combinado à arquitetura, os terraços têm árvores, arbustos, plantas de diversas alturas,  que acentuam a percepção de uma composição mais natural à medida que o jardim cresce morro acima.

Vista aérea do edifício ACROS-Fukuoka e seu parque.

O edifício tem duas fachadas diferentes.  Do lado norte,  ele é semelhante a outros edifícios comerciais para escritórios.  Tem uma longa e alta fachada de vidro e uma entrada elegante,  como caberia a uma construção desse porte, na rua de maior prestígio no setor financeiro da cidade.  Do outro  lado e escondido de quem vem pela rua, o edifício  se abre para um paraíso verde com jardins suspensos.  Cada andar pode desfrutar de vista com densos jardins, repletos árvores e plantas que dão flores em diferentes épocas do ano:  uma natureza em festa.   O edifício permite, dessa maneira, que se desfrute das quatro estações, em qualquer andar, mesmo que se trabalhe em um escritório.

Vista lateral do Acros-Fukuoka, com lateral do canal para o porto.

Projetado pela firma do arquiteto argentino Emilio Ambasz and Associates, Inc. o edifício incorporou, ao lado sul, sem que isso tivesse sido requisitado, o parque Tenjin [ Tenjin Central Park] no terreno ao lado, preservando o único espaço verde, público, remanescente na cidade de Fukuoka.  Com terraços que vão até o topo do edifício, culminando num belvedere de onde se pode observar o porto e a cidade, a construção leva em consideração além do bem-estar de quem ali trabalha, aspectos de conservação do meio ambiente, através de seus telhados verdes – em cada andar – que reduzem o consumo de energia porque mantêm a temperatura do interior do prédio mais constante e confortável.  Esses telhados também captam água da chuva e servem de habitação para centenas de espécies de insetos, pássaros e outros pequenos animais.  Os jardins também são utilizados para lazer, exercícios físicos, meditação, além de  descortinar uma bela vista do porto de Fukuola e terras adjacentes. O paisagismo dessa construção ficou a cargo do engenheiro Nihon Sekkei Takenaka Corporation.

Vista do alto de uma das plataformas do jardim do edifício Acros-Fukuoka.

O lado sul também é o que exibe uma curiosa fachada: um plano inclinado de jardins em terraços que é quebrado no meio por uma torre de vidro gigantesca.  Isso não só traz à fachada uma dimensão escultórica como serve plenamente para trazer interesse aos espaços exterior e interior do edifício. a coluna de vidro permite que a luz difusa do dia penetre nos quatorze andares do edifíco trazendo ainda maior bem-estar aqueles que trabalham lá.

Vista lateral dos andares superiores, lado sul.

São 97.252 m² de espaço funcional nesse edifício.  Neles estão incluídos uma sala de exposição, um museu, um teatro para 2.000 pessoas, instalações para conferências, escritórios do governo e particulares, e diversos níveis de estacionamento subterrâneo além de lojas.  A estrutura de aço e concreto armado é composta de 14 andares acima do nível térreo e 4 andares abaixo da terra.

Vista do espaço interior do Acros-Fukuoka.

O exterior do edifício é sem dúvida impressionante, mas o espaço interior também é muito bem desenvolvido: um grande átrio semicircular e um saguão com pórtico triangular criam uma espaçosa entrada que desliza para a vegetação no lado de fora.

Interior do Acros-Fukuoka.

O cuidado com o bem-estar de quem ali trabalha também pode ser observado na construção de espelhos d’água nos terraços.  Conectados por pulverização ascendente de jatos de água, eles criam uma falsa cachoeira, que disfarça o ruído da cidade. Estas piscinas ficam acima do átrio de vidro no interior do edifício central, trazendo luz difusa para o interior.

Vista dos caminhos no jardim do Acros-Fukuoka.

Vista do edifício Acros-Fukuoka do lado oposto ao jardim.

Entrada pelo jardim.

Vista para o teto do saguão no térreo.

Vista vol d’oiseau.





Pensando o espaço urbano verde: escola de design arte e mídia em Cingapura

21 06 2012

Escola de Design, Arte e Mídia da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura.

Um dos telhados verdes mais impressionantes é o da Escola de Design, Arte e Mídia da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura.  O edifício com uma forma orgânica não deixa que se perceba a altura de cinco andares do edifício.  A vegetação se mistura à paisagem.  Natureza e alta tecnologia se encontram para solucionar de maneira criativa o impacto do edifício na área à sua volta.

Outro ângulo do edifício da Escola de Design, Arte e Mídia da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura.

Não parece haver uma separação distinta entre o jardim e o edifício: formas e espaços são fluidos, e o jardim parece abraçar o imóvel, cuja fachada é inteiramente de vidro.  Esse telhado de vegetação permite temperaturas mais estáveis, tanto no inverno quanto no verão, evitando os extremos. A luz é abundante vindo através das  paredes de vidro que dão para a praça interna.  Dentro das salas ela é difusa e filtrada através da folhagem no entorno do prédio.

As paredes de vidro proporcionam uma troca visual entre o espaço interior e o exterior permitindo que os usuários experimentem simultaneamente o edifício, a paisagem à sua volta e a praça interior como espaços fluidos.

Vista da praça interior do edifício.

Os telhados verdes fazem as curvas do edifício se sobressaírem.   Além de estabilizarem a temperatura: isolando o edifício, resfriando o ar à sua volta e colhendo chuva para a irrigação dos jardins, eles servem também como espaços de encontro informais.

Os acabamentos são intencionalmente despojados para atuar como um pano de fundo para a arte, mídia e projetos de design. Paredes de concreto e colunas, cimento, areia, pisos, grades de madeira, tudo numa paleta neutra que ajuda a definir os espaços interiores que variam em forma e tamanho.

Tradução e adaptação do artigo em INHABITAT.





Pensando o espaço urbano verde: uma fazenda no telhado!

20 06 2012

O plantio no telhado, Brooklyn, NY.

Em março deste ano uma fazenda de 11.100 m² começou a ser construída no último piso  de um edifício no burgo de Brooklyn, na cidade de Nova York: Sunset Brooklyn Park.  Essa será a maior fazenda suspensa – no telhado – do mundo.  Trata-se de uma estufa hidropônica, projeto das companhias Bright Farms, e Salmar Properties L.L.C. Os planos são para a produção de 500.000 quilos de produtos locais por ano: tomates, alfaces, ervas e condimentos.

O edifício com as estufas hidropônicas projetadas.

A fazenda  ocupa o  último piso do Edifício Federal , rebatizado de Liberdade, que tem oito andares e um total de 123.000 m²  construídos. O design visionário faz parte do plano da administração Bloomberg para revitalizar a zona portuária-industrial de Brooklyn.

Plantas na parte da fazenda-telhado em estufas.

A fazenda-telhado vai ajudar a revitalizar o edifício e revolucionar a produção de produtos alimentícios local. Nela serão plantados o suficiente para satisfazer as necessidades de consumo de legumes frescos para aproximadamente 5.000 nova-iorquinos, além de criar empregos.

Fazenda-telhado em Brooklyn.

Também evitará que sete milhões e meio de litros de água da chuva de entrar no sistema de água da cidade sem ter trazido qualquer benefício ao publico em geral.  Ao eliminar a extensão e complexidade da cadeia de abastecimento produto, esta quinta vai crescer e produzir o que há de  mais fresco, mais saboroso e mais sustentável, para consumo local ao invés de trazer de outros locais do país produtos para o consumo diário.





As Casas Cubo de Roterdam

9 06 2012

Casas Cubo, Projeto do arquiteto Piet Blom (Holanda 1934-1999), desenhado em 1978, construção: 1984

Meu sobrinho foi no ano passado à Holanda representando sua escola e o Brasil numa competição escolar de ciências, mais precisamente de robótica.  Voltou encantado com muito do que viu, mas falou especificamente das Casas Cubo, em Roterdam.  Eu, nunca fui a Roterdam, mas já ouvi falar e muito do movimento Estruturalista na arquitetura que por sinal não é uma coisa nova.  As Casas Cubo são um dos muitos exemplos desse movimento na arquitetura e no urbanismo que surgiu  na década de 1960 como uma reação ao que se considerou projetos sem vida e impessoais nas tendências de pós-guerra [Segunda Guerra Mundial] dos que vieram a ser chamados de racionalistas formais: Mies van der Rohe, Groupios e Le Corbusier, os maiores expoentes desse movimento.

Projeto do arquiteto Piet Blom (Holanda, 1934-1999) as Casas Cubo são hoje um dos cartões postais de Rotterdam.  O projeto de 1978 só foi construído em 1984, como parte de um plano de renovação da cidade.

Piet Blom, Casbá, projeto de 1969.

As Casas Cubo parecem ser a evolução natural do trabalho de Piet Blom que já havia projetado em 1965 e construído em 1969, uma série de casas em palafitas, uma combinação de unidades de alojamento espaçosos com projetos variados de hotelaria, varejo e apartamentos estúdio; com pequenos estacionamentos, além de parques infantis a que deu o nome de Casbá,  lembrando o emaranhado de vielas em volta da praça da Medina dos centros das cidades de colonização árabe no norte da África que têm suas ruas principais cobertas. O Casbá tem um ambiente acolhedor, com cores quentes sobre os telhados e janelas. No meio do complexo há uma praça aberta, decorada como um lugar de encontro com bancos e árvores. Um dos objetivos de Piet Blom nesse projeto era justamente manter o movimento de pedestres ao nível do chão, livre com casas de diversas alturas de telhados sustentadas por palafitas, conceito reminiscente das pilastras usadas por Le Corbusier. O que ficou do projeto Casbá foram as habitações em pilastras que serão sua assinatura em dois de seus projetos, as dezoito casas em colunas em Helmond  e as Casas Cubo em Roterdam.

Piet Blom, casas cubo em Helmoond, primeiro projeto desse tipo.

O complexo habitacional de Helmond foi o primeiro das Casas Cubo a ser construído, tendo em seu centro, formado por quatro cubos, um teatro, Teatro Speelhuis, que seria o centro de atividades culturais do projeto, infelizmente destruído em um incêndio em 2011.  O conceito original dessas casas foi uma evolução da Casbá: viver sob um teto urbano, ou seja, a vida comunitária de desenrolando aos pés do nível habitacional. Pelo menos era isso que Piet Blom advogava.  Espaço comum urbano conseguido através de uma variante das casas em palafitas.  Ele usou uma coluna, para fazer o que chamou de “floresta urbana”: cada Casa Cubo seria a abstração de uma árvore com o tronco como coluna de suporte e a copa como espaço de habitação. Com a repetição desses modelos teríamos então uma floresta ou um bosque urbano onde a vida diária se passaria à sua sombra.   Para conseguir o efeito ‘copa” Piet Blom virou o cubo de habitação em 45 graus, e colocou uma coluna de sustentação hexagonal.  Dezoito Casas Cubo foram construídas em Helmond, em 1974 e 1977.

O projeto urbano em Helmond era para ter sido parte da reurbanização da antiga Rue de la Loi.  Mas a administração local considerou o projeto muito alternativo e que não se adequava às necessidades do centro de Helmond. Como prêmio de consolação pelo projeto Piet Blom foi convidado a localizar seu projeto no bairro Grande Driene, um bairro novo, nos arredores da cidade.  Piet Blom desenvolveu cinco diferentes tipos de habitação. A menor unidade de um único apartamento até uma unidade bem maior como um estúdio para mais de um artista. As unidades maiores têm um terraço espaçoso e dois a quatro quartos. A densidade habitacional alcançada no projeto com esta concepção de casas sobre colunas foi quatro vezes maior do que  a conseguida numa área residencial normal. Para um país como a Holanda, cortado por canais, onde a terra para construção tem um valor descomunal, essa economia de espaço é essencial.

Vista aérea das Casas Cubo em Roterdam.

A cidade de Roterdam pediu a Piet Blom o projeto de um complexo habitacional que pudesse ser construído acima de uma ponte para pedestres.  O resultado foi exatamente as Casas Cubo, cada qual representando uma árvore, resultando numa floresta urbana. As trinta e oito Casas Cubo de Roterdam estão localizadas na Rua Overblaak, ao lado da estação Blaak do metrô.  Elas continuam o mesmo conceito desenvolvido em Helmond, mas usam diferentes materiais de construção.

Casas Cubo de Roterdam, projeto de Piet Blom, vistas debaixo, do nivel praça comunitária.

As casas se “equilibram” num pedestal hexagonal.  Em algumas dessas casa a coluna hexagonal tem uma área para guardados e uma escada dando acesso à habitação propriamente dita, mas em outras, essas colunas têm pequenas lojas.  Cada Casa Cubo tem três andares: a entrada à rés do chão; o primeiro andar, que tem um a planta triangular, é onde se encontram a sala de estar e a cozinha – aberta, à americana como se diz no Brasil.  Nesse andar as janelas abrem para o andar de baixo, inclinadas para a área comum.  No segundo andar estão os dois quartos e um banheiro e o andar cima,que também tem um planta triangular, é usado como uma área extra, quarto de hóspedes, sala ou até como jardim.  É aí que essas habitações têm uma ótima vista com janelas na parte piramidal da construção. Todas as janelas e paredes foram construídas num ângulo de 54,7 graus.  Cada apartamento tem aproximadamente 100 m², mas só um quarto desse espaço – 25m² pode ser efetivamente usado por causa dos ângulos das paredes e dos tetos.

Vista de outro ângulo das Casas Cubo de Roterdam.

Em 2008 parte do complexo de Casas Cubo de Roterdam foi comprado, algumas paredes derrubadas e um hostel oferecendo 243 camas foi instalado no local.

Foto do interior da Casa Cubo de Roterdam.




Meio ambiente um passo na direção certa: renovação da ponte Blackfriars em Londres

23 11 2011

Ponte Blackfriars em Londres tem cobertura de painéis para energia solar.

Uma estação de trem construída sobre o rio Tâmisa, em Londres, está prestes a se tornar a maior ponte solar do mundo, com a instalação de 4,4 mil painéis solares em seu telhado.  A Ponte de Blackfriars, construída em 1886, tem 281 metros de comprimento e serve de fundação para a estação de trem de mesmo nome, que está em processo de  reforma.   O novo telhado, que será adicionado à estrutura original da ponte, terá mais de 6 mil m² de painéis solares, criando, assim, o maior sistema de captação de energia do sol em Londres.

 Trabalhadores colocando painel solar no telhado.

A previsão é que os painéis solares, que começaram a ser instalados em outubro, gerem em torno de 900 mil kWh por ano, fornecendo 50% da energia consumida pela estação e reduzindo as emissões de gás carbônico em cerca de 511 toneladas anuais.   Além dos painéis solares, outras medidas de economia de energia adotadas na nova estação incluem sistemas para coleta de água da chuva e o uso de “canos solares” para aproveitar a luz natural.   “A ponte férrea, da época da Rainha Vitória, em Blackfriars é parte da história de nosso sistema ferroviário. Foi construída na ‘idade do vapor’ e nós estamos a atualizando com uma tecnologia solar do século 21 para criar uma estação que será um ícone para a cidade“, diz o diretor do projeto, Lindsay Vamplew.  A obra de instalação dos painéis solares em Blackfriars deve terminar em 2012. Além dela, a única “ponte solar” conhecida no mundo é a ponte de Kurilpa, em Brisbane, na Austrália, construída em 2009.

Ponte Solar Kurilpa, para pedestres e bicicletas, em Brisbane, Queensland, Austrália.

A Ponte Kurilpa sobre o Rio Brisbane, na cidade de Brisbane na Austrália já foi originalmente construída para ser uma ponte solar.  A ponte, para pedestres e bicicletas, popularmente conhecida como “Fiddle Sticks” [Arcos de Viola], tem 470 m de comprimento e  custou em 2009, 63 milhões de dólares australianos, que no Brazil de hoje seriam 112 milhões de reais [por que será que tenho a impressão de que aqui no Brasil essa ponte sairia 4 vezes mais cara?].  Em 2011, o projeto dessa ponte recebeu o prêmio mundial de projetos de transporte, no WAF — World Architecture Festival [Festival de Arquitetura Mundial].  

FONTE:  Terra-BBC





DESIGN = Concurso internacional de maçanetas de portas

23 02 2011

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Concurso internacional de maçanetas de portas

A Designboom e a COLOMBO Design promovem uma competição internacional de design.  A participação está aberta a pessoas de qualquer país, a profissionais e estudantes assim como a entusiastas do design.   A inscrição – gratuita – é obrigatória.

Os participantes devem apresentar um novo design de maçaneta de porta interior que seja versátil, podendo  ser usado nos projetos arquitetônicos contemporâneos, quer  residenciais quer públicos.   

COLOMBO DESIGN, a é uma das grandes empresas  italianas de manufatura de maçanetas e acessórios para portas e janelas; e se preocupa com um design de qualidade que combine inovação tecnológica com excelência em procedimentos de manufatura industrial, adotando processos que sejam eco-compatíveis em cada nível da produção.    O catálogo da Colombo Design mostra o que há de mais avançado em maçanetas de porta, criações dos maiores protagonistas do design internacional do momento, entre eles Carlo Bartoli,  Jean Marie Massaud, Jasper Morrison, Michele de Lucchi, Alberto Meda e Konstantin Grcic.

Com essa competição a COLOMBO DESIGN tenta expandir os horizontes das maçanetas.

Todas as informações necessárias no site.   CLIQUE AQUI

Data Final: 20 de abril de 2011.





Minha Profissão: Letícia Alves, bibliotecária

20 02 2011

Letícia Alves

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Iniciamos hoje  a série de postagens com jovens profissionais.  São pequenas entrevistas que têm como objetivo auxiliar aqueles que precisam tomar uma decisão sobre a profissão a seguir.  Muitos  leitores deste blog estão no processo de considerar o que fazer, como planejar o futuro.  Estas entrevistas, esperemos, irão nos lembrar das diversas possibilidades que cada um tem. 

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Letícia Alves, bibliotecária

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Perfil:

Sou uma pessoa sempre ávida por novidades, inquieta e por isso me canso rapidamente da rotina. 

Que tipo de trabalho você faz?

Eu catalogo mapas e plantas de Arquitetura, disponibilizando esses materiais para consulta via catálogo da biblioteca na Internet e nos terminais locais. Atendimento ao usuário, orientação de pesquisa e normalização de trabalhos científicos.

Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

Sim, eu trabalho no campo em que me formei. Me formei em Biblioteconomia na Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2004 e defendi meu mestrado na mesma instituição em 2009. Atualmente, sou bibliotecária na Escola de Arquitetura da UFMG.

Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

À época do meu curso seria necessário o aprendizado do formato MARC (ferramenta internacional de intercâmbio de informação entre sistemas de dados), além do estudo de materiais especiais como os mapas que trabalho atualmente. Mas tive notícias que na nova grade curricular do curso de Biblioteconomia da UFMG já contempla essas duas deficiências que apontei.

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O que você faz para continuar a se atualizar?

Leio artigos científicos da área, livros, sites da internet e procuro participar de cursos de aperfeiçoamento ministrados pela própria universidade para os bibliotecários do sistema de bibliotecas da UFMG.

Você precisa usar alguma língua estrangeira freqüentemente?

Sim. Francês, Inglês e Espanhol.

Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Ter em mente o que gosta de fazer, perspectiva de atuação no mercado, e atualização constantes mesmo enquanto estiver estudando. Escolher mesmo o que gosta, pois escolher a profissão da moda ou por dinheiro não é a melhor solução.

Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

Meu twitter é @leticialves, lá eu posto de tudo inclusive nada de interessante também, ou digamos, não científico.

E tenho um blog que pode ser considerado pessoal, onde posto sobre coisas do cotidiano, filmes, músicas, poemas e afins.

O endereço dele é: http://tempestade-jesuisentraindechercher.blogspot.com/





Calatravas e seu relógio de sol

7 10 2010

 

Vista da Ponte Relógio de Sol, de Santiago Calatravas.

 

Este mês comecei a dar aulas no Clube dos Decoradores no Rio de Janeiro.  A matéria chamada  ADORNOS cobre um mundo de assuntos variados sobre objetos decorativos encontrados no interior de uma casa. : “aquilo que faz uma casa um lar“, ou seja o que dá personalidade ao seu canto.  Meu primeiro tópico foi: Relógios.  E apesar de não colocar aqui neste blog a aula dada — 4 horas por sinal — já vi que sempre terei um ou outro assunto de interesse geral,  pequenas digressões, passeios por aléias colaterais,  por assuntos mais ou menos relacionados, que acredito possam vir a ser de interesse para todos. 

Ontem acabamos mencionando Santiago Calatravas e sua Ponte Relógio de Sol,  na cidade de Redding, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos.  É bom mesmo que nós aqui no Rio de Janeiro nos familiarizemos com o trabalho desse arquiteto espanhol cujo gênio criador é evidente em inúmeros locais no mundo.  Isso porque é seu o projeto do Museu do Amanhã, que será instalado no Píer Mauá, na zona portuária do Rio de Janeiro.

Vista da ponte com uma das praças que a ancoram.

A Ponte Relógio de Sol é uma ponte para pedestres que atravessa o rio Sacramento.  É uma estrutura monumental inaugurada em 2004:  liga as áreas norte e sul do Parque de Exploração da Baía de Turtle, no coração de Redding.   A ponte, construída em aço, vidro e granito oferece uma vista espetacular — dizem os que a visitam — do parque à sua volta.  E a estrutura realmente funciona como um relógio de sol.

Arquitetura ou escultura? Não importa!

A ponte tem algumas características bastante interessantes: sua superfície é de vidro translúcido; sua altura foi planejada para não inteferir na desova do salmão cujo habitat está próximo a sua localização;  há duas praças localizadas em cada margem do rio onde a ponte está fixada.

Um dos marcos da passagem do solstício.




Casa de 8.000 anos em Israel

5 04 2010

Arqueólogos encontram casa de 8 mil anos em Israel.  FOTO: EFE

Com as construções retomadas na Faixa de Gaza, e a controvérsia atual das novas edificações em Jerusalem, veio-me a lembrança que em janeiro deste ano, arqueólogos haviam encontrado uma casa construída há cerca de 8 mil anos, em Tel-Aviv.  Será que daqui a 8.000 anos, as contruções de hoje poderão ser descobertas? 

Arqueólogos divulgaram imagens da casa mais antiga já encontrada na cidade de Tel Aviv, em Israel. A residência, que foi construída há oito mil anos, foi descoberta em recentes escavações em um sítio arqueológico na cidade.

A casa encontrava-se em uma região onde hoje fica um dos bairros mais sofisticados de Tel Aviv e onde, curiosamente, também foram encontrados restos de um hipopótamo que viveu na mesma época em que a construção foi realizada.

Fonte: TERRA