Cripta de 3500 anos descoberta na Síria e intacta!

22 09 2009

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Qatna, Síria, Local das excavações.

 

Uma equipe de arqueólogos sírios e alemães descobriu nas ruínas do palácio real de Qatna, no centro da Síria, uma câmara mortuária intacta datando da Idade do Bronze, com restos humanos e oferendas.  As trinta caveiras encontradas sugerem o mesmo número de corpos enterrados; enquanto que os ossos empilhados, em pequenos grupos por entre pequenas toras de madeira, parecem indicar um segundo enterro no local.   Os cientistas da Universidade de Tübinga afirmaram que além de ter sido encontrado um tesouro de valor incalculável, a câmara estava fechada há mais de 3.500 anos.

 

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Segundo os especialistas, os corpos poderiam pertencer à “família real de Qatna ou a membros de sua corte” e qualificaram o achado de espetacular pelo fato da câmara ter permanecido fechada e sem ter sido roubada por três milênios e meio. Qatna foi um importante reino no território da atual Síria durante a média e antiga Idade do Bronze.  No seu apogeu, entre 1800 e 1600 AC, foi um dos mais poderosos reinos da região.  Essas novas descobertas devem trazer a tona uma enorme quantidade de informações sobre o reino de Qatna, sobre suas relações com reinos vizinhos, sua grande produção artística e sobre sua família real.

 

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FOTO: EFE  — Os arqueólogos descobriram numerosas vasilhas de cerâmica, assim como outras peças.

 

A equipe, liderada pelo Professor Professor Peter Pfälzner da Universidade de Tübinga e Dr. Michel al-Maqdissi, Diretor de Excavações do Departamento geral de Antiguidades de Damasco, já havia descoberto, em 2002, uma um outra real câmara mortuária, sob este mesmo palácio, e também intacta, sem ter sido saqueada através dos séculos.    O material encontrado na cripta de 2002 fez parte de uma exposição na Europa, em Stuttgard, no Museu Baden-Württemberg de Outubro 17 do ano passado até Março 14 deste ano.  

 

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FOTO: EFE —   Ornamento em ouro com duas cabeças de pato foi encontrado na câmara de 3,5 mil anos em Qatna.

 

A câmara descoberta este ano, tem 4,9 m por 6,3 m, e se encontra ao noroeste do palácio de Qatna.  Ela tem dois cômodos: um na frente e uma cripta, ou seja, um cômodo dedicado ao local de enterro dos corpos.  Esta parte do palácio estava fechada por uma grande porta de pedra. Junto aos restos humanos, os arqueólogos descobriram numerosas vasilhas de cerâmica, assim como outras peças de granito e alabastro, que parecem proceder do Egito.

 

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FOTO: EFE — Valiosas jóias de ouro foram encontradas junto aos restos humanos.

 

Entre os objetos encontrados estão valiosas jóias de ouro e uma peça com a figura de um macaco segurando um recipiente de maquiagem e uma estatueta humana feita de marfim.   A universidade irá se dedicar a identificação dos ossos; mas a falta de qualquer traço de linguagem escrita fará a definição do que foi descoberto um trabalho bastante difícil.

 

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Excavações do palácio continuam.





10.000 moedas romanas encontradas na Inglaterra!

16 09 2009

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Foto: Shropshire  Star

 

Nick Davies, um arqueólogo amador, que comprou seu equipamento de detenção de metais há um mês, em sua primeira aventura arqueológica, descobriu um vaso com pelo menos 10 mil moedas datando da Era Romana.  As moedas foram encontradas na região na área de Shrewsbury, Shropshire, na Inglaterra. O Serviço de Museus do governo local acredita que as moedas tenham ficado enterradas por pelo menos 1.700 anos,  já que foram cunhadas entre os anos 320 d.C e 340 d.C, no final do governo de Constantino I, quando o território inglês servia de zona de abastecimento de alimentos para o Império Romano.   Na pilha, há moedas que comemoram o aniversário e a fundação de Roma e de Constantinopla.   Juntas elas pesam aproximadamente 32 kg.

As moedas foram encontradas num grande e simples vasilhame de barro e enterradas no solo inglês.  O topo do vaso já havia se quebrado mesmo sob a terra, ao longo dos anos, mas as 300 e poucas moedas que deslizaram para fora foram também recuperadas pelo arqueólogo amador.   As moedas, aproximando em número 10.000, são todas de bronze.  Algumas tem banho de prata.  Elas eram conhecidas como NUMMI, e eram comuns no século IV da nossa era. É provável que essa grande quantidade de moedas enterradas faça parte do tesouro de uma comunidade, ou de uma única pessoa, mas devem ser o resultado de pagamento por uma ou mais colheitas.  Só não se pode  imaginar porque essas economias não foram retiradas do solo por seu dono.  

O grupo de moedas e o jarro em que foram encontradas foram mandados para o museu Britânico para um exame detalhado do material encontrado.  No museu, o processo de limpeza das moedas, separação daquelas que se fundiram umas às outras e classificação deve levar diversos meses.   Até lá essa descoberta não estará acessível ao grande público.

FONTE:  Shropshire Star





Imagens em 3D mostram detalhes de aranhas pré-históricas

7 08 2009

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Com equipamento de tomografia, e alguns programas de computação gráfica, cientistas do Imperial College London criaram imagens tridimensionais de fósseis de duas espécies de aranhas que viveram há 300 milhões de anos.  As espécies Cryptomartus hindi e Eophrynus prestvicii são “parentes próximas” de aranhas modernas.

As imagens tridimensionais revelaram detalhes até então desconhecidos das criaturas, como mecanismos de defesa.  Mostraram que as aranhas tinham hábitos predadores, e deram aos cientistas uma idéia melhor do que se passava no período, anterior ao dos dinossauros. Os resultados foram publicados na revista especializada Biology Letters.

Ao todo foram feitas umas 3 mil imagens de cada fóssil.  O programa de computação desenvolvido pelo Imperial College London foi usado para juntar todas as imagens em um modelo virtual único, detalhado e tridimensional das aranhas.

As imagens tridimensionais revelam que as patas dianteiras da Cryptomartus híndi, direcionadas para frente, sugerem que a aranha poderia usá-las para agarrar as presas e que o animal, era provavelmente, “um predador que caçava por emboscada” como o faz a moderna aranha caranguejeira, quando aguarda, escondida,  a aproximação da presa.

Conclusões também foram feitas sobre a Eophrynus prestvicii, que evidentemente tinha espinhos nas costas, como medida de defesa para torná-la menos palatável aos anfíbios, que seriam seus predadores naturais.

 

FONTE:  Terra





Mapa de 14.000 anos desenhado numa pedra

7 08 2009

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Arqueólogos da universidade de Zaragoza, liderados pela cientista Pilar Utrilla, descobriram o que acreditam ser o mais antigo mapa da Europa Ocidental, numa caverna na Espanha.   Desenhos feitos com riscos numa pedra do tamanho própria para caber na palma da mão, datando de aproximadamente 13.660 anos, parecem ter sido utilizados como mapa, mostrando uma montanha, rios, lagos e um animal caprino.  A pesquisa que levou 15 anos – a pedra foi encontrada em 1994 – foi publicada no Journal of Human Evolution.  A pedra foi descoberta na caverna de Abauntz Lamizulo,  que a tradição mantém ser o abrigo das “lâmias” – ninfas mitológicos com pés de pássaros.   A caverna, dizem os arqueólogos, teria sido de importância estratégica para o homem caçador, pois se encontra acima de um cânion em cujo vale abaixo animais certamente  pastavam.  As riscas na pedra parecem mostrar as curvas de rios e riachos abaixo, enquanto que outras marcas parecem fixar pontos de importância para orientação> um pico idêntico ao desenhado na pedra pode ser visto da caverna.  

 

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Esta pedra foi desenhada numa época de grande atividade humana na região de Navarra da Espanha.  Seres humanos estavam movendo-se cada vez mais para o norte e precisavam cooperar e até mesmo dividir terras.  Isso estaria localizado imediatamente depois dos 3.000 anos da Idade do Gelo.  Toda essa atividade faria mapas terem grande importância.  Nem todos os arqueólogos concordam com a interpretação de que essa pedra seria um mapa.  O argumento       que defendem é que a familiaridade do homem com o meio ambiente naquela época  faria o uso de mapas desnecessário.  

 

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FONTE: Daily Mail





Cinco navios romanos naufragados foram encontrados!

26 07 2009

navio romano reconstruçãoNavio romano, reconstrução.

 

Um grupo de arqueólogos descobriu um “cemitério de navios” romanos.  Ao todo foram encontrados por tecnologia de sonar, cinco antigos navios romanos, sem vestígios de exploração humana desde que afundaram, nos arredores da ilha Ventotene.   Esses navios de carga comercial do primeiro século AC ao quinto século AD, estavam a um pouco mais de 100 metros abaixo do nível do mar.  Isso os faz entrar na lista dos espólios de naufrágio descobertos nas maiores profundidades do mar Mediterrâneo, nos últimos anos.

O arquipélago de Ventotene está situado a meio caminho entre Roma e Nápoles, na costa oeste da Itália, e historicamente foi um lugar que navios procuravam quando precisavam de abrigo do mau tempo no Mar Tirreno.  “Tudo indica que esses navios estavam a caminho de abrigo mas afundaram antes de conseguir chegar a um lugar seguro,” disse Timmy Gambin, chefe do programa de arqueologia. “Isso explica porque em uma pequena área há cinco naufrágios.”  Os navios encontrados levavam carregamento de vinho, da valiosa lingüiça de peixe de origem espanhola e do norte da África, e um misterioso carregamento de tabletes de metal da Itália, provavelmente para serem usados na construção ou de estátuas ou de armas.

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Costa de Ventotene.

 

Gambin lembra que essas descobertas revelam os padrões de comércio durante o império romano.  Primeiro eles exportavam alimentos para suas províncias, depois, gradualmente, começaram a importar mais e mais o que eles originalmente exportavam.

Durante o império romano, o arquipélago de Ventotene era conhecido como Pandataria, e era usado para abrigar nobres que vergonhosamente  haviam sido exilados do país.  O imperador Augusto mandou sua filha Júlia para a Pandataria por causa de seu adultério.  No século XX o ditador italiano Benito Mussolini usou esta ilha com prisão para seus oponentes políticos.

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Ânforas encontradas em Ventotene.

 

Dos naufrágios, o que resta são principalmente os carregamentos cobertos de crustáceos.  Nada sobrou das embarcações propriamente ditas que devem ter sido devoradas por vermes de madeira através dos séculos.  A profundidade em que estas cargas se encontravam ajudou a protegê-las por todos esses anos.

Fonte: Reuters   Tradução minha.





Tomografia revela como seria sacerdotisa egípcia

27 06 2009

meresamunSacerdotisa, Meresamun.  Reconstutuição.

 

Artistas independentes americanos utilizaram um equipamento em 3D para reconstruir a possível aparência da múmia da sacerdotisa egípcia Meresamun, que viveu há cerca de 3 mil anos. Durante 80 anos, a múmia permaneceu desconhecida em seu sarcófago porque os pesquisadores do Museu Oriental da Universidade de Chicago mantiveram o ataúde lacrado para não danificá-la. Em fevereiro deste ano, uma tomografia computadorizada em um aparelho CT-scan revelou que a múmia era mesmo de Meresamun. As informações são do site científico Live Science.

Meresamun, cantora que viveu em um templo de Tebas (onde hoje fica a cidade de Luxor, no Egito) por volta de 800 a.C, morreu de causas desconhecidas quando tinha cerca de 30 anos. Os pesquisadores criaram modelos digitais em 3D do crânio da mulher com base em tomografias computadorizadas. Em seguida, os dados foram entregues a dois profissionais especializados em arte forense para desenvolver as características faciais da sacerdotisa.

O artista Joshua Harker utilizou uma técnica tradicional e precisa, geralmente usada na identificação de vítimas de crimes, para calcular os contornos do rosto da múmia. Michael Brassell, com experiência em casos de investigação na unidade de desaparecidos da polícia estadual de Chicago, ajudou a finalizar os detalhes do rosto.

“O crânio é a condução da arquitetura facial. Todas as proporções e posições estarão lá, se você souber lê-las”, disse Harker. “Mesmo as formas dos lábios, nariz e sobrancelhas podem ser determinadas, se você souber como procurá-las”, afirmou o especialista.

Conforme Brassell, a múmia foi submetida ao mesmo método de investigação utilizado em casos de homicídio. “As tomografias ficaram muito claras, tornando mais fácil o trabalho”, avaliou. Meresamun era aparentemente alta para a época, tinha olhos grandes e a arcada dentária superior projetada para frente.

 

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Urna de Meresamun.

 

“Meresamun foi, até o momento de sua morte, uma mulher muito saudável”, explicou Michael Vannier, radiologista da Universidade de Chicago que realizou os exames. O médico disse que alguns indícios encontrados nos ossos indicam que a mulher tinha uma boa alimentação e um estilo de vida ativo.

A reconstrução artística de Meresamun, a múmia e o sarcófago estão expostos no Museu Oriental da Universidade de Chicago até dezembro deste ano.

 

Fontes: Terra, Live Science





As mais antigas vasilhas de cerâmica encontradas na China

2 06 2009

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Cerâmica encontrada na Caverna de Yuchinyan datando de 17.500-18.300 anos atrás. 

 

Fragmentos de cerâmica encontrados numa caverna em Hunan, na China, revelam as mais antigas peças de cerâmica feitas pelo homem, datando de 17.500 a 18.300 anos passados.  Estes fragmentos foram encontrados na caverna Yuchinyan, a mesma caverna em que alguns anos atrás, em 2005, foram encontrados  os mais antigos grãos de arroz conhecidos pela ciência, o que  foi considerado um importante elo para a ligação da caverna-habitação de povos caçadores e coletores e os povos agricultores.

Antes destas descobertas, os exemplos de cerâmica mais antigos descobertos por arqueólogos datavam de 16.000 a 17.000 anos e foram encontrados no Japão.

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Fonte:  BBC





Curiosas múmias egípcias encontradas ao sul de Cairo

28 04 2009

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Arqueólogos egípcios apresentaram neste domingo um conjunto de múmias em sarcófagos com decorações curiosas e dezenas de tumbas descobertas em uma necrópole do Oasis de Fayum, no sul do Cairo. As 53 tumbas, algumas com 4 mil anos, foram achadas recentemente em uma área deserta que abrange um centro agrícola da aldeia de Illhun, a 80 km da capital do Egito.

 

Os pesquisadores informaram à imprensa que a necrópole fica perto da pirâmide do faraó Sesostris II, de quase 4 mil anos de antiguidade. Os sarcófagos encontrados na área mais profunda do complexo mortuário estavam pintados com rostos que poderiam ser dos próprios defuntos, com as cores azul, amarelo, cobre e preto.

 

De acordo com Abdel Rahman el Ayedi, sub-secretário do Conselho Supremo de Antiguidades de Egito, arqueólogos acharam também um sarcófago com a inscrição que poderia pertencer a uma mulher chamada Isis Her Ib – filha de uma das autoridades máximas de Illahun.

 

Segundo Ayedi, apesar de não se conhecer muito sobre a necrópole, algumas tumbas tinham apenas 2,8 mil anos, enquanto outras eram do Império Médio, datado entre os anos 2061 e 1786 a.C.. No local, foram descobertos ainda uma capela funerária com um altar, máscaras pintadas, cerâmicas, estátuas e amuletos de proteção.

 

 

Terra

 

 





Decoração de azulejos era língua escrita

26 04 2009

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A decoração, os símbolos encontrados em azulejos, louças e demais objetos do povo  que habitava o vale do Indo, no Paquistão, há mais de quatro mil anos são “palavras” de uma língua que até agora era desconhecida, sugere um estudo realizado por cientistas da Universidade de Washington e publicado na revista Science.

 

A equipe de matemáticos e engenheiros informáticos e arqueólogos indianos e norte-americanos liderada por Rajesh Rao,  afirma que o misterioso código só poderá ser decifrado se for encontrado um elemento -chave “equivalente à famosa Pedra de Roseta que (por ter o mesmo texto escrito em grego e egípcio demótico) permitiu a compreensão dos hieróglifos egípcios“.

 

 

 

 

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Os códigos misteriosos foram encontrados em pequenas placas de pedra, amuletos e placas de cerâmica e, até hoje, muitos especialistas afirmavam que elas eram simples pictogramas religiosos ou políticos.

 

A equipe realizou um estudo estatístico que comparou a seqüência de símbolos – conhecidos como “Escrita do Indo” – com diversas manifestações lingüísticas, desde o Inglês moderno até o antigo sânscrito e também com sistemas não lingüísticos.

 

 

 

 

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Neste ponto, podemos dizer que a Escrita do Indo parece ter concomitâncias estatísticas com as línguas naturais“, disse Rajesh Rao, cientista da Universidade de Washington e líder da equipe que realizou a pesquisa.

 

A Escrita do Indo é conhecida há quase 130 anos, “mas apesar de mais de 100 tentativas ainda não foi decifrada; no entanto, se entende que codifica uma linguagem“, afirmou Rao.

 

O povo do Indo foi contemporâneo das civilizações egípcia e mesopotâmica e habitou o vale do rio Indo – que ficava onde hoje é o leste do Paquistão e noroeste da Índia – em uma época entre o ano 2600 e 1900 a.C..

 

 

 

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Agora, Rao tem esperança de chegar ainda mais longe no estudo das escrituras para decifrar o seu código. “No momento queremos analisar a estrutura e sintaxe da escritura para deduzir suas regras gramaticais“, disse ele.

 

O cientista espera que este tipo de informação contribua para decifrar a linguagem no futuro, se aparecer um equivalente da Pedra de Roseta.

 

 

 

 

Fonte: Portal Terra

 





Muralha da China era bem maior!

21 04 2009

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A muralha da China, 2007

Cheng Minsheng (China 1947)

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A Grande Muralha da China pode ser ainda maior do que se pensava, indica a primeira pesquisa detalhada a estabelecer o comprimento do monumento histórico. Depois de dois anos, a pesquisa concluiu que a Grande Muralha tem 8.850 km. Até agora, acreditava-se que o tamanho da muralha era de 5 mil km.

 

As medições anteriores eram baseadas principalmente em registros históricos. O novo estudo, conduzido pela Administração Estatal de Patrimônio Cultural e pela Administração Estatal de Topografia e Cartografia, usou tecnologias de GPS e infravermelho para localizar algumas áreas que haviam sido ocultadas ao longo do tempo pela ação de tempestades de areia, informou a agência estatal chinesa.

 

De acordo com as novas descobertas, as seções da muralha somam 6.259 km, além de outros 359 km de trincheiras e 2.232 km de barreiras defensivas naturais, como montes e rios.

 

Especialistas afirmam que as partes recém-descobertas da muralha foram construídas durante a Dinastia Ming, que reinou na China de 1368 a 1644. As pesquisas deverão prosseguir por mais 18 meses e mapear seções da muralha construídas durante as dinastias Qin (221 a 206 a. C.) e Han (206 a. C. a 94 d. C.).

 

Criada para proteger a fronteira norte do império chinês, a Grande Muralha da China é, na verdade, uma série de muralhas cuja construção começou no século 5 a.C. e que foram unidas pela primeira vez no reinado de Qin Shi Huang, por volta de 220 a. C. O monumento foi declarado patrimônio mundial pela Unesco em 1987.

 

 

Fonte: BBC