Armando Viana (Brasil, 1897-1992)
óleo sobre tela, 65 x 100 cm
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925)
óleo sobre tela, 46 x 38 cm
Neste carnaval sem fim
do mundo que Deus nos deu,
fantasiei-me de mim
e ninguém me conheceu.
(Maria Helena Vaquinhas de Carvalho)*
*Como apareceu na Coluna Falando de Trova, de José Ouverney.
[The screaming is all there]
Kai McCall (Canadá, 1968)
óleo sobre tela, 81 x 53 cm
Todo mundo já sabe que ler faz bem ao cérebro, aumenta a conectividade entre partes da nossa massa cinzenta, como comprovado por um estudo feito em 2013 na Emory University nos EUA.
Mas ler ficção é ainda mais interessante.
Você gosta de ler ficção? Mistérios, Romances, Espionagem, Ficção Científica, Ficção Histórica, Memórias? Pois saiba que as pessoas que gostam de ler ficção, em geral, têm maior empatia por outros seres humanos. Consequentemente leitores de ficção são bons amigos, capazes de se sensibilizar com as emoções dos outros. Na instituição New School for Social Research, os psicólogos David Comer Kidd e Emanuele Castano aprofundaram o estudo sobre leitura, contrastando a ficção literária com a ficção comercial mais estereotipada. Concluíram que a ficção literária ainda é melhor para o nosso entendimento do mundo, da sociedade que nos circunda, por apresentar uma realidade com personagens mais complexos que melhor refletem a vida real.
Ler, na verdade, ativa o nosso cérebro de tal maneira que ele imita as ações que lemos, passando para o leitor um pouco das emoções vividas pelos personagens fictícios.
[A título de curiosidade: recentemente senti meu coração bater mais rápido do que o normal, ao ler uma cena aterrorizante, de um inimigo batendo na porta de um apartamento onde se escondia um personagem, herói, na trilogia 1Q84, de Haruki Murakami.]
Tudo indica que quanto mais complexos os personagens, quanto mais ambíguos, quanto menos estereotipados, maior é o leque de emoções que permite o leitor de ter empatia pelo próximo e melhor compreensão do mundo à sua volta. No fundo, você se torna uma pessoa melhor.
Vamos ler…
Fonte: Mic
Não chore, mãe … é só um programa!, 1940
Harry Anderson (EUA, 1906-1996)
Anúncio para o Rádio GE, para a revista Saturday Evening Post
Restaurante dos Esquilos, no Alto da Tijuca, s.d.
Fernando Corrêa e Castro (Brasil,1933)
óleo sobre tela, 38 x 46 cm
[Autorretrato]
Tamara Lempicka (Polônia, 1898-México, 1980)
Coleção Particular
Em 2012, seguindo uma publicação no jornal britânico The Guardian, em que seus leitores listavam as melhores frases de abertura de um romance de língua inglesa, publiquei aqui as poucas “melhores frases” em língua portuguesa que me chegaram à memória. Mas desde então comecei a prestar mais atenção ainda às frases de abertura dos livros que leio. Aos pouco irei postando, ocasionalmente uma ou outra abertura que me intrigue. Começo hoje com a escritora inglesa, Deborah Levy.
Em: Nadando de volta para casa, Deborah Levy, Rio de Janeiro, Rocco: 2014, p. 9, tradução de Léa Viveiros de Castro.
NOTA: LINK para a lista de melhores frases de abertura em língua sugeridas pelos leitores da Peregrina, publicadas em 6 de junho de 2012.
[comemoração dos 80 anos de imigração japonesa]
Tomie Ohtake (Japão/Brasil, 1913-2015)
Concreto armado e pintado, 40 m de comprimento
Avenida 23 de Maio, São Paulo
Patrocinada e construída pela Método Engenharia, SP
Governo Municipal de São Paulo
Komachi com livro, meados do século XIX
Kikugawa Eizan (Japão, 1787-1867)
Ukiyo xilogravura policromada
OUTONO, painel da série QUATRO ESTAÇÕES, 1990-1992
Tomie Ohtake (Japão/Brasil, 1913-2015)
Mosaicos, téssaras de vidro, 4 painéis de 2 x 15,4 m
Estação do Metrô da Consolação
Acervo da Cia do Metropolitano de São Paulo
As cores introduzidas por Tomie Ohtake representam:
Verde, primavera; amarelo, o sol do verão; azul, o outono e vermelho, o inverno.