Camelô boliviano de artesanato andino lê um jornal popular no calçadão da praia de Copacabana.
Brasil que lê: foto tirada em lugar público
8 06 2009Comentários : Leave a Comment »
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Imagem de leitura: Liz Gribin
4 06 2009
Michelle, s/d
Liz Gribin ( Inglaterra, contemporânea)
óleo sobre tela , 85 x 85 cm
Liz Gribin ( Inglaterra, contemporânea) nasceu na Inglaterra. Quando os alemães invadiram a Polônia, na Segunda Guerra Mundial, ela e sua família se encontravam de férias na Suiça. Ao invés de voltar para casa, a família, de origem judaica, emigrou para os Estados Unidos. Assim que chegou lá Liz foi estudar no Museu de Arte Moderna em Manhattan e na Liga de Estudantes de Arte e se formou em Belas Artes pela Universidade de Boston.
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Quadrinha para crianças: aniversário, Pedro Bandeira
3 06 2009
Magali no seu aniversário: ilustração de Maurício de Sousa
Meu Aniversário
Hoje é o meu aniversário,
é um dia sem igual!
Eu queria que hoje fosse
feriado nacional!
Pedro Bandeira
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Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público
29 05 2009
Copacabana, Rio de Janeiro.
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O Jardim Botânico em 1904, foto
29 05 2009
Jardim Botânico, 1904. Revista KÓSMOS, Ano I, número 4. Sem autoria.
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Outono no Rio de Janeiro
28 05 2009
Jardim Botânico do Rio de Janeiro, foto: Ladyce West
Um hábito meu das quintas-feiras de manhã é procurar no jornal pela coluna de Cora Rónai. Hoje de manhã, tive que sorrir muito com o que Cora escreveu e esperei até agora à noitinha para passar para o blog, seu texto, porque concordo plenamente com todas as palavras da nota. Aqui vai:
A Cara do Rio
Cora Rónai
O Rio contradiz os poetas e as letras de música que cantam a primavera. É só olhar pela janela para ver que o outono é, disparado, a estação mais bonita da nossa cidade: céu azul, temperatura razoável e aquela luz que transforma tudo. Nesses dias, sobretudo à tardinha, pouco antes de o sol se pôr, a gente consegue até esquecer os problemas de que se queixa no resto do ano.
A praia está uma glória, e a Lagoa parece mesmo um espelho d’água, refletindo as nuvens nos mínimos detalhes. A imagem só se quebra quando as garças e biguás aparecem para jantar, quando um peixe salta no ar ou quando os remadores dão a volta, lépidos e atléticos, matando de inveja os sedentários que os observam das margens. Qualquer desavisado que resolva interpretar a cena pela quantidade de celulares e câmeras apontados para a paisagem pode imaginar, perfeitamente, que estamos numa das cidades mais seguras do mundo.
No Jardim Botânico, um casal de turistas pede que eu faça a sua foto em frente ao chafariz. A câmera é uma velha Pentax analógica, que me desconcerta por uns instantes: cadê o visor? Capricho no clique, e eles se despedem me desejando um bom resto de tarde e uma viagem segura de volta.
Eu agradeço e vou embora sem esclarecer o equívoco. Não quero humilhar ninguém dizendo que moro aqui.
***
Em: O GLOBO, quinta-feira 28 de maio de 2009. Segundo Carderno, página 12.
Se você não conhece ainda o blog da Cora Rónai deve acessá-lo, vale a pena: internETC Também é a cara do Rio.
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Imagem de leitura: Henri Lebasque
28 05 2009
Meninas lendo no parque, s/d
Henri Lebasque ( França, 1865-1937)
Óleo sobre tela
Henri Lebasque, ( 1865-1937) nasceu em Champigné (Maine-et-Loire). Estudou na Escola de Belas Artes de Anders, mudando-se depois para Paris em 1886, onde estudou com Léon Bonnat. Pissarro e Renoir foram pintores com quem cultivou amizade e que o influenciaram bastante. Mas foram os pintores mais jovens, os Nabis – Edouard Vuillard e Pierre Bonnard– como Lebasque pintores intimistas, com quem finalmente Henri Lebasque encontrou grande afinidade artística. Por isso mesmo é considerado um pintor pós-impressionista. Lebasque, morreu em Cannet, Alpes Maritimes, em 1937.
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Livros proibidos: frutos proibidos
28 05 2009 
Livros proibidos, 1897
Alexander Mark Rossi ( Inglaterra, 1840-1916)
Óleo sobre tela
Royal Academy, Londres
Quem quiser se deliciar com o espírito empreendedor de uma menina americana deve passar pelo blog BATATA TRANSGÊNICA e ler, como a jovem adolescente não só conseguiu burlar as restrições impostas por sua escola católica conservadora, mas como conseguiu também, com uma única idéia posta em prática seduzir estudantes que antes não liam livros em se tornarem leitores assíduos.
O efeito da proibição da leitura de uma série de livros muito conhecidos teve o efeito oposto ao que a direção da escola certamente esperava. Esta revelação me lembrou uma ocasião na minha adolescência. Meus pais eram, ambos, leitores sistemáticos e ecléticos, e nunca deixaram transparecer que vigiavam o que líamos. Na verdade, para mim, pelo menos, eles pareciam até bastante liberais. Quando fiz onze anos, minha mãe me deu um volume de José de Alencar: O Tronco do Ipê, com uma notinha, dizendo que eu já estava bem grandinha e que ela achava que agora eu já poderia ler alguns livros de adultos.
Abracei O Tronco do Ipê como se fosse maná. A fome de ficar adulta era grande. E confesso que até hoje, este livrinho bem água-com-açúcar é de vez em quando relido para matar as saudades. Qual não foi a minha surpresa então, ao descobrir, alguns anos mais tarde, que havia limites no que eu podia ler. Boa parte da minha mesada, ou qualquer dinheiro que eu ganhasse extra – trabalhei pela primeira vez aos 16 anos – era gasta na compra de livros. Meus livros! Tinha um orgulho imenso de possuí-los. Verdadeira rato-de-sebos, fui ajuntando um grupo pequeno de favoritos. Lia muito e lia de tudo. Principalmente livros de política e sociologia, que na época da ditadura eram proibidos.
Mas um dia, aos quinze anos, cheguei em casa feliz com Trópico de Câncer, de Henry Miller. Deixei rapidamente o livro no sofá da sala para fazer qualquer coisa lá dentro. Quando voltei, para pegar o livro e lê-lo, tive uma surpresa. Minha mãe havia se transformado na Bruxa Malvada da Branca de Neve. Sério! Com um ar de poucos amigos, ela me perguntou onde eu havia conseguido aquele livro? Onde o havia comprado? Porque ela queria ir até aquela livraria. Como é que uma livraria responsável poderia vender tamanha pornografia para uma menina de quinze anos? Eles estavam fora de ordem. Eu era menor. E assim continuou por muito tempo. Meu coração diz horas, mas tenho certeza de que não deve ter passado de 20 minutos de reclamações e inquisições. E aí, para meu maior espanto, ela pegou o livro NOVINHO e, na minha frente, rasgou-o em centenas de pedaços numa raiva avassaladora. Fiquei pasma! Aquilo era inconcebível. Minha mãe, uma professora, rasgando livros! Chorei, chorei de raiva, de frustração, de susto. Foi como se ela tivesse me dado uma boa sova. E mais tarde, ainda fiquei uma vez mais surpresa, quando meu pai chegou em casa e para meu espanto concordou com todas as decisões de mamãe inclusive com o rasgar do volume de Henry Miller.
Só vim a ler Trópico de Câncer depois dos 30 anos. E achei-o muito enjoado. Mas entendo a fascinação que um livro proibido, ou um livro “para adultos” pode ter para um adolescente. Minha mãe sabia disso também ou não teria me apresentado a José de Alencar daquela maneira. A pergunta que fica: como é que educadores de uma escola onde há adolescentes, e ainda por cima de uma escola religiosa, que têm a obrigação de conhecer os motivos que levaram Adão e Eva a serem expulsos do Paraíso, como que eles, de repente, não se lembram de que o fruto proibido é sempre mais saboroso? E se precisam proibir que proíbam com motivos sérios. A lista de livros proibidos – que copiei do blog BATATA TRANSGÊNICA — repito aqui abaixo, é ridícula! Não só grandes textos da cultura ocidental estão incluídos como textos pertinentes para qualquer boa educação, de Darwin ao Alcorão. Eu tiraria meus filhos desta escola. Não pensaria duas vezes!
A LISTA
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