São Francisco, poema de Eduarda Duvivier

4 10 2011

São Francisco de Assis, 1982

Jenner Augusto ( Brasil, 1924-2003)

óleo sobre tela,  62 x 37 cm

São Francisco

Eduarda Duvivier

Por que não disse às feras pra não serem bravas?

Por que não disse às feras pra ficarem mansas

Com os homens bons?

E que todos os pássaros mortos fossem para o céu

Para brincar com as crianças que fossem para lá?

Por que não ensinou as onças a ficarem amigas

Das cabritas e dos veadinhos?

Por que não arranjou para elas uma carne de

–  –  –  –  –   — –   –   – (deixa eu ver) de jacaré…

Não, S. Francisco, uma carne de frutas?

Em: Poesia brasileira para a infância, de Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1968





Mais alguns títulos recomendados para adolescentes ou jovens leitores na estação das Festas e das Férias

7 12 2010

 

Ilustração, autoria desconhecida.

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Fim de ano.  Hora de presentes para os jovens da família.  Hora de entretenimento para as férias.  Muita coisa boa e interessante nas livrarias.  Além das minhas outras postagens neste blogue, adiciono novas sugestões para leitura e entretenimento dos adolescentes ou jovens adultos. 

A misteriosa sociedade benedict — Trenton Lee Stewart

 

 

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O poder da mídia e da propaganda e o valor da educação costuram a trama da divertida e bem sucedida (na lista do New York Times por 50 semanas) – estréia de Trenton Lee Stewart no universo das histórias infanto-juvenis. Em meio a muita ação e aventura,  o livro trata, ainda, da natureza da amizade, lealdade, coragem e liderança. Quatro crianças solitárias e tímidas precisam aprender a confiar umas nas outras e trabalhar juntas para atingir seus objetivos.

Cada uma delas possui um dom único e especial. Nada fantasioso como poderes sobrenaturais ou habilidades adquiridas através de insetos radioativos. Elas se destacam num quesito muito humano: vencer dificuldades, das mais variadas formas. Reynie é excelente na resolução de problemas, dedução lógica e leitura de pessoas. Ele é extraordinário em ler nas entrelinhas, observar, questionar e chegar ao âmago da questão. Sticky tem memória fotográfica: lembra de tudo o que lê.

Kate é extremamente ágil e atlética. Carrega sempre consigo um balde contendo um kit emergencial: canivete suíço, cola, corda, lanterna, ímã, borracha e caneta. Constance é a clássica ?do contra?, discordando sempre de tudo e de todos. Muito obstinada, beirando a teimosia, ela tem grande talento para escrever poemas, montar charadas e criar enigmas.

Quando um anúncio um tanto estranho aparece no jornal em busca de crianças espertas para fazer uma série de provas misteriosas e complicadíssimas, que o leitor também pode fazer, Reynie, Kate, Sticky e Constance, com seus talentos ímpares, acabam escolhidos para a Misteriosa Sociedade Benedict. Agora, eles são os únicos que poderão destruir um plano maligno que põe em risco todos os habitantes do planeta.

Editora: Galera Record ISBN:  9788501086099  Ano: 2010 Número de páginas: 392

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Cerco a Macindaw

Rangers: Ordem dos Arqueiros 6  — John Flanagan

Mesmo conseguindo salvar a vida de Orman, herdeiro do trono de Macindaw, Will ainda está longe de cumprir sua primeira missão como arqueiro de Araluen. Afinal, o castelo se encontra sob o domínio de Keren, cavaleiro renegado que mantém Alyss como prisioneira.

Nem um pouco disposto a fracassar, Will põe em prática um plano para retomar o reino de Macindaw e devolvê-lo a seu legítimo senhor. Sua estratégia tem início com a contratação de um improvável “exército invasor”, formado por piratas escandinavos sobreviventes de um naufrágio.

Como se a tarefa do jovem arqueiro já não fosse complicada e perigosa o bastante, a situação fica ainda pior quando uma sinistra aliança é descoberta. Uma trama secreta que almeja resultados tão grandiosos quanto terríveis, com consequências que podem chegar até Araluen.

Com tantas vidas dependendo de seu sucesso e tendo o tempo como um inimigo implacável, Will parte para uma batalha que talvez não possa vencer. Sua esperança e seu espírito, entretanto, estão mais fortes do que nunca. Principalmente após o inesperado retorno de um certo Cavaleiro da Folha de Carvalho…

Editora: Fundamento  ISBN: 9788576768937  Ano: 2010  Número de páginas: 296

Sociedade Secreta: Ritos de Primavera — Diana Peterfreund

Amy Haskel agora faz parte da elite da Universidade de Eli. Ela é uma Coveira, integrante da sociedade secreta mais poderosa do país – a Rosa & Túmulo. Mas de repente os segredos da socidade são divulgados em um site, chamando a atenção dos patriarcas da Rosa & Túmulo e até da imprensa. Para completar, outra Coveira desaparece misteriosamente. Alguém está vendendo os segredos da sociedade, e nenhum membro está a salvo. Todos são suspeitos.

Editora: Record  ISBN: 9788501078988  Ano: 2010  Número de páginas: 400

It Girl: garota de sorte — Cecily Von Ziegesar 

Jenny Humphrey deixou a Constance Billard para estudar na Waverly Academy. E ela chega chamando a atenção. O charmoso Easy Walsh agora é seu, mas, infelizmente, ele era o ex da bela Callie, colega de quarto de Jenny. Tinsley, é claro, usa a traição em seu benefício e, para piorar, elas não dividem mais o mesmo quarto – Jenny ficou com Callie e Tinsley com Brett. Mas se no amor e na guerra vale tudo, o que vai acontecer quando Easy for ver Jenny no meio da noite e encontrar Callie? E se um segredo misterioso de Tinsley for revelado?

Editora: Record  ISBN: 9788501086112  Ano: 2010  Número de páginas: 254

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As Patricinhas — Zoey Dean

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Livro que deu origem à série PRIVILEGED, exibida pelo Warner Channel

  Megan Smith, recém-formada em Yale, tem grandes planos para a sua carreira de jornalista, mas também uma dívida enorme: 75 mil dólares do empréstimo que fez para pagar a faculdade. Por conta disso, aceita trabalhar num tabloide de quinta categoria, é demitida (o que era de se esperar: estava pouco se lixando em saber qual celebridade tinha acabado de operar o nariz), até que… recebe uma proposta irrecusável.
As gêmeas Rose e Sage Baker têm 17 anos e são as herdeiras mais badaladas de Palm Beach, conhecidas por terem rios de dinheiro e uma queda pelos flashes dos paparazzi.
A avó das gêmeas se oferece para pagar a dívida de Megan, com a condição dela aceitar ser professora particular das meninas e fazer com que entrem numa boa universidade. Mas as gêmeas não estão nem um pouco dispostas a abrir espaço em suas agendas de patricinhas para aprender álgebra. Megan logo descobre que, para conquistar suas alunas, vai ter que saber a diferença entre Pucci e Prada. E mais: se entrar para a galera, talvez, quem sabe, consiga ensinar alguma coisa para as meninas.
O que nunca imaginou é que ela própria aprenderia uma grande lição.

Editora: Bertrand  ISBN: 9788528614398  Ano: 2010  Número de páginas: 294

Fallen — Lauren Kate

Caninos alongados vêm dominando o mercado editorial nos últimos anos.  Mas segundo especialistas — entre eles o conceituado jornal britânico The Observer —, asas e plumas prometem acabar com esse reinado. Anjos caídos são a nova onda e começam a tomar o lugar dos sugadores de sangue nas prateleiras e nas listas. Assim como seus pálidos primos, esses seres celestiais são visitantes sobrenaturais, donos de uma carga de adrenalina e sexualidade latente que promete arrebatar os leitores mais jovens.

FALLEN comprova a força da nova tendência. Com uma trama que gira em torno do amor entre um anjo e uma adolescente, o livro de Lauren Kate foi lançado no início de dezembro de 2009 e chegou à lista do NY Times já no fim do mesmo mês. Desde então, mantém presença constante na prestigiada tabela. E, a reboque, teve os direitos para o cinema comprados. A expectativa para o longa é tanta, que vários fãs da história postaram suas próprias versões do trailer — e do elenco ideal — no Youtube.

Lauren aposta no amor impossível entre os protagonistas para tecer o início de uma saga com todos os ingredientes de um cult do gênero. Em FALLEN, acompanhamos a adolescente Luce, mandada para um reformatório — apropriadamente batizado de Sword & Cross — após a morte do namorado em um incêndio misterioso. Ela suspeita que estranhas sombras negras, que a atormentam desde a infância, são as verdadeiras responsáveis. Mas quem acreditaria nela?

Na escola, ela encontra o etereamente belo Daniel Grigori, que desperta uma estranha sensação de reconhecimento: único ponto luminoso num lugar onde celulares são proibidos e há câmeras de vigilância por todos os cantos. Mas tanta luz hipnotiza a menina, atraída pelo rapaz como uma mariposa pela chama. Ele tenta se manter afastado de Luce, mas também não consegue. E a verdade promete separá-los como tantas outras vezes — com a morte de Luce. Amantes destinados a se encontrar e se perder vida após vida, século após século.

Excitante, sombrio e romântico FALLEN é, ao mesmo tempo, um thriller vigoroso e uma inesquecível história de amor.

Editora: Galera Record  ISBN: 9788501089625  Ano: 2010  Número de páginas: 406

Outras sugestões de livros nesse blog próprios para presentes podem ser vistas clicando    AQUI.





Precisando de um bom livro para o seu adolescente?

28 03 2010

 
 
 
 
 
 
 

Lago de jardim, fragmento de pintura mural do Antigo Egito
18ª Dinastia, c. 1350 aC.
[Pintura mostrando um lago cheio de peixes, flores do lótus, e tilápias;  papiros crescem à sua volta, assim como palmeiras, figueiras e arbustos]. 
Museu Britânico,  Londres.

 

No início deste mês tive o prazer de ler O peixe de Amarna, de Cícero Sandroni, que vou recomendar aqui, com bastante ênfase, para aqueles que procuram alguma coisa brasileira, que interesse a leitores adolescentes.   Esta é a história de Juca, um jovem carioca, de 18 anos, pobre, que arruma seu primeiro bom emprego, com carteira assinada, trabalhando como motorista de um professor do Centro  Multidisciplinar de uma universidade.   Juca se surpreende logo, desde o início, quando percebe que a vida de motorista de professores, trabalhando com tecnologia de ponta, pode ser muito  mais arriscada do que pensava, a princípio.   Não tinha conhecimento de que havia no Brasil tanto conhecimento científico de qualidade, e queira ou não queira seu emprego se mostra mais complexo pois a técnica desenvolvida pelos professores que Juca leva e trás para diversos pontos do Rio de Janeiro, está sob a mira dos espiões industriais.

 

 

Esta é uma história cheira de peripécias, diárias,  tanto no cotidiano do trabalho desse motorista no Rio de Janeiro, quanto nas viagens a lugares que Juca nunca havia pensado em conhecer.   É por aí, com um bocado de espionagem industrial, com um bocado de briga e garra,  nesse misto de suspense, ação,  golpes de judô e disfarces que aparecem uma surpresa atrás da outra, uma ação a cada virar de página.  Juca acaba indo ao Egito como motorista, guarda-costas,  logo ele, que como todo bom carioca, poderia ter feito parte do time do Deixa-disso.  Com um linguajar atualizado, e uma maneira de escrever correta e realista,  Cícero Sandroni nos mostra Juca  desejando a todo momento que tivesse prestado mais atenção às aulas de história — em que costumava dormir — para poder entender melhor por que seus empregadores eram alvo de tanta confusão.   Nosso herói viaja.  Com ele damos uma passadinha no Louvre, em Paris, mas também vamos ao Egito.  O Egito de hoje, moderno se torna menos importante do que o outro Egito, dos faraós.  Juca viaja e nos leva com ele através da história para o Antigo Egito, de 3500 anos atrás.   Lá,  ele se familiariza com o faraó Aquenaton, marido de Nefertite, jovem famosa por sua beleza.    Aquenaton foi não só o fundador da cidade de Aquenaton, hoje Amarna, como também um faraó que lutou , com o culto de Aton, para que a civilização do Antigo Egito se tornasse monoteísta. 

 Garrafa na forma de peixe, Antigo Egito
18ª Dinastia, Reina do de Akhenateon ( c. 1390-1336 aC)
Vidro policromado, 14,5 cm
Museu Britânico, Londres

 

Cícero Sandroni consegue, com essa aventura de espionagem, não só mostrar um pouco da história do antigo Egito, como também situar com exatidão a importância das pesquisas científicas feitas no Brasil, que podem e são frequnetemente alvos de espionagem industrial e estrangeira.  Raramente vemos nos livros para adolescentes a colocação do real valor do trabalho e das pesquisas dos professores e pesquisadores universitários no país.  O livro tem a vantagem também de abrir um horizonte maior, mais versátil, de possíveis profissões, apontando para as muitas escolhas que podem ser feitas, mesmo por um jovem pobre, para uma vida repleta de excitação, aventura e conhecimento.  Escolhas que não se apoiam no tradicional triângulo do esporte, da música e do circo.  A cabeça, o pensar, o estudo aparecem como uma bela opção para uma vida cheia de aventuras.  E tem mais uma coisa importante: o texto  não  é dogmático, não dá lição de moral.  Muito, muito bom.

Cícero Sandroni

 

Cícero Augusto Ribeiro Sandroni (São Paulo, 1935)  jornalista e escritor brasileiro.  Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1946, com a família.  Formou-se em jornalismo, PUC-Rio.  Nessa profissão trabalhou para a Tribuna da Imprensa,  o Correio da Manhã e  o Jornal do Brasil.  Em  1958 foi para o jornal O Globo, e mais tarde para o Diário de Notícias. Em 1961 mudou-se para  Brasília. Em 1974 ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo.  Membro da Academia Brasileira de Letras.

Obras:

O Diabo só Chega ao Meio-dia, contos, 1985.

O Vidro no Brasil, ensaio histórico, 1989.

Austregésilo de Athayde: o Século de um Liberal, 1998.

Cosme Velho, ensaio literário sobre o bairro do Cosme Velho (Rio de Janeiro), 1999.

50 anos de O Dia, história do jornal, 2002

O peixe de Amarna, romance, 2003





Firmo, o vaqueiro, conto de Natal de Coelho Neto, texto integral

21 12 2009

A vida no campo, vaquejada, 1960

Ernest Zeuner ( Alemanha, 1898 — Brasil, 1967)

Têmpera sobre papel,  25,5 cm  x 36,5 cm

Museu Ado Malagoli, Porto Alegre, RS

Firmo, o vaqueiro

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Coelho Neto

Sentados na soleira da palhoça, em face do verde campo, à hora vesperal em que os rebanhos recolhem, o velho Firmo e eu fumávamos, relembrando passagens alegres da vida de outrora.

Firmo era meu companheiro quando eu ia passar as férias na roça.  O que ele sabia de histórias, e como as contava fazendo a voz enternecida e meiga para imitar as princesas que imploravam ou arremetendo com vozeirão terrível para que eu tivesse a impressão exata do bradar horrível dos gigantes antropófagos.  E não só história dos livros, outras sabia que eu jamais em letras vira: a que descrevia a vara branca seduzindo o remador do Itapicuru e o conto do sucupira, com que no bom tempo faziam cessar a minha impertinência.  Algumas eram inventadas por ele, diziam;  outras o velho Firmo, vaqueano e andejo, aprendera por esses sertões de Deus por onde caminhara.

Andava pelos oitenta anos, mas quem o visse a cavalo, no campo, não lhe daria tanta idade.  O diabo era o reumatismo que não lhe deixava as pernas.  No seu tempo ninguém levava o melhor ao Firmo do Curral Novo.  Raparigas, que uma vez o viam montado no garboso fábrica, o laço em volta da cinta, a aguilhada firme sobre a coxa coberta de couro cru, perdiam-se de amor por ele.

Era um caboclo atirado, musculoso e rijo: grandes olhos negros brilhavam no seu rosto queimado pelos verões e os cachos do seu cabelo rolavam-lhe pelos ombros largos.

Velho, embora, “ninguém lhe chegava ao pé sem muito jeito”, como ele próprio dizia sorrindo som os seus dentes limados, agudos como pontas de frechas.  Apesar de alquebrado e enfermo andava com arrogância e notava-se-lhe na voz, áspera e forte, o hábito de comando.

Em tempos de festa, quando vinham para a mesma eira moças do lugar e moças de mais longe, Firmo saltava na roda, sapateando, rasgando na viola a tirana dos campeiros, e quem ousava pegar no verso do caboclo?!  As tabaroas morenas sorriam com os olhos fascinados e unidas desfaziam-se das flores para que o cantador as fosse pisando no sapateado… por isso o Firmo andava sempre de ponta com os companheiros e, mais uma vez, o descante acabou varrido à faca; mas quem ficasse do lado do caboclo podia estar descansado – nunca fugiu de arreliam fosse com um, fosse com dez ou mais.

Mãezinha, a velha mucama de casa, quando o via passar no caminho, curvado pitando o seu cachimbo de taquara, dizia maliciosa:

—  Isso, ahn!  isso, foi o diabo!

Firmo “vivia encostado no tempo de dantes”, a saudade era o seu conforto.  “Hoje em dia qu’é que a gente vê? má língua e moleza só”, dizia e citava os valentes de antanho e mostrava as velhas gabando-lhes a beleza que a idade fanara: “Serapião, homem que nem o diabo!… Ana Rosa, essa curumba… foi mulata de dengue, era um motim aqui em cima por causa dela.  Filomena, com essa cara de peixe moqueado, teve o seu luxo e foi gente…  Eu também pisei duro, ora!”

Firmo vivia das recordações.  Passava os dias caminhando de um para o outro lado, visitando as palhoças, ou à beira do rio para ver e ouvir as lavadeiras, quando não se metia a fazer bodoques para as crianças.

À tarde sentava-se em um pilão quebrado, à porta da casa, e deixava-se estar inerte, os olhos ao longe: “Estava vivendo…” dizia quando eu lhe perguntava que fazia ali sozinho.  Estávamos, às vezes, sentados juntos, ele a contar-me histórias, quando nos chegava, nítido e agudo, o grito do campeiro.  Firmo calava-se, um estremecimento agitava-o, os olhos dilatados recobravam o brilho antigo e punha-se de pé, devassando a paisagem triste, à luz crepuscular.

De repente aprecia a nuvem de poeira anunciando o gado que chegava…  uma mancha vermelha, uma mancha negra, outra e logo o magote, os bois juntos, emaranhando os chifres: um mugia, outros imitavam-no levantando os focinhos ou ferravam-se às marradas, sendo, às vezes, necessária a intervenção do vaqueiro que apartava os dois à ponta de vara.  E a marcha aproximava-se morosa.

Firmo ficava enlevado acompanhando os movimentos da manada, inclinando-se para um lado, para o outro, aspirando sôfrego.  De repente batia as palmas e juntava, logo em seguida, as mãos na boca à guisa de porta-voz, bradando:

—  Eh! eh! eh! cou!  ruma!  ruma!  Eh! cou…

E ficava longo tempo excitado, a olhar.  Não perdia uma só das peripécias e, se um touro espirrava, correndo aos galões pela campina, o velho entrava a bramar do outeiro, tão alto, tão alto, que as raparigas, que andavam na eira recolhendo a roupa ou socando o arroz, paravam assustadas erguendo os olhos para o lado da palhoça do vaqueiro velho.  Mas ninguém o acomodava antes de ser laçado o boi fujão e quando o vaqueiro aparecia, arrastando o animal laçado,  Firmo suspirava baixinho:

—  Ah!  Nossa Senhora!  meu tempo!

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Camponês com cavalo, 1948

José Marques Campão (Brasil, 1892-1949)

óleo sobre tela, 54 x 65 cm

Coleção Particular

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Foi pelo Natal que o vi pela última vez.  Começavam os preparativos da festa, quando cheguei ao sitio.  Nas casas dos escravos, às vezes, à noite, ensaiavam as crianças.  Na eira os rapazolas preparavam jiraus; colhia-se o arroz novo para os presepes e de todos  os lados, mal o sol fugia, começavam as toadas das cantigas ao Deus Menino e as falas dos infantes que figuravam no Mistério.

Firmo estava doente, mal podia mover-se: passava os dias na rede.  Subi a vê-lo, uma noite justamente na véspera do grande dia. Encontrei-o deitado, fumando, os olhos semi-cerrados.

—  Eh! vaqueiro velho…  Então que é isso?!

—  Estou derrubado, patrãozinho.

—  Mas que diabo tem você?

— Moléstia má, patrãozinho; parece que desta feita vou mesmo.

—  Ora qual…

—  Eu é que sei como me sinto, patrãozinho.  Se até o pito me faz nojo…

—  Pois eu preparei uma surpresa que te vai fazer mais bem do que todas as mezinhas de mãe Tude.   Quem está aí fora?  adivinha…

—  Ah! Patrãozinho, alguma alma boa…  Quem há-de ser?!

—  Raimundinho.

O velho sacudiu-se novamente na rede e, voltando-se para a porta com um sorriso, perguntou:

—  E onde está esse negro que não entra?

—   Boa noite à gente da casa!  Disse da porta o cafuzo.

— Entra, negro!

O cafuzo, um codoense da fama, atravessou o limiar da porta:

— Então, tio Firmo, a febre pode mais, hein?!

—  Sim porque eu não vi quando ela entrou… quando não!  Então, negro, que é que vamos fazendo?…

— Vim fazer minha festa.  Dizem que vão queimar fogaréus em Curral Novo

—  Como vai Noca?

—  Boa.

—  E Ana?  está na cidade, mais o pai?

—  Hen, hen, afirmou o cafuzo.

—  Negro, você não vai daqui hoje.  Ah!  Patrãozinho, vosmecê vai ver o que é um diabo.  Negro, ajunta a madeira ali atrás da arca…

—  Está encordoada?

—  O danado!  Onde você viu viola sem corda?   e afinada, ajunta.

—  O codoense agachou-se, apanhou a viola do vaqueiro e logo correu os dedos ágeis pelas cordas.

—  Passa p’ra luz, cafuzo.

—  Lá vou…

Sentou-se no centro da mesa, cruzou as pernas e, tombando a cabeça, gemeu a toada sertaneja.

—  Anda com Deus.

— Lá vai;  pigarreou e desferiu:

“ No coração de quem ama

Nasce uma flor que envenena”

— Eh!  gritou o Firmo entusiasmado, concluindo a quadra:

“Morena, essa flor que mata

Chama-se paixão, morena…”

— Pega, negro… não deixa o verso no chão!

De fora, contínuo e doce, vinha o coro longínquo das crianças em louvor de Jesus e, de vez em vez, reboava o mugido de um touro.

Quando o cafuzo descansou a viola, Firmo disse da rede com esforço, arrastando a voz fraca:

— Canta, canta mais, cafuzo…  Quem não tem Nosso Pai ouve a cantiga.  Canta.

Era tarde quando desci o outeiro.  Raimundinho lá ficou cantando.

No dia seguinte, à hora em que saía o gado, estava eu debruçado à varanda quando vi o cafuzo que preparava o animal viageiro:

—  Raimundinho, como vai ele?…

De longe apontou a palhoça:

—  Sim.

O braço caiu-lhe, olhou-me algum tempo comovido; depois saltando para o animal, levou o polegar à boca fazendo estalar a unha nos dentes:  “ Às quatro da manhã…  Atirei um verso e disse, para bulir com ele:  Pega, velho!  Não respondeu.  Tio Firmo, mesmo velho e doente, não era homem para deixar um verso no chão…  Fui ver, coitado!  Estava morto”.  E deu esporas para que não lhe visse as lágrimas.

Subi ao outeiro…  Pobre Firmo!  Lá estava no fundo da rede, cercado de gente.  Guardara o sorriso, morrera feliz, ouvindo os cantos do seu tempo e bem perto de casa o mugido dos rebanhos.  E bem que o choraram nessa noite os grandes bois, e diziam, entretanto, que eles estavam louvando o Senhor Menino; chorando o companheiro é que eles estavam, os grandes bois que pressentem todas as desgraças e que vêem a Morte passar, à noite, com a foice de rastro, através das campinas!  Bem que choraram nessa noite os bois: decerto viram a morte entrar na cabana de Firmo.

*  *  *  *  *

Henrique Maximiano Coelho Neto (Caxias, 21 de fevereiro de 1864 — Rio de Janeiro, 28 de novembro de 1934) escritor, político, professor, romancista, contista, crítico, teatrólogo, memorialista e poeta.  Usou entre outros os  seguintes pseudônimos:  Anselmo Ribas, Caliban, Ariel, Amador Santelmo, Blanco Canabarro, Charles Rouget, Democ, N. Puck, Tartarin, Fur-Fur, Manés.  Foi provavelmente o prosador brasileiro mais lido nas primeiras décadas do século XX, tendo sofrido furiosos ataques do Modernismo posterior à Semana de Arte Moderna de 1922, o que provavelmente colaborou no injusto esquecimento que o mercado editorial e os leitores brasileiros tem-lhe reservado. Para o cinema, escreveu o que seria o primeiro filme brasileiro em série, Os mistérios do Rio de Janeiro, do qual só foi terminado e lançado o primeiro episódio.

Obras:

Romance Bárbaro (1914)

O Mistério (1920)

Fogo fátuo, romance, (1929)

Álbum de Caliban, contos, (1897)

Contos da vida e da morte, contos, (1927)

Mano, Livro da Saudade, romance, (1924)

A cidade maravilhosa, contos, (1928)

O polvo, romance (1924)

A descoberta da Índia, narrativa histórica, (1898)

O Fruto, contos, (1895)

O rei fantasma, romance, (1895)

O Rajá de Pendjab (1898)

Rapsódias, contos, (1891)

Sertão (1897)

A Bico de Penna

Água de Juventa, contos,

Romanceiro (1898)

Theatro, vol. I – Os Raios X (1897), O Relicário (1899), O Diabo no corpo(1899)

Theatro, vol. II – As Estações, Ao Luar, Ironia, A Mulher, Fim de Raça (1900)

Theatro, vol. IV – Quebranto (1908), comédia em 3 actos, e o sainete Nuvem

Theatro, vol. V – O dinheiro, Bonança (1909), e o Intruso

Fabulário

O Arara, (1905)

Jardim das Oliveiras, (1908)

Esfinge, romance, 1908

Inverno em Flor, romance, (1897)

Apólogos, contos para crianças

Miragem, romance, (1895)

Mysterios do Natal, contos para crianças

O Morto, Memórias de um Fuzilado, romance, (1898)

Rei Negro (1914)

Capital Federal, Impressões de um Sertanejo, romance, (1893)

A Conquista, romance, (1899)

Tormenta, romance, (1901)

Tréva

Banzo, contos, (1913)

Turbilhão (1904)

O meu dia

As Sete Dores de Nossa Senhora

Balladilhas, contos, (1894)

Pastoral

Vida Mundana, contos, (1919)

Patinho torto (1917)

Às quintas

Scenas e perfis

Feira livre

Immortalidade, lenda, romance, (1926)

O Paraíso (1898)

Bazar

Fogo Fátuo (1930)

fogo de vista (1923)

Theatro lyrico

os pombos

Teatrinho (1905), coletânea de textos dramáticos para crianças, parceria com Olavo Bilac

Teatro infantil, data ignorada, nova coletânea com o mesmo tema





Mais algumas sugestões de livros para jovens e adolescentes

14 12 2009

 

Então, está na hora de comprar o presente de Natal para o seu amigo, sua amiga, seu sobrinho, seu neto que adora ler e já leu tudo o que você pensou em dar.   Todos os volumes de Harry Potter,  a trilogia de Christopher Paolinio, os quatro volumes da autora de Crepúsculo… e todos os outros que seus amigos recomendaram.   Não se aflija.

Estive nas livrarias do bairro, perguntando pelo popularidade de alguns livros, pelo gosto expresso pelos clientes, e tudo indica, que se você conhece um pouco do seu jovem adulto  ainda há muitos livros interessantes com os quais o presentear.  

Não há ordem de prefeência nos livros citados abaixo.

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Gregor: o guerreiro da superfície

de Suzanne Collins, Editora Galera Record: 2008, 304 páginas

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SINOPSE:  O pai de Gregor, que tem 11 anos de idade, desapareceu há mais de dois anos, o que tornou a vida do menino muito difícil. Mas tudo se complica ainda mais quando ele cai através de um duto de ventilação na lavanderia do prédio onde mora, e encontra um incrível universo desconhecido sob a cidade de Nova York. Agora, apesar de seus protestos, o menino precisa liderar um estranho grupo de humanos e animais gigantes numa missão que pode salvar o Subterrâneo além de ser a única saída para encontrar seu pai.

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Os últimos dias

de Scott Westerfeld, Editora  Galera Record: 2009, 336 páginas

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SINOPSE:  A cidade de Nova York está sendo assolada por uma doença estranha, que todos pressentem mas poucos conhecem de fato. Lixo se acumula nos becos, cada vez mais pessoas fogem da cidade e gatos estão sendo vistos acompanhados por bandos enormes de ratos. Ainda assim, dois jovens se unem por acaso para salvar uma linda guitarra de ser despedaçada por sua ex-dona raivosa. Agora, eles vão criar uma banda que vai revolucionar o mundo. Eles só não sabem o quanto.

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Muitos desses livros, seguem a tradição recente de serem em série.  Cada livro tem uma história completa.  Mas em um outro volume os mesmo personagens aparecem em novas aventuras.  Nessa tradição estão os livros que seguem.  Independentes mas em série.

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O Despertar

Diários do Vampiro – Vol. 1, de  L. J. Smith, RJ, Editora Record:2009, 240 páginas.

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SINOPSE:  Um triângulo amoroso entre dois vampiros e uma bela jovem conquistou uma enorme legião de leitores nos anos 1990. “O Despertar”, primeiro volume da série de L. J. Smith lançado originalmente em 1991, deu origem à série de televisão Vampire Diaries, escrita e produzida por Kevin Williamson, roteirista de Dawson’s Creek.

Irmãos e inimigos mortais, Damon e Stefan Salvatore são assombrados por um passado trágico. Vivendo nas sombras desde a Renascença italiana, eles estão condenados a uma vida solitária: são vampiros. Séculos mais tarde, o destino parece levá-los a percorrer o mesmo caminho que um dia os conduziu àquela vida amaldiçoada e eterna.

Em Fell’s Church, na Virgínia, Stefan conhece Elena Gilbert, uma adolescente bela e popular. No encalço de Stefan, Damon procura vingança, e logo Elena se verá divida entre os dois irmãos — e entre o amor e o perigo.

“O Despertar” é o primeiro volume da série best seller Diários do vampiro, de L. J. Smith, há m uitos meses na lista de mais vendidos do The New York Times.

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O Confronto

Diários do Vampiro – Vol. 2, de  L. J. Smith, RJ, Editora Record:2009, 224 páginas

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SINOPSE:   Elena está apaixonada e tem certeza de que Stefan é um amor para a eternidade. Mas a cada vez que Damon se aproxima, fica evidente um vínculo profundo entre os dois. Determinado a conquistar Elena, Damon se infiltra no cotidiano de Fell?s Church. Ameaçado pelo irmão, Stefan não suporta a ideia de perder Elena – e está disposto a arriscar tudo e ir contra seus próprios princípios para protegê-la. A série de TV Vampire Diaries, escrita e produzida por Kevin Williamson (Dawson?s Creek) foi a maior estreia da temporada norte-americana, com 4 milhões de espectadores. L. J. Smith tem duas séries entre as mais vendidas do New York Times: Vampire Diaries e The Night World.

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Ilustração Maurício de Sousa.

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Coleção MORADA DA NOITE [House of Night]:   MORADA DA NOITE é um dos maiores sucessos da atualidade nos Estados Unidos com mais de 3 milhões de livros vendidos em todo o mundo.  Ela é composta até agora de três livros: Marcada, Traída e Escolhida.

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Marcada

de P. C. Cast & Kristin Cast, Editora Novo Século:2009, 328 páginas

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SINOPSE:  Zoey, uma adolescente de 16 anos, acaba de ser marcada como uma vampira, o que significa o início de uma nova vida, longe de seus amigos e de sua vida atual. Isso se seu corpo suportar o período de transformação, caso contrário ela morrerá.   A menina vai se transformar em vampira e usufruir de poderes que nem imaginava possuir. Mas para isso ela precisa suportar o difícil período de transformação, caso contrário morrerá.   As autoras já anunciaram que a série Morada da Noite  será formada por 9 livros.

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Traída

de P. C. Cast & Kristin Cast, Editora Novo Século:2009, 344 páginas

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Zoey se estabelece na Morada da Noite. Finalmente sente-se incluída e aprende a controlar os seus poderes. Agora ela supera novos desafios, luta contra a morte que se abate sobre adolescentes humanos e sobre a própria Morada da Noite e, de repente, percebe que seu coração e sua alma acabam de ser partidos por uma grande traição.   Nesse segundo livro da série Morada da Noite depare-se com novos mistérios, surpreendentes emoções e muita sensualidade.
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Escolhida

de P. C. Cast & Kristin Cast, Editora Novo Século:2009, 296 páginas

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SINOPSE:  Neste terceiro livro da série MORADA DA NOITE os acontecimentos tomam um rumo misterioso e perturbador. Zoey tenta encontrar uma solução para ajudar Steve Rae, que luta para manter sua frágil humanidade, antes que ela se transforme em um monstro. Entretanto, salvar sua melhor amiga significa ir contra Neferet, e para conseguir o que quer, Zoey acaba se aliando a uma inesperada pessoa, tornando-se sua confidente e parceira. Para complicar, o horror atinge a Morada da Noite quando dois assassinatos ocorrem. Zoey se vê num drama pessoal e numa posição realmente delicada. Deve guardar segredos, até mesmo de seus amigos, tomar decisões muito importantes, e agora que acabou se envolvendo com um terceiro cara, deverá lidar com os três, já que não consegue se decidir entre eles.

 

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Dragões de Éter: Corações de Neve

de Raphael Draccon Editora Leya:2009, 498 páginas

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SINOPSE:  Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltaram contra as antigas raças. E assim nasceu a Era Antiga. Hoje, Arzallum, o Maior dos Reinos, tem um novo rei, e a esperada Era Nova se inicia.
Entretanto, coisas estranhas continuam a acontecer… Uma adolescente desenvolve uma iniciação mística proibida, despertando dons extraordinários que tocam nos dois lados da vida. Dois irmãos descobrem uma ligação de família com antigos laços de magia negra, que lhes são cobrados. Duas antigas sociedades secretas que deveriam estar exterminadas renascem como uma única, extremamente furiosa.
Após duas décadas preso e prestes a completar 40 anos, um ex-prisioneiro reconhecido mundialmente pelas ideias de rebeldia e divisão justa dos bens roubados de ricos entre pobres é libertado, desenterrando velhas feridas, ressentimentos entre monarcas e canções de guerra perigosas. O último príncipe de Arzallum resgata sombrios segredos familiares e enfrenta o torneio de pugilismo mais famoso do mundo, despertando na jornada poderosas forças malignas e benignas além de seu controle e compreensão.
E a tecnologia do Oriente chega de maneira devastadora ao Grande Paço, dando início a um processo que irá unir magia e ciência, modificando todo o conhecimento científico que o Ocidente imaginava possuir.
E o mundo mudará. Mais uma vez.

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Para os adolescentes que já estavam encantados com a série do autor Rick Riordan de Percy Jackson e os olimpianos, lembro que o terceiro volume da série foi publicado no Brasil recentemente.  Os dois primeiros livros já foram descritos aqui neste blog,  sob o título de:  Mais livros de aventuras para jovens leitores II.   O terceiro volume A Maldição do Titã continua a maravilhosa narrativa encontrada nos dois primeiros volumes.

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A Maldição do Titã
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de Rick Riordan, Editora Intrinseca: 2009, 336 páginas.
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 SINOPSE:  Aguardado com ansiedade pela grande rede de fãs da série Percy Jackson e os Olimpianos, A Maldição do Titã dá continuidade à elogiada combinação de mitologia, aventura e muita ação que se tornou sucesso entre o público jovem brasileiro.   Nesse terceiro livro da série, um chamado do amigo Grover deixa Percy a postos para mais uma missão: dois novos meios-sangues foram encontrados, e sua ascendência ainda é desconhecida. Como sempre, Percy sabe que precisará contar com o poder de seus aliados heróis, com sua leal espada Contracorrente… e com uma caroninha da mãe. O que eles ainda não sabem é que os jovens descobertos não são os únicos em perigo: Cronos, o Senhor dos Titãs, arquitetou um de seus planos mais traiçoeiros, e os meios-sangues estarão frente a frente com o maior desafio de suas vidas: A Maldição do Titã.

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E  para surpresa de muitos adultos, um dos livros mais procurados por adolescentes e jovens leitores, assim como leitores de outras idades que se fascinaram com a série da escritora Stephenie Meyer é um clássico da literatura inglesa que está desbancando muito livro moderno para jovens.  Trata-se de O Morro dos Ventos Uivantes, o livro favorito do casal do momento: Bella e Edward!

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O livro O Morro dos Ventos Uivantes está em domínio público há muito tempo.  Foi originalmente publicado em 1847.  Consequentemente há diversas publicações deste romance, por várias editoras.  Aqui incluo esta edição de uma nova editora atuando no Brasil, a editora Leya.  Mas há outras edições.

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O Morro dos Ventos Uivantes

 de Emile Brontë, Leya: 2009, 200 páginas.

Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. “Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff“, diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais belas de todos os tempos, O morro dos ventos uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas, inclusive dos belos personagens de Stephenie Meyer.

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Esta lista não tem a intenção de cobrir todos os livros mais populares.  Não trabalho no meio editorial para saber.  Tenho, no entanto, bastante contato com jovens que leem e compram ou pedem livros.  Espero que possa ajudá-los mais uma vez na escolha de um bom presente de Natal. 





Vorte quem tem fé — um conto de J. B. de Mello e Souza

6 12 2009

 

Igreja de São Bento, Vale do Tamanduateí, SP, s/d

José Wasth Rodrigues (Brasil, 1891-1957)

Aquarela, 32 x 47 cm.

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Vorte quem tem fé

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                                               À memória de Horácio Senne

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                                                         ” A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova daquelas que não se vêem.”   —-      S. PAULO, Epístola aos Hebreus, 11

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          Nada se pode articular contra a sinceridade com que a gente do Vale do Paraíba pratica seus deveres religiosos.  Pelo menos, era assim no meu tempo de menino: os preceitos da Igreja, nós os cumpríamos com uma pontualidade inalterável, e mais ainda:  com profunda unção espiritual.

          Por alguns anos (antes de nos transferirmos para a Chacrinha, às margens do Paraíba), residimos perto da Matriz, e tivemos como vizinho o velho vigário Gaudêncio Antônio de Campos.

          Tal circunstância, acrescida pelos desvelos de minha mãe, concorreu para a dedicação e o interesse com que eu e meus manos nos dedicávamos a tudo o que dissesse respeito ao culto.

          Por ocasião das grandes e solenes procissões, nós figurávamos em lugares de realce, trajando roupas vermelhas, e tendo nas mãos pesados círios.  Nas rezas do mês de Maria, igualmente, éramos incluídos na guarda de honra do altar.  Como mais velho, eu, compenetradíssimo, fiscalizava meus irmãos, pois o maior prazer do Nelson era brincar com a chama de sua vela, e reacender as que se apagassem, para o que saía pingando cera em todo o mundo; e o do Júlio, bater nos cachorros que entrassem no templo, os quais saiam ganindo lamentosamente, o que a meu ver perturbava a atenção piedosa dos fiéis.

          O vigário Gaudêncio, homem boníssimo, utilizava, sempre que possível, nosso concurso nas festinhas da paróquia.  É claro que não designo por essa forma as grandes solenidades, religiosas e populares, que se efetuavam outrora, como ainda hoje, nos dias 23 a 25 de junho, e que compreendem as homenagens ao Santo Precursor, padroeiro da cidade e as festas anuais consagradas ao Divino Espírito Santo.  Nesses dias havia alvorada, missas cantadas (pregando o Evangelho ilustres oradores sacros), imponentes procissões, retretas ao jardim público, mesas de doces franqueadas ao povo, como nas hecatésias atenienses, leilões, fogos de artifício o que tudo figurava nos programas impressos em enormes folhas de papel de cor, e absorvia as atenções de toda a gente, durante aquele movimentado tríduo.

          Dessas solenidades, porém, a que mais me impressionava era a proclamação dos festeiros para o ano seguinte.   Os festeiros eram três:  o “Imperador”, o “Capitão do Mastro” e o “Alferes da Bandeira.”  O primeiro, superintendia toda a festa; o segundo tinha a seu cargo a ereção do mastro, alto poste de madeira, cantado em frente a Matriz, poste que devia ser anualmente substituído.  Na extremidade do tal mastro ficaria o quadro, isto é, a bandeira, em que São João Batista se via com o inseparável cordeirinho aos pés.  Ao “Alferes da Bandeira” cabia a feitura desse quadro.

          Salvo casos especialíssimos (de promessas, ou de donativos altamente valiosos), os festeiros eram escolhidos mediante sorteio, entre paroquianos de notória idoneidade, que se apresentassem candidatos àquelas honrosas funções.

Quando se proclamava o “Imperador”, estando a velha igreja repleta, sentia-se certo frisson na assistência: a música tocava, os sinos vibravam, e o foguetório enchia o ar com seus estrondos.  É claro que tais homenagens lisonjeavam a vaidade dos pretendentes.

          Lembra-me ainda o dia em que o vigário Gaudêncio se mostrava preocupado com qualquer problema de solução difícil.

          — Estou numa dúvida desagradável, seu João de Deus – dizia ele a meu pai.  – Imagine que eu já havia assumido compromisso com o Rebouças de Carvalho, o Dr. França e o Chico Carlos, para imperador, capitão do mastro e alferes da bandeira.  Agora soube que o Zé Carlos e o Monteiro também fazem questão fechada de ser festeiros.  Não quero faltar a minha palavra, mas também não desejo magoar a esses bons amigos…  Que acha você que convém fazer?

          Meu pai formulou uma solução conciliatória, mas o padre fez ver que nada conseguiria, dada a intransigência dos candidatos. 

          O Nelson, que comigo assistia ao grave debate, animou-se a propor outra sugestão. 

          —  Pois vamos ver o que é, menino, disse o sacerdote, já sorrindo por conta da extravagância que esperava.

          —  Em vez de três festeiros, o senhor arranja cinco.

          —  Cinco?  Mas, como?  Se são só três os cargos!

          —  Isso não tem importância!  O senhor arranja mais dois: o major da fogueira, e o tenente do pau de sebo!

           É claro que a idéia do Nelson nem sequer foi objeto de deliberação o que o decepcionou bastante.  Atribuímos a recusa do padre ao fato de não ser possível promover o Capitão José Carlos a “major”, nem rebaixar o Capitão Moreira a “tenente”.

          Convém recordar que naquele tempo todos os fazendeiros do interior adquiriam patentes de oficiais da extinta “Guarda Nacional”, e, como esses títulos nunca mudavam, aderiam ou anexavam-se indelevelmente aos nomes dos respectivos portadores.

          —  O padre Gaudêncio é muito atrasado, observou Nelson, despeitado.  E é teimoso na sua opinião.  Nunca muda nada!  Todos os anos há de se fazer a mesma coisa que se fazia há cinqüenta anos atrás!

          Em casa a turma fez caçoada.  Sugeriram-se mais dois postos, altamente honrosos:  o de coronel da retreta e o de general da procissão.

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          Mais do que as festas juninas, porém, o fato que ora vou referir comprova o espírito religioso do povo queluzense.  Quando ele ocorreu, já o padre Gaudêncio, valetudinário, havia deixado o árduo ministério.  Pastoreava a paróquia o padre Paulo Machado.

          Prolongada estiagem estava causando graves danos à lavoura, em todo o município.  Tres longos meses haviam transcorridos, sem que do alto caísse um pingo d’água.  Os lavradores queixavam-se e com razão.  Rios e ribeirões das fazendas distantes do Paraíba minguavam a olhos vistos.  O gado perecia. 

          Quando ocorrem tais períodos de secas, o céu torna-se pardacento, todo por igual, e os dias passam sem que nos venha o refrigério de uma brisa, o que produz em toda gente, nos animais, e até nas plantas uma tristeza esquisita, um desalento sem remédio.

          O povo de Queluz suportava a ausência de chuvas enquanto podia.  Se  a natureza perseverasse em sua ação inclemente, não havia discutir: recorria-se a São Roque.

Procissão, 2007

Vera Sabino (Brasil, PR.  Contemporânea)

Acrílica sobre eucatex

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          São Roque tem o seu culto em modesta capelinha em torno da qual se formou um pequeno povoado, simples arraial, que do município de Areias foi recentemente transferido para o de Queluz.   Cerca de três quilômetros separam o povoado de qualquer das duas cidades.  Numa e noutra tem o santo apreciável número de devotos.

          Para trazer São Roque a Queluz tornava-se necessário a autorização do vigário.  Obtida a licença, organizavam-se os crentes em procissão e lá iam, galgando a estrada que contorna a Fortaleza, e repetindo orações que se iniciavam e se encerravam pela prece “Ad petendam pluviam”.

          De volta, ao reentrar a procissão na cidade, o povo vinha receber a imagem do milagroso santo, e, com demonstrações do maior respeito acompanhava-a até o alto da Matriz.

          Repicavam os sinos e soltavam-se foguetes, condimento indispensável em tais cerimônias.

          —  Ora, não é tanto assim, objetou o sacerdote, cautelosamente.  E prosseguiu:  Talvez convenha aguardar uns dias mais…   Penso que só em caso extremo devemos apelar para São Roque, e removê-lo de sua capela para a Matriz…

          —  Mas…  V. Revma.  não se opõe?

          —  A que a imagem venha, não!…  Apenas acho que ainda é cedo…  Consultem os zeladores; depois…  veremos o que se há de fazer.

          Os solicitantes retiraram-se descontentes com o resultado da tentativa.

          À tardinha, ao despertar de sua sesta habitual, o vigário teve uma surpresa que o deixou contrariadíssimo.

          Soube que à sua revelia, os mesmos devotos e outros vários tinham estado na igreja, e dali  retiraram tudo o que era necessário ao cortejo.  Descendo, processionalmente, a ladeira, e atravessando a ponte do Paraíba, o grupo se engrossou com grande número de aderentes.  Quando o sacerdote teve plena ciência do caso, já a procissão subia a Fortaleza, fora da zona urbana, entoando o cântico “Ad petendam pluviam”.

          Mas o Padre Paulo não se deixava convencer facilmente.  Considerou que aquilo significava  um desrespeito a sua autoridade.

          A vinda de São Roque importava na realização de uma festinha, dias depois do aguaceiro, na data fixada para o regresso do santo.  Ora, ele vigário, julgara prematura a vinda da imagem, pensando já nas conseqüências.  Resolveu agir com presteza no sentido de procrastinar a execução daquele ato.

          Saiu imediatamente, arranjou, às pressas, um veículo do tipo que outrora se chamava “aranha”, e foi no encalço da procissão.

          Em poucos minutos alcançou-a.

          Os romeiros interromperam a marcha, ao vê-lo.

          —  Então, que é isso, meus amigos?  Vocês vão, assim, buscar São Roque?

          —  Vamos, seu Vigário – explicou o líder do movimento – como Vossa Reverendíssima disse que não se opunha, e todos os zeladores concordaram, nós não quisemos incomodar Vossa Reverendíssima, que estava descansando, e…

          —  Mas aqui ninguém acredita em São Roque!  — exclamou o vigário, em tom paternal de censura.

          —  Perdão, seu Vigário, mas nós todos confiamos no santo…

          —  Ninguém acredita, insistiu energético, o sacerdote.  E a prova é esta: ninguém trouxe guarda-chuva!  Se vocês, realmente, têm fé em São Roque, voltem, para buscar os guarda-chuvas!

          Ouvindo essa recomendação, um dos crentes tomou a iniciativa de transmitir a todos os demais o aviso, exclamando em voz bem alta, no linguajar de roceiro:

          —  Vorte quem tem fé!  Vorte tudo, pra morde buscá os guarda-chuva!

          Não houve remédio, senão atender.  Todo o bando voltou, com raras exceções.  Tornou atrás, igualmente, o vigário, convencido de que pelo menos naquela tarde não seria possível a marcha que ele interceptara.

          Mas enganou-se.  Os devotos de São Roque, em matéria de pertinácia, nada deixavam a desejar, relativamente ao padre que os guiara.  A procissão atrasou-se em três quartos de hora; mas reconstituiu-se, e prosseguiu.

          A julgar pela quantidade de paraguas, a fé em São Roque era, mesmo, profunda.

          Ao cair da noite, regressavam os devotos a Queluz.  A imagem vinha com eles, é claro.

          A essa hora, nuvens sombrias já se iam acumulando para os lados da Figueira. 

          E quando a procissão entrou na cidade, chovia a cântaros.  Os guarda-chuvas prestaram excelente serviço a seus possuidores.

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          No dia seguinte, o Padre Paulo encontrou, na boca da ponte, dois paroquianos que haviam participado da procissão, e foi ter com eles.

          —  E não é que a chuva veiu ônte mêmo, seu Vigário.

          —  Ora, como não havia de vir!  Que São Roque é milagroso, todos nós sabemos.  Agora – o que eu notei é que todos mostraram ter  Fe no santo, menos vocês dois!

          —  Pruquê, seu Vigário?

          —  Porque só vocês não voltaram para buscar o guarda-chuva!

          —  Ah!  seu padre!  Nós tem muita fé em São Roque, mas nós não tem guarda-chuva!

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Em: Histórias do rio Paraíba: episódios e tradições regionais, de J.B. de Mello e Souza, São Paulo, Saraiva:1951, 2 volumes,  pp  80-88, volume I 

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João Batista de Mello e Souza (SP 1888 — RJ 1969) — Pseudônimo:  J. Meluza —  Contista, romancista, poeta, memoralista, autor didático e de Literatura Infantil, teatrólogo, historiador, tradutor, folclorista, diplomado em Direito (1910), funcionário público, professor universitário, jornalista, membro da Academia Carioca de Letras. Prêmio Joaquim Nabuco -ABL (1949).

Obras:

Sacuntala de Calidasa e outras histórias de heroísmo e amor, contos indianos,

Lendas Medievais, contos

A sombra do bambual, teatro, 1955

Histórias do Rio Paraíba, 2 vol, contos e memórias, 1951

Histórias famosas do Velho Mundo, contos,

Majupira, romance histórico, 1949

Sete lendas de amor e outras poesias, 1959

Estudantes do meu tempo, contos e memórias, 1958

História da América, história, 1957

História do Brasil, história, 1959

História Geral, história, 1956

O homem sem pátria, 1963





Árvore, texto de Coelho Neto, para celebrar a primavera!

23 09 2009

cavalinhos, 1940

Ilustração Paul Bransom (1885-1979), copyrighted 1940.

A árvore

Coelho Neto

A árvore não é só o enfeite da terra; ora em flor, ora em fruto,  ela é a purificadora do ar que respiramos, a garantidora do manancial que jorra para nossa sede e para rega das lavouras.  Movendo docemente os seus ramos, trabalha como fiandeira do sol:  recebendo na copa os raios ardentíssimos, desfia-os em brando calor, agasalhando assim os que se chegam à sua sombra.

Ela é medicina e é beleza frondejando à beira da nossa morada, e ainda  é confidente dos nossos pezares e alegrias, quando, sob seus galhos, recordamos saudades ou edificamos no sonho.

Assim é a árvore viva.

Morta, ela é tudo — o princípio e o fim: berço e esquife, e, entre esses dois polos, tudo é árvore — a casa e o templo, o leito e o altar, o carro que roda nas terras lavradas, o navio que sulca os mares, o cabo da enxada, a haste da lança, e tantos outros utensílios da vida.  Matar a árvore é estancar uma fonte.  Onde se devastam as florestas estende-se o deserto estéril — resseca-se o terreno, os rios minguam, somem-se os animais.  Assim, a árvore, sendo beleza, é ao mesmo tempo, a fiadora da vida.

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Em: Apologia da árvore, de Leonam de Azeredo Penna,  Rio de Janeiro, IBDF: 1973.





Mais livros de aventuras para os jovens leitores II

23 08 2009

menina, jullian tamaki

Menina, Jullian Tamaki.

 

Vou continuar com a lista dos livros favoritos dos adolescentes do mundo [França, Inglaterra e EUA] que estão ou foram publicados no Brasil.

 

Anthony Horowitz é um dos autores de diversas histórias em vários volumes, com seguidores no mundo inteiro.    No Brasil

 

 

 O Portal do Corvo  — O poder dos Cinco – I

 

Autor:  ANTHONY HOROWITZ

Editora: RECORD [Galera]

ISBN: 850107392X

Edição:

Número de Páginas: 288

 

O PORTAL DO CORVO, de Anthony Horowitz, é o primeiro livro da série O poder dos cinco, que se transformou em fenômeno de vendas e crítica na Inglaterra. O jovem Matt sempre foi um menino diferente. Com 8 anos previu a morte dos próprios pais, e desde então, passou a ter sonhos e pressentimentos cada vez mais reais. Agora, diante dessa terrível revelação, apesar de saber que há algo errado com o povoado e tentar fugir, ele percebe que está destinado a impedir que Os Antigos, como são conhecidas as forças do mal, retornem ao nosso mundo.

 

 

Estrela do Mal – O Poder dos Cinco  – II

 

Autor: ANTHONY HOROWITZ  

Editora: RECORD [Galera] 

ISBN.: 8501075833

Edição : 01 / 2007

Número de Paginas : 352

Volume : 2

 

Matthew Freeman é uma das cinco crianças escolhidas, de acordo com a profecia, para lutar contra os Antigos. Ele é chamado pela misteriosa instituição Nexus para uma missão na América do Sul. No início, seus inimigos parecem estar sempre um passo à frente. Mas eles não contam com alguns inesperados aliados de Matt: o segundo dos Cinco e uma antiga tribo de guerreiros incas.

 

 

Corporação Crepúsculo – O poder dos cinco – III

 

Autor: ANTHONY HOROWITZ  

Editora:  RECORD [Galera]

ISBN: 9788501078735

Edição : 2008

Número de Paginas : 400

Volume 3.

 

No terceiro volume da série O Poder dos Cinco, o mundo está em perigo – e apenas os Cinco podem salvá-lo. Para isso, precisam enfrentar a poderosa “Corporação Crepúsculo”. Dois dos Cinco, Jamie e Scott, sempre souberam ser diferentes. Sua capacidade telepática era exibida em um show barato, mas alguém muito poderoso está disposto a tudo para capturá-los. Logo suas vidas estão por um fio. Mais uma vez, os Cinco precisarão lutar contra as forças do mal. E precisam vencer.

 

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Anthony Horowitz tem também a interessante série com o herói Alex Rider.  Esta coleção mais apropriada aos adolescentes mais jovens, ou até mesmo aos infanto-juvenis.

 

 

Alex Rider Contra Stormbreaker  

 

Autor: ANTHONY HOROWITZ

Editora: PUBLIFOLHA

ISBN: 8574024481

Edição : 01 / 2003

Número de Páginas: 168

Volume 1

 

 

Alex Rider é um adolescente comum. Quando seu tutor morre em circunstâncias estranhas, a vida de Alex vira de cabeça para baixo.

Em poucos dias, ele deixa de ser estudante e se torna um superespião. Recrutado à força pelo serviço secreto britânico – o M16 – e armado com aparelhos especiais, Alex sai para a primeira missão.

O multimilionário Herod Sayle vai doar um computador Strmbreaker para cada escola da Grã-Bretanha, mas o M16 acha que há algo estranho no ´presente´. Só Alex conseguirá desvendar a verdade. O tempo, porém, está se esgotando, e Alex logo se vê ameaçado de morte. E a primeira impressão pode muito bem ser a última…

 

 

Alex Rider Desvenda Point Blanc

 

Autor:  ANTHONY HOROWITZ

Editora: PUBLIFOLHA

ISBN: 8574024740

Edição : 1 / 2003

Número de Paginas : 190

Volume 2

 

Depois da batalha contra o supervilão Herod Sayle, Alex Rider achou que teria um pouco de sossego, tendo de se preocupar apenas com suas lições de casa. Ledo engano. Mais uma vez, o serviço secreto britânico recrutou o espião-mirim para outra missão mais do que perigosa: investigar a ligação de um sinistro diretor de uma escola nos Alpes franceses com dois misteriosos assassinatos. Junte-se a essa aventura em Alex Rider Desvenda Point Blanc, no mais novo sucesso de Anthony Horovitz.

 

 

Alex Rider Mergulha na Ilha do Esqueleto

 

Autor: Horowitz, Anthony

Editora: Publifolha 

ISBN: 8574024759

Edição : 1 / 2003

Idioma : Português

País de Origem : Brasil

Número de Paginas : 221

Volume 3

 

 

Esta é a terceira aventura de Alex Rider, o superespião adolescente a serviço do secreto britânico. Alex é enviado a Cayo Esqueleto – a Ilha do Esqueleto -, onde Alexei Sarov, general russo frio e maluco tem um plano diabólico para reescrever a História. Sozinho e equipado apenas com engenhocas incrementadas, Alex precisa vencer Sarov, enquanto o tempo se esgota e o fim do mundo se aproxima…

 

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JJ e a Música do Tempo

 

Autor: KATE THOMPSON

Editora: NOVA FRONTEIRA

ISBN: 9788520919385

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 345

 

O adolescente JJ Linden quer descobrir por que sua família é tão mal vista na pequena cidade irlandesa onde vive. Numa discussão com amigos de escola, ele descobre que, no passado, seu avô foi acusado pela morte de um padre. Aos poucos, vai notando que o fato de os Linden terem dedicado à vida a ensinar música e dança para todas as famílias do povoado pode estar intimamente ligado ao preconceito contra o clã. Desprezado pelos antigos colegas, JJ descobre um mundo novo de possibilidades quando encontra uma flauta com poderes mágicos. O instrumento é a porta para um mundo fantástico, onde as noções de espaço e tempo são outras. E também pode ser a chave para esclarecer o suposto crime do avô. A irlandesa Kate Thompson é considerada uma das grandes autoras infanto-juvenis da atualidade. JJ e a música do tempo já ganhou vários prêmios, como o Whitebread Prize e o The Booker Prize. No fim do de cada capítulo do livro, os leitores têm acesso a uma partitura com músicas típicas do folclore irlandês.

 

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O Doador: a história de um menino que ousou questionar os valores…

 

Autor: LOIS LOWRY

Editora: SEXTANTE

ISBN: 9788599296448

Ano: 2009

Edição: 1

Número de páginas: 192

Com mais de 5 milhões de livros vendidos no mundo, O Doador é uma fascinante história de transformação e coragem ambientada num futuro distante.

Ganhadora de vários prêmios, Lois Lowry contrói um mundo aparentemente ideal onde não existe dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não existe amor, desejo ou alegria genuína.

Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos com suas vidas ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora – o passado e todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes.

Uma única pessoa é encarregada de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis.

Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz idéia de que seu mundo nunca mais será o mesmo.

Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.

Premiado com a Medalha John Newbery por sua significativa contribuição à literatura juvenil, este livro tem a rara virtude de contar uma história cheia de suspense, envolver os leitores no drama de seu personagem central e provocar profundas reflexões em pessoas de todas as idades.

 

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O Ladrão de Raios

 

Autor: RICK RIORDAN

Editora: INTRÍNSECA

ISBN: 9788598078397

Ano: 2008

Edição: 1

Número de páginas: 400

 

Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.

 

O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos – jovens heróis modernos – terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.

 

O Mar de Monstros

 

Autor: RICK RIORDAN

Editora: INTRÍNSECA

ISBN: 9788598078441

Ano: 2009

Edição: 1

Número de páginas: 304

 

Segundo volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O Mar de Monstros narra as novas aventuras de Percy e seus amigos na busca do Velocino de ouro, o único artefato mágico capaz de proteger o Acampamento Meio-Sangue da destruição.

É com essa missão que ele e outros campistas partem para uma eletrizante viagem pelo Mar de Monstros, onde deparam com seres fantásticos, perigos e situações inusitadas, que põem à prova seu heroísmo e sua herança. Está em jogo a existência de seu refúgio predileto e, até então, o lugar mais seguro do mundo para eles.

Antes de tudo, porém, nosso herói precisará confrontar um mistério atordoante sobre sua família ? algo que o fará questionar se ser filho de Poseidon é uma honra ou uma terrível maldição.

Rick Riordan nasceu em 1964 em San Antonio, no Texas, onde mora com a mulher e dois filhos. Durante quinze anos ensinou inglês e história em escolas públicas e particulares de São Francisco. Além da série Percy Jackson e os olimpianos, publicou a premiada série de mistério para adultos Tres Navarre.

 

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O Cavaleiro do Dragão

 

Autor: CORNELIA FUNKE

Editora: COMPANHIA DAS LETRAS

ISBN: 9788535914023

Ano: 2009

Edição: 1

Número de Páginas: 432

 

Lung, um jovem dragão prateado, fica sabendo que os humanos pretendem inundar o vale úmido e remoto habitado pelos dragões. Para escapar da extinção, ele e seus companheiros precisam encontrar um novo esconderijo. Os mais velhos ainda se lembram de uma terra quase mítica, a Borda do Céu, onde os dragões viviam em paz no passado.

Lung parte em busca desse lugar, e enfrentará uma viagem longa e cheia de problemas: só é capaz de voar alimentado pela força que retira da luz do luar e, em seu caminho, encontrará traiçoeiros anões de pedra, corvos espiões e a perseguição constante e implacável de Ur Tig, um monstro devorador de dragões. Por outro lado, Lung não está sozinho: tem a companhia do menino Ben e de Sulfrônia, uma jovem kobold; fora a ajuda que recebe de um gênio de mil olhos, de uma serpente marinha, de jovens monges budistas e até de um respeitado catedrático, o professor Barnabás Wiesengrund.

Quando de seu lançamento nos Estados Unidos, em 2004, O cavaleiro do dragão, que já vendeu mais de 500 mil exemplares somente na Alemanha, passou semanas na lista de mais vendidos do New York Times.





Em casa, evitando a gripe? — leitura para adolescentes — I

23 08 2009

Adolescente de cabelo azul lendo

 

Nos últimos dez dias recebi três pedidos para que fizesse, se possível, uma lista de livros para adolescentes e pré-adolescentes, que só se interessaram até agora em ler os livros do Harry Potter e a saga dos vampiros de Stephenie Meyer.  Dados sobre esta faixa etária e suas preferências, ao contrário dos EUA e de alguns países europeus, são raramente encontrados na internet brasileira e muito menos nos portais de editoras ou de associações de editores.  O que se encontra em geral já está defasado, portais abertos por educadores com boas intenções que se perderam nos afazeres do dia a dia.

Recolhi, então, dados que encontrei em 3 países [França, Inglaterra e Estados Unidos] e munida com uma lista de uns 40 autores e não sei quantos outros títulos, procurei um a um os livros que estivessem já publicados no Brasil.

Depois disso passei minha lista por dois adolescentes um da família e outro de família amiga e me achei com uma boa lista de livros existentes no Brasil que são considerados muito bons pelos leitores assíduos das aventuras do feiticeiro britânico ou dos seguidores de Crepúsculo.  Estes livros continuam, em sua maioria, a seduzir os leitores pela fantasia.  

 Espero ajudar a todos e principalmente aqueles que desejam ficar em casa e escapar da gripe lendo.  

 A lista abaixo não tem ordem alguma.  

 

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A Batalha De Pirgus Malvae

 

Autor: HERBIE BRENNAN

Editora: RECORD

ISBN: 8501068454

1ª Edição – 2004

382 páginas

 

Entre montagem de brinquedos de papelão, notícias surpreendentes e um emprego de meio expediente como ajudante de um velho ranheta, o Sr. Fogarty – um ex-assaltante de bancos que acredita em discos voadores e seres extraterrestres -, Henry conhece Pirgus Malvae.  Herdeiro do trono de um mundo encantado, ele é enviado para o Mundo Análogo (que nada mais é do que o nosso mundo) para se esconder depois de ter invadido uma fábrica e quase ter sido morto por um demônio. Mas as coisas não dão muito certo. Em vez de transladar (através de portais, um dos segredos do seu mundo) para uma ilha deserta no Pacífico, Pirgus acaba na Inglaterra, no quintal do Sr. Fogarty. E não é só isso que dá errado – em vez de chegar com seu tamanho normal, igual ao de qualquer humano, ele surge numa forma minúscula, como a fada Sininho, e quase é engolido por um gato. Quem salva Pirgus é faz-tudo Henry. Sem acreditar no que está vendo, Henry chama o sr. Fogarty e, graças a uma invenção engenhosa, eles conseguem se comunicar com Pirgus. A esta altura, o príncipe herdeiro começa a desconfiar que está sendo vítima de um complô para matá-lo. Sem poder se comunicar com seu mundo, ele só pode contar com seus dois novos amigos humanos para poder voltar para casa e descobrir quem está por trás da armação. Mas os humanos conseguirão criar um portal? Quem seriam seus inimigos – os temíveis seres da Casa da Noite ou Brimstone e Chalkhill, donos da fábrica de cola e invocadores do demônio? Haveria um traidor no reino?

 

dois lendo

 

Magya – Primeiro Livro

 

Autor: ANGIE SAGE

Editora: ROCCO

ISBN: 8561384301

1ª Edição – 2008

528 páginas

 

 

O aprendiz de feiticeiro Septimus Heap – o sétimo filho do sétimo filho – desaparece no dia de seu nascimento e é declarado morto pela parteira. Na mesma noite, seu pai, o Mago Silas Heap, encontra uma recém-nascida abandonada. Os Heap, então, adotam a menina e dão a ela o nome de Jenna. Dez anos mais tarde, a garota sofre uma tentativa de assassinato e a Maga Extraordinária é destituída de seu cargo. Ao que tudo indica, a confusão tem relação com ninguém menos que Septimus. O que realmente teria acontecido ao menino? 

Primeiro de sete títulos da série de sucesso internacional Septimus Heap, da inglesa Angie Sage,Magya tem todos os ingredientes de uma boa história de fantasia, temperados com muita originalidade e uma narrativa envolvente e bem-humorada. A série conta a história de duas crianças que são trocadas no dia do nascimento e sua jornada de auto-descoberta numa Inglaterra repleta de seres encantados, feitiços, mistérios e, claro, muita aventura.

 

 

VOAR – Segundo Livro

 

Autor: ANGIE SAGE

Editora: Rocco

ISBN: 9788561384777

Ano: 2009

Edição: 1 ª

Número de páginas: 512

Volume: 2

 

A “magya” está de volta! Chega este mês às livrarias de todo país Voar, segundo livro da série de sucesso internacional Septimus Heap, da inglesa Angie Sage – cujo primeiro volume, Magya, vendeu mais de um milhão de exemplares nos EUA e ganhou tradução para 28 línguas. Nesta aventura, faz um ano que Septimus Heap descobriu sua verdadeira família e real vocação para mago. Enquanto ele aprende Magya, como Aprendiz da Maga ExtraOrdinária, Jenna está se adaptando à vida de princesa. As trevas, no entanto, ainda espalham sua ameaçadora sombra nesta Inglaterra de conto de fadas. Levando a fantasia a caminhos novos e surpreendentes, Angie Sage promete, mais uma vez, prender os jovens leitores neste novo capítulo desta saga “mágyca” permeada de perigos e mistérios.

 

 

garota lendo

 

Amuleto De Samarkand – Livro 1  ( Trilogia)

Autor: JONATHAN STROUD

Editora: JOSE OLYMPIO

ISBN: 8503008971

1ª Edição – 2007

448 pág. 

 

Quando Bartimaeus, um djim de 5.000 anos é invocado por Nathaniel, um jovem aprendiz de mago, ele não espera ter de fazer nada mais cansativo do que umas poucas ilusões simples. Mas Nathaniel é um talento precoce e tem algo muito mais perigoso em mente: vingança. Contra sua vontade, Bartimaeus é despachado para roubar o poderoso Amuleto de Samarkand de Simon Lovelace, um mestre da magia, de ambição e impiedade sem rivais. Sem demora, tanto o djim quanto o aprendiz são pegos em uma terrível torrente de intriga mágica, assassinato e rebelião. Passado em uma Londres moderna, controlada por magos, este thriller bem humorado e eletrizante conquistará leitores de todas as idades.

 

O Olho do Golem, Livro 2

 

Autor: JONATHAN STROUD

Editora: JOSÉ OLYMPIO

ISBN: 9788503009812

Ano: 2008

Edição: 1 ª

Número de páginas: 560

O Olho do Golem, o segundo livro da série. A história se passa numa Londres moderna onde a magia é rotina e os magos são aceitos como parte fundamental da sociedade – inclusive encontrando-se, na sua maioria, em posições de poder. Nesta segunda aventura, retornam o mago Nathaniel e seu inigualável parceiro Bartimaeus, o djim que já viveu mais de 5 mil anos. Juntos, embarcam numa aventura em busca do segredo da misteriosa fera que ronda Londres.

Segundo livro da Trilogia Bartimaeus, aclamada como a principal herdeira da saga de Harry Potter, O Olho do Golem é uma aventura fantástica que transborda inventividade. A série teve início com O Amuleto de Samarkand (Livro 1) – vencedor dos prêmios Boston Globe / Horn Book Honor 2004 (EUA) e Lancashire Children´s Book Award 2005 (Reino Unido) – e chega à conclusão em O Portão de Ptolomeu (Livro 3).

 

O Portão de Ptolomeu – último livro

 

 Autor: JONATHAN STROUD

Editora: JOSÉ OLYMPIO

ISBN: 8503010038

1ª Edição – 2009

504 páginas

 O último volume da trilogia passada em uma Londres moderna, onde a magia é rotina e os magos são aceitos como parte fundamental da sociedade – inclusive ocupando, em sua maioria, posições de poder. Bartimaeus, um djim de 5 mil anos, ao ser convocado por Nathaniel, um jovem aprendiz de mago, não esperava tão grandes tarefas. A história de aventuras, segredos e mistérios que começa com ‘O amuleto de Samarkand’ e continua com ‘O olho do Golem’ chega agora ao seu final.

 

dias de fantasia

 

 

O Aprendiz

 

Autor: JOSEPH DELANEY

Editora: BERTRAND BRASIL

ISBN: 9788528613155

Ano: 2008

Edição: 1ª

Número de páginas: 224

Thomas Ward é o sétimo filho de um sétimo filho e se tornou aprendiz do Caça-Feitiço. A missão é árdua, o Caça-Feitiço é um homem frio e distante, e muitos aprendizes já fracassaram. De alguma forma, Thomas terá de aprender a exorcizar fantasmas, deter feiticeiras e amansar ogros. Quando, porém, é enganado e cai na armadilha de libertar Mãe Malkin, a feiticeira mais malévola do Condado, tem início o horror… e uma grande aventura! 

 Thomas Ward é o sétimo filho de um sétimo filho e se tornou aprendiz do Caça-Feitiço. A missão é árdua, o Caça-Feitiço é um homem frio e distante, e muitos aprendizes já fracassaram. De alguma forma, Thomas terá de aprender a exorcizar fantasmas, deter feiticeiras e amansar ogros. Quando, porém, é enganado e cai na armadilha de libertar Mãe Malkin, a feiticeira mais malévola do Condado, tem início o horror… e uma grande aventura! O aprendiz, primeiro livro da série de fantasia As aventuras do Caça-Feitiço, escrito por Jospeh Delaney (e traduzido pela prestigiada Lia Wyler, responsável pelo texto em português da saga de Harry Potter), que já vendou centenas de milhares de exemplares em todo o mundo, é uma história repleta de emoção e muitos, muitos sustos. Por isso, cuidado: não deve ser lido à noite!

“Muito bem, rapaz. Você está aprendendo. Somos os sétimos filhos de sétimos filhos, e temos o dom de ver coisas que os outros não podem ver. Mas esse dom, de vez em quando, pode se tornar uma maldição. Se tivermos medo, às vezes poderão aparecer coisas que se alimentam desse medo. O medo piora tudo para nós. O truque é nos concentrarmos no que vemos e pararmos de pensar em nós mesmos. Sempre resolve.” As aventuras do Caça-Feitiço, de Joseph Delaney, continuam nos livros A maldição e O segredo… mas não terminam por aí.

 

A Maldição – vol. 2

 

Autor: JOSEPH DELANEY

Editora: BERTRAND BRASIL

ISBN: 9788528613728

Origem: Nacional

Ano: 2009

Edição: 1

Número de páginas: 288

Volume: 2

 Cuidado: não deve ser lido à noite! Depois do sucesso O aprendiz, mais uma aventura de arrepiar!

 O Caça-feitiço e seu aprendiz, Thomas Ward, se preparam para a maior batalha de suas vidas e seguem numa missão para um combate infernal. Desta vez, o inimigo é O Flagelo, uma criatura diabólica que se esconde no fundo das catacumbas da catedral. Todo o Condado corre o risco de ser corrompido por seus sinistros poderes. Mas surgem terríveis surpresas, e Tom e seu mestre descobrem que O Flagelo não é seu único inimigo e o desafio que os espera é bem maior. Como eles vão conseguir sobreviver a este horror?

jovens lendo

 

Peggy Sue E Os Fantasmas:  O Dia Do Cachorro Azul

 

Autor: SERGE BRUSSOLO

Editora: COMPANHIA DAS LETRAS

ISBN: 8535902511

Origem: Nacional

Ano: 2002

Edição: 1ª

Número de páginas: 224

 

Peggy Sue não é uma menina comum – ela enxerga os invisíveis, seres que andam fazendo terríveis “brincadeiras” com os humanos. Neste livro que encantou os jovens franceses, os perigosos fantasmas se rebelam e, aliados a um cão azul, tentam conquistar o poder. Somente Peggy Sue poderá impedi-los!

 O escritor francês Serge Brussolo, autor de numerosos livros de terror e ficção científica, encantou os jovens leitores de seu país com as aventuras da incrível Peggy Sue.

Aos catorze anos, Peggy realmente não é uma menina comum: com seus óculos mágicos, ela enxerga criaturas fantasmagóricas, seres invisíveis que assumem todo tipo de forma corporal, odeiam os humanos e vivem a importunar a garota. Só há um modo de Peggy ser deixada em paz: aceitando ficar cega, para que o seu poderoso olhar não atrapalhe as terríveis criaturas. Ela recusa, é claro, e então os invisíveis decidem mostrar do que são capazes.

Entre outras coisas, fazem surgir um sol azul no céu e castigam a cidadezinha de Peggy com um calor infernal. O caos se instala: de repente, os maus alunos passam a saber mais do que os professores, os sapatos percorrem as ruas com a firme intenção de dar um bom pontapé em seus antigos donos, os cachorros jogam xadrez e os gatos lêem pensamentos. O grande problema, de fato, são os efeitos catastróficos produzidos pela radiação sobre os animais: eles agora se comunicam por telepatia e começam a se articular para tomar o poder dos humanos. Chegam a adotar pessoas de estimação! O cachorro azul, um vira-lata aliado dos invisíveis, é o líder do movimento – e somente Peggy Sue será capaz de contê-lo.

 

 

O Sono do Demônio

 

Autor: SERGE BRUSSOLO

Editora: COMPANHIA DAS LETRAS

ISBN: 8535906452

Ano: 2005

Edição: 1ª

Número de páginas: 264

 

Em O Sono do Demônio, Peggy Sue tenta salvar a sua família do mundo das imagens. Para isso, conta com a ajuda de seu fiel cachorro azul, com quem se comunica telepaticamente, e de seu novo e misterioso amigo, Sebastián.

Nesta viagem pelo desconhecido, a garota e seus companheiros viverão as aventuras que fascinaram o público infanto-juvenil de vários países. Com uma linguagem coloquial, uma narrativa simples e muito mistério, O sono do demônio atrai e prende os jovens leitores.

O livro faz parte da série Peggy Sue e os Fantasmas, que já lançou O Dia do Cachorro Azul, também pela Cia. das Letras. A série já vendeu mais de cem mil exemplares na França e foi publicada em vários idiomas.

 

jovem lendo com cachorro

 

 Rangers – Ordem dos Arqueiros 1 — Ruínas de Gorlan

 

Autor: JOHN FLANAGAN

Editora: FUNDAMENTO

ISBN: 9788576762775

Edição:

Número de páginas: 240

 

Durante a vida inteira, o pequeno e frágil Will sonhou em ser um forte e bravo guerreiro, como o pai, que ele nunca conheceu. Por isso, ficou arrasado quando não conseguiu entrar para a Escola de Guerra. A partir daí, sua vida tomou um rumo inesperado: ele se tornou o aprendiz de Halt, o misterioso arqueiro, que muitos acreditam ter habilidades que só podem ser resultado de alguma feitiçaria. Relutante, Will aprendeu a usar as armas secretas dos arqueiros: o arco, a flecha, uma capa manchada e… um pequeno pônei muito teimoso. Podem não ser a espada e o cavalo que ele desejava, mas foi com eles que Will e Halt partiram em uma perigosa missão: impedir o assassinato do rei. Essa será uma viagem de descobertas e aventuras fantásticas, na qual Will aprenderá que as armas dos arqueiros são muito mais valiosas do que ele imaginava

 

Rangers – Ordem dos Arqueiros 2 – Ponte em chamas

 

Autor: JOHN FLANAGAN

Editora: FUNDAMENTO

I.S.B.N.: 9788576762829

Edição:

Número de Paginas : 224

 

Nos últimos quinze anos, o temível Morgarath conseguiu reunir um enorme exército de criaturas implacáveis, os Wargals. Eles não temem nenhum inimigo e são controlados mentalmente pelo próprio Morgarath, o Senhor da Chuva e da Noite.

Pego de surpresa, o Reino de Araluen se vê diante de uma guerra. Enviado em uma perigosa missão para impedir o confronto, o jovem arqueiro Will parte acompanhado do grande amigo e espadachim Horace e do habilidoso Gillan. Os três guerreiros contarão também com a inusitada ajuda da misteriosa e bela criada Evanlyn Wheeler. Nessa jornada, Will colocará à prova todos os ensinamentos de coragem e aptidão transmitidos pelo seu mestre, o famoso arqueiro Halt.

Mas o que o jovem não imagina é que ficará frente a frente com o tenebroso Morgarath e que poderá ser o responsável por mudar o rumo da eminente batalha. Será mais um teste de coragem e determinação, em que Will terá de provar seu valor.

 

 

Rangers – Ordem dos Arqueiros 3   — Terra do gelo

 

Autor: JOHN FLANAGAN

Editora: FUNDAMENTO

I.S.B.N.: 9788576763222

Edição:  

Número de Paginas : 255

 

Rangers – Ordem dos Arqueiros 4 – Folha de Carvalho

 

Autor: JOHN FLANAGAN

Editora: FUNDAMENTO 

I.S.B.N.: 9788576763864

Edição : 1ª Ed. / 2009

Número de Paginas : 288

 A chegada da primavera começa a derreter a grossa camada de neve do inverno escandinavo. Depois de semanas de muito frio e comida escassa, Will e Evanlyn vislumbram a primeira chance de continuar com sua fuga. Mas Evanlyn é capturada por um misterioso cavaleiro.

 Quando Will parte em busca da jovem princesa, reencontra Halt e Horace. Juntos, eles descobrem os planos dos temujai, um povo guerreiro das Estepes do Leste, que havia reunido um poderoso exército invasor no intuito de dominar a Escandinávia. Halt percebe que a invasão do reino gelado representa somente o início da investida dos temujai, que, certamente, logo se lançariam contra Araluen. Por isso, ele decide oferecer ajuda aos escandinavos.

 Assim, resgatar Evanlyn passa a ser apenas o primeiro desafio no caminho de Will. O segundo, muito mais doloroso e imprevisível, será lutar lado a lado com os escandinavos, o povo que o escravizou, a fim de impedir a ascensão de um inimigo comum.

 

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O Último Ogro

 

Autor: SILVANA DE MARI

Editora: ROCCO

I.S.B.N.: 9788561396091

Edição : 1ª / 2008

Idioma : Português

Número de Paginas : 696

 

 Livre-arbítrio, justiça, amor e morte são os elementos que tecem a trama repleta de fantasia e clima de epopéia de O último ogro, mais novo livro da italiana Silvana de Mari. Os terríveis ogros têm arrasado cidades e destruído seus habitantes. Uma batalha, então, se anuncia e caberá ao capitão Rankstrail liderar seus homens da cavalaria ligeira da Daligar para combate. No caminho, entretanto, ele irá cruzar com Yorsh, o último elfo da Terra, que traz consigo um verdadeiro exército de deserdados – prontos para tomar parte na guerra e enfrentar os cruéis ogros. A história de duas vidas que se cruzam por um bem comum, emoção e luta para entreter todos os jovens leitores.

 

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O Despertar – Diários do Vampiro – Vol. 1

  

Autor: L. J. SMITH

Editora: RECORD

I.S.B.N.: 9788501086150

Edição : 2009

Número de Paginas : 240

 

Um triângulo amoroso entre dois vampiros e uma bela jovem conquistou uma enorme legião de leitores nos anos 1990. “O Despertar”, primeiro volume da série de L. J. Smith lançado originalmente em 1991, deu origem à série de televisão Vampire Diaries, escrita e produzida por Kevin Williamson, roteirista de Dawson’s Creek. A série tem estreia confirmada no Brasil em novembro, na Warner Channel — nos Estados Unidos a estreia acontece em 10 de setembro, no canal CW, o mesmo de Gossip Girl.

Irmãos e inimigos mortais, Damon e Stefan Salvatore são assombrados por um passado trágico. Vivendo nas sombras desde a Renascença italiana, eles estão condenados a uma vida solitária: são vampiros. Séculos mais tarde, o destino parece levá-los a percorrer o mesmo caminho que um dia os conduziu àquela vida amaldiçoada e eterna.

Em Fell’s Church, na Virgínia, Stefan conhece Elena Gilbert, uma adolescente bela e popular. No encalço de Stefan, Damon procura vingança, e logo Elena se verá divida entre os dois irmãos — e entre o amor e o perigo.

“O Despertar” é o primeiro volume da série best seller Diários do vampiro, de L. J. Smith, há mais de 15 semanas na lista de mais vendidos do New York Times.

 

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Golem – Magic Berber – Vol. 1

 

Autor: MARIE-AUDE MURAIL  

Editora: SICILIANO

I.S.B.N.: 8589189651

Edição : 1 / 2005

Número de Paginas : 184

Volume : 1

 

Um garoto de 12 anos, que mora num conjunto habitacional da periferia de Paris, ganha um computador. Ele descobre que um game, chamado Golem, invadiu seu computador e o de seu professor também. De repente, os dois se vêem obcecados pelo jogo e acidentes misteriosos começam a ocorrer no bairro. Os personagens, então, mergulham em uma aventura cada vez mais apavorante, num jogo violento, traiçoeiro e perigosamente real em busca de respostas.

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As Formigas

 

Autor: BERNARD WERBER

Editora: BERTRAND BRASIL

I.S.B.N.: 9788528613254

Edição : 1 / 2008

Número de Paginas : 308

 

 

Cem milhões de anos antes de nós, elas já estavam presentes, espalhadas em legiões, cidades e impérios por toda a superfície da Terra.

Criaram uma civilização paralela, construíram verdadeiros reinos, inventaram as mais sofisticadas armas, conceberam uma completa arte da guerra e da política, que até hoje não conseguimos igualar, dominaram uma espantosa tecnologia. Tiveram os seus próprios Átila, Cristóvão Colombo, Júlio César, Maquiavel e Leonardo da Vinci.

Está próximo o grande dia das formigas.

Este romance, diferente de qualquer outro, nos diz o porquê e nos mergulha, de maneira impressionante, num universo de crimes, monstruosidades e guerras sem precedentes. Para além da imaginação, permite que se penetre no mundo dos infraterrestres.

Então, olhe onde pisa. Tendo lido “As Formigas”, talvez você nunca mais veja a realidade da mesma maneira.

 

O Dia das Formigas – vol 2 da trilogia

Autor:  BERNARD WERBER

Editora: BERTRAND BRASIL

I.S.B.N.: 9788528613667

Edição : 2009

Número de Paginas : 478

Volume : 2

 

Aventura e saber científico prendem numa odisséia moderna e original sobre as formigas. Nós mal as percebemos, e elas, no entanto, nos observam há muito tempo. Para a nova aventura de Bernard Werber no universo das formigas é composta por seis arcanos, na forma de capítulos, e um glossário. O autor se debruçou por cerca de 15 anos sobre a vida desses seres e pesquisou com detalhes seu comportamento, sua vida em sociedade. Em O dia das formigas, volume 2 da série O império das formigas, tudo o que há de mais secreto, misterioso, enigmático na sociedade subterrânea e rasteira desses animais vem à tona.

 

 

A Revolução das Formigas – Série o Império das Formigas Vol. 3

 

Autor: BERNARD WERBER

Editora: BERTRAND BRASIL

I.S.B.N.: 9788528613889

Edição : 1ª Ed. / 09

Número de Paginas : 644

 

Por que os homens só sabem mudar por meio de guerras e muito sangue? Por que não encontrar outras formas de revolução, como a Internet? Estas são algumas das questões abordadas de forma consistente pelo autor Bernard Werber.

A revolução das formigas é um verdadeiro thriller intraterrestre. Na trama, o autor mistura vida real e ficção, relacionando a fascinante hierarquia e cumplicidade das formigas ao individualismo e egoísmo dos seres humanos.

O livro é dividido em três histórias paralelas e complementares. A primeira mostra os dedos da revolução, grupo constituído pelas formigas do exército e outros insetos. A segunda narra os movimentos de um grupo composto, principalmente, por formigas adolescentes, que pedem a evolução da espécie humana sem violência e baseada no comportamento das próprias formigas. A última apresenta a polícia, que espera evitar a revolução das formigas antes que esta seja transmitida pela Internet.

Este volume fecha a trilogia O império das formigas. Depois de As formigas, que traz o encontro entre as duas sociedades, e O dia das formigas, que mostra o confronto entre os dois mundos, chega o momento do entendimento entre as espécies.

Além de sucesso nas livrarias e aclamado pela imprensa francesa, Werber foi adotado em escolas e universidades, e citado como referência em cursos de ciências e biologia. Traduzida para mais de 25 idiomas, a série conquistou prêmios literários, com um estilo dinâmico, curioso e consistente, porém despido de formalidades. Uma bela lição moral e um maravilhoso desafio para o homem.





Prece a Xavier, o Tiradentes — poema de Murilo Araújo pelo 21 de abril

20 04 2009

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Julgamento da Inconfidência, 1921

Eduardo de  Sá ( RJ, 1866 – RJ, 1940)

Óleo sobre tela

Museu Histórico Nacional

 

 

 

 

 

 

 

Prece a Xavier,  o Tiradentes

 

                                               Murilo Araújo

 

 

 

Marchaste, sem tremer, na alva dos condenados.

 

 

Ela voava ao vento,

alva como tua alma.

E galgaste os degraus da tortura

descalço.

 

 

Mas que enormes degraus!  Iam a tal altura

que por eles, chegaste ao céu, ao sol, a Deus,

subindo ao cadafalso.

 

 

Alferes Xavier – é inesperada e estranha

a Luz Providencial!

Envolve num fracasso a maior das vitórias;

faz perder quem mais ganha;

e arroja à morte –

à morte –

o justo que elegeu para ser imortal.

 

 

E assim a insurreição sagrada

que te santificou –

tu, que eras o menor,  foste o maior na glória;

tua lenda dourada

mais do que todas na memória se elevou.

 

 

Tinham todos bons títulos de efeito

os teus irmãos na grande Inconfidência.

 

Tu que não eras doutor, ó guarda do Direito;

não eras sacerdote, ó  mártir da consciência;

nem comandaste – herói – como Freire de Andrade,

um terço de dragões…

Tinhas no cofre da alma a pureza e a verdade

e essa indomável vocação da liberdade

mais poderosa que togas e legiões.

 

 

Ah!  As multidões da terra

exaltam todas, como gênios tutelares,

grandes falcões de guerra

de cujas garras brota o raio e a morte desce…

Mas, ando do Brasil, — tu mereces altares,

porque, invés de matar, foste morrer estóico

por um destino que hoje em luzes resplandece!

 

 

Inabalável, foste a Fé que, decidida,

serenamente,  voluntária, se imolou.

Com a própria vida deste à Pátria vida;

e a oferenda de sangue trouxe ao povo

um prêmio que do Céu, que de Deus lhe alcançou.

 

 

Vinda a hora funesta,

Deus quis que os opressores

cercassem tua morte em rumores de festa,

levassem teu cortejo ao rufo de tambores

e ao grito  do clarim,

e adornassem a rua e as fachadas com flores,

contentes os senhores,

pois morrias enfim…

 

 

Mas  — que pura ironia a desse instante! –

glorificaram, sem saber, a redenção…

porque, com tua morte triunfante,

surgiu formada e indestrutível

a Nação!

 

 

Alferes Xavier, entre os teus, meu patrício,

tu que eras o menor,

cresceste tanto na coragem e sacrifício,

que deixaste no pó todos em derredor.

 

 

Onde estão hoje tantos juízes e fidalgos?

Onde os soldados?  Os esbirros da tortura?

Onde esses nobres de brasão e de arcabuz?

 

 

Ah!  Pisavam tão forte … e pisaram em falso!

Mas na tua hora escura,

subindo, humílimo, os degraus do cadafalso,

Alferes Xavier, chegaste à grande Luz.  

 

 

 

 

Encontrado em:

 

O candelabro eterno: aos moços – este álbum dos avós que criaram o Brasil, publicado pela primeira vez em 1955, parte da  Poemas Completos de Murillo Araújo [Murilo Araújo], 3 volumes, Rio de Janeiro, Irmãos Pongetti:1960

 

 

 

Murilo Araújo – ou Murillo Araújo — (MG 1894 – RJ 1980) jornalista, formado em direito.  Poeta, escritor, teatrólogo, ensaísta.

 

 

 

Obras:

 

Carrilhões (1917) 

A galera (escrito em 1915, mas publicado anos depois)

Árias de muito longe (1921)

A cidade de ouro (1927)

A iluminação da vida (1927)

A estrela azul (1940)

As sete cores do céu (1941)

A escadaria acesa (1941)

O palhacinho quebrado (1952)

A luz perdida (1952)

O candelabro eterno (1955)

 

 

Prosa:

A arte do poeta (1944)

Ontem, ao luar (19510 — uma biografia do compositor Catulo da Paixão Cearense

Aconteceu em nossa terra (pequenos casos de grandes homens)

Quadrantes do Modernismo Brasileiro (1958)

 

 

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Eduardo de Sá (Rio de Janeiro RJ 1866 – idem 1940). Escultor, pintor e restaurador. Frequenta aulas particulares de escultura com Rodolfo Bernardelli e estuda na Academia Imperial de Belas Artes – Aiba, entre 1883 e 1886, com Victor Meirelles, Zeferino da Costa, José Maria de Medeiros e Pedro Américo. Em 1888, em Paris, estuda na Académie Julian, onde foi aluno de Gustave Boulanger e de Jules Joseph Lefebvre. Um de seus trabalhos mais conhecidos é o restauro do escudo do teto da entrada da capela da Santa Casa de Misericórdia, no Rio de Janeiro.

 

 

 

 

Outros poemas de Murillo Araújo (Murilo Araújo neste blog):

 

Dois tesouros na pátria

Romance dos Dois Pedros

Dia de festa

Com as estrelas natais