Alguns vencedores do Prêmio Jabuti

25 09 2008
Prêmio Jabuti de 2008

Prêmio Jabuti de 2008

 

Melhor Romance:

 

1 –  O FILHO ETERNO

CRISTOVÃO TEZZA

 

2 –  O SOL SE PÕE EM SÃO PAULO

BERNARDO TEIXEIRA DE CARVALHO  

 

3 –  ANTONIO

BEATRIZ BRACHER

 

Melhor livro de contos e crônicas:

 

1 – HISTORIAS DO RIO NEGRO

VERA DO VALE


2 –A PRENDA DE SEU DAMASO E OUTROS CONTOS

JORGE EDUARDO PINTO

 

3 – FICHAS DE VITROLA

JAIME PRADO GOUVÊA

Melhor livro de poesia:

 

1 – O OUTRO LADO

IVAN JUNQUEIRA


2 – O XADREZ E AS PALAVRAS

MARCUS VINICIUS TEIXEIRA QUIROGA


3 – TARDE

PAULO FERNANDO HENRIQUES BRITTO

 

 

Melhor livro juvenil:


     1 – O BARBEIRO E O JUDEU DA PRESTAÇÃO    CONTRA O SARGENTO DA MOTOCICLETA

        JOEL RUFINO DOS SANTOS

2 – TÃO LONGE…TÃO PERTO

SILVANA DE MENEZES


3 – MESTRES DA PAIXÃO: APRENDENDO COM QUEM AMA O QUE FAZ

DOMINGOS PELLEGRINI

 

Melhor livro infantil:

 


1 – SEI POR OUVIR DIZER

BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS

 

2 – O MENINO QUE VENDIA PALAVRAS

 IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO


3 –
ZUBAIR E OS LABIRINTOS

JOSÉ ROGER DE MELLO

 

 





O ovelha, poesia de Henriqueta Lisboa

24 09 2008
Ovelhinha Desgarrada

Ovelhinha Desgarrada

 

A Ovelha

 

Encontrastes acaso

a ovelha desgarrada?

A mais tenra

do meu rebanho?

A que despertava ao primeiro

contato do sol?

A que buscava a água sem nuvens

para banhar-se?

A que andava solitária entre as flores

e delas retinha a fragrância

na lã doce e fina?

A que temerosa de espinhos

aos bosques silvestres

preferia o prado liso, a relva?

A que nos olhos trazia

uma luz diferente

quando à tarde voltávamos

ao aprisco?

A que nos meus joelhos brincava

tomada às vezes de alegria louca?

A que se dava em silêncio

ao refrigério da lua

após o longo dia estival?

 

A que dormindo estremecia

ao menor sussurro de aragem?

Encontrastes acaso

a mais estranha e dócil

das ovelhas?

Aquela a que no coração eu chamava

  a minha ovelha?

 

 

Henriqueta Lisboa

 

 

Em: Nova Lírica: poemas selecionados, Henriqueta Lisboa, Belo Horizonte, Imprensa Oficial: 1971

 

 

Vocabulário:

Aprisco – curral para ovelhas

Estival – do estio, do verão

 

 

 

Henriqueta Lisboa (MG 1901- MG 1985), poeta mineira.

 

Obras:

Fogo-fátuo (1925)

Enternecimento (1929)

Velário (1936)

Prisioneira da noite (1941)

O menino poeta (1943)

A face lívida (1945) — à memória de Mário de Andrade, falecido nesse ano

Flor da morte (1949)

Madrinha Lua (1952)

Azul profundo (1955);

Lírica (1958)

Montanha viva (1959)

Além da imagem (1963)

Nova Lírica ((1971)

Belo Horizonte bem querer (1972)

O alvo humano (1973)

Reverberações (1976)

Miradouro e outros poemas (1976)

Celebração dos elementos: água, ar, fogo, terra (1977)

Pousada do ser (1982)

Poesia Geral (1985), reunião de poemas selecionados pela autora do conjunto de toda a obra, publicada uma semana após o seu falecimento.

 





Céu fluminense, poema para a 3a série, Alberto de Oliveira

24 09 2008
Ilustração Mauricio de Sousa

Ilustração Maurício de Sousa

 

 

Céu fluminense

 

Alberto de Oliveira

 

Chamas-me a ver os céus de outros países,

Também claros, azuis ou de ígneas cores,

Mas não violentos, não abrasadores

Como este, bárbaro e implacável – dizes.

 

O céu que ofendes e de que maldizes,

Basta-me no entanto; amo-o com os seus fulgores,

Amam-no poetas, amam-no pintores,

Os que vivem do sonho, e os infelizes.

 

Desde a infância, as mãos postas, ajoelhado,

Rezando ao pé de minha mãe, que o vejo.

Segue-me sempre… E ora da vida ao fim,

 

Em vindo o último sono, é o meu desejo

Tê-lo sereno assim, todo estrelado,

Ou todo sol, aberto sobre mim.

 

 

 

VOCABULÁRIO para a terceira série primária:

 

Ígneas – cor de fogo

Bárbaro – primitivo, selvagem

Implacável – violento, rude

Fulgores – brilho, cintilações

 

Do livro:

 

Vamos Estudar? Theobaldo Miranda Santos, 3ª série primária, edição especial para o Estado do Rio de Janeiro, 9ª edição, Rio de Janeiro, Agir: 1957.

 

Alberto de Oliveira, pseudônimo de Antônio Mariano de Oliveira (RJ 1857 —  RJ 1937), poeta, professor, farmacêutico, Secretário Estadual de Educação, Membro Honorário da Academia de Ciências de Lisboa e Imortal Fundador da Academia Brasileira de Letras.  Em 1924 foi eleito, em pleno Modernismo, o “Príncipe dos Poetas Brasileiros” ocupando o lugar deixado por Olavo Bilac.

 

Obras:

 

Canções Românticas. Rio de Janeiro: Gazeta de Notícias, 1878.

Meridionais. Rio de Janeiro: Gazeta de Notícias, 1884.

Sonetos e Poemas. Rio de Janeiro: Moreira Maximino, 1885.

Relatório do Diretor da Instrução do Estado do Rio de Janeiro: Assembléia Legislativa, 1893.

Versos e Rimas. Rio de Janeiro: Etoile du Sud, 1895.

Relatório do Diretor Geral da Instrução Pública: Secretaria dos Negócios do Interior, 1895.

Poesias (edição definitiva). Rio de Janeiro: Garnier, 1900.

Poesias, 2ª série. Rio de Janeiro: Garnier, 1905.

Páginas de Ouro da Poesia Brasileira. Rio de Janeiro: Garnier, 1911.

Poesias, 1ª série (edição melhorada). Rio de Janeiro: Garnier, 1912.

Poesias, 2ª série (segunda edição). Rio de Janeiro: Garnier, 1912.

Poesias, 3ª série Rio de Janeiro: F. Alves, 1913.

Céu, Terra e Mar. Rio de Janeiro: F. Alves, 1914.

O Culto da Forma na Poesia Brasileira. São Paulo: Levi, 1916.

Ramo de Árvore. Rio de Janeiro: Anuário do Brasil, 1922.

Poesias, 4ª série. Rio de Janeiro: F. Alves, 1927.

Os Cem Melhores Sonetos Brasileiros. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1932.

Poesias Escolhidas. Rio de Janeiro: Civ. Bras. 1933.

Póstuma. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 1944.





O flamboyant da casa ao lado, poema de Ladyce West

21 09 2008

Para comemorar a chegada da Primavera!

 

Paisagem com flamboyant, 1955

Armando Viana, (RJ 1897- RJ 1992)

Óleo sobre tela

Coleção Particular

O Flamboyant da casa ao lado

Ladyce West

 –

Morreu o flamboyant da casa ao lado.

Foi-se o calor de verão da minha infância.

Apagaram-se suas flores alaranjadas,

Fogosos anúncios do início da estação.

Doente e velho, tombou calado e emagrecido.

Sóbrio e distinto, evaporou-se nos cupins.

Deixou em seu lugar espaço raro,

Um ar aberto, um nada enorme, que me espanta.

Um espaço devassado diariamente,

Onde antes, a sombra clara era presente.

O vácuo preencheu meu horizonte.

Galhos partidos, quebrados sobre a ponte.

O tronco doente jogado num instante.

Vergou molhado, encharcado pela chuva.

Mostrando a todos o que só a terra conhecia:

Suas raízes, engrossadas pelo tempo,

Eram agora desvendadas pelo vento.

Tombou sozinho com um único gemido

Doloroso, aceitando o seu destino.

Pernas pra cima em impudico descaso.

Meu companheiro de verões ardentes,

Guardião de minha infância e adolescência.

Exuberante, florescia ano após ano

Desabrochando incandescente em dezembro.

Entre nós havia um rio bem estreito,

Que nascia lá no alto da Rocinha,

Cascateava da nascente até a Gávea,

De onde então serpenteava rumo ao mar.

Era aqui, que deslizava sob as pontes

E atravessava minha rua de mansinho.

De um lado, o flamboyant enraizado;

Do outro, o edifício com meu ninho.

Crescemos juntos, eu e ele aqueles anos.

Nossa distância era pouca e amenizada,

Pois reservava uma flor para meu gozo,

Que escondida pelo batente da janela,

Aos poucos, foi-se chegando espevitada.

E me espreitava, esticando o seu florão.

Curiosa, assim passava os dias quentes.

A cada ano parecia mais chegada.

Era de casa.  Sem receio se hospedava.

Com jeitinho, batia na vidraça,

E enrubescendo se apoiava ao janelão.

Esta flama de verão me viu crescer,

Chorar amores, estudar, adormecer.

Custa-me vê-lo cair, velho soldado!

Quem irá agora anunciar-me o verão?

 

 

Dezembro 2006

 

© Ladyce West, 2006, Rio de Janeiro.





Laranjeira — poema infantil de Baltazar de Godoy Moreira

20 09 2008
9 Papagaios numa laranjeira, s/d, Lucy Autrey Wilson, óleo sobre tela, 1 x 1 m

9 Papagaios numa laranjeira, s/d, Lucy Autrey Wilson, óleo sobre tela, 1 x 1 m

 

Laranjeira

 

Baltazar de Godoy Moreira

 

Uma linda sementinha

Em meu quintal descobri

Alva!  Macia, limpinha!

— Minha linda sementinha

Que posso fazer de ti?

 

Faze uma covinha rasa

Com boa vontade e amor,

No quintal de tua casa,

Onde haja luz e calor.

Deixa-me lá, por favor.

 

Um dia quando tu fores

Moça, formosa e faceira.

Terei um tronco encorpado,

E uma ramada altaneira.

 

Cheia de frutos e flores

Então, com maior agrado

Darei para o teu noivado,

Os botões de laranjeira!

 

Baltazar de Godoy Moreira, (SP 1898) Poeta, contista, professor, pedagogo. 

 

Obras:

Marília, cidade nova e bonita, 1936  

Negro velho de guerra, 1947  

Roteiro de Pindamonhangaba Poesia, 1960

Curumim sem nome, s/d

Aventuras nos garimpos de Cuiabá, 1960

Rio Turbulento, s/d

O Castelo dos Três Pendões

A Caminho do Oeste, s/d

 

NOTA: Seu nome aparece com diversas maneiras de escrever.  Achei as seguintes, nem todos os serviços de busca reconhecem estas variantes. 

Baltazar de Godoy Moreira (não confundir com o bandeirante do mesmo nome, que deve ser seu antecessor).

Baltazar de Godói Moreira

Baltazar Godói Moreira.

Há também as mesmas variantes com Baltazar com a letra “z” e Baltasar com a letra “s”.





Biblioteca, poema infantil de Carlos Urbim

17 09 2008

 

BIBLIOTECA 

 

Carlos Urbim

 

Duas traças, irmãs

Biblió e Teca

Na hora do almoço

Com muito alvoroço

Ouvem a voz

Da mãe traça:

Biblió, Teca!

Venham almoçar

Há guisadinho

De papel

Para traçar!

Caderno de temas , Carlos Urbim, (RS 1948)  Porto Alegre, Mercado Aberto: 1999

Obras:

 

Um Guri Daltônico, 1984.
Patropi, a pandorguinha,

Uma Graça de Traça

Dona Juana, 1993

Rio Grande do Sul: um século de História, 1999

Caderno de Temas, 1999

Diário de um Guri, 2000

Saco de Brinquedos, 2000

Álbum de Figurinhas, 2002

Morro Reuter de A a Z, 2003

Os Farrapos, 2003

Negrinho do Pastoreio, 2004

Bolacha Maria, 2005

Lata de Tesouros, 2005 [re-edição de Dona Juana, 1993, com novo nome]

Histórias coloradas, versão mirim, 2005

Dinossauro @ Birutices, 2005 (nova versão do livro de 1986)

Piá farroupilha, 2005

 

 

 





Chuvinha serena e mansa, poema infantil de Gevaldino Ferreira

16 09 2008
Ilustração Mauricio de Sousa

Ilustração Maurício de Sousa

Chuvinha Serena e Mansa 
                                                      
Gevaldino Ferreira

Que boa que és, chuvinha!
Chuvinha serena e mansa
caindo assim levezinha,
reverdecendo a campina,
molhando o pelo do gado
batendo no meu telhado,
trazendo um pouco de frio.
Trazendo sono às crianças
trazendo alegria ao rio.
Chuvinha que foi neblina.,
que depois virou garoa;
chuvinha serena e fina,
chuvinha serena e boa
que veio do céu cantando,
deixando o campo molhado,
germinando as sementeiras,
deixando o mato contente;
molhando a palha nas eiras,
molhando a terra e o arado,   
molhando tudo, molhando,
molhando a alma da gente.

Gevaldino Ferreira (RS 1912)  —

Poeta, carreteiro, tropeiro de gado, jornalista, crítico, técnico rural, fitopatologista, chefe do Laboratório Bromatológico do Rio Grande do Sul Flores da Cunha, diretor do ensino no Senai de Porto Alegre, membro da Academia Sul-rio-grandense de Letras e da Estância da Poesia Crioula.

 

Também usou os seguintes cognomes:  Conde de Ani e Fábio Ferreira Jr.

 

 

Obras:

Cantigas Que Vêm da Terra Poesia 1939  

Caravana Sentimentalista Poesia 1937  

Poemas da Alvorada de Mim Mesmo Poesia 1976  

Seara Alheia Crítica, teoria e história literárias 1971  

Tapera da Saudade Poesia 1940 





A flor do Maracujá, poema de Fagundes Varela

14 09 2008

 

Flor de Maracujá, foto de Murilo Romeiro

Flor de Maracujá, foto de Murilo Romeiro

A FLOR DO MARACUJÁ

 

Pelas rosas, pelos lírios,

Pelas abelhas, sinhá,

Pelas notas mais chorosas

Do canto do sabiá,

Pelo cálice de angústias

Da flor do maracujá!

 

Pelo jasmim, pelo goivo,

Pelo agreste manacá,

Pelas gotas de sereno

Nas folhas do gravatá,

Pela coroa de espinhos

Da flor do maracujá!

 

Pelas tranças de mãe-d’água

Que junto da fonte está,

Pelos colibris que brincam

Nas alvas plumas do ubá,

Pelos cravos desenhados

Na flor do maracujá!

 

Pelas azuis borboletas

Que descem do Panamá,

Pelos tesouros ocultos

Nas minas do Sincorá,

Pelas chagas roxeadas

Da flor do maracujá!

 

Pelo mar, pelo deserto,

Pelas montanhas, sinhá!

Pelas florestas imensas,

Que falam de Jeová!

Pela lança ensangüentada

Da flor do maracujá!

 

Por tudo o que o céu revela,

Por tudo o que a terra dá

Eu te juro que minh’alma

De tua alma escrava está!…

Guarda contigo este emblema

Da flor do maracujá!

 

Não se enojem teus ouvidos

De tantas rimas em – á –

Mas ouve meus juramentos,

Meus cantos, ouve, sinhá!

Te peço pelos mistérios

Da flor do maracujá!

 

 

Fagundes Varela

 

 

Luís Nicolau Fagundes Varella, (RJ 1841 — RJ 1871) poeta e um dos patronos na Academia Brasileira de Letras.

 

Obras:

  • Noturnas – 1861
  • Vozes da América – 1864
  • Pendão Auri-verde – poemas patrióticos, acerca da Questão Christie.
  • Cantos e Fantasias – 1865
  • Cantos Meridionais – 1869
  • Cantos do Ermo e da Cidade – 1869
  • Anchieta ou O Evangelho nas Selvas – 1875 (publicação póstuma)
  • Diário de Lázaro – 1880

 

 





A onça e o macaco, poema infantil de Maria Lúcia Godoy

11 09 2008

A ONÇA E O MACACO

 

 

Maria Lúcia Godoy

 

 

Lá vem a onça pintada!

fico toda arrepiada,

mas vendo a sua beleza

fico a olhá-la encantada,

bem a distância, é claro,

que não sou boba nem nada.

 

Concordo que seja linda

mas tem a garra afiada.

Seu olhar verde, rasgado,

seu andar macio e ágil.

É uma onça menina,

brincando aprende a caçar.

 

Ora, a onça vem com fome.

Há muitos dias não come,

pois a caça está bem rara,

e ela só vê a cara

de um macaquinho engraçado.

 

Entre as folhas se disfarça.

Ligeira prepara o bote:

como uma flecha dispara

sobre o animal assustado.

O macaco dá um pulo,

foge para um galho alto

onde a onça não alcança.

 

De longe ele faz caretas

meu Deus, mas que aflição!

Acalmei meu coração,

disse adeus ao macaco e à onça

   desliguei a televisão.

 

 

Do livro:  O boto cor-de-rosa, Maria Lúcia Godoy, Rio de Janeiro, Editora Lê: 1987





A Laranjeira, poema de Júlia Lopes de Almeida

10 09 2008

 

A Laranjeira

 

 

Júlia Lopes de Almeida

 

 

Perfumada laranjeira,

Linda assim dessa maneira,

Sorrindo à luz do arrebol,

Toda em flores, branca toda

– Parece a noiva do Sol

Preparada para a boda.

 

E esposa do Sol, que a adora,

Com que cuidados divinos

Curva ela os ramos, agora!

E entre as folhas abrigados,

Seus filhos, frutos dourados,

Parecem sois pequeninos.

 

 

 

Júlia Valentim da Silveira Lopes de Almeida (RJ 1862-  RJ 1934), foi uma escritora abolicionista brasileira, contista, romancista, cronista, teatróloga.  Iniciou sua carreira de escritora no jornal Gazeta de Campinas, onde morava em 1881.

Obras:

Memórias de Marta, 1889

A Família Medeiros, 1892

A Viúva Simões, 1897

A Falência, 1901

A Intrusa , 1908

Cruel Amor, 1911

Correio da Roça, 1913

A Silveirinha, 1914

A Isca, 1922

A Casa Verde (com Felinto de Almeida), 1932

Pássaro Tonto, 1934

O Funil do Diabo