
Ilustração: Christina Rossetti
Um rato muito orgulhoso
de um feio ratinho riu…
Mas veio o gato manhoso,
deu-lhe um bote e … o engoliu.
Outras quadrinhas neste blog:
Outras ilustrações de Christina Rossetti neste blog:

Ilustração: Christina Rossetti
Um rato muito orgulhoso
de um feio ratinho riu…
Mas veio o gato manhoso,
deu-lhe um bote e … o engoliu.
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O SABÃO
Monteiro Lobato
Azeite e água brigaram
Certa vez numa vasilha,
Vai tapona, vem tabefe,
Luta velha ali fervilha.
Eis então, a apaziguá-los,
A potassa se apressou,
Todos três se combinaram
E o sabão daí datou.
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Ilustração: Jason Chin
As formigas
A sombra d’uma faia, no parque, enquanto o príncipe, que era um menino, corria perseguindo as borboletas, abriu o velho preceptor o seu Virgílio e esqueceu-se de tudo, enlevado na magia dos versos admiráveis.
Os melros cantavam nos ramos, as libélulas esvoaçavam nos ares e ele não ouvia as vozes das aves nem dava pelos insetos: se levantava o s olhos do livro era para repetir com entusiasmo, um hexâmetro sonoro.
Saiu, porém, o príncipe a interrompê-lo com um comentário pueril sobre as pequeninas formigas que tanto se afadigavam conduzindo uma folhinha seca; e disse:
–– Deus devia tê-las feito maiores. São tão pequeninas que cem delas não bastam para arrastar aquela folha que eu levanto da terra e atiro longe com um sopro.

Ilustração: Christine Penkuhn
—
O preceptor que não perdia ensejo de educar o seu imperial discípulo, aproveitando as lições e os exemplos da natureza, disse-lhe:
— Lamenta V.A. que sejam tão pequeninas as formigas… Ah! Meu príncipe, tudo é pequeno na vida: a união é que faz a grandeza. Que é a eternidade? Um conjunto de minutos. Os minutos são as formigas do Tempo. São rápidos e a rapidez com que passam fá-los parecer pequeninos, mas são eles que, reunidos, formam as horas, as horas os dias, os dias compõem a semana, as semanas completam os meses, os meses perfazem os anos, e os anos, Alteza, são os elos dos séculos.
Que é um grão de areia? Terra; uma gota d’água? Oceano; uma centelha? Chama; um grão de trigo? Seara; uma formiguinha? Força.
Quem dá atenção à passagem de um minuto? É uma respiração, um olhar, um sorriso, uma lágrima, um gemido; juntai, porém, muitos minutos e tereis a vida.
Ali vai um rio a correr – as águas passam aceleradas, ninguém as olha. Que fazem eles na corrida? Regam, refrescam, desalteram, brilham, cantam e lá vãp, mais ligeiras que os minutos.
Quereis saber o valor de um minuto, disso que não sentis como não avalias a força da formiga? Entrai de mergulho n’água e tende-vos no fundo – todo o vosso organismo, antes que passe um minuto, estará protestando, a pedir o ar que lhe falta. Ora! O ar de um minuto, que é isso? Direis. É a vida, Alteza.
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EM: Coelho Neto e a ecologia no Brasil 1898-1928, ed. Eulálio de Oliveira Leandro, Imperatriz, MA, Editora Ética: 2002,
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Outros textos sobre formigas neste blog:

A Leitura, 1934
Georges Lepape ( França, 1887-1971)
Capa para a revista: La femme chez elle
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Georges Lepape: estudou na École des Arts Décoratifs, em Paris, e nos ateliês de Humbert e Cormon. In 1911 ilustrou Les Choses de Paul Poiret e em 1912 os programas para o Ballet Russo. A partir daí fez inúmeras capas de revistas e pranchas de moda, entre elas para a Gazette du Bon Ton e Vogue.

Renque de palmeiras, 1927
Bruno Lechowski (Polônia 1887 – Brasil 1942)
Aquarela
49 x 44 cm
Coleção Wanda Lechowski.
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A Notícia
Cassiano Ricardo
Então o vento
lá dentro da serra,
onde apenas havia
o barulho insensato
das coisas sem nome
começou a bater
a bater rataplã
no tambor da manhã.
Então os ecos
saíram das grutas
levando a notícia
por todos os lados.
Então as palmeiras
ao fogo do dia,
em verde tumulto,
pareciam marchar
carregando bandeiras.
Depois veio a Noite
e os morros soturnos
levavam estrelas
por vales e rochas
como uma silente
corrida de tochas…
Em: Martim Cererê.
—
Cassiano Ricardo Leite (São José dos Campos, 26 de julho de 1895 — Rio de Janeiro, 14 de janeiro de 1974) foi um jornalista, poeta e ensaísta brasileiro.
Obras:
Dentro da noite, poesia, 1915
A flauta de Pã, poesia, 1917
Jardim das Hespérides, poesia, 1920
Atalanta, poesia, 1923
A mentirosa de olhos verdes, poesia, 1924
Borrões de verde e amarelo, poesia, 1925
Vamos caçar papagaios, 1926
Martim Cererê, poesia, 1928
Canções da minha ternura, poesia, 1930
Deixa estar, jacaré, poesia, 1931
O Brasil no original, crítica, teoria e história literárias, 1937
O Negro na Bandeira, crítica, teoria e história literárias, 1938
Pedro Luís: visto pelos modernos, crítica, teoria e história literárias, 1939
Academia e a poesia moderna, crítica, teoria e história literárias, 1939
Marcha para Oeste, crítica, teoria e história literárias, 1942
O sangue das horas, poesia, 1943
Paulo Setúbal, o poeta, crítica, teoria e história literárias, 1943
A academia e a língua brasileira, crítica, teoria e história literárias, 1943
Um dia depois do outro (1944-1946), poesia 1947
Poemas murais, 1947-1948, poesia, 1950
A face perdida, poesia, 1950
Vinte e cinco sonetos, poesia, 1952
Poesia na técnica do romance, crítica, teoria e história literárias, 1953
O Tratado de Petrópolis, crítica, teoria e história literárias, 1954
Meu caminho até ontem, poesia, 1955
O arranha-céu de vidro, poesia, 1956
João Torto e a fábula : 1951-1953, poesia 1956
Pequeno Ensaio de Bandeirologia, crítica, teoria e história literárias, 1956
Poesias completas, poesias, 1957
Poesia, poesia, 1959
Martins Fontes, 1959
Homem Cordial, crítica, teoria e história literárias, 1959
Montanha russa, poesia, 1960
A difícil manhã, poesia, 1960
O Indianismo de Gonçalves Dias, 1964
A floresta e a agricultura, crítica, teoria e história literárias, 1964
Algumas Reflexôes Sobre Poética de Vanguarda, 1964
Poesia praxis e 22, crítica, teoria e história literárias, 1966
Jeremias sem-chorar (1964)
Viagem no tempo e no espaço (Memórias) poesia, 1970
Serenata sintética, poesia XX
Sobreviventes, mais um poema Circunstancial , poesia, 1971
Seleta em Prosa e Verso, miscelânea, 1972
Sabiá e sintaxe, crítica, teoria e história literárias, 1974
Invenção de Orfeu (e outros pequenos estudos sobre poesia), poesia, 1974

“ Escuta aqui, passarinho
quero dizer-te um segredo:
Por que escondes o teu ninho
Na folhagem do arvoredo?”
Leonor Posada
NOTA: Esta quadrinha faz parte do seguinte exercício de REDAÇÃO encontrado no livro: Passe para prosa, com palavras suas, esta quadrinha:
Em: Terra Bandeirante, Theobaldo Miranda Santos, 2° ano, Rio de Janeiro, Agir: 1954
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Leonor Posada, (Cantagalo, RJ 1893 – Rio de Janeiro, RJ, 1960) Poeta, teatróloga, professora.
Obras:
Plumas e espinhos, poesia, 1926
Leituras cívicas, didático, 1943
Guia de redação, didático, 1953
Serenidade, poesia, 1954
Os primeiros passos na redação, 1956
Outras quadrinhas neste blog:

Capa do livro: Viagens de João Peralta e Pé-de-moleque de Luis Díaz Correa.
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O interrogatório
O rei perguntou aos meninos:
— Quem são vocês?
— Nós somos…
— Eu sou…
— Fale de uma vez. Comece você; e indicou Joãozinho.
— Eu sou um menino brasileiro, filho do Sr. Nazário, um homem muito bom, e me chamo João Peralta.
— O Brasil tem muitos meninos peraltas, disse o rei.
Pé-de-Moleque deu uma risadinha. O rei olhou-o carrancudo e berrou:
— E você tem cara de ser o mais peralta de todos!… Diga, e você quem é?
— Eu sou Pé-de-Moleque, filho da Benedita cozinheira. Ela é muito boa mãe e há de me pregar uma sova bem merecida por ter cometido a tolice de vir parar numa terra onde me chamam de terráqueo! Eu não sou terráqueo, sou brasileiro!
Em: Viagens de João Peralta e Pé-de-Moleque, Menotti Del Pichhia.
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O escritor Paulo Menotti del Picchia
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Paulo Menotti Del Picchia (São Paulo, 1892 — 1988) foi um poeta, escritor e pintor modernista brasileiro. Foi deputado estadual em São Paulo. Foi também advogado, tabelião, industrial, político entre outras funções assumidas durante sua vida.
Com Oswald de Andrade, Mário de Andrade e outros jovens artistas e escritores paulistas, participou da Semana de Arte Moderna de Fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo. Em 1943, foi eleito para a cadeira 28 da Academia Brasileira de Letras, tendo sido suas principais obras Juca Mulato (1917) e Salomé (1940). Um livro seu de elevada popularidade é Máscaras (1920), pela sua nota lírica.
Obras:
A “Semana” Revolucionária Crítica, teoria e história literárias, 1992
A Angústia de D. João, Poesia 1922
A Crise Brasileira: Soluções Nacionais Crítica, teoria e história literárias 1935
A Crise da Democracia Crítica, teoria e história literárias 1931
A Filha do Inca, Romance e Novela 1949
A Longa Viagem Crítica, teoria e história literárias 1970
A Mulher que Pecou Romance e Novela 1922
A Mulher que Pecou Romance e Novela 1923
A Outra Perna do Saci Romance e Novela 1926
A República 3000, 1930
A Revolução Paulista Crítica, teoria e história literárias 1932
A Revolução Paulista Através de um Testemunho do Gabinete do Governador Crítica, teoria e história literárias 1932
A Tormenta, Romance e Novela 1932
A Tragédia de Zilda, Romance e Novela 1927
Angústia de João, Poesia 1925
As Máscaras, Poesia 1920
Chuva de Pedra, Poesia 1925
Curupira e o Carão, Conto 1927
Dente de Ouro, Romance e Novela 1922
Dente de Ouro, Romance e Novela 1925
Flama e Argila, Romance e Novela 1919
Homenagem aos 90 anos, Outros 1982
Jesus: Tragédia Sacra Teatro 1933
Juca Mulato Poesia 1917
Juca Mulato Poesia 1924
Kalum, o Mistério do Sertão Romance e Novela 1936
Kummunká Romance e Novela 1938
Laís Romance e Novela 1921
Máscaras Poesia 1924
Moisés Poesia 1924
Moisés: Poema Bíblico Poesia 1917
Nacionalismo e “Semana de Arte Moderna” Discursos e sermões (textos doutrinários e moralizantes) 1962
Nariz de Cleópatra Crônicas e textos humorísticos 1923
No país das formigas Literatura Infanto-juvenil
Novas Aventuras de Pé-de-Moleque e João Peralta Romance e Novela
O Amor de Dulcinéia Romance e Novela 1931
O Árbrito Romance e Novela 1959
O Crime daquela Noite Romance e Novela 1924
O Curupira e o Carão Crítica, teoria e história literárias
O Dente de Ouro Romance e Novela 1924
O Despertar de São Paulo Crítica, teoria e história literárias 1933
O Deus Sem Rosto Poesia 1968
O Gedeão do Modernismo Crítica, teoria e história literárias 1983
O Governo de Júlio Prestes e o Ensino Primário Crítica, teoria e história literárias
O Homem e a Morte Romance e Novela 1922
O Homem e a Morte Romance e Novela 1924
O Momento Literário Brasileiro Crítica, teoria e história literárias
O Nariz de Cleópatra Romance e Novela 1922
O Nariz de Cleópatra Conto 1924
O Nariz de Cleópatra Conto 1924
O Pão de Moloch Miscelânea 1921
Pelo Amor do Brasil, Discursos Parlamentares Crítica, teoria e história literárias
Pelo Divórcio, s/d
Poemas Poesia 1946
Poemas do Vício e da Virtude Poesia 1913
Poemas Sacros: Moisés e Jesus Poesia 1958
Poesias Poesia 1933
Poesias (1907-1946) Poesia 1958
Por Amor do Brasil Discursos e sermões (textos doutrinários e moralizantes) 1927
Recepção do Dr. Menotti Del Picchia na Academia Brasileira de Letras Discursos e sermões (textos doutrinários e moralizantes) 1944
República dos Estados Unidos do Brasil Poesia 1928
Revolução Paulista, 1932
Salomé Romance e Novela 1940
Seleta em Prosa e Verso Poesia 1974
Sob o Signo de Polumnia Crítica, teoria e história literárias 1959
Soluções Nacionais, 1935
Suprema Conquista Teatro 1921
Tesouro de Cavendish: Romance Histórico Brasileiro Crítica, teoria e história literárias 1928
Toda Nua Romance e Novela
Viagens de João Peralta e Pé-de- Moleque Literatura Infanto-juvenil

Momentos de lazer,
Gustave Leonhard de Johnge (Bélgica 1829-1893)
óleo sobre tela
—
Gustave Leonhard de Johnge (Bélgica 1829-1893) . Filho de Jan Baptist e aluno de Navez. Pintou retratos, cenas históricas e cenas de família. Ganhou medalhas de ouro nas exposições de Amsterdam em 1862 e na de Paris em 1863. Sua grande especialidade foram os retratos de mulher. Conhecido pelo especial cuidado na representação de tecidos finos, sedas, veludos, e outros materiais semelhantes que tornaram o grande numero de interiores que pintou obras de grande charme e extremamente procuradas por colecionadores.

Ilustração Blanche Wright
Tique, tique… tique, taque
Maria dos Reis Campos
e Alcina M. de Sousa
Tique, tique… tique, taque
Bate dentro de meu peito
um coração todo feito
tique, tique… tique, taque…
para amar a vovozinha,
que é só minha! que é só minha!
Em: Surpresas e mais surpresas, de Magdala Lisboa Bacha, da série Que Aconteceu? — primeiro livro, Rio de Janeiro, Agir:1962

***
Apesar de eu não estar ligada diretamente à educação, por causa das minhas escolhas de postagem, dando ênfase a livros e poesia para os jovens, freqüentemente amigos e conhecidos me perguntam o que comprar para um presente para um jovem leitor. E eu me acho na posição extremamente delicada de sem conhecer a personalidade do pequeno leitor ir dando palpites na esperança de não errar muito feio. Por coincidência, hoje voltei a um portal sobre livros que não visitava há muito tempo: Oyo e encontrei por lá uma lista dos autores preferidos entre leitores infanto-juvenis com os respectivos livros favoritos. A amostra é muito pequena, mas já dá para se ter uma idéia do que anda lendo este leitor infanto-juvenil. Repasso aqui a lista dos 10 primeiros colocados e a sugestão dos dois livros mais favorecidos pelas crianças, um o recomendado pelo portal, o outro entre os mais vendidos do autor. Isto é válido para a maioria na lista a não ser os seguintes casos: há dois autores cujos livros não foram especificados. Os Irmãos Grimm e Rubem Alves, respectivamente os 4° e 8° colocados. Neste caso, fui ver a obra destes autores que se encontra entre as mais vendidas e coloquei aqui como sugestão. E há Antoine Saint-Exupéry que fica simplesmente com o Pequeno Príncipe.
Autores favoritos para leitura infanto-juvenil:
1º Monteiro Lobato — Memórias da Emília e
O saci
2º J. K. Rowling — Harry Potter e as relíquias da morte
Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban
3º Antoine de Saint-Exupéry – O pequeno príncipe
4º Irmãos Grimm – A guardadora de gansos e
Os seis criados do príncipe
5º Ana Maria Machado – Cinco estrelas [antologia poética]
O menino que espiava para dentro
6º Ruth Rocha – Marcelo Marmelo Martelo e outras histórias
Quem tem medo de dizer não?
7º Pedro Bandeira — A marca de uma lágrima
A onça e o saci
8º Rubem Alves – O país dos dedos gordos
Lagartixas e dinossauros
9º Walcyr Carrasco – A corrente da vida
As asas do Joel
10º Thalita Rebouças — Fala sério, mãe!
Fala sério, amiga!