As plantas se comunicam!

8 02 2012

Ilustração de Rudy Pott, capa da revista Country Gentleman, abril de 1947.

Pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, parecem ter encontrado provas de que as plantas podem, de fato, se comunicar umas com as outras.  Essa descoberta foi feita durante um experimento que a universidade fazia junto ao canal de televisão britânica BBC2 para a nova série Como crescer um planeta que começa a ser passada neste mês.  O objetivo do experimento era saber se as plantas se comunicavam umas com as outras.

Para descobrir se as plantas “falam” umas com as outras, o experimento foi entregue a uma equipe, liderada pelo Professor Nick Smirnoff e filmado nos laboratórios de biociências da universidade. Durante o processo, o professor Smirnoff e sua equipe  utilizaram uma planta bem conhecida por responder às plantas vizinhas, a Arabidopsis, um gênero que pertence à família das Brassicaceae, ao qual também pertencem as couves e a mostarda.   Nada de novo até ai.  Essa reação em que as plantas machucadas liberam um gás que desencadeia respostas já é bastante conhecida.

Professor Nick Smirnoff

O que fez esse experimento diferente foi a introdução de um gene: do pirilampo. Os pesquisadores modificaram um gene da planta que desencadeia a produção de um gás emitido quando a superfície de uma planta é cortada ou perfurada.  E, adicionaram a proteína “luciferase” ao DNA delas, para que suas emissões pudessem ser monitoradas pela câmera. Isso permitiu que a equipe pudesse visualizar a resposta das plantas vizinhas porque foi possível verificar a resposta, usando uma câmera fóton sensível.

Em tempo, uma planta Arabidopsis tinha uma de suas folhas cortada com uma tesoura.  Quando ela começava a emitir o gás que “alertava” as plantas próximas de perigo à vista, duas plantas da mesma família, mais próximas, que não haviam sido tocadas, receberam a mensagem que elas deveriam se proteger.  E isso elas fizeram imediatamente através da produção de substâncias químicas tóxicas sobre as folhas para afastar predadores, tais como lagartas.

Ficamos satisfeitos em poder realizar essa experiência única para o programa e muito mais trabalho é necessário para descobrir o que está acontecendo. — disse o Professor Smirnoff,  e acrescentou em seguida, “Esperamos que esse programa de televisão venha a  inspirar as pessoas a pensarem sobre o enorme impacto que as plantas têm em quase todos os aspectos de nossas vidas.

Fontes: Exeter University News  ; Terra





Quadrinha do Rio de Janeiro

8 02 2012

Botafogo, vista do Morro da Viúva, 1920-30

Henrique Goldschmidt (1867-1952)

aquarela sobre papel, 19 cm diâmetro

Maravilha em resplendor,

onde Deus sempre é louvado

o Rio guarda o Senhor

no Cristo do Corcovado!

(Hilário de Soneghet)





O que a música pode fazer por você?

7 02 2012

Banda filarmônica, s/d

Fábio Eduardo Soares ( Natal, RN, Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela

10 motivos para você estudar música

1 — A música provoca um forte impacto no cérebro e deve ser encorajada nas crianças desde cedo, desenvolvendo o processo de linguagem e a inteligência espacial.

2 — Tocar instrumentos fortalece e melhora a coordenação motora, a precisão física e mental.

3 — O estudo musical amplia o raciocínio das crianças, a paciência e a lógica.

4 — Crianças que estudam música têm melhor concentração e comportamento na escola, e quase não apresentam problemas disciplinares.

5 — Pessoas de mais idade, quando envolvidas com música, têm melhora significativa na saúde, ajuda a enfrentar desafios e  assumir riscos.

6 — Tocar um instrumento, cantar ou compor uma música ajuda no combate ao mal de Alzheimer.

7 — O envolvimento com a música auxília o equilíbrio emocional, combate a depressão, a ansiedade e a solidão.

8 — A música diminui o estresse e reforça o sistema imunológico.

9 — O aprendizado de um instrumento musical pelos idosos colabora para o combate à osteoporose e aumenta a massa muscular do corpo.

10 – Em todas as idades a música reforça o sentimento de grupo, de pertencimento que melhora o convívio social.

Fonte: Cia das cordas





Um novo planeta onde pode haver vida!

6 02 2012

Uma equipe internacional de astrônomos anunciou semana passada a descoberta de um novo exoplaneta potencialmente habitável, onde poderia haver água.  Essa descoberta eleva para quatro o número de planetas situados fora de nosso sistema solar detectados pela comunidade científica.

O planeta está localizado na zona considerada “habitável” quando se considera a distância do planeta de sua estrela – uma distância bastante estreita mas que garantiria um a temperatura não muito quente, nem muito fria, para que a água possa existir na superfície do planeta.

Este planeta rochoso é o novo e o melhor candidato para manter água em estado líquido em sua superfície e pode abrigar vida tal qual nós a conhecemos“, explicou Guillem Anglada-Escudé, chefe da equipe que trabalha na Carnegie Institution for Science, em Washington.

Concepção artística do planeta GJ 667Cc que está localizado na zona onde pode haver vida.  Imagem, Carnegie Institution for Science.

Este planeta (GJ 667Cc) está em órbita em torno de uma estrela batizada de GJ 667C, situada a cerca de 22 anos-luz da Terra (um ano-luz equivale a 9.460 bilhões de km).  Pertencendo à constelação de Escorpião. O planeta contorna a sua estrela em 28 dias e tem uma massa mínima 4,5 vezes a da Terra.  É também cerca de 50% mais pesado do que a Terra.

Podemos considerar esse planeta praticamente nosso “vizinho de porta”, completou Steven Vogt, astrônomo da Uni Steven ersidade da Califórnia em Santa Cruz, “está muito próximo.  Só existem 100 estrelas mais próximas de nós do que esta.

Os pesquisadores também descobriram indícios que levam a crer que pelo menos um outro exoplaneta, talvez até três, estão em órbita na mesma estrela. Esta estrela faz parte de um sistema que possuí três estrelas.

O planeta rodeia em volta de uma estrela num sistema de um grupo de três estrelas,” Vogt explicou, “as outras estrelas estão bastante distantes, mas devem aparecer muito bem no céu de lá.”

Esta descoberta prova que planetas potencialmente habitáveis podem se formar em uma maior variedade de ambientes que acreditávamos, notaram os autores desta descoberta que deve ser publicada nas Cartas do Jornal de Astrofísica.  Essa descoberta veio como uma surpresa para os astrônomos, porque o sistema inteiro dessa estrela tem componentes químiccos diferentes do nosso sol.  O sistema tem menores quantidades de elementos pesados (elementos mais pesados do que o hidrogênio e hélio), tais como ferro, carbono e silicone.

É um sistema deficiente em metais”, Vogt explicou.  “Esses são os materiais que formam os planetas – os grãos de matéria que  se aglutinam para eventualmente formar os planetas – de modo que não esperávamos que essa estrela pudesse ser uma candidata a ter um planeta como esse”.

Este estudo será publicado no Astrophysical Journal Letters

FONTES:  Terra, Scientic American





Quadrinha sobre a poesia

6 02 2012

A verdadeira Poesia

não se prende a nenhum laço:

na tristeza, ou na alegria,

ela ocupa o mesmo espaço…

(Moysés Augusto Torres)





Meu lugar é aqui! texto de Mário Sette

5 02 2012

Enfermeira, ilustração de Coles Phillips, para a revista Red Cross, Janeiro, 1918.

Meu lugar é aqui!

Mario Sette

Impelidos por maus políticos, e a pretexto de se opor à execução da lei humanitária da vacina obrigatória, alguns elementos militares, no Rio de Janeiro, revoltaram-se contra o governo da República.
A cidade estava alarmada.  Precavida, a população ordeira ficava em seus lares, contristada das lutas que iam pelas ruas e temerosa pelas consequências da insubordinação militar.
Indivíduos afeitos a barulhos, a abusos, aproveitando-se da situação, quebravam lampiões, agrediam transeuntes, ameaçavam de saque casa comerciais.
Na baía de Guanabara os vasos de guerra estavam de fogos acesos, de canhões prontos para qualquer ordem de defesa do governo. Igualmente, nas fortalezas ninguém dormia.
No palácio do Catete, o presidente Rodrigues Alves reunira o ministério e conferenciava com ele a respeito das medidas necessárias, de força, para prestígio da autoridade.
Os salões estavam acesos.  Havia abaixo e acima movimento de secretários, de contínuos, de estafetas do telégrafo.  Iam ordens para bordo, iam ordens para batalhões, iam telegramas para os Estados.
A expectativa era intranquilizadora.  Falavam de adesões de tropas à revolta.  Sabia-se que a Escola Militar marchava para a paia de Botafogo contra o Catete.  Ouvi-se a fuzilaria, longe.
Noite a dentro, alguém chegou, apressado, no palácio, avisando que as forças revoltosas avançavam com o intuito de atacar o Catete.
Um ministro, vendo a gravidade do momento, aconselhou ao presidente Rodrigues Alves que saísse dali, que se recolhesse a outro lugar onde sua vida estivesse menos exposta.
O chefe da Nação, porém, desprezando o alvitre, declarou:  Saia quem quiser.  Quanto a mim, o meu lugar é aqui!

Em: Terra Bandeirante, textos escolares para a 4ª série, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1954

NOTA –  A Revolta da Vacina ocorreu de 10 a 16 de novembro de 1904 na cidade do Rio de Janeiro.  O motivo que desencadeou esta revolta dos militares contra o governo federal foi a campanha de vacinação obrigatória, imposta pelo governo contra a varíola.

Mário Rodrigues Sette (Recife, PE 1886 — 1950) professor, jornalista, contista, cronista e romancista.  Veja: www.mariosette.com.br

Obras:

Ao clarão dos obuses, contos, 1914
Rosas e espinhos, contos, 1918
Senhora de engenho, romance, 1921
A filha de Dona Sinhá, romance, 1923
O vigia da casa grande, romance, 1924
O palanquim dourado,  romance, 1921
Instrução Moral e Cívica, didático, 1926
Sombra de baraúnas, contos,  1927
Contas do Terço, romance, 1928,
A mulher do meu amigo, novela, 1933
João Inácio, novela, 1928
Seu Candinho da farmácia, romance, 1933
Terra pernambucana, didático, 1925
Brasil, minha terra! , didático, 1928)
Velhos azulejos, parábolas escolares, 1924
Os Azevedos do Poço,romance, 1938
A moça do sítio de Yoyô Coelho, contos, s/d
Maxambombas e maracatus, crônicas, 1935
Arruar, crônicas, 1948
Anquinhas de Bernardas, 1940
Barcas de vapor, 1945
Onde os avós passaram, s/d
Memórias íntimas,s/d





Imagem de leitura — Johann Baptist Reiter

1 02 2012

O pequeno leitor, s/d

Johann Baptist Reiter (Áustria, 1813-1890)

óleo

Johann Baptist Reiter nasceu em Urfahr, na Áustria em 1813 numa família de marceneiros.  Seu primeiro contato com tintas foi auxiliando seu pai na pintura de móveis.  Por sugestão de um negociante de arte ele entrou para a Academia de Viena, entre seus professores estavam: s Leopold Kupelwieser, Anton Petter e Thomas Ender.  De 1830 a 1837 ganhou a vida como pintor de porcelanas, mas já em 1834 fazia sua primeira exposições nos salões de Viena.  A partir de 1837 sua carreira toma ímpeto e ele se torna um conhecido pintor de cenas históricas e retratos.  Faleceu em Viena em 1890.





Trova do bom conselho

1 02 2012

Conselho, ilustração Blanche Wright.

 

Pela vida me foi dado
um conselho em que me alerto:
“Antes rir desafinado
que soluçar em tom certo”.


(Miguel Russowsky)





Adeus, Stalin! Olá, Brasil!

31 01 2012

Bazar Kolkhozean, 1934

Alex Afanassievitch Coquelles (Rússia, 1880-1956)

óleo sobre tela

Adeus, Stalin! – memórias de uma menina que fugiu da guerra, de Irene Popow [Rio de Janeiro, Objetiva: 2011] vem a preencher uma lacuna na historiografia brasileira, de um assunto que se faz presente em outros países do Novo Mundo: a transmissão de relatos de imigrantes, relatos das guerras e da sobrevivência de milhares de pessoas que encontraram um lar nas Américas. A característica fundamental dos países do Novo Mundo é, em diferentes proporções, mas sempre constante, a variedade das levas de imigrantes além da pluralidade de influências culturais que formam uma nova e única cultura.

O texto de Irene Popow me levou de volta aos cursos de pós-graduação em História da Arte que fiz nos EUA, onde mais da metade dos professores que tive havia imigrado para lá, ainda crianças ou jovens, por terem se encontrado em campos de pessoas deslocadas depois da Segunda Guerra Mundial: judeus, russos, poloneses, franceses, italianos que criaram novas raízes nos EUA e lá se aliaram às melhores universidades do país.  Lendo Adeus, Stalin!  me dei conta dos poucos relatos de imigrantes vindos depois da Segunda Guerra, que fizeram do Brasil sua nova moradia e raiz de nova identidade. Mesmo entre os conhecidos de meus pais, lembro-me só de dois amigos deles com esse perfil: Sr. Ladislau, polonês e Sr. Eugênio, prussiano. Procurei por outras publicações, depois de ler esse livro e percebi que são poucos os relatos dedicados a contar as vidas desses novos brasileiros, antes e durante a guerra, como Irene Popow o faz.


A narrativa de Adeus Stalin! encanta.  Uma senhora que conseguiu guardar as percepções de criança, conta o dia a dia da vida na Ucrânia sob o domínio russo, com Stalin como figura máxima do país.  Seguimos a perseguição que este regime faz à sua família e o pular de cidade em cidade daqueles que eram considerados inimigos do estado.  Ficam claras para o leitor as vicissitudes encontradas e ultrapassadas pelos ucranianos e a persistência em se tentar manter uma vida normal no período de ocupação soviética do país.  Seus pais e tantos outros foram os grandes heróis, por conseguirem manter a unidade familiar intacta diante dos obstáculos. E ainda depois desses percalços somos testemunhas de como Irene e sua família, continuam a insistir numa vida “quase normal”,  indo à escola, fazendo os afazeres domésticos, mesmo depois da invasão alemã.  Temos o retrato da garra dos sobreviventes nos campos de trabalhos forçados, que conseguem manter um módico de dignidade mesmo que sujeitos às mãos inimigas.  E por fim, a lentidão e o viver nos campos de pessoas deslocadas, que perderam tudo e principalmente sua terra e sua nacionalidade: apátridas.

Não fosse a mão de dois interessantes personagens no destino dessa família não sabemos se teriam sobrevivido.  Depois de estarem no campo de pessoas deslocadas, foi o jeitinho do inglês Simon Bloomberg que, não tão ingênuo quanto os americanos seus aliados, percebeu o que aconteceria com a família se ela voltasse para território russo como os russos reivindicavam e conseguiu blefar os comunistas, trocando a nacionalidade da família da autora para polonesa.   Depois veio o jeitinho brasileiro, quando o cônsul Ubatuba, flexionou os limites das leis brasileiras de imigração: só estávamos aceitando engenheiros agrônomos.  A família de Popow só tinha um engenheiro de construção de minas de carvão, um engenheiro químico e um engenheiro geólogo.  Será que eles se importariam de entrar no Brasil como engenheiros agrônomos?

Irene Popow


Outra característica dessa narrativa é não tentar esconder, por simpatias políticas, as agruras da vida sob o comunismo de Stalin.  Assim como as condições de vida em Cuba são hoje ignoradas pelo nosso governo simpático a Fidel Castro, também as condições de vida sob o comunismo foram e são ignoradas pelo posicionamento de esquerda de muitos dos nossos intelectuais.  Irene Popow não faz desse livro uma narrativa de denúncia do regime comunista, mas conta, de maneira cativante e convincente, os sofrimentos passados por aqueles que viveram sob a presidência megalomaníaca de Stalin.

Digo que a narrativa é encantadora porque não é amarga.  São memórias.  São memórias de tempos muito difíceis cujo tempo ajudou a esvair o fel que deveria impregná-las.  O distanciamento de Irene Popow é distinto.  Diferente de muitos outros imigrantes ela teve a oportunidade de voltar à terra natal e descobrir que já não era mais, para ela, o mundo dela.  Era o mundo de seus pais.  Ela, sim, ganhara uma nova vida, uma nova identidade.  Como imigrantes eles conseguiram o seu quinhão.  Deram a volta por cima.  Sem alarde, sem vanglória.   E hoje, Irene Popow pode olhar para a Ucrânia de maneira distante, vê-la como outra terra, com muitas afinidades com o seu mundo, mas estrangeira. Belíssimo relato.





O que a leitura pode fazer por você

30 01 2012

Huguinho e Zezinho descobrem a solução de um problema por dedução, ilustração Walt Disney.

Bastam 15 minutos por dia mergulhado nos livros para você se dar melhor nos estudos e na vida.

O que a leitura pode fazer por você:


1 – Solta a imaginação.
2 – Estimula a criatividade.
3 – Aumenta o seu vocabulário.
4 – Facilita a escrita.
5 – Simplifica a compreensão das coisas.
6 – Ajuda na vida profissional.
7 – Melhora a comunicação com os outros.
8 – Amplia o seu conhecimento geral.
9 – Liga seu senso crítico na tomada.

Fonte: Educar para crescer