Nossas cidades: Brasília

16 04 2024

Vista de Brasília, Ponte JK

Armando Romanelli (Brasil, 1945)

aquarela sobre papel, 47 x 32 cm





Veja que boa recomendação!

16 04 2024

 

 





Novos murais descobertos em Pompeia

15 04 2024
Mural de sala de jantar escavado em Pompeia. Foto: Parque Arqueológico de Pompeia.

Nova escavação revela um salão de banquetes com murais inspirados na Guerra de Troia.  A casa encontra-se na quadra 10 do Regio IX no sítio arqueológico de Pompeia.  Essas pinturas murais vieram a público no último dia 11 de abril.

 

 

 

Leda e o cisne. Mural de sala de jantar escavado em Pompeia. Foto: Parque Arqueológico de Pompeia.

 

 

Os murais são do Terceiro Estilo, cuja característica é o uso de fundos de uma só cor, pinturas populares durante o primeiro século AD.  Tudo indica que o tema dominante nestes pinturas murais é o heroísmo, conclusão que justifica os pares de heróis e deuses representados.

A pintura mural nos salões de banquetes em geral era programada com temas que viessem a dar aos convidados assuntos de interesse para a troca de ideias conversas, e com isso já estabelecer a priori as preferências dos donos da casa. Acredita-se também que a luz trazida para as salas de banquete era inconsistente e com isso havia o efeito das imagens nas paredes parecerem ter movimento, principalmente depois de algumas taças de vinho campaniano, como mencionado em Virgílio.

 

 

 
Foto: Parque Arqueológico de Pompeia.

 

 

A Guerra de Troia é um daqueles eventos que levam ao debate por aqueles que estudam o passado, porque não há provas concretas de que o conflito aconteceu verdadeiramente.  A Ilíada de Homero  menciona que o conflito começou com Paris, o filho do Rei de Troia em uma decisão sobre a beleza entre as deusas Hera, Atena e Afrodite. Paris escolheu Afrodite como a mais bela.  Como prêmio por sua decisão, a ele foi dado o amor de Helena, que já estava casada com o rei de Esparta.  A guerra portanto começou quando o rei Menelau quis sua esposa de volta.





Sobre advogados…

13 04 2024

Escritório de advogados, 1545

Marinus van Reymerswaele (Flandres, 1490-1546)

óleo sobre madeira, 102 x 124 cm

 

 

 

Quantas coisas aprendi no exercício da minha função! Vi um pai morrer num celeiro, sem um tostão, abandonado por duas filhas a quem havia doado quarenta mil libras de renda! Vi testamentos serem queimados; vi mães despojarem seus filhos, maridos roubarem suas mulheres, mulheres matarem seus maridos valendo-se do amor que lhes inspiravam para torná-los loucos ou imbecis, a fim de viver em paz com um amante. Vi mulheres darem ao filho de um primeiro leito gotas que acarretariam sua morte, a fim de enriquecer o filho do amor. Não posso lhe contar tudo o que vi, porque vi crimes contra os quais a Justiça é impotente. Enfim, todos os horrores que os romancistas creem inventar ficam sempre aquém da verdade. O senhor vai conhecer todas essas belas coisas, deixo-as ao senhor; quanto a mim, vou viver no campo com minha mulher, Paris me horroriza.

 

 

(Trecho, que se refere à novela de Honoré de Balzac, titulada Coronel Chabert)

 

 

 

Em: Os enamoramentos, Javier Marías, Rio de Janeiro, Cia das Letras: 2012





Flores para um sábado perfeito!

13 04 2024

Hortênsias

C. Attilio (Itália-Brasil, 1901-1973)

óleo sobre tela, 107 x 81 cm

 

 

 

 

Hortênsias, 1945

Leopoldo Gotuzzo (Brasil, 1887 – 1983)

óleo sobre madeira, 52 x 70 cm

 





Rio de sol, de céu, de mar…

12 04 2024

Passeio Público, 1937

Milton Dacosta (Brasil, 1915-1988)

óleo sobre tela, 26 x 35 cm





O escritor no museu: Raul Bopp

9 04 2024

Retrato de Raul Bopp, c. 1935

Cândido Portinari ( Brasil, 1903-1962)

óleo sobre tela, 46 x 54 cm





O gato vaidoso, Monteiro Lobato

9 04 2024

Companheiros de casa, 2003

Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925-2019)

óleo sobre tela

 

 

 

 

O gato vaidoso

 

Monteiro Lobato

 

Moravam na mesma casa dois bichanos, iguais no pelo mas desiguais na sorte. Um, pela dona, dormia em almofadões. Outro, no borralho. Um passava a leite e comia no colo pela mão da senhora. O outro por feliz se dava com espinhas de peixe colhidas no lixo.

Certa vez cruzaram-se no telhado e o bichano de luxo arrepiou-se todo dizendo:

— Passa de largo, vagabundo! Não vês que és pobre e eu rico? Que és gato de cozinha e eu, de salão? Respeita-me, pois, e passa de largo…

— Alto lá, senhor orgulhoso!  Lembra-te que somos irmãos, criados no mesmo ninho.

— Sou nobre! Sou mais que tu!

— Em quê? Não mias como eu?

— Mio.

— Não caças rato como eu?

— Caço.

— Não comes rato como eu?

— Como.

— Logo, não passas de um simples gato igual a mim. Abaixa, pois, a crista desse orgulho idiota e lembra-te que mais nobreza do que eu não tens — o que tens é aoenas um bocado mais de sorte…

Quantos homens não transformam em nobreza o que não passa de um bocado mais de sorte na vida!

 

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Em: Fábulas, São Paulo, Brasiliense: 1956, p. 155





Nossas cidades: Salvador

9 04 2024

Mercado modelo

Edvaldo Assis (Brasil, 1941)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm





Flores para um sábado perfeito!

6 04 2024

Flores da primavera, 1996

Carlos Haraldo Sörensen (Brasil,1928 – 2008)

óleo sobre tela, 50 x 40cm

 

 

 

 

Natureza morta

Raquel Taraborelli (Brasil, 1957-2020)

óleo sobre tela