Capa de cetim bordada com pequenas pérolas e fio de ouro, 1641
Livro de salmos, Londres, 8 x 5 x 2,5 cm
Coleção Lessing J. Rosenwald, Biblioteca do Congresso, EUA
Capa de cetim bordada com pequenas pérolas e fio de ouro, 1641
Livro de salmos, Londres, 8 x 5 x 2,5 cm
Coleção Lessing J. Rosenwald, Biblioteca do Congresso, EUA
Paisagem campestre com casario, Teresópolis, RJ, 1948
Manoel Santiago (Brasil, 1897-1987)
óleo sobre tela, 33 x 41 cm
Mariposa Imperador (Thysania agrippina), natural do Brasil. Foto: Wikipedia.
Essa é a maior mariposa do mundo! Tem 30 centímetros de uma extremidade da asa à outra. Suas asas são cinzentas, quase-brancas, manchadas de marrom. São debruadas de linhas escuras que ressaltam a sinuosidade do intrincado desenho de suas asas. Essas apresentam desenhos geométricos, em preto, cinza e marrom. Seu nome científico é Thysania agrippina, mas nós a conhecemos como mariposa-imperador. É o maior lepidóptero noturno do mundo. Em outras palavras, a maior mariposa do planeta.
A família dos lepidópteros é a mesma a que pertencem as borboletas. A diferença básica é que estas são insetos diurnos, enquanto as mariposas são noturnas ou crepusculares.
Fonte: Wikipedia
Construção e Destruição de Troia, c. 1406
Mestre Orosius, iluminura para o livro de Santo Agostinho, Cidade de Deus [em francês]; Original em latim; tradução de Raoul de Presles.
The Philip S. Collins Collection
Museu de Arte da Filadélfia, Pensilvânia, Ms. 1945.65.1, fol. 66v.
Há resenhas de livros tão bem feitas e eloquentes que me levam a querer ler imediatamente os volumes comentados. Isso aconteceu quando li o artigo de Eric Cristiansen, Two Cheers for the Middle Ages, desta semana no New York Review of Books. É uma resenha de três novas publicações sobre a Idade Média: The Middle Ages, de Johannes Fried (2015), originalmente publicado em alemão e agora traduzido para o inglês; 1381, The Year of the Peasant’s Revolt de Juliet Barker (2014) e Dark Mirror: The Medieval Origins of Anti-Jewish Iconography, de Sarah Lipton (2014). Os três livros se encontram em edição eletrônica para o Kindle, e os comprei imediatamente para degustação lenta e metódica até o final do ano.
Uso essa postagem nem tanto para falar desses livros, nem tampouco do meu amor pela Idade Média. Muitos de vocês sabem que a minha especialidade em história da arte é Arte Moderna Europeia — da Guerra Austro-Húngara à Segunda Guerra Mundial. Mas se eu fosse voltar aos bancos universitários, hoje, acho que escolheria a Idade Média. Nas últimas décadas me tornei uma amante desse período.
Mas voltando à compra desses livros. Mereceu uma reflexão sobre o livro eletrônico. Há menos de dez anos eu teria lido a resenha acima e, ao final, suspirado de desejo por adquirir os três volumes. Poderia até mesmo escolher um deles para comprar. Mas o meu custo inicial seria tão maior que inviabilizaria a compra dos três títulos. Em papel paga-se mais e o transporte internacional quase dobraria o custo. Em livros ilustrados ou de arte o peso é um grande vilão. E ainda teria que esperar umas seis semanas para sua chegada. Hoje gasto menos, começo a ler imediatamente e não me sinto roubada.
Além disso, depois que voltei a dar aulas, sou capaz de trazer aos meus alunos o que há de mais atual das novas descobertas, das novas teorias. Os alunos também podem começar uma boa biblioteca que levam consigo onde forem, até mesmo para as bibliotecas que frequentam. Fazer pesquisa, comparar notas, achar um texto sublinhado é tão mais fácil que corre-se o risco de não se saber mais fazer pesquisas à moda antiga. É tão mais fácil recolher notas e passagens para comparar uma teoria com a outra, que a imagem daquele pesquisador perdido no tempo, escondido em uma biblioteca, rodeado de fichas organizadas em caixas de papelão, parece, isso sim, coisa da Idade Média. Não há mais como se levar meses e meses à procura de um dado. Além do que, livros especializados, publicados por editoras universitárias, que teriam um público muito pequeno e consequentemente seriam exorbitantes para o consumo privado, fora as bibliotecas universitárias, hoje podem ser adquiridos e mantidos por todos os interessados. Isso sim, é democratização do conhecimento.
Adoro os livros eletrônicos. Tenho um Kindle. Mas leio os textos também no computador, sem qualquer problema. Sim, gosto de sentir o peso de um livro de papel em minhas mãos… mas deixaria de lado essa opção, de bom grado, se tivesse que fazer a escolha entre uma forma e outra. Para mim, o livro eletrônico é um passo muito importante para a difusão de ideias e fatos daquilo que há de mais novo na pesquisa, e isso, por si só, é o bastante para me deixar muito feliz.
Vaso de flores em sacada de Minas, 2010
Yara Tupynambá (Brasil, 1932)
acrílica sobre placa de eucatex, 40 x 30 cm
Persépolis, © Asana Mashouf.
Cidade de Persépolis
Fundada por Dario em 518 a.E.C., Persépolis foi a capital do Império Aquemênida. Foi construída em um imenso terraço, parcialmente natural e parcialmente feito pelo homem, onde os reis construíram um complexo de palácios impressionante, inspirado nos modelos da Mesopotâmia. A cidade foi queimada pelos gregos em 330 quando invadida por Alexandre, o Grande. De acordo com Plutarco, os gregos saíram de lá carregando tesouros em 20.000 mulas e 5.000 camelos.
Bar Flora, rua da Carioca, 1990
Botelho (Brasil, 1946)
óleo sobre tela, 61 x 46 cm
Coleção Particular
Retrato atribuído a Galla Placídia, séc. III a V
Pintura em miniatura, medalhão de vidro
Museu Cívico Cristão, Bréscia
Se do pai tinha sangue espanhol, tinha sangue oriental, pelo lado materno, e dessa mistura saiu tão raro tipo de mulher política, administradora, de grande visão artística e sumamente religiosa. A sua entrada no mundo político de Roma foi, justamente, num momento angustioso da Cidade Eterna: Alarico vencia os romanos, ele que aprendera os segredos da guerra sob as ordens de Teodósio, saqueava e devastava toda a Itália com as suas hordas de visigodos. O momento era trágico e dentre as cinzas e labaredas da destruição de Roma, surge Galla Placídia para vencer, sozinha, esses bárbaros. E de que jeito? Pelo sacrifício de todo o seu orgulho. Ela, filha de Teodósio, o Grande, grega pelo nascimento, aceita casar-se com Ataulfo, cunhado de Alarico, com uma condição, os visigodos iriam para a Espanha a fim de destruir os Vândalos. Era o ano 414. Integrada agora na gente visigótica, acompanha Ataulfo: os Vândalos são batidos, expulsos, jogados da Espanha para o norte da África. Mas na batalha final, no ano 415, morre Ataulfo e Placídia está livre. De volta a Roma, onde seu irmão Honório é o imperador, casa-se com Constâncio, o maior capitão do momento. Nascem-lhe dois filhos: Honória e Valentiniano. Escolhida Ravena para capital do império romano pelo próprio Honório, ei-la que aí sonha o seu sonho maior: colocar no trono o seu próprio filho. Era uma criança, como seria possível? A sua tenacidade, a sua habilidade, jogando contra as próprias ideias do irmão todo poderoso, prepara toda a ascensão de Valentiniano. A morte de Honório vem ajudar os seus projetos: Valentiniano sobre ao trono, mas quem reina, de verdade, é a Galla Placídia e reinará por trinta – cinco anos.
Em: Pelas estradas do sol, Francisco da Silveira Bueno, São Paulo, Saraiva: 1967, pp. 108-109.