Nossas cidades: Cabo Frio

10 08 2015

 

 

GERSON AZEREDO COUTINHO (1900-1967) -Cruzeiro Colonial - Cabo Frio-RJ, pintura a óleo sobre madeira, med. 28 x 36cm,Paisagem urbana com Cruzeiro Colonial, Cabo Frio

Gérson Azeredo Coutinho (Brasil, 1900-1967)

óleo sobre placa de madeira,  27 x 35 cm





As linhas, poesia infantil de Maria da Graça Almeida

10 08 2015

 

 

ivan serpaPintura número 178, 1957

Ivan Serpa (Brasil, 1923-1973)

óleo sobre tela, 97 x 130 cm

Coleção Particular

 

 

As linhas

 

Maria da Graça Almeida

 

Seguindo as trilhas do chão,
em toda e qualquer estação,
andam deitadas demais,
as linhas horizontais.

Afastando-se dos mares,
galgando os céus, pelos ares,
acenando para o cais,
vão-se as linhas verticais.

Quando as duas se alcançam,
iniciam bela dança
e com passos ensaiados,
formam um quadriculado!

Quanto às linhas paralelas,
nunca dançam, pobre delas!
Bem sabemos de antemão,
que jamais se cruzarão!





Minutos de sabedoria: Schopenhauer

9 08 2015

 

 

Caspar_David_Friedrich_-_Wanderer_above_the_sea_of_fogO viajante sobre um mar de nuvens, 1818

Caspar David Friedrich (Alemanha, 1774-1840)

óleo sobre tela, 98 x 74 cm

Kunsthalle Hamburgo, Alemanha

 

 

“Quem não ama a solidão, não ama a liberdade.”

 

schopenhauerSchopenhauer (1788-1860)




Domingo, um passeio no campo!

9 08 2015

 

 

Vasco Machado, Pessegueiros em florPessegueiros em flor

Vasco Machado (Brasil, 1956)

óleo sobre tela





Pais que dão exemplo: Imagens de leitura

9 08 2015

 

 

Alois Heinrich Priechenfried (ÁUSTRIA, 1867 -1953). Leitor em bibliioteca rococo, ost, 48x 36cm

Leitor em biblioteca de estilo Rococó

Alois Heinrich Priechenfried (Áustria, 1867 -1953)

óleo sobre tela, 48x 36cm

 

Abbott Fuller Graves (1859 – 1936, American)the-fishermans-lessonA lição do pescador

Abbott Fuller Graves (EUA, 1859 – 1936)

óleo sobre tela

 

 

 

Carrington, Dora (1893-1932) Samuel Carrington, the artists father, 1915Samuel Carrington, o pai da artista, 1915

Dora Carrington (EUA, 1893-1932)

óleo sobre tela

 

cathy-jourdan, going to work, acrílica sobre papel.Indo para o trabalho

Cathy Jourdan (EUA, contemporânea)

acrílica sobre tela.

 

 

Chad Gowey, (eua,1987)ESTACIONAMENTO NO FERIADOEstacionamento no feriado

Chad Gowey (EUA, 1987)

 

 

Nicolaas van der Waay3Decifrando a autoria

Nicolas Waaij Weesmeisjes (Holanda, 1855-1936)

óleo sobre tela

 

Djanira, O leitor e seu vizinho,1945, ost, 65x55O leitor e seu vizinho, 1945

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)

óleo sobre tela, 65 x 55 cm

 

Edvard Munch Andreas Reading, 1882-83, Edvard MunchAndreas lendo, 1882

Edvard Munch (Noruega, 1863-1944)

óleo sobre cartão

 

Albert Ramos Cortés

Retrato de meu pai, José Alberto Ramos Román

Ramos Cortés (Espanha, contemporâneo)

óleo sobre tela colada em placa, 90 x 90 cm

 

camille pissarro portrait-of-rodo-pissarro-readingRodo lendo, 1900

Camille Pissarro (França, 1830-1903)

óleo sobre tela, 7 x 9 cm

Coleção Particular

 

 

Georgette Agutte (França) Marcel Semblat lisant, 1910-1920, Musée de GrenobleMarcel Semblat lisant, 1910-1920

Georgette Agutte (França, 1867-1922)

óleo sobre tela

Musée de Grenoble

 

 





Flores para um sábado perfeito!

8 08 2015

 

 

Sou Kit Gom(SP, 1973) - O vaso e o pêssego - Acrílica sobre tela 40x50 cm - 2013 - Assinado no canto inferior direitoO vaso e o pêssego, 2013

Sou Kit Gom (Brasil, 1973)

acrílica sobre tela, 40 x 50 cm





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

7 08 2015

 

Carlos H Sorensen (1928-2008), Tropical, 1994, encaustica sobre tela 40x50 cmTropical, 1994

Carlos H. Sorensen (Brasil, 1928-2008)

encáustica sobre tela, 40 x 50 cm





As virtudes, poesia de Alphonsus de Guimaraens

7 08 2015

 

3 girlsTrês meninas, autoria desconhecida.

 

As virtudes

 

Alphonsus de Guimaraens

 

 

São três irmãs, são três flores,

feitas de raios de luz.

Plantou-as, entre fulgores,

a mão santa de Jesus.

 

Uma é a Fé, outra, a Esperança,

vem a Caridade após…

Feliz de quem as alcança!

Vivem sempre junto a nós.

 

São belas como princesas.

A Caridade  é talvez,

neste mundo de incertezas,

a mais formosa das três.

 

 

Em: Antologia Poética para a Infância e a Juventude, Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, Instituto Nacional do Livro: 1961, pp: 62-3





Resenha: “Debaixo de algum céu” de Nuno Camarneiro

5 08 2015

 

Buildings in Buarcos, Portugal, Claire Nelson-Esch, Pencils, Ink, watercolour on paper, 13.5 x 21cm  ©Claire Nelson-Esch. httpclairelovesyouthismuch.blogspot.com.brEdifícios em Buarcos, Portugal

Claire Nelson-Esch (África do Sul, contemporânea)

Lápis, bico de pena, aquarela sobre papel, 13, 5 x 21 cm

©Claire Nelson-Esch.

Claire Nelson-Ech

 

 

Esta foi a minha apresentação ao escritor português Nuno Camarneiro, ganhador do Prêmio Leya de 2012, com esse livro. Tenho mantido contato próximo com autores lusitanos publicados aqui no Brasil. Acho que a literatura publicada além-mar anda muito interessante e não me canso de experimentar novos escritores. Por isso mesmo, mergulhei em Debaixo de algum céu com muita expectativa. Talvez mais expectativas do que deveria.

A ideia central de Nuno Camarneiro é muito interessante e rica em possibilidades: seguir a vida, por uma semana, de um grupo de pessoas que têm em comum habitarem o mesmo edifício de apartamentos. Rico em possibilidades, em caracterização de personagens de diversos caminhos, o tema é fascinante. A limitação de tempo e de lugar, onde muitos personagens exibem suas características não é estranho à literatura nem ao cinema. De Anjo Exterminador de Buñuel ao edifício de apartamentos, personagem do romance A beleza do Ouriço, de Muriel Barbery, exemplos abundam. Todos trabalhos de sucesso. Sucesso esperado por essa coletânea de histórias de Nuno Camarneiro, quase um conjunto de contos, não fosse a ocasional interação entre os personagens residentes do prédio.

 

Índice

Nuno Camarneiro preenche seu texto com uma série de frases de efeito, que certamente encontrarão lugar nos livros e sites de citações, frases inspiradas. No entanto a narrativa é fria. Controlada demais, quase sem interação de personagens, diálogos. Nem mesmo entre membros de uma família no mesmo apartamento há diálogos. Só ocasionalmente. Todos os personagens são taciturnos, reservados e sigilosos. Não há um que seja mais expansivo, não há um que quebre estrondosamente as regras. E, no entanto, apesar de vidas cerradas e quietas, nenhum deles se dá a indulgência de um hábito secreto, transgressor, uma mania, um comportamento fora do eixo, em sua intimidade, características que fazem qualquer personagem tridimensional. Resultado: todos são figuras de papelão. A presença do narrador se impõe em demasia tirando qualquer leveza do texto, qualquer mobilidade dos personagens. Tudo é visto e contado com a mesma voz em monótona narrativa, sem humor, sem ironia, demasiadamente contida e estereotipada. Por isso mesmo os capítulos são legendados para que se saiba quem narra aquele trecho.

 

Nuno_camarneiroNuno Camarneiro

 

A narrativa, mesmo assim, é ritmada e bem feita. Cheguei ao fim do livro com facilidade, sempre esperando que algo acontecesse de proporções adequadas às minhas horas de dedicação à leitura. O desfecho foi um tanto anticlimático. A rigorosa mão do autor pode ser sentida forjando acontecimentos que nem sempre parecem ser a consequência natural dos personagens. Vamos ver o que mais Nuno Camarneiro poderá trazer ao público, no futuro. Tenho a impressão de que o autor precisa se soltar. Com esse pulso de ferro, seus personagens não têm chance de crescer e nos surpreender e quem sabe surpreender até ao próprio autor?





Eu, pintor: Pieter Bruegel, o velho

4 08 2015

 

 

Pieter_Bruegel_the_Elder_-_The_Painter_and_the_Buyer,_1565_-_Google_Art_ProjectO pintor e o comprador, 1565

(assumido como auto-retrato)

Pieter Bruegel, o velho (Flandres, 1526-1530 (?) — 1569)

desenho a bico de pena, tinta sépia

Albertina, Viena