Emanuel Garant (Canadá, 1953)
óleo sobre tela, 40 x 30 cm
“25 de dezembro [1940]
As luzes tão débeis das velinhas coloridas derretem a escura neve que a fieira dos dias acumula nos corações. Vera e Lúcio são como retratos do passado – o mesmo espanto, os mesmo gritos! E os olhos sentem que foram criados para o êxtase das bolas multicores, das estrelas brilhantes, dos brinquedos ricos ou pobres. O verde da Árvore é o verde da esperança. Invisíveis pássaros de paz fazem ninho nos ramos enfeitados. Poderemos ouvir os seus cantos de paz.
Perdão para os nossos inimigos, perdão para os nossos amigos, perdão para nós próprios. Gosto de amor na boca. Boca – espelho do coração”.
Em: A mudança, Marques Rebelo, 2º volume de O Espelho Partido, São Paulo, Martins: 1962
Anjo, 1482, de Melozzo da Forli (1438-1494), Sacristia de São Marcos, Basílica da Santa Casa, Loreto.
Menino sentado à mesa com toalha de xadrez vermelho, 1960
Fairfield Porter (EUA, 1907-1975)
103 x 98 cm
The Parrish Art Museum, Southampton, NY
Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)
óleo sobre tela
Pinacoteca do Banco Central do Brasil, Brasília
Olavo Bilac
Tens, às vezes, o fogo soberano
Do amor: encerras a cadência, acesa
Em requebros e encantos de impureza,
Todo o feitiço do pecado humano.
Mas, sobre essa volúpia, erra a tristeza
Dos desertos, das matas e do oceano:
Bárbara poracé, banzo africano,
E soluços de trova portuguesa.
És samba e jongo, xiba e fado, cujos
Acordes são desejos e orfandades
De selvagens, cativos e marujos:
E em nostalgias e paixões consistes,
Lasciva dor, beijo de três saudades,
Flor amorosa de três raças tristes.
Originalmente publicado em Tarde, Livraria Francisco Alves, RJ, 1919, p.p. 16-17. Aqui em: Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Parnasiana, ed. Manoel Bandeira, 3ª edição, Rio de Janeiro, Departamento da Imprensa Nacional: 1951. pp: 231.
Auto-retrato com sua esposa, 1496
Mestre de Frankfurt (c. 1460 – c.1533)
óleo sobre madeira, 38 x 26 cm
Real Museu de Belas Artes da Antuérpia, Bélgica