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Almada Negreiros (Portugal, 1893-1970)
Coleção Particular
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“Todos os livros podem ser divididos em duas classes, os livros do momento e os livros de todos os tempos.”
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John Ruskin
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Almada Negreiros (Portugal, 1893-1970)
Coleção Particular
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John Ruskin
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O astrônomo, 1668
Johannes Vermeer (Holanda,1632-1675)
Óleo sobre tela, 50 x 45 cm
Museu do Louvre, Paris
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Jonathan Swift em 1726 publicou o livro Viagens de Gulliver, hoje considerado uma das obras precursoras da ficção científica. Nesse romance picaresco no capítulo III, intitulado Viagem a Laputa, astrônomos, personagens de Swift, descrevem duas luas em Marte, mencionando seu tamanho e órbita. A descrição foi bastante próxima da realidade encontrada 150 anos mais tarde, quando Asaph Hall em 1877 descobriu as luas Phobos e Deimos circulando em volta de Marte.
Mas Swifft não foi o único a escrever sobre as duas luas de Marte. Voltaire, 24 anos depois de Swift, em 1750, publicou o conto Micromégas, onde também descrevia essas duas luas de Marte. Teria ele sido influenciado por Swift? Teriam ambos tido uma ajuda externa? De algum visitante extra-terrestre?
Hoje há duas crateras em Deimos chamadas de Swift e Voltaire em homenagem a esses dois escritores.
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Yoshiya Takaoka (Japão, 1909 — Brasil, 1978)
óleo sobre tela colada em madeira, 48 x 60 cm
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Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925)
óleo sobre papel, 70 x 70 cm
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J. G. de Araújo Jorge
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A manhã surge
aos sons do Concerto nº 1 de Grieg
no rádio madrugador de meu vizinho.
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A tarde chega
acampanhada pelo Prelúdio nº 24 de Chopin,
num piano sem lugar.
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A madrugada se embala
com a música do mar.
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Em: A outra face: poesia, J. G. de Araújo Jorge, Rio de Janeiro, Editora Vecchi: 1957, p. 157
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Colette Foune (França, 1927)
óleo sobre tela, 46 x 38 cm
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Colette Foune nasceu em Montmartre em 1927. Seu trabalho é muitas vezes classificado como naïf, mas sem dúvida apresenta maior familiaridade como o onírico ou com o surrealismo, onde cenas do dia a dia são repletas de detalhes interessantes ainda que frequentemente insólitos. Também mencionada como Colette Foune-Dentz.
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Girassóis, 1888
Vincent van Gogh (Holanda,1853-1890)
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Sabia-se que Van Gogh havia originalmente pintado algumas telas diferentes com girassóis. Isso, no verão, em agosto de 1888. Seu objetivo era decorar o quarto de Gauguin. Mas dois desses quadros desapareceram. Um desapareceu na Segunda Guerra Mundial, no Japão. E o outro? Onde estaria? A questão se torna ainda mais interessante quando se leva em consideração a grande popularidade que têm os girassóis de Van Gogh nos museus de Munique e de Londres. Eles estão entre os favoritos do público em geral. Há outras cópias de girassóis feitas pelo próprio van Gogh em outros museus. Mas o que acontecera com aquele outro? Onde estaria?
O livro de Martin Bailey, um dos grandes conhecedores da obra de van Gogh, autor de The Sunflowers are mine, que acaba de ser publicado, explica o destino de cada um desses quadros e descobre o proprietário, o colecionador particular, que tem em seu poder o quadro “perdido” de van Gogh. Já encomendei o meu volume. Querendo mais informações veja o artigo no jornal The Guardian, do dia 4 de setembro.