Mulheres pintoras documentando a Primeira Guerra Mundial

8 03 2019

 

 

 

Women's Canteen at Phoenix Works, Bradford, 1918, by Flora Lion,ost 106 x 182 cm, Imperial War MuseumCantina das Mulheres na Metalúrgica Phoenix Works, 1918

Flora Lion (GB, 1878 – 1958)

óleo sobre tela, 106 x 182 cm

Imperial War Museum, Londres

 

Uma iniciativa britânica de documentar o que mais tarde seria conhecido como Primeira Guerra Mundial levou algumas pintoras já estabelecidas a pintarem cenas que tinham a ver com a guerra, quer na linha de batalha, quer na terra natal, testemunhando as mudanças na vida diária do país.

 

Olive Mudie-Cooke, Numa ambulância, uma enfermeira acendendo cigaroo para paciente, aquarela sobre papel,29 x 21 cm,Imperial War MuseumInterior de uma ambulância, enfermeira acende cigarro para o paciente

Olive Mudie-Cooke (GB, 1890 — 1925)

aquarela sobre papel, 29 x 21 cm

Imperial War Museum, Londres

 

Grande parte da documentação existente refere-se a mulheres pintoras da Grã-Bretanha.  Mas a Austrália e  a França também têm obras feitas por mulheres durante a Primeiro Guerra Mundial.

 

A Bus Conductress, 1919, by Victoria Monkhouse. aqaurela sobre papel,39 x 27 cm, Imperial War MuseumMotorista de ônibus, 1919

Victoria Monkhouse (GB, 1883 – 1970)

aquarela sobre papel, 39 x 27 cm

Imperial War Museumm Londres

 

Ainda que tenha havido procura para que documentação da guerra estivesse nas mãos de mulheres, ela foram muito poucas quando passamos os olhos sobre aqueles que testemunharam e pintaram o dia a dia do período da guerra.  Aqui vão mais imagens de pintoras “guerreiras”.

 

Clare Atwood (1866–1962) Christmas Day in the London Bridge YMCA Canteen, 1920, ost, 152 x 182 cm, Imperial War MuseumDia de Natal, na Cantina YMCA em London Bridge,  1920

Clare Atwood (GB, 1866–1962)

óleo sobre tela, 152 x 182 cm

Imperial War Museum, Londres

 

After the War, a VAD ambulance bringing in French peasants wounded by shells left on the Somme Battlefield. Beaulencourt Convoy, by Olive Mudie-Cooke © IWM (Art.IWM ART 3087)Depois da Guerra, uma ambulância trazendo feridos civis franceses feridos por balas encontrados nos campos de guerram Beaulencourt Convoy

Olive Mudie-Cooke (GB, 1890 — 1925)

Imperial War Museumm Londres

 

Käthe Kollwitz (German, 1867–1945). Mothers (Mütter), 1919. Lithograph,52 x 70cm). The Metropolitan Museum of Art, New York,Mães, 1919

Käthe Kollwitz (Alemanha, 1867–1945)

Litografia, 52 x 70 cm

The Metropolitan Museum of Art, New York

 

Natalia Goncharova (French [born Russia], 1881–1962). Christian Host from Mystical Images of War, 1914. Lithograph, 30 x 22cm,The Metropolitan Museum of Art, New YorkHóstia cristã da série Imagens Místicas da Guerra, 1914

Natalia Goncharova (Rússia – França, 1881–1962)

Litografia, 30 x 22 cm

The Metropolitan Museum of Art, New York

 

 

The Scottish Women's Hospital, In The Cloister of the Abbaye at Royaumont, 1920, ost, 114x139 cm, by Norah Neilson-Gray.Hospital Feminino da Escócia, no Claustro da Abadia de Royaumont, 1920

Norah Neilson-Gray (GB, 1882- 1931)

Óleo sobre tela,  114 x 139 cm

 

War Allotments in a London Suburb by Dorothy Coke, 1918Loteamento de Guerra em um subúrbio de Londres, 1918

Dorothy Coke (GB, 1897 – 1979)

 

(c) Michael M. Atwood; Supplied by The Public Catalogue FoundationEstação Victoria, 1918

Corpo da Cruz Verde, Ambulância da Reserva de Mulheres, dirigindo soldados em licença, pintado em 1919

Clare Atwood (GB, 1866–1962)





Uma mulher botânica no século XVII

8 03 2019

 

 

 

Mary_Capel_(1630–1715),_Later_Duchess_of_Beaufort,_and_Her_Sister_Elizabeth_(1633–1678),_Countess_of_Carnarvon (2)DETALHE — Lady Mary Capell, Duquesa de Beaufort

Peter Lely (Holanda-Inglaterra, 1618 – 1680)

óleo sobre tela, 130 x 170 cm

Metropolitan Museum of Art, Nova York

 

 

Lady Mary Somerset [Capell], primeira Duquesa de Beaufort na Inglaterra, (1630 -1715) manteve um grande complexo de jardins na sua propriedade em Badminton.  Foi muito mais do que uma pessoa dedicada ao canteiros e jardins, foi uma séria estudiosa e investigadora de plantas.  Seus jardins não eram um hobby para ela, suas observações e experimentos documentam interesse científico sério que trouxe ao conhecimento da época muitas novidades.

Ativa em se corresponder com botânicos conhecidos como Southwell e Sir Hans Sloane e também com Sir Robert Southwell, Presidente da Royal Society, ela manteve notas preciosas sobre plantas, observações sobre a manutenção delas, germinação de sementes, poda e alimentação de plantas raras.

Selecionou folhas e flores colocando-os em livro. Desenhou com cuidado plantas de seu interesse que ainda podem ser vistos hoje nos 12 volumes que formam o seu Herbário.  Infelizmente sua obra nunca foi publicada.  Mas sobreviveu por mais de 300 anos e hoje se encontra na Biblioteca Botânica do Natural History Museum, Londres.

 

duchess-of-beauforts-hortusSpecimens from the Duchess of Beaufort’s Hortus Siccus, Natural History Museum, London.Espécimes do Hortus Siccus,  da Duquesa de Beaufort, no Museu de História Natural de Londres.

 

A propriedade em Badminton no século XIX

BadmintonMorris_edited

Hoje

Badminton_House

 

5b3b80dea040d01037b8b6fc_IMG_7376

 

Abaixo a obra completa dos retratos das irmãs Capell

 

Mary_Capel_(1630–1715),_Later_Duchess_of_Beaufort,_and_Her_Sister_Elizabeth_(1633–1678),_Countess_of_Carnarvon (3)Lady Mary Capell, Duquesa de Beaufort e sua irmã Elizabeth Capell, Condessa de Carnarvon




Minutos de sabedoria: Giàcomo Leopardi

7 03 2019

 

 

Marie Spartali Stillman (1844 – 1927) Beatrice, 1895Beatriz, 1895

Marie Spartali Stillman ( Grécia/ Inglaterra, 1844 – 1927)

aquarela, guache, têmpera sobre papel, 57 x 43 cm

Museu de Arte de Delaware, EUA

 

 

 

“A paciência é a mais heroica das virtudes, justamente por não ter nenhuma aparência heroica.”

 

 

Giàcomo Leopardi

 

 

260px-Leopardi,_Giacomo_(1798-1837)_-_ritr._A_Ferrazzi,_Recanati,_casa_LeopardiGiàcomo Leopardi (1798-1837)

 

 

 

 





Hoje é dia de feira: frutos e legumes frescos!

6 03 2019

 

 

 

José Maria de Souza, Mangas, 1976,ost, 40x33Mangas, 1976

José Maria de Souza (Brasil, 1935-1985)

óleo sobre tela, 40 x 33 cm

 





Mardi-Gras, Terça-feira Gorda!

5 03 2019

 

 

J. CARLOS (1884 - 1950) - Tempo de Carnaval, rara aquarela sobre cartão, capa da revista Fon-Fon, med. 35 x 22,5cm, assinada e localizada Rio.Tempo de Carnaval

J. Carlos (Brasil, 1884 – 1950)

aquarela sobre cartão (capa da revista Fon-Fon),  35 x 22 cm

 

 

 

Muitos já esqueceram que o Carnaval marcava originalmente um único dia.  A palavra Carnaval, de acordo com Antonio Houaiss,  é originária no latim clássico CARNEM LEVÁRE, ( “abstenção de carne”).  Essa expressão está presente em diversos dialetos italianos,  aparecendo na língua falada em Milão em 1130,  CARNELEVALE, aparecendo no italiano do século XIV como CARNEVALE.  Foi para o francês em 1552 como CARNEVAL e 130 anos mais tarde, em 1680 como CARNAVAL.  Nessa forma é adotada pelas outras línguas europeias, no século XVII.

Abstenção de carne?  Sim, porque é nesta terça-feira (e o Carnaval propriamente dito é terça-feira) que se encerra o período que antecede a Quaresma, compreendendo os 40 dias antes da Semana Santa e Páscoa. Ela se inicia na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos.  É observada por um grande número de cristãos: católicos, anglicanos, luteranos, metodistas.  Para seguidores dessas religiões cristãs  este período é de reflexão, abstinência e penitência e reflete os 40 dias que Jesus Cristo passou no deserto.  Inicialmente a celebração desse ritual data de meados do século IV (ano 350).

É por causa do início do período de abstenção, de penitência, de  sacrifícios que o Carnaval tomou este nome, afinal é o último dia permitido para exageros. Na quarta feira começa o tempo de reflexão e de despedida da carne.

Mardi-Gras é a expressão francesa para este dia: Terça-feira Gorda. Mardi em francês significa terça-feira, enquanto gras quer dizer gordura.   Mardi Gras é o último dia de se comer carne, comer alimentos gordos, mesmo que em muitos países europeus ainda se esteja no inverno, estação que requer alimentação mais rica.

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Há uma famosa representação da Luta entre o Carnaval e a Quaresma, de 1559, na fascinante obra do pintor holandês do século XVI, Pieter Brueghel, o velho, (grafia também pode ser Bruegel).

 

Öèôðîâàÿ ðåïðîäóêöèÿ íàõîäèòñÿ â èíòåðíåò-ìóçåå Gallerix.ruO embate entre Carnaval e Quaresma, 1559

Pieter Brueghel, o Velho (Flandres [Bélgica], c. 1525- 30 — 1569)

óleo sobre painel de madeira, 118 x 164 cm

Museu de História da Arte de Viena, Áustria

 

DETALHE

 

Pieter_Bruegel_the_Elder-_The_Fight_between_Carnival_and_Lent_detail_3

Vejam que a batalha está travada entre o Gordo Carnaval, segurando um espeto cheio de carnes e a magra Quaresma, num carrinho puxado por religiosos.

 

Öèôðîâàÿ ðåïðîäóêöèÿ íàõîäèòñÿ â èíòåðíåò-ìóçåå Gallerix.ru

Senhor Carnaval, gordinho e montado num barril de vinho, segura espeto com carne de javali e outras carnes.  É seguido por serventes com copos e bandeja com comidas. Tudo à sua volta reflete abundância.

 

Öèôðîâàÿ ðåïðîäóêöèÿ íàõîäèòñÿ â èíòåðíåò-ìóçåå Gallerix.ru

Dona Quaresma, do outro lado, esquálida, vem num carrinho de madeira, com alguns pães a seus pés e segura uma chapa com peixes grelhados.  Seu carro é puxado por religiosos e seguido por pessoas com matracas, objetos usados na Sexta-feira Santa no lugar de sinos.

 





Imagem de leitura — Carl Wilhelm Wilhelmson

4 03 2019

 

 

 

carl wilhelm wilhelmson (1866-1928)Irmã do pintor, 1899

Carl Wilhelm Wilhelmson (Suécia, 1866 — 1928)

Oleo sobre tela

Museu Nacional da Suécia





Domingo, um passeio no campo!

3 03 2019

 

 

 

Carlos Chambelland, Paisagem com figuras, 1930, osm, 70 x 50 cmPaisagem com figuras, 1930

Carlos Chambelland (Brasil, 1884 – 1950)

óleo sobre madeira, 70 x 50 cm





Palavras para lembrar: Emil Cioran

3 03 2019

 

 

 

 

Danielle Akmen (França, 1945) , a girafaA girafa

Daniele Akmen (França, 1945)

acrílica sobre tela

 

 

 

“Um livro deve mexer nas feridas, aliás, deve alargá-las. Um livro deve ser um perigo.”

 

Emil Cioran





Flores para um sábado perfeito!

2 03 2019

 

 

 

Graça Castro - Quadro óleo sobre tela 60x60cmVaso com flores, s/d

Graça Castro (Brasil, contemporânea)

óleo sobre tela, 60 x 60 cm





Parabéns! Rio de Janeiro, 454 anos!

1 03 2019

 

 

 

 

VIRGILIO DIAS, quadro o.s.t, Pedra da Gávea, Rio 2002, medindo 60 x 80 cm.Pedra da Gávea,  2002

Virgílio Dias (Brasil, 1956)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm

 

 

Lucia de Lima, ast, Forte de Copacabana, 38 x 46 cmForte de Copacabana

Lucia de Lima (contemporânea)

acrílica sobre tela, 28 x 46 cm

http://www.luciadelima.com/

 

 

VICENTE LEITE-Vista para o Corcovado da Lagoa RF. Rio. Óleo sobre tela, 30 x 48 cm. Assinado no canto inferior direito.Vista para o Corcovado da Lagoa Rodrigo de Freitas

Vicente Leite (Brasil, 1900 – 1941)

óleo sobre tela, 30 x 48 cm

 

 

DJANIRA da Motta e Silva,Centro do Rio Visto de Santa Tereza,ost, (década de 1960), 50 x 73 cmCentro do Rio Visto de Santa Tereza, década de 1960

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914 – 1979)

óleo sobre tela, 50 x 73 cm

 

 

Paulo Gagarin, Paisagem - Paisagem do Rio de Janeiro, Príncipe Paulo Gagarin, 65 x 80 1937 ACIDPaisagem do Rio de Janeiro,  1937

Paulo Gagarin (Rússia-Brasil, 1885 – 1980)

óleo sobre tela,  65 x 80

 

 

Mario Bhering, Visão urbana, RJ, aquarela, 23 x 30Visão urbana, RJ

Mario Behring (Brasil, ?)

aquarela, 23 x 30 cm

 

 

Pedro Guedes (Brasil, MG, 1960)Rio de Janeiro 2012, ostcm, 80 x 100c,Rio de Janeiro, 2012

Pedro Guedes (Brasil, 1960)

óleo sobre tela colado em madeira, 80 x 100 cm

 

 

PEDRO NASCIMENTO (1927-1986). Ala do Claustro do Mosteiro de São Bento - Rio, óleo s tela, 56 X 46. Assinado e datado (1975) no c.i.d. e no verso.Ala do Claustro do Mosteiro de São Bento, 1975

Pedro Nascimento (Brasil, 1927-1986).

óleo sobre tela, 56 X 46 cm]]

 

 

Roberto de Souza (1943) Barão da Torre (Ipanema RJ), o.s.t. - 24 x 37 cm.Rua Barão da Torre (Ipanema RJ)

Roberto de Souza (Brasil, 1943)

óleo sobre tela, 24 x 37 cm