Caçador, ilustração de Walter Crane.
[O casamento judeu]
Marc Chagall (Bielorússia/França, 1887-1985)
óleo sobre tela
Há certas notícias que não têm hora para serem publicadas. Esta é uma delas. Não sei porque não cheguei a saber dessa descoberta há um ano e meio, quando foi publicada, logo após o Natal de 2013. Mas não importa, vejam que interessante: um bombeiro, ao fazer um conserto em uma casa na cidade de Coimbra descobriu uma estrutura no subsolo da residência, que depois de examinada pelo arqueólogo Jorge Alarcão, parece ter sido uma mikvá, datando do século XIV. Há uma boa possibilidade desse ser um dos mais antigos banhos rituais judaicos descobertos na Europa. E mais raro ainda por se destinar a banhos rituais femininos.
Descoberta em Coimbra, foto O Público.Sabe-se que a comunidade judaica já existia em Coimbra antes mesmo da existência de Portugal. E que havia uma parte da cidade dedicada à velha judiaria, que foi desativada durante o reinado de D. Fernando I, por volta de 1370. É por isso que se acredita que os banhos descobertos não podem ser posteriores a essa data.
Fonte: O Público
Mangas, pitangas e folhagem sobre a mesa, 1887
Estevão Silva (Brasil, 1844-1891)
óleo sobre tela, 34 x 43 cm
Pierre Subleyras (França, 1699-1749)
óleo sobre tela, 74 x 61 cm
Coleção Particular
A travessia de Caronte, 1919
José Banlliure y Gil (Espanha, 1855-1937)
Óleo sobre tela , 176 x 103 cm
Museu de Belas Artes de Valencia, Espanha
“Ainda persiste o hábito nas pequenas cidades do interior de colocar moedas nos olhos dos defuntos sob o pretexto de manter suas pálpebras cerradas.
O costume foi herdado dos portugueses, nos tempos coloniais, e mudou com o correr dos anos. Primitivamente se colocava um pão e uma moeda debaixo da cabeça do morto.
O pão era para mostrar que não morrera de fome. O dinheiro para entregar a São Pedro, a fim de que abrisse as portas do céu.
Os portugueses não tiraram essa superstição do nada. Veio dos gregos que acreditavam em um rio subterrâneo, separando o mundo dos vivos do mundo do além. Um cão de três cabeças, Cérbero, guardava a porta do reino da morte.
Os gregos punham moedas na boca do defunto e um bolo nas suas mãos. As moedas serviam para pagar Caronte, o barqueiro que fazia a travessia do rio. O bolo era para acalmar a fúria de Cérbero.
Como a corrupção é tão antiga quanto o homem, as famílias mais ricas enchiam a boca do finado de moedas, na suposição de que Caronte o faria passar antes dos demais defuntos.
Com o correr dos tempos, a religião dos gregos, povoada de deuses e deusas muito humanos, foi cedendo lugar a outras crenças. Mas as superstições ficaram, com algumas modificações no ritual e profunda transformação nas justificativas.”
Em: Notas curiosas da espécie humana, Jayme Copstein, Porto Alegre, Editora AGE:2002, p.108
Édouard Manet (França, 1832-1883)
óleo sobre tela, 39 x 53 cm
Sterling e Francine Clark Art Institute, Williamstown, EUA
Yoshiya Takaoka (Japão/Brasil, 1909-1978)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Nossa homenagem a FLIP — Festa Literária Internacional de Paraty
Amedeo Bocchi (Itália, 1883-1976)
óleo sobre tela
Palácio Vecchio, Florença
“Para criar, para escrever, ajuda muito estar criança. Convém manter intacta a capacidade de transformar em brinquedo tudo aquilo que nos rodeia, das palavras aos sons. Convém permanecer disponível para o espanto, atento às surpresas que a vida sempre engendra e, ao mesmo tempo, manter intacta a capacidade de indignação. A tudo isto podemos também chamar paixão.”
José Eduardo Agualusa
Em: “Toda luz que há nas romãs”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 06/07/2015, 2º caderno, página 2.