Flores para um sábado perfeito!

11 10 2025

Orquídeas com borboleta

Karl Ernst Papf (Alemanha-Brasil, 1833-1910)

óleo sobre tela, 48 x 57 cm

 

 

 

Leveza

João Bernardi (Brasil, 1953)

aquarela sobre papel





A vida como viagem, José Saramago

10 10 2025

Beijo no metrô de Nova York

Philip Hawkins (Inglaterra, 1947)

óleo sobre tela

 

“A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.”

 

José Saramago, Viagem a Portugal, 1981





Todo mundo lê!

10 10 2025
Ilustração Oliver Hurst





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

10 10 2025

Trecho na Quinta da Boa Vista, 1941

Armando Pacheco (Brasil,1913 – 1965)

óleo sobre tela , 34 x 25 cm





Na boca do povo: escolha de provérbios populares

9 10 2025
Ilustração de Raymond James Stuart.

 

Mais vale um cachorro amigo do que um amigo cachorro.





O verde do meu bairro: Ipê roxo

9 10 2025
Ipê Roxo, Praça Mário Lago, Centro do Rio de Janeiro.

Hoje, dia chuvoso e cinzento, teve seu momento de luz: um recém plantado ipê roxo, pequenino ainda, adornava essa pracinha, cujo nome aprendi procurando no mapa — Praça Mário Lago. Um dia será uma bela e alta árvore embelezando ainda mais a paisagem carioca. 





Sobre os grandes escritores, Marcel Proust

8 10 2025

Pierre de Nolhac, retratado por seu filho, 1909

Henri de Nolhac (França, 1884-1948)

óleo sobre tela

 

 

 

É o que se dá com todos os grandes escritores: a beleza de suas frases é imprevisível, como a de uma mulher que ainda não conhecemos; é criação, porque se aplica a um objeto exterior em que eles pensam — e não a si — e que ainda não expressaram. Um autor de memórias de nossos dias que quisesse imitar disfarçadamente a Saint-Simon poderia em rigor escrever a primeira linha do retrato de Villars: “Era um homem corpulento, moreno… de fisionomia viva, franca, impressiva”, mas que determinismo lhe poderá fazer encontrar a segunda linha que começa por: “E na verdade um tanto aloucado”? A verdadeira variedade está nessa plenitude de elementos reais e imprevistos, no ramo carregado de flores azuis surgindo, contra toda expectativa, da sebe primaveril, que parecia incapaz de suportar mais flores; ao passo que a imitação puramente formal da variedade (e o mesmo se poderia argumentar quanto às outras qualidades do estilo) não passa de vazio e uniformidade, isto é, o contrário da variedade, e se com isso conseguem os imitadores provocar a ilusão e a lembrança da verdadeira variedade é tão somente para as pessoas que não a souberam compreender nas obras-primas.

 

Em: À sombra das raparigas em flor, Marcel Proust, tradução de Mário Quintana





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

8 10 2025

Natureza morta

Adolfo Fonzari (Itália-Brasil, 1880-1950)

óleo sobre tela, 85 x 78 cm

 

 

Mangas e marmelos

Florêncio [José Carlos dos Santos] (Brasil, 1947)

óleo sobre tela, 60 x 46 cm





Imagem de leitura: Charles Henry Tenré

7 10 2025

Moça sentada, lendo ao lado de uma mesa

Charles Henry Tenré (França, 1854-1926) 

óleo sobre tela, 74 x 61 cm





Primavera em Lima, texto de Mario Vargas Llosa

7 10 2025

Jardim florido

Elizabeth Peña (Peru, contemporânea)

óleo sobre  tela, 76 x 76 cm

 

 

“Era uma dessas manhãs ensolaradas da primavera limenha, em que os gerânios amanhecem mais arrebatados, as rosas mais perfumadas e as primaveras mais crespas, quando um famoso galeno da cidade, o doutor Alberto de Quinteros — testa ampla, nariz aquilino, olhar penetrante, retidão e bondade no espírito —, abriu os olhos e espreguiçou-se em sua espaçosa residência de San Isidro. Viu, através das cortinas transparentes, o sol dourando o gramado do bem-cuidado jardim cercado por canteiros de crótons, a limpeza do céu, a alegria das flores, e teve essa sensação de bem-estar proporcionada por oito horas de sono reparador e uma consciência tranquila.

 

Mario Vargas Llosa, Tia Julia e o escrevinhador