Lugares imaginários: Fígado e Cebolas

15 03 2024
Ilustração de Fígado e Cebolas, capital de Rutabaga, ilustração da edição oirginal de 1922, por Maud & Miska Petersham.

 

 

 

Fígado e Cebolas é a principal cidade de Rutabaga.  Também é sua capital. Para chegar lá usamos o trem mais rápido: Flecha de Ouro Limitada. Fígado e Cebolas fica entre pradarias ondulantes.  É o centro da vida agrícola do país.  Sabemos das histórias dos habitantes da cidade através de seu habitante mais ilustre, o Cego com Cara de Batata, que toca acordeão nas calçadas dos Correios. 

Todas as histórias de Figado e Cebolas estão incluídas na obra infantil do escritor e poeta americano Carl Sandburg (1878-1967), Rootabaga Stories, um grupo de histórias inter-relacionadas que ele escreveu para suas filhas, Margaret, Janet e Helga, livro publicado em 1922.   Ainda que traduzidas pata muitas línguas este livro nunca foi publicado no Brasil. Há três outros volumes de histórias de Rutabaga: Rootabaga Pigeons (1923), Potato Face (1930) e a obra póstuma More Rootabagas (1997). 

Carl Sandburg teve a intenção de criar histórias para crianças que fossem mais chegadas à realidade americana, do que as histórias de fadas com reis e príncipes.  Neste ponto sua intenção foi semelhante à de Monteiro Lobato com as Histórias do Sítio do Pica-pau Amarelo.





Na boca do povo: escolha de provérbios populares

14 03 2024
Soldado escrevendo para casa, Charles Leyendecker, 1917.

 

 

 

“Quem não é bom soldado não será bom capitão.”




Imagem de leitura: Julio Gonzalez

14 03 2024

Mulher lendo, c.1927

Julio Gonzalez (Espanha, 1876-1942)

óleo sobre tela, 65 x 50 cm

Museu Nacional Reina Sofia, Madri

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

13 03 2024

Natureza morta, 1973

Marysia Portinari (Brasil,1937)

óleo sobre tela, 33 x 41 cm

 

 

 

Natureza morta com abacate e laranjas

Guido Totoli (itália-Brasil)

óleo sobre tela. 49 x 59 cm.





Obras roubadas de exposição na Itália

13 03 2024
Instalação de obras do escultor italiano Umberto Mastroianni no Museu d’Annunzio Segredo, no norte da Itália

O Museu d’Annunzio Segreto, abriu em 30 de dezembro de 2023 uma exposição com as obras em ouro do escultor futurista italiano Umberto Mastroianni.  Essa exposição consistia de quarenta e nove peças que Mastroianni havia desenhado e forjado em ouro e outros elementos, inclusive joias, na década de 1950.  As peças faziam parte da coleção de Paola Molinengo Sosta, herdeira da viúva de Mastroainni e atual responsável sobre o legado do escultor, falecido em 1998.

A dois dias do término da exposição, planejada para acabar no dia 8 de março, ladrões entraram no museu por um banheiro, destruindo pelo lado de fora a parede onde se encontrava a pia.  Apesar protegido pelo sistema mais moderno de alarmes contra roubo, por volta das cinco da manhã do dia 6 de março, ladrões quebraram as vitrines de vidro e levaram todas menos uma das peças de ouro do artista.  A polícia descreveu o roubo como “ultra-especializado” e continua à procura dos ladrões, ainda que seja muito provável que nesta altura muitas das esculturas e joias já tenham sido derretidas.  O valor total da perda destas esculturas e joias surrupiadas do museu é de aproximadamente Um milhão e duzentos mil euros ou um milhão e trezentos e quinze mil dólares.

Levando em consideração o ocorrido, após investigação detalhada da polícia e restauração do prédio e sistema de segurança o museu antecipou a próxima exposição temporária já programada para o ano de 2024, que traz ao publico pela primeira vez, doze obras do artista futurista italiano Umberto Boccioni, recem descobertas, sob a curadoria de Alberto Dambruoso.

Para quem não está familiarizado com a obra de Umberto Mastroianni aqui ficam quatro exemplos de sua obra das décadas de 60 e 70 do século passado.

 

 

O astronauta, 1965

Umberto Mastroianni, (Itália, 1910-1998)

bronze, 80 x77 x 50 cm

Museu de Belas Artes de Budapeste

 

Figuras quebradas

Umberto Mastroianni, (Itália, 1910-1998)

bronze, peça única

 

 

Sem título, década de 1970

Umberto Mastroianni, (Itália, 1910-1998)

bronze, 25 x 25 x 7 cm

 

 

 

Sem título, 1970

Umberto Mastroianni, (Itália, 1910-1998)

bronze, 19 x 13 x 5 cm





Nossas cidades: Porto Alegre

12 03 2024

Ponte de pedras

Luis Maristany de Trias (Espanha-Brasil, 1885-1964)

óleo sobre tela, 70 x  95 cm

Museu de Arte do Rio Grande do Sul





Lista dos TREZE finalistas do Prêmio Booker Internacional

11 03 2024
Foto dos treze livros finalistas para o Prêmio Booker Internacional.

 

 

 

 

A grande surpresa é ver o autor brasileiro Itamar Vieira Júnior entre os finalistas.  Não porque não mereça, mas porque a competição é muito grande, com autores do mundo inteiro.

Sempre acompanho os prêmios Booker.  Tenho mais afinidade com as seleções tanto dos prêmios internacionais como daqueles publicados originalmente em língua inglesa. 

Aqui está a lista dos treze autores e seus livros.  Destes só conheço três, dois por outros livros que não os selecionados e claro Itamar Vieira Júnior por Torto Arado.

  • Not a River by Selva Almada, translated by Annie McDermott    PUBLICADO NO BRASIL em 2021, como Não é um rio, pela Todavia

  • Simpatía by Rodrigo Blanco Calderón, translated by Noel Hernández González and Daniel Hahn   

  • Kairos by Jenny Erpenbeck, translated by Michael Hofmann    OUTRA OBRA PUBLICADA EM PORTUGUÊS em 2018, Eu vou, tu vais, ele vai, pela Relógio D’água (Portugal)

  • The Details by Ia Genberg, translated by Kira Josefsson 

  • White Nights by Urszula Honek, translated by Kate Webster   

  • Mater 2-10 by Hwang Sok-yong, translated by Sora Kim-Russell and Youngjae Josephine Bae   

  • A Dictator Calls by Ismail Kadare, translated by John Hodgson   MUITAS OUTRAS OBRAS PUBLICADAS NO BRASIL, pela Cia das Letras, mas não achei esta.

  • The Silver Bone by Andrey Kurkov, translated by Boris Dralyuk    MUITAS OUTRAS OBRAS PUBLICADAS EM PORTUGUÊS (Portugal), mas não achei esta.

  • What I’d Rather Not Think About by Jente Posthuma, translated by Sarah Timmer Harvey   

  • Lost on Me by Veronica Raimo, translated by Leah Janeczko   

  • The House on Via Gemito by Domenico Starnone, translated by Oonagh Stransky   OUTRAS OBRAS PUBLICADAS NO BRASIL, pela Todavia.  Laços, 2017; Assombrações, 2018; Segredos, 2020, Dentes, 2022

  • Crooked Plow by Itamar Vieira Junior, translated by Johnny Lorenz   PUBLICADO NO BRASIL, Torto Arado, 2019, pela Todavia

  • Undiscovered by Gabriela Wiener, translated by Julia Sanches   OUTRA OBRA PUBLICADA NO BRASIL, em 2023, Exploração, pela Todavia.

 

Estas treze obras foram selecionadas como finalistas depois de terem sido julgadas entre a 149  obras recebidas para consideração.

 

O vencedor do Prêmio Booker Internacional será anunciado no dia 21 de maio de 2024, em Londres.





Trova da balada

11 03 2024
Tio Patinhas de kilt, Walt Disnery Estúdios.

 

Já bêbado na balada,

viu uma saia xadrez,

e, ao persistir na “cantada”,

quase apanhou do escocês”!

 

(José Ouverney)





Vamos melhorar? …

11 03 2024
Ilustração: As joias da Castariore, Hergé.

 

 

 

Vou com alguma frequência a concertos de jazz e música clássica.  Ocasionalmente vou a um espetáculo de dança.  Mas minha observação serve para qualquer tipo de performance.  Tenho notado que pessoas entusiasmadas com o desempenho de alguma artista, cantora, pianista, violinista, dançarina, equilibrista, contorcionista, grita, ao final do programa: BRAVA!

Não, não, não, não e não.  Temos que gritar BRAVO!, independente do sexo da pessoa atuando de maneira tão espetacular.  Por que?

Porque a palavra BRAVO, nesta ocasião, é uma interjeição.  Interjeição é uma palavra que diz tudo o que precisa sem necessidade de mudar nada.  Ela já é um coringa, entra ali na frase, para ser usada sem variações.  E vem acompanhada de um guardião: ponto de exclamação!

A palavra BRAVA, existe.  Sim, existe.  Mas tem um significado muito diferente.  Ela é a forma feminina do adjetivo BRAVO.  Este tem diversos significados: selvagem, indomável (como a gente vê nas placas, cachorro bravo, por exemplo), feroz, furioso, enfezado, agressivo.  Ou pode ser: corajoso, valente, destemido.   É uma palavra polivalente, porque ainda significa: honrado, ilustre, como no nosso hino: “Brava gente brasileira!”.  Nestes sentidos essa palavra pode ser usada no feminino. 

Mas como interjeição de aplauso, ela fica mesmo na forma masculina.  Não porque seja sexista.  Mas porque as interjeições são INVARIÁVEIS.  Aqui abaixo uma tabelinha que retirei do site http://www.português. com. br

Façam bom uso!





Paisagens brasileiras…

10 03 2024

Paisagem com Flamboyant

Funchal Garcia (Brasil, 1899 – 1979)

óleo sobre tela, 38 x 46 cm

 

 

 

Natureza

A. Marx [Antonio Augusto Marx] (Brasil, 1919-2008)

óleo sobre tela, 63 x 71 cm

 

 

 

Marinha,1970

Colette Pujol (Brasil, 1913-1999)

óleo sobre tela, 43sx 64 cm