Razões para incentivar seus filhos, sobrinhos, conhecidos, você mesmo a ler, a ler mais do que lê

10 10 2011

Com os resultados dos exames sobre aproveitamento escolar tão baixos aqui no Brasil é natural que muitos pais estejam procurando saber o que fazer para que seus filhos leiam mais.  Porque está provado que quanto mais uma criança ou um adolescente lê, melhor será seu desempenho na universidade ou na carreira que escolher.

Um interessante artigo publicado em 2007 pela Persistence Unlimited, escrito por Brad Isaac enumera  as vantagens da leitura.  Se você ainda tiver dúvidas a respeito do incentivo que você precisa dar aos seus filhos para que eles leiam, tenho certeza de que depois dessa lista você mudará de idéia.  Acredito que você mesmo arranjará mais tempo para a leitura.   Brad Isaac revela que 3 em 4 pessoas não chega a ter o sucesso que poderia ter, porque não se dedica à leitura.  Então vejamos as razões enumeradas:

1 – Ler é um processo mental ativo – ou seja, para ler usamos conexões do cérebro,  que ficam passivas, sem se conectarem quando simplesmente vemos televisão, por exemplo.

2 – Ler aumenta a competência no trabalho e na escola – os livros têm informações que vão além do que é discutido em classe.

3 – Ler melhora o vocabulário  — assim como aprendemos novas palavras lendo os primeiros livros de alfabetização, aprende-se também novas palavras no contexto de um livro.

4 – Ler dá uma melhor idéia do mundo, de outras gentes, outros lugares – livros oferecem ao leitor novos horizontes mostrando como outros vivem e pensam.

5 – Ler melhora a concentração e o foco da atenção – diferente das postagens na internet, das revistas e dos emails, ler um livro requer concentração por mais tempo para digerir a informação contida, com isso voltamos à primeira razão:  lendo exercitamos as conexões do nosso cérebro.

6 – Ler é uma ótima maneira de melhorar a auto-estima – porque a pessoa que lê tem mais informações sobre o mundo, sobre como ele funciona e eventualmente as pessoas a volta procuram quem lê para as respostas às suas perguntas.

Menina Kátia Katusha, 1955

Yuri Kugachi (Rússia, 1917)

óleo sobre madeira

7 – Ler melhora a memória – pesquisas sobre a memória já provaram que se precisa usá-la para não perdê-la.  Já sabemos, por exemplo, que palavras cruzadas ajudam a retardar as conseqüências da doença de Alzheimer.  Ler requer que se use a memória de maneira semelhante: detalhes, fatos, números e no caso da literatura, enredo, temas e personagens.

8  – Ler melhora a disciplina – abrir um espaço no dia para a leitura, todos os dias, organizando a leitura de um livro e fazendo essa leitura, melhora a disciplina da pessoa que lê.

9 – Ler aumenta a criatividade – lendo tem-se mais informação, mais conhecimento, elementos importantes que servem de base ao processo criativo.

10  – Ler melhora a vida social – quem lê tem sempre alguma coisa para dizer, alguma observação interessante para adicionar a uma conversa.

11 – Ler melhora a capacidade de raciocínio – livros profissionais têm objetivos argumentados a favor ou contra uma determinada idéia.  Seguir esses argumentos, entendê-los, melhora o raciocínio.

12 – Ler é aprender quando você quiser – além da educação formal, nos bancos da escola, a leitura pode aumentar os seus conhecimentos sobre qualquer assunto a qualquer hora, em qualquer dia.

13 – Ler é uma maneira segura de evitar o tédio – o enredo de um romance, o conselho de um livro sobre comportamento, a novidade de pesquisa num campo de interesse profissional, em suma a leitura é envolvente e como tal uma maneira quase certa de evitar o tédio.

14 – Ler melhora a sua carreira – ler de maneira sistemática sobre assuntos de sua carreira certamente ajuda a melhorar o seu desempenho.

15 – Ler pode transformar a vida – um grande número de livros pode ajudar o leitor a solucionar tanto problemas do dia a dia, tais como “manual do português correto”, “como organizar uma cozinha”, como pode também guiar o leitor a ultrapassar um obstáculo emocional ou existencial.





Quadrinha do luar de prata

10 10 2011

Ilustração de autoria desconhecida.

Se a lua cheia aparece

e suaves raios desata,

o mar, inteiro, se esquece,

num doce sonho de prata.

(Galdino Andrade)





Imagem de leitura — Lole Ferrada Sullivan

9 10 2011

Lendo, 2010

Lole Ferrada Sullivan (Chile, 1962)

http://www.artelista.com

Lole Ferrada Sullivan nasceu em Santiago, Chile, em 1962. Entrou na Faculdade de Belas Artes em 1979, mas teve seus estudos interrompidos pela ditadura de Pinochet, 3 anos mais tarde. Em 2001 retorna à pintura depois de trabalhar como ilustradora para editoras, e passa a ensinar história da arte.  Mais tarde passa a ensinar pintura e arte para crianças.





Manhã de sol no Rio de Janeiro, passeio no Jardim Botânico

9 10 2011

Jardim Botânico, aléia das palmeiras reais, entrada principal.

A primavera chegou quente e ensolarada.  Hoje a máxima parece ter chegado aos 30ºC  — pelo menos foi o que prometeram nos jornais — pelo calor eu diria que foi mais, mas é possível que a temperatura tenha caído rapidamente porque a tarde se cobriu de nuvens.  Foi, no entanto, uma bela manhã para um passeio no Jardim Botânico.  Tenho a felicidade de morar próximo desse belíssimo parque e o prazer de andar por suas aléias é constante.

Entrada para o Jardim Oriental, dentro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.

O jardim oriental passou por uma grande reforma nos últimos anos.  Está hoje mais ZEN.   Tem mais pedras, exibe aquela  simplicidade de pureza de formas que não tinha anteriormente. Diminuíram a extensão da ponte vermelha.  Parece a mesma, mas se contarmos o número de segmentos, vemos que a ponte ficou menor, menos extensa. Uma foto mais antiga que tenho, de um outro ângulo, talvez ajude a mostrar a diferença.  E o  entorno do lago está bastante mudado, vejam abaixo.

O novo Jardim oriental tem muitos caminhos de pedras.

Foto mais antiga, de 2007, do mesmo lago, outro ângulo, no Jardim Oriental do Jardim Botânico.

Acredito que a ponte antiga seja uma interpretação mais romântica do que seria um jardim oriental.  Enquanto que a disposição mais moderna, incluindo o comprimento menor da ponte, sejam mais realistas quanto a estética oriental.  Gosto mais da interpretação romântica, com uma ponte mais esticada, apesar de não desgostar da que temos hoje.

Raizes de uma andiroba.

Aléia das andirobas.

E assim terminou o passeio de hoje, numa das minhas aléias favoritas: árvores gigantescas, com raízes imponentes.  Lembre-se de não plantar uma andiroba ao ladinho da sua casa…  Mas próximo à divisa do seu terreno ficaria maravilhosa!  Sim, é natural do Brasil.





Um show de equilíbrio para um domingo de descanso.

9 10 2011







Imagem de leitura — Lisa DeWilde

8 10 2011

Merchie, s/d

Lisa DeWilde ( EUA, contemporânea)

aquarela

www.lisadewilde.com

Lisa DeWilde estudou no College of Art de San Francisco na Califórnia e diplomou-se em artes gráficas pela Universidade Estadual de  San Jose.  Entre suas especializações estão a pintura mural e as aquarelas.





A pluralidade de gostos literários reflete a democracia do conhecimento

8 10 2011

Leitura na praia, s/d

Alexandre Washington ( Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela

No artigo Reflexo do País, no jornal O Globo, de hoje, o escritor Ricardo Lísias considera o que lhe parece injusto:  autores ganhadores dos maiores prêmios nacionais de literatura nem sempre são aqueles que se dedicam “a dizer a verdade ao poder e desafiá-lo” como entende que uma literatura de peso deva fazer.   Vou desabonar a defesa que Ricardo Lísias fez da infeliz posição do diretor de cinema Lars Von Trier, como um exemplo corajoso de quem não tem medo de enfrentar os poderes vigentes. Na pressa de preparar um artigo para o jornal e no afã de defender um ponto de vista, às vezes escritores recorrem a palavras de efeito sem pesar suas consequências.  Acredito que esse tenha sido o caso do autor de O livro dos Mandarins, pois até mesmo Lars Von Trier já se retratou pela infeliz piada a respeito dos nazistas que fez durante o Festival de Cinema de Cannes.

O que me surpreendeu no artigo do escritor paulista foi um resquício de elitismo intelectual – muito chegado às posições dos desacreditados sistemas políticos de esquerda — que está em desacordo com a pluralidade que a verdadeira democracia do saber atinge.  A grande esperança democrática de uma educação plena tem, entre outros, o objetivo de formar alguns milhões de leitores no país.  E ela não condiz com os parâmetros rígidos de VALOR (!) que o escritor parece querer aplicar, como se houvesse um POLITBURO do intelectualismo cujas normas deveríamos obedecer.  Um fato incontestável: quanto mais leitores tivermos maior será o número de pessoas que divergirão das metas estabelecidas por Ricardo Lísias ou qualquer outro queira impor um valor absoluto.

Leitora, s/d

André Kohn (Rússia, contemporâneo)

óleo sobre madeira,  45 x 34 cm

www.andrekohn.com

Não é fácil viver no sistema democrático, porque ele exige aquilo que nos faz menos selvagens e mais humanos: a aceitação do outro; da maioria.  E é exatamente disso que o escritor reclama:

No Brasil, os prêmios literários são o reflexo do país.  De vez em quando, protagonizamos eleições em que o melhor candidato é eleito; outras vezes permitimos que gente como Tiririca ou Clodovil (in memoriam) [sic] nos representem.  Na literatura é a mesma coisa: em alguns prêmios os melhores livros são contemplados; em outros, lá vai o Tiririca, lépido e faceiro, buscar o seu troféu.”

É isso mesmo.  A democracia tem dessas coisas: quem tem o maior número de votos ganha.  Se quisermos, de verdade, incrementar as chances de que outras pessoas sejam eleitas será preciso aumentar o número de leitores no país; o número de pessoas com sólida escolaridade.  E aí, e talvez só aí, outros políticos serão eleitos, outros autores ganharão prêmios.  Mas não haverá garantia.  Nunca.  Não poderemos nos assegurar de que aqueles que representam os valores que nos são preciosos sejam os mais votados, os adotados, os reverenciados. Porque numa nação democrática, mesmo que educada, teremos “em cada cabeça uma sentença”.

©Ladyce West, 2011





Quadrinha sobre a leitura

8 10 2011

Autoria desconhecida.-

 

Sem divertimento passo,

mas de um gosto não me privo:

é ler, e ler sem cansaço,

ter sempre nas mãos um livro.

(Roosevelt da Silveira)





Imagem de leitura — Elisha Dasenbrock

7 10 2011

Pensamentos secretos, s/d

Elisha Dasenbrock (EUA, contemporânea)

aquarela, 70 x 45cm

© Elisha Dasenbrock

Elisha Dasenbrock nasceu na pequena cidade de Lodi no estado de Ohio.  Aos 20 anos seguiu para Chicago à procura de um sonho: tornar-se uma artista plástica de sucesso.  Hoje,  mora e trabalha em Chicago, no estado de Illinois nos Estados Unidos.  Formada pela America Academy of Art, ela se especializou em aquarelas figurativas.





Quadrinha da lua e dos sonhos

7 10 2011

Ilustração de Edouard Halouze.

Quando estou em meu terraço,

olhando os astros risonhos,

a Lua atravessa o espaço

puxando o carro dos sonhos.

(José Lucas de Barros)