Adya lendo na cadeira de ratan, 1905
Otto van Rees ( Alemanha 1884 — Holanda 1957)
Técnica mista sobre papel
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Adya lendo na cadeira de ratan, 1905
Otto van Rees ( Alemanha 1884 — Holanda 1957)
Técnica mista sobre papel
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Leitora, 1925
Matthieu Wiegman (Holanda, 1886-1971)
óleo sobre tela
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Leitura para ABRIL, discussão a partir do dia 18
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SINOPSE
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Lisboa, Páscoa de 1506. A cidade está prestes a passar por um dos momentos mais tristes de sua história. Milhares de judeus, que já haviam sido convertidos à força ao catolicismo, são perseguidos por fanáticos religiosos que os acusam de atrair a seca e a peste que assolam Portugal, prenúncio de uma época de perseguição religiosa instaurada pela Inquisição. Reinava então D. Manuel I, o Venturoso, e os frades incitavam o povo à matança. Dois mil cristãos-novos foram vítimas de um massacre em Lisboa durante as comemorações da Páscoa de Abril de 1506. Os mistérios em torno deste evento verídico são explorados neste extraordinário romance histórico de Richard Zimler, que já recebeu diversos prêmios literários na Europa e nos Estados Unidos.
“Em uma atmosfera densa e rica em detalhes, Zimler relata o pesadelo de ser judeu no tempo da Inquisição.”
The Wall Street Journal
“Best-seller internacional e instigante literatura de mistério, este romance também é uma angustiante descrição da perseguição aos judeus no século XVI, em Portugal, além de uma envolvente introdução à tradição judaica da cabala.”
Independent on Sunday
Editora: Best Seller
Ano: 2010
Número de páginas: 420
Marcelo Valença.—
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Esta é a sexta entrevista com o título Minha profissão, que foca em jovens profissionais falando sobre suas preparações para exercerem as profissões que têm. As anteriores incluem: bibliotecária, músico, empresária em comércio exterior, fotógrafo, analista de sistemas.
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Perfil
Sou um cara tranquilo de mente irrequieta. Aprendo com pessoas, lugares, desafios. Sorrio bastante e falo ainda mais. Vivo música e design e gosto de aprender sobre tudo o mais.
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Que tipo de trabalho você faz?
Sou designer industrial, ajudo empresas e indústrias a melhorar ou conceber seus produtos ou serviços. Procuro sempre melhorar o modo como as pessoas se relacionam com os objetos e espaços e estes com a sociedade e o meio ambiente.
Trabalho para a Questto Design, tenho minha microempresa, a mvdesignbrasil e sou professor de computação gráfica no Istituto Europeo di Design.
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Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?
Sou bacharel em Design do Produto, fiz a primeira metade da graduação na UFPE e a segunda na Belas Artes/SP. Também cursei Letras na UFPE.
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Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?
Se tem uma palavra que bem define design e os designers é multidisciplinaridade. Você pode ser designer gráfico, industrial, de moda ou interiores e em cada uma destas carreiras precisará aprender sobre dezenas de outras áreas. Cada faculdade de design encontra um viés específico e é bom conhecer antes de fazer o curso.
Seja por eleger a técnica (materiais e processos fabris, softwres 3D, ergonomia), a criação (estética, sketch, rendering), a administração (gestão, marketing, branding) ou a sociedade (ecodesign, etnografia, sustentabilidade), dificilmente as escolas conseguem atingir essa multidisciplinaridade com ensino de qualidade em todas as áreas.
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O que você faz para continuar a se atualizar?
Leio muito e trabalho com dedicação. Mantenho a cabeça sempre em atividade e procuro aprender o máximo com cada novo projeto que participo. Sempre que possível faço cursos, atendo a palestras e workshops e participo dos concursos e exposições da área.
Acredito que um bom designer deve ser curioso, observador e ter a cabeça aberta para novas informações e conceitos, sempre.
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Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?
Sim. Falo inglês fluentemente e sei um pouco de italiano, francês e espanhol, idiomas que uso em viagens e para contatos com clientes e fornecedores no exterior. Costumo ler livros e visitar sites estrangeiros diariamente e, por isso, considero o inglês essencial.
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Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?
Procure conhecer o máximo sobre os cursos e as carreiras em que tens interesse, ouça os conselhos dos pais e professores, mas forma tua própria opinião antes de escolher.
Também não se preocupe em acertar de primeira. O ensino médio faz parecer que estamos tomando uma decisão para a vida aos dezessete anos, mas a coisa não é bem assim. Descubra teus talentos e procure uma carreira que te permita expandi-los e que te leve a conquistar teus sonhos.
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Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?
Para quem quer conhecer um pouco mais sobre design, dois sites da gringa que recomendo: www.core77.com e www.yankodesign.com. No meu twitter posto indicações de livros, artigos da web ou eventos de design (@marcelov).
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Cyra de Queiroz Barbosa
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A calçada está coberta
com folhas soltas
das amendoeiras
sopradas pelo vento.
Vermelhas
amareladas
quase secas
outonadas.
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As árvoes se despiram.
Esgalharam.
Braços suspensos
como em preces
implorando
o reviver na primavera.
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Nos rostos que caminham pela rua
há marcas das horas
vividas
sofridas.
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Há passos que se apagam
entre as duas calçadas.
Há braços que se estendem
na vã espera.
Outono
sem reviver
sem primavera.
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Em: Moenda:painéis e poemas interiorizados, Cyra de Queiroz Barbosa, Rio de Janeiro, Rocco:1980, p. 129
Uma senhora em seu descanso, s/d
Frederic Soulacroix (Itália, 1858-1933)
óleo sobre tela
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Charles Joseph Frederic Soulacroix nasceu em 1858 na Itália. Foi aluno de Ramney, Cornelius e de Dumont. Enrou para a Escola de Belas Artes em 1845 e fez sua primeira exposição no Salon de Paris em 1849. Considerado um pintor da classe média, sabia dar um lustre especial à variedade de texturas dos tecidos refinados de suas modelos. Um retratista e um pintor de gênero que se excedeu ao transportar para suas telas belas cenas de interior. Faleceu em 1933.
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Um gigante chileno: esta é a melhor descrição do Atacamaticán, um dinossauro herbívoro que habitou o norte do Chile há cerca de 100 milhões de anos. Seu nome deriva do deserto do Atacama localizado na região norte do país, um dos desertos mais áridos do mundo. A notícia foi divulgada na revista científica Anais da Academia Brasileira de Ciências.
“O Atacamatitán chilensis é o primeiro dinossauro a ser batizado no Chile“, afirmou o paleontólogo David Rubilar, integrante da equipe que realizou a descoberta.
“Esta nova espécie fóssil permitirá ampliar o conhecimento dos dinossauros na América do Sul e representa uma grande contribuição para a paleontologia nacional“, acrescentou o pesquisador.
Trata-se de uma nova espécie de dinossauro gigante, o titanossauro, herbívoro, com pescoço e cauda muito longos. Ele teria cerca de oito metros de comprimento e pesaria próximo a cinco toneladas. A particularidade desse dinossauro são suas pernas mais magras, reflexo da geografia do local onde esses animais viveram no passado e de sua alimentação, segundo o cientista.
“Sua particularidade foi diagnosticada a partir das vértebras do dorso e da cauda e pelo formato do fêmur, mais fino do que em que qualquer titanossauro já descoberto“, explicou Rubilar. “Não é nem o maior nem o menor, sua principal característica distintiva está no fêmur“, acrescentou o especialista.
Os restos desse dinossauro foram encontrados em 2000 onde fica hoje o deserto do Atacama, o mais árido do mundo, localizado no extremo norte do Chile com uma extensão de mais de 100.000 km2 e com períodos de até 300 anos sem chuvas.
“O Atacamaticán se alimentava dos frutos das araucárias, o que indica que, naquela época, o deserto do Atacama não era um lugar tão árido como agora“, explicou Rubilar, paleontólogo do Museu de História Natural do Chile.
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FONTE: AFP
Alexander Sokht ( República Checa, 1967)
óleo sobre tela, 80 x 70cm
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Alexander Sokht nasceu em Praga em 1967 e foi criado em Krasnodar no sul da Rússia, próximo ao Mar Negro. Estudou arte na Universidade Estadual de Krasnodar. Logo depois de sua graduação participou de diversas exposições em grupo, em Krasnodar e Sochi. Em 1991, começou a exibir em Moscou. Com o sucesso de seu trabalho na capital russa, mudou-se para Moscou, onde viveu pelos dez anos seguintes. In 1997, seu trabalho começa a ser exibido fora da Rússia: Suiça, Alemanha, Luxembugo, França, Espanha. A porta para sua carreira internacional, européia havia sido aberta. Em 2002 expõe em Berlin e Londres. Com a carreia européia aquecida, sai de Moscou e se estabelece em Praga, onde abre seu ateliê e sua própria galeria de arte e onde vive até hoje. www.alexandersokht.com
Flores, 1961
Agostinho Batista de Freitas ( Brasil, 1927-1997)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
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Fagundes Varela
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Por que vergas-me a fronde sobre a terra,
Diz a flor da colina ao manso vento,
SE apenas às manhãs o doce orvalho
Hei gozado um momento?
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Tímida ainda, nas folhagens verdes
Abro a corola à quietação das noites,
Ergo-me bela, me rebaixas triste
Com teus feros açoites!
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Oh! Deixa-me crescer, lançar perfumes,
Vicejar das estrelas à magia,
Que minha vida pálida se encerra
No espaço de um dia!
–
Mas o vento agitava sem piedade
A fronte virgem da formosa flor,
Que pouco a pouco se tingia, triste,
De mórbido palor.
–
Não vês, ó brisa? lacerada, murcha,
Tão cedo ainda vou pendendo ao chão,
E em breve tempo esfolharei já morta
Sem chegar ao verão?
–
Tem piedade de mim! Deixa-me ao menos
Desfrutar um momento de prazer,
Pois que é meu fado despontar n’aurora
E ao crepúsc’lo morrer!…
–
Brutal amante não lhe ouviu as queixas,
Nem às suas dores atenção prestou,
E a flor mimosa, retraindo as pétalas,
Na tige se inclinou.
–
Surgiu n’aurora, não chegou à tarde,
Teve um momento de existência só!
A noite veio, procurou por ela,
Mas a encontrou no pó.
–
Ouviste, ó virgem, a legenda triste
Da flor do outeiro e seu funesto fim?
Irmã das flores à mulher, às vezes,
Também sucede assim.
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São Paulo, 1861
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Luís Nicolau Fagundes Varella, (RJ 1841 – RJ 1871) ou Fagundes Varela, poeta brasileiro e um dos patronos na Academia Brasileira de Letras.
Obras:
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Cientistas brasileiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro, (UFRJ), anunciaram ontem, [16/03], no lançamento da publicação Anais da Academia Brasileira de Ciências, a descoberta de um dinossauro gigante, a que se deu o nome de Espinossaurídeo Oxalaia quilombensis. Este é o maior dinossauro carnívoro já encontrado no Brasil. Viveu no nordeste brasileiro, mais especificamente, no Ilha de Cajual (MA), onde foi encontrado.
O Oxalaia quilombensis — cujo nome homenageia Oxalá, divindade masculina mais respeitada na religião africana e também os quilombos, povoações que construídas por escravos fugidos que existiam na ilha — media de 12 a 14 metros de comprimento, pesava entre 5 e 7 toneladas e viveu há cerca de 95 milhões de anos.
Essa descoberta foi a estrela da apresentação, onde os pesquisadores do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro mostraram que ao encontrarem os vestígios do pré-maxilar, com sete dentes, e da narina do dinossauro, constataram que o réptil tinha mais semelhanças com outros dinossauros encontrados na costa da África do que com os descobertos até hoje em terras brasileiras, tais como os répteis da Bacia do Araripe. Verificaram também que o Oxalaia quilombensis, quando comparado a dinossauros da mesma espécie, mas encontrados na costa africana, tem dimensões significativamente maiores do que seus pares da África. A familiaridade entre esse dinossauro e os encontrados na África nos lembra que há 115 milhões de anos as terras da América do Sul e da África ainda eram unidas, permitindo a livre migração de um lado ao outro de fauna e de flora (atrvés de sementes), pois o Oceano Atlântico ainda não separava os dois modernos continentes.
Uma das características dos Espinossaurídeos são dentes mais finos e mais fracos do que os encontrados em outros dinossauros carnívoros. Essas características levou cientistas a pensarem, por muito tempo, que esses dinossauros se alimentassem de peixes. Mas há pouco tempo foi descoberta uma mordida de um Espinossaurídeo na vértebra do pescoço de um pterossauro. Isso mudou tudo e hoje então sabemos que eles tinham uma dieta mais variada, pois podia se alimentar de répteis. Os Espinossaurídeos reinavam absolutos como maiores carnívoros do país. Fora eles, não há qualquer outra espécie que ostente mais de 8 metros de comprimento no Brasil.
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O Espinossaurídeo Oxalaia quilombensis tinha espinhos neurais muito alongados que formavam a vela – uma estrutura nas costas como um leque. Seu crânio lembrava o dos crocodilos porque também era longo.
Fonte: O GLOBO, versão impressa.
Creme
Alfred Arthur Brunel de Neuville (França, 1851-1941)
óleo sobre madeira
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O leite, que é a bebida
Ideal para o estudante,
É mil vezes superior
A qualquer refrigerante.
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(WNF)